Instituições de ensino superior de Pernambuco estão entre as piores do Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) atualizou os dados que qualificam a educação superior no Brasil. Entre os números divulgados, um dos principais é o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), calculado desde 2007, e que considera o desempenho dos estudantes, a infraestrutura, formação dos professores e ainda indicadores da pós-graduação. Em Pernambuco, o índice apontou que 25 instituições particulares de ensino superior obtiveram notas abaixo da média, ou seja, foram classificadas com notas 2 e 1, conceitos regulares, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Entre as instituições que não alcançaram a média desejada estão a Escola Superior de Marketing e a Faculdade de Tecnologia e Ciência de Pernambuco, a Faculdade Santa Maria, entre outras. Todas obtiveram conceito 2 (regular), com exceção da Faculdade de Ciências Agrárias de Araripina (Faciagra) que obteve conceito 1, enquanto o Instituto Superior de Educação de Goiana foi classificado com "sem conceito". A lista completa das instituições pode ser conferida no site do Inep.

Em todo o Brasil, foram avaliadas 2.109 instituições de ensino superior e 313 tiveram avaliação insatisfatória, medida por meio do IGC. Neste caso, as instituições são automaticamente incluídas no cronograma de visitas dos avaliadores do Inep e devem melhorar suas condições de ensino para continuar funcionando.

INSTITUIÇÕES PÚBLICAS

No Estado, as Universidades Federal (UFPE) e Federal Rural (UFRPE), obtiveram conceito 4, considerado bom pelo MEC. A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que tem campus em Petrolina, Sertão do Estado, também ficou com 4. A Universidade de Pernambuco (UPE) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) alcançaram conceito 3, ficando na média. As conclusões são relativas a dados coletados no ano de 2015, que foram orginalmente divulgados em março deste ano.

AVALIAÇÃO DO MEC

Anualmente o Inep avalia o ensino superior por meio de uma série de indicadores. Um deles é o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicado aos estudantes concluintes do ensino superior. A cada ano, um grupo diferente de curso é avaliado. A cada três anos, todos os cursos são apreciados. Em 2015, foram avaliados os bacharelados nas áreas de Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e áreas afins e os Eixos Tecnológicos em Gestão e Negócios, Apoio Escolar, Hospitalidade e Lazer, Produção Cultural e Design.

Esse universo representou 26 áreas de avaliação, 8.121 cursos, 447.056 participantes. Além das provas do Enade, os estudantes respondem a um questionário sobre condições socioeconômicas e sobre o curso e a instituição. O questionário contém, por exemplo, questões sobre infraestrutura e condições de ensino e aprendizagem. Tanto as provas do Enade quanto o questionário são obrigatórios para os concluintes dos cursos avaliados, que ficam impedidos de receber o diploma caso deixem de fazer o exame sem justificativa. O número de concluintes regulares inscritos no Enade 2015 foi de 549.847, mas apenas são considerados nos indicadores aqueles participantes que fazem as provas e respondem o Questionário do Estudante.

O Conceito Preliminar de Curso (CPC) é calculado com base principalmente no desempenho dos estudantes Enade, nos dados obtidos por meio do questionário do estudante e nos dados dos professores obtidos no Censo da Educação Superior. São considerados, por exemplo, o número de mestres e doutores na instituição, bem como as condições de trabalho.

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