Mais de 50 mil pernambucanos se recuperaram da Covid-19

Ascom Cabo/Divulgação

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou neste sábado a feliz marca de 50.457 pacientes recuperados da Covid-19 em Pernambuco. O número representa 70,6% do total de 71.370 pessoas infectadas que tiveram a confirmação da doença, desde o início de março. Nas últimas 24h foram registradas 974 novas curas.

“Há exatos quatro meses, a Organização Mundial de Saúde (OMS) elevava o status da contaminação pelo novo coronavírus à condição de pandemia. Um dia depois, em 12 de março, Pernambuco confirmava os dois primeiros casos importados da Covid-19. Desde então, montamos uma força tarefa para conduzir as ações de enfrentamento com muita responsabilidade e transparência com o objetivo de salvar vidas. As curas clínicas dos casos mais graves demonstram o quanto a rede de assistência, que vem sendo ampliada e estruturada continuamente, vem sendo primordial para salvar vidas. Este é um dado que supera a frieza dos números”, afirmou o o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Do total de pessoas recuperadas clinicamente, 10.519 foram casos que demandaram leitos na rede de saúde e se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), enquanto 39.938 foram de casos leves, ou seja, pacientes que não demandaram internamento hospitalar.

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.

AFOGADOS COM 133 INFECTADOS PELA COVID-19

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que hoje foram registrados 02 casos positivos e 06 novos pacientes em investigação em nosso município.

Os casos positivos são duas mulheres, de 42 e 50 anos, sendo uma professora e a outra profissional da saúde.

Novos casos em Investigação:

São 04 pacientes do sexo masculino (07, 14, 25 e 54 anos) e 02 pacientes do sexo feminino (19 e 43 anos). Entre as mulheres: 01 professora e 01 estudante. Já entre os homens: 03 estudantes e 01 engenheiro.

Hoje foram descartados 02 casos cujos pacientes apresentaram resultados negativos.

Todos os casos confirmados e em investigação seguem monitorados pelas nossas equipes da atenção básica e da vigilância em saúde.

Com 70 mil mortos, Brasil terá 2 milhões de casos de covid até quarta-feira

AFP / MAURO PIMENTEL

Por: Correio Braziliense

O segundo maior estádio do Brasil jamais comportou, em vidas, o equivalente ao número de brasileiros mortos pelo novo coronavírus. São 70.389 mil óbitos causados pela pandemia. Se fossem torcedores, superariam o público do jogo da seleção brasileira contra a África do Sul, no Estádio Mané Garrincha, durante a Olimpíada de 2016. As confirmações de novas infecções continuam acima de 40 mil pelo quarto dia consecutivo, com 45.048 casos, fazendo com que o país chegue a 1.800.827 confirmações da doença.

A previsão é que, entre a próxima terça e quarta-feira, o país atinja a marca de 2 milhões de infectados, segundo o Portal Covid-19 Brasil, uma iniciativa formada por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade de São Paulo (USP).

A marca demonstra a rapidez com que a curva no país subiu nas últimas semanas. Em 19 de junho, o país alcançou 1 milhão de positivos confirmados e, caso a estimativa se consolide, o número dobrará em menos de um mês. Isso significa que o novo milhão deve vir 4,4 vezes mais rápido do que o primeiro, que se iniciou em 26 de fevereiro, quando foi registrado o primeiro caso no Brasil.

Com atualizações diárias na faixa de mil mortes, e mais de 40 mil casos, o país deve encerrar a semana 28, que vai de 5 a 11 de julho, mantendo a média de registro do fechamento semanal anterior. Para atingir o mesmo patamar da 27ª semana epidemiológica, os registros diários até o fechamento de hoje precisam chegar a 39.514 casos e 1.062 mortes.

No cenário mundial, apenas os Estados Unidos superam o total de casos e óbitos pelo novo coronavírus. Segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins, 133.847 norte-americanos perderam a vida nesta pandemia e mais de 3,1 milhões foram infectados. Somente a soma dos números brasileiros ao dos EUA representa 40% do total de casos em todo o mundo.

