Fenearte ganha praças de descanso ricas em inspirações da nossa cultura praieira e conectadas com a modernidade

Ciranda inspira Praças de Convivência e Descanso na 20ª edição da Fenearte que traz homenagens a grandes representações da ciranda pernambucana: Lia de Itamaracá, Dona Duda e Mestre Baracho, falecido em 1988. Na Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte),  estarão expostas seis praças de descanso, sendo duas desenvolvidas sob autoria de nove alunos da Faculdade Esuda, entre expositores, oficinas, desfiles de moda, ações de cidadania e teatro infantil. “Estamos orgulhosos e ansiosos para ver as exposições realizadas por nossos alunos. Afinal, eles são o futuro do mercado” declarou Wilson Barretto, diretor geral. As duas equipes fizeram parte de uma seleção promovida pelo Governo de Pernambuco, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), em parceria com o Centro de Artes de Pernambuco.

A aluna de Arquitetura e Urbanismo, Paula Polemini é a coordenadora do projeto 1, intitulado “A Magia não acontece sem você”. O projeto, que garante o conforto para 15 pessoas, foi pensado em homenagear não apenas à ciranda, mas também a cultura praieira e dos pescadores, moldado na estrutura do grupo. A praça ainda conta com um painel em xilogravura, que retrata uma ciranda de J. Borges, artista pernambucano que mais retrata a ciranda em suas artes, um reflexo vivo da cultura pernambucana. “Buscamos fazer uma interação dos elementos com o público, então, núcleos que tem uma perspectiva de cabana constituem um túnel com a qual as pessoas poderão interagir. Afinal, a ciranda é bem isso. Uma manifestação em que pessoas que nem se conhecem se reúnem e se conectam do nada com as mãos quando começa a dança” declarou Paula.

De fato, os alunos Paula Polemini, Ana Duarte, Dayana Nascimento, José Júnior, Josélia Trindade e Taynnã Marçal não mediram esforços na estrutura que foi pensada com muito carinho para proporcionar conforto e interação. No projeto dos alunos do quinto período do curso de Arquitetura e Urbanismo, os bancos tomam a forma que a pessoa quiser e um totem de madeira possibilita que os visitantes recarreguem seus celulares. O espaço de descanso e convivência une ainda em luz e forma o lúdico com o moderno com um painel com o trabalho “Ciranda das Donzelas” de J. Borges em que as personagens se acendem. Um banco fixo ainda se ilumina com luz led assim como um túnel que forma uma cabana para reproduzir o céu  estrelado das praias, que inspiram o projeto. E, mais atual do que tudo, elementos lúdicos e sustentáveis (como a madeira e a corda de sisal) ficam à disposição dos visitantes da Fenearte, até dia 14 de julho, estruturados de forma a se ter fundos para uma fotografia em cada canto da estrutura, conectado com a tendência de selfies.

O segundo projeto, “Ritmos do Ganzá”, desenvolvidos pelos alunos Aline Nascimento, João Carlos Quintino e José Augusto Neto, tem como inspiração o ganzá, instrumento de percussão da cultura pernambucana, conhecido por ditar o ritmo dos movimentos populares, sendo um deles a ciranda. A praça que contará com uma armação de 2.20m e um banco de 9m, que comporta em média 20 pessoas, sendo todo feito de materiais biodegradáveis, garantido o seu reaproveitamento futuramente.

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