Psicólogos chamam atenção para atentado em Suzano

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Fato cometido traz um apelo emocional por parte da sociedade civil e um questionamento sobre o motivo pelo qual

os agressores cometeram tamanha barbárie

A tragédia que aconteceu em Suzano, interior de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (13), além de perplexidade pela barbárie por ter sido um ato cometido por jovens, aparentemente sem histórico de comportamento agressivo, chama atenção para uma reflexão sobre saúde mental da sociedade, jovens e crianças brasileiras. Para a Psicologia, todo comportamento possui uma intenção de comunicação de desejos ou necessidades de um indivíduo ou grupo. Nesse sentido, os comportamentos disfuncionais também visam comunicar algo, que normalmente está relacionado a algum tipo de sofrimento emocional.

Sendo assim, o fato cometido traz um apelo emocional por parte da sociedade civil e um questionamento sobre o motivo pelo qual os agressores cometeram tamanha barbárie.  De acordo com a professora do curso de Psicologia da Universidade Salgado de Oliveira e especialista em Neuropsicologia, Ana Carolina Cruz, é chagada a hora de questionar a educação das famílias a das escolas com os jovens e crianças. “Essa educação está pare além das normas e valores institucionais e cognitivos, mas sobretudo sobre as emoções, sobre a empatia, sobre a ética do cuidado consigo e com o outro”, comenta.

É fato que uma sociedade pacífica e emocionalmente saudável, dificilmente se deparará com indivíduos cruéis e agressivos. Já em uma sociedade em que a cultura do ódio, da intolerância e do imediatismo é praticada, naturalmente veremos ações que representem isso.

Mas diante de tal cenário; sociedade, pais e escolas têm se questionando sobre o que poderiam ter feito para evitar, ou o que podem fazer para que novos casos como esse não venham a acontecer. Ainda de acordo com Carolina, algumas dicas podem ser relevantes:

1.    Escute e acolha a fala da sua criança/aluno. A criança desenvolve sua capacidade de comunicação e empatia ao outro a partir da postura de escuta atenta e acolhedora de seu cuidador. É difícil exigir de um adolescente ou adulto a capacidade de lidar com seus sentimentos se nunca foi escutado e não aprendeu como fazê-lo.

2.    Esteja atento ao uso da internet. No atual contexto onde as telas têm capturado nossa atenção, é importante estar atento aos contextos virtuais nos quais os jovens têm transitado. Já há alguns anos temos acompanhado casos em que esse recurso tem sido utilizado para disseminar comportamentos auto e hétero agressivos entre os jovens.

3.    Lembre que criança e jovens pensam e agem diferente dos adultos. Neurologicamente, mesmo um adolescente, é um ser em desenvolvimento, e por esse motivo suas competências cognitivas e emocionais estão em desenvolvimento, o que demanda de seus cuidadores, educadores e sociedade, compreensão e ações que favoreçam seu desenvolvimento saudável.

4.    Estejam atentos às possíveis situações de violência em que a criança ou adolescente esteja envolvida na escola ou em sua comunidade. O bullyng tem sido uma das motivações para reações agressivas por parte de crianças e adolescentes, como forma de reagirem a essas agressões sofridas.

5.    Eduquem para as emoções. As competências intelectuais não são sinônimo das emocionais. Elas também precisam ser desenvolvidas. De pouco adianta termos crianças e jovens intelectualmente competentes e emocionalmente deficientes.

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