O crescimento preocupa os especialistas, que reforçam a necessidade de um isolamento efetivo para a queda na curva. “A gente vê uma política do (Poder) Executivo que é totalmente voltada para uma flexibilização mais precoce. A economia não pode parar e a gente entende isso, mas, pensando pela questão sanitária, nós tínhamos que ter feito essas medidas de isolamento e esperar estabilizar o número de casos para a gente ter essa abertura”, ressalta Rodrigo José, médico do serviço de controle de infecção hospitalar do Hospital Imaculada Conceição, em Curvelo (MG).

Estados
Liderando o ranking brasileiro de mortes e casos, São Paulo acumula 17.442 óbitos e 359.110 confirmações do novo coronavírus. Dos 645 municípios, houve, pelo menos, uma pessoa infectada em 632 cidades, sendo 407 com um ou mais óbitos. Entre o total de casos diagnosticados, 204.531 pessoas estão recuperadas, mas apenas aproximadamente 25% desses adoecidos precisaram, de fato, ficar internados. Mais de 51,5 mil pessoas que ocuparam leitos em SP já tiveram alta.

Atualmente, as taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 63,8% na Grande São Paulo e 65% no estado. O número de pacientes internados é de 13.550, sendo 8.259 em enfermaria e 5.291 em unidades de terapia intensiva.

Mato Grosso tem 986 mortes e Paraná está com 978. Minas Gerais o Rio Grande do Norte bateram a marca e têm, respectivamente, 1.504 e 1.356 fatalidades pela covid. Além deles e de São Paulo, outros 10 estados já ultrapassaram a marca.

O Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos, com 11.280 vítimas da doença. Em seguida estão Ceará (6.777), Pernambuco (5.482), Pará (5.224), Amazonas (3.008), Maranhão (2.392), Bahia (2.383), Espírito Santo (1.967), Alagoas (1.246) e Paraíba (1.229).

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Pernambuco é destaque em novo índice de transparência da OKBR

Pernambuco alcançou a segunda posição entre os estados brasileiros na nova versão do Índice de Transparência da Covid-19 divulgado pela organização não governamental Open Knowledge Brasil (OKBR). Com um total de 92 pontos, o Governo de Estado permanece no nível “alto” dentro da avaliação da qualidade dos dados e informações relativos à pandemia do novo coronavírus publicados em seus portais oficiais.

Segundo a OKBR, para a composição do índice 2.0 foram definidos um conjunto de dados essenciais e parâmetros para as divulgações. O novo indicador é composto por três dimensões: conteúdo, granularidade e formato. Por sua vez, cada dimensão é constituída por um conjunto de aspectos avaliados separadamente, totalizando 26 indicadores separados pelas áreas de demografia, infraestrutura, casos, base de dados, acesso e qualidade.

“Essa nova avaliação foi muito mais detalhada, com um nível de exigência de informações ainda mais rígido, específico e qualificado. Deixamos de pontuar em apenas dois dos 26 critérios estabelecidos. Para nós, essa conquista é resultado de um esforço contínuo de todos os que fazem a administração estadual. Nossa atuação estará sempre pautada pela transparência nas ações e gastos públicos”, ressaltou a secretária da Controladoria-Geral do Estado (SCGE), Érika Lacet.

Para garantir a classificação de destaque no índice, o órgão, que coordena o Portal da Transparência do Governo de Pernambuco, contou com o apoio da comissão temporária de apoio à Secretaria Estadual de Saúde (SES), que tem como um dos coordenadores o secretário-executivo da SCGE, Caio Mulatinho.

ÍNDICE – A primeira versão do Índice da Transparência da Covid-19 foi lançada em 3 de abril de 2020 e recebeu atualizações semanais até o dia 12 de junho. Diante do expressivo avanço na abertura dos estados e da União, a OKBR abriu uma consulta pública com o objetivo de coletar subsídios para “subir a régua” da avaliação, qualificando ainda mais a transparência da pandemia. Após a consolidação dos resultados desse processo, no dia 10 de julho, foi lançado o Índice de Transparência da Covid-19 (2.0), um instrumento de avaliação ainda mais robusto, aplicado a capitais, estados e governo federal. A coleta de dados passa a ser quinzenal e os resultados da avaliação são atualizados semanalmente, alternando estados e capitais.

MP defende fechamento de bares e restaurantes até queda dos números de Covid-19

O Ministério Público esteve representado em reunião com a CDL, prefeitura de Afogados da Ingazeira, PM, representantes dos setores de Academias e restaurantes, além da imprensa.

O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto se posicionou sobre as medidas tomadas pelo MP para dar suporte às medidas que evitem um aumento no número de casos em Afogados da Ingazeira.

Um dos posicionamentos foi o de que o Ministério Público interpretou como correta a decisão do Governo do Estado de não avançar para a reabertura de academias e restaurantes dia 20, diante do número de casos da doença na região. Ele defendeu o rigor para que haja um retorno seguro, preservando vidas. Outra informação foi a de que quando for confirmada a nova data da retomada dessas atividades, haverá uma reunião para que sejam firmados os protocolos.

O promotor defendeu ainda que, mesmo que O Governo do Estado autorize o funcionamento de bares e restaurantes, só haja a liberação quando houver análise local que garanta retorno com segurança.

“Se o Estado autorizasse na próxima semana não teríamos segurança pelos indicativos e o Ministério Público seria a favor da manutenção do fechamento”. Para ele, seria impossível controlar e acompanhar todos esses estabelecimentos, já que há muitos inclusive sem registro nos bairros, por exemplo, bem como grande quantidade na zona rural.

O MP em conjunto com a prefeitura prometeu avaliar a demanda do setor de academias para liberação da figura do “personal delivery”, para acompanhamento com protocolos de segurança de pessoas que fazem atividades individualmente, enquanto não há reabertura.

Mais testes e divulgação de ruas onde há positivados: o MP voltou a defender uma testagem ainda maior nos municípios do Pajeú, favorecendo mapeamento, controle e futura queda na curva de transmissão do vírus.

O promotor Lúcio Almeida afirmou aibda que a medida de divulgação dos nomes das ruas onde há casos confirmados em Afogados da Ingazeira atende uma solicitação do Ministério Público de dar maior grau de informação e permitir maior vigilância e prevenção pela população.

Participaram da reunião o prefeito do município, José Patriota, o Secretário de Saúde Arthur Amorim, Glauco Queiroz e Darlan Quidute (CDL), Coronel Norberto Lima, Comandante do 23o BPM, Nill Júnior e Wellington Rocha (rádios), dentre outros representantes.

Inovar para cuidar”, diz José Patriota sobre enfrentar a pandemia e seus efeitos

Discutir os desafios dos municípios durante e no pós-pandemia. Este foi o objetivo principal da 4ª edição da série Pandemia e Sociedade, realizada pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por videoconferência ontem, 10/07, que reuniu o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, o assessor especial do Ministério da Mulher, da Família, e dos Direitos Humanos, Henrique Villa e o coordenador do Núcleo de Inovação Social em Políticas Públicas da Fundaj, Sérgio Kelner, mediador do debate.

Os gestores dos municípios pernambucanos enfrentam um desafio diário, devido à crise causada pelo coronavírus, em três importantes frentes: saúde, educação e na área socioeconômica. Representando também a Confederação Nacional de Municípios (CNM), José Patriota, afirmou que não há respostas prontas para tudo isso que estamos vivendo, mas “há oportunidade para inovar, reinventar e buscar caminhos”.

Segundo o gestor, é impossível inovar sem deixar de lado o aspecto econômico. “O  diagnóstico econômico é imprescindível para a inovação. Os números mostram quedas de receitas impactantes. A expectativa de perda de arrecadação está na faixa dos R$ 74 bilhões, ao mesmo tempo em que a demanda da população aumenta. A reforma tributária, no pós-pandemia, deve vir considerando todas essas mudanças, principalmente no tocante à divisão da arrecadação”, enfatizou.

Patriota demonstrou cuidado acerca dos novos gestores que tomarão posse após as eleições municipais, remarcadas para 15 de novembro. A CNM e a Amupe, promovem a nível nacional e estadual, respectivamente, seminários de apresentação e capacitação dos novos gestores municipais. “É importante conversar e mostrar a cada prefeito o trabalho pesado que lhe espera. Ai lembramos que devemos voltar ao debate da profissionalização da gestão pública”, salientou o prefeito.

Que completou a fala, ao destacar como imprescindível o trabalho conjunto de cada poder e ente federativo para superarmos a crise. “Não sabemos se a União vai ter condições de manter tudo isso em ordem por muito tempo, mas precisamos que a colaboração entre os entes federativos seja de forma constante e permanente. Na perspectiva dos municípios, o partilhamento da co-governança é primordial, a exemplo dos consórcios, traz economia e padronização. É fundamental a educação em todas as suas dimensões, ao lado da reinvenção da economia. A economia criativa, os novos serviços e a produtividade, como gerar renda e como ser competitivo no mercado com os pequenos. A gente não precisa de extremos, a gente precisa de cuidados”, completou José Patriota.

O coordenador do Núcleo de Inovação Social em Políticas Públicas da Fundaj, Sérgio Kelner, afirmou que o “novo normal” da economia precisa ser pensado com muita responsabilidade. Segundo ele, “acredito que nós vamos enfrentar um período de transformações nas relações entre a produção e o consumo que vai gerar desemprego estrutural e, possivelmente, vai diminuir significamente a capacidade das pessoas não qualificadas de buscar emprego e, consequentemente, amplia a pressão sobre o Estado. E essas condições acabam se acentuando nos pequenos municípios”.

O o assessor especial do Ministério da Mulher, da Família, e dos Direitos Humanos, Henrique Villa elencou três dimensões que não podem ser esquecidas no pós-covid para o desenvolver os municípios. “A primeira é seguir a Agenda 2030, com os seus 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS); o segundo ponto é a questão do desenvolvimento regional, pois não há possibilidade de sobrevivência de municípios pequenos no pós-pandemia sem cooperação, integração e diálogo, e os consórcios municipais, elencados pelo prefeito Patriota, são instrumentos fundamentais da institucionalização desse processo. E por último a inovação social, o olhar para as demandas que surgirão da população que são fundamentais para a sobrevivência delas.”, concluiu.

A 4ª edição da série Pandemia e Sociedade da Fundaj está disponível na íntegra no canal do youtube da Fundação, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=EArkiXDh82M

Danilo Cabral espera que novo ministro promova uma educação pública de qualidade

Emenda de Danilo Cabral tenta isentar professores do congelamento ...

Com indicação do pastor Milton Ribeiro para o Ministério da Educação, nesta sexta-feira (10), o deputado federal Danilo Cabral (PSB) diz esperar que o novo ministro tenha foco na promoção de uma educação pública de qualidade, assegurando investimentos, e buscando a integração da União, estados e municípios. “Neste momento, em que discutimos como assegurar o financiamento para a educação básica do país, com o novo Fundeb, esperamos que o novo ministro defenda a ampliação dos recursos e não a retirada deles como propõe o ministro da Economia (Paulo Guedes)”, afirmou.

O deputado se refere à proposta do governo de retirar recursos do Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica para outro programa social, o Renda Brasil. Este deve substituir o Bolsa Família e pode começar a vigorar após o fim do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600.

A PEC do novo Fundeb (15/15) deve ser colocada na pauta de votação da Câmara Federal na próxima semana, segundo já sinalizou o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM -RJ). A proposta a ser votada pelos deputados prevê o aumento da participação da União, que hoje é de 10% na composição do Fundo, para 20% até 2026, crescendo percentualmente ano a ano. O texto está sendo discutido com o governo federal, que resiste em ampliar sua participação.

Danilo Cabral também disse esperar que o novo ministro, pelo fato de ser pastor, não faça do MEC um espaço para disputa ideológica ou religiosa. “O Brasil já não aguenta mais esse debate. O Estado é laico e nós precisamos discutir o que é importante para a educação brasileira”, frisou. O parlamentar ressaltou que, em 18 meses de governo, os dois ministro antecessores criaram um tensionamento desnecessário no ambiente da educação brasileira. “Ele deve buscar colocar a educação como um valor central no desenvolvimento do Brasil, é fundamental termos um ministro que defenda a educação como uma saída estratégica para a reconstrução do Brasil”, completou.

O deputado também defende que o novo ministro reposicione o Plano Nacional da Educação (PNE), que completou seis anos, como o grande norteador da política de reconstrução do país. “É preciso termos alguém que lute para viabilizar mais recursos para a educação pública brasileira, faça um trabalho integrado e articulado com governadores, prefeitos, universidades, estudantes, trabalhadores da educação, e promova um grande entendimento nacional pela causa da educação”, completou o parlamentar.

Para Danilo Cabral, um dos desafios imediatos do novo ministro será o planejamento para a retomada das aulas presenciais em todo país. De acordo com o deputado, integrante das comissões de Educação e de Acompanhamento da Volta às Aulas, é urgente a aprovação do plano emergencial para a educação (projeto de lei 3.165/2020), que destina R$ 31 bilhões para a área. Os recursos recompõem o impacto da perda da arrecadação na educação.

Bolsonaro anuncia professor e pastor Milton Ribeiro como novo ministro da Educação

Por G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (10) por meio de uma rede social o professor e pastor evangélico Milton Ribeiro como novo ministro da Educação. Logo após o anúncio de Bolsonaro, a nomeação foi publicada em uma edição extra do “Diário Oficial da União”.

Ribeiro será o quarto ministro a comandar a pasta em um ano e meio de governo Bolsonaro. Os antecessores são Ricardo Vélez Rodríguez, Abraham Weintraub e Carlos Alberto Decotelli.

O novo ministro da Educação é militar da reserva do Exército e pastor da Igreja Presbiteriana de Santos.

Segundo o currículo na Plataforma Lattes, mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ele é graduado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em direito constitucional pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, instituição da qual é ex-vice-reitor.

Desde maio de 2019, Ribeiro é membro da Comissão de Ética Pública da Presidência da República — primeiro a ser nomeado para o órgão por Bolsonaro.

No governo Bolsonaro, o MEC é uma das pastas que mais sofrem a influência da ala ideológica do governo, que segue o ideólogo Olavo de Carvalho. Abraham Weintraub foi o principal representante dessa ala.

Mais cedo, antes do anúncio de Milton Ribeiro, Bolsonaro nomeou indicados por Weintraub para o Conselho Nacional da Educação. Os nomes indicados por Weintraub, quase todos aprovados por Bolsonaro, agradam a ala ideológica que apoia o presidente. São perfis conservadores, do movimento Escola Sem Partido, nomes próximos do escritor Olavo de Carvalho ou que defendem a ampliação do ensino a distância, segundo informou o Blog da Ana Flor.

O último ministro a ocupar o posto foi Carlos Alberto Decotelli, que ficou no cargo menos de uma semana e caiu após polêmicas envolvendo o currículo dele. Decotelli chegou a ser nomeado, mas sequer tomou posse.

Desde então, chegaram a ser cotados para o MEC o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, que desistiu da indicação, e o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), que, segundo Bolsonaro, era um “reserva” para a hipótese de não encontrar outro nome para a pasta.

Quando foi eleito presidente, em 2018, Bolsonaro disse que o MEC passaria a priorizar um “ensino de qualidade” para os jovens serem bons profissionais, “deixando de lado” temas relacionados ao que ele costuma chamar de “ideologia de gênero” e “ideologia voltada para o desgaste dos valores familiares”.

Para Bolsonaro, Paulo Freire é um “energúmeno”. Freire é considerado patrono da educação brasileira e autor do único livro brasileiro a aparecer na lista dos 100 títulos mais pedidos pelas universidades de língua inglesa consideradas pelo projeto Open Syllabus.

Covid-19: Brasil ultrapassa 70 mil mortes e 1,8 milhão de casos

Foto: Michael Dantas/AFP

Por: Estado de Minas

O Brasil chegou a 70.398 mortes confirmadas causadas pela Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde. O país já registra 1.800.827 ocorrências da doença. Nas últimas 24 horas, foram confirmados mais 1.214 óbitos e um aumento de 45.048 pessoas contaminadas.
Pelo quarto dia seguido, o número de óbitos foi superior a 1.200. Nessa terça (7), o país registrou 1.254 mortes; na quarta (8) foram 1.223 e na quinta (9), 1.220.
Pernambuco
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou, nesta sexta-feira (10), 1.333 novos casos da Covid-19. Também foram confirmados 73 óbitos, ocorridos desde o dia 11 de maio.
Entre os casos confirmados hoje, 1.171 (88%) são leves, ou seja, pacientes que não demandaram internamento hospitalar e que estavam na fase final da doença ou já curados. Os outros 162 (12%) se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Agora, Pernambuco totaliza 70.100 casos já confirmados, sendo 20.850 (30%) graves e 49.250 (70%) leves.
Do total de mortes no informe de hoje, 49 (67%) ocorreram de 11/05 a 05/07. As outras 24 (33%) ocorreram nos últimos três dias. Com isso, o Estado totaliza 5.482 óbitos pela doença.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.