Saúde terá mais militares ”porque com civis não deu certo”, diz Bolsonaro

Foto: Carolina Antunes/PR

Por: Augusto Fernandes/ Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a presença do general Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde, apesar de ele não ser médico de formação, e disse não ver problemas no fato de a pasta ter muitos integrantes com histórico nas Forças Armadas. Segundo ele, o ministro interino deve seguir nomeando mais militares.
“O Pazuello é general de intendência, do Exército, está dando certo. Agora, está mudando muita gente lá (no Ministério da Saúde). “Ah, está enchendo de militar”. Vai botar mais militares sim, porque com civis não deu certo. E ponto final”, frisou o presidente durante entrevista à Rádio Jovem Pan, na noite desta sexta-feira (22).
De acordo com Bolsonaro, a desconfiança em cima de um Ministério da Saúde “militarizado” é desnecessária. “No passado tinha ladrão, bandido, corrupto, egoísta e ninguém falava nada. Agora que eu estou botando militar, tem zé mané, idiotas por aí reclamando. Espera mais um pouquinho, poxa”, reclamou o presidente.
Desde a saída de Luiz Henrique Mandetta, uma faixa de 20 militares foram nomeados para atuar na linha de frente da pasta. A inserção de militares na Saúde foi priorizada por Bolsonaro. Na transição de Mandetta e Nelson Teich, por exemplo, ele escalou o almirante Flávio Rocha, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).
Logo depois, o presidente indicou Pazuello para ser o número dois da pasta, função normalmente definida pelo próprio ministro, por ser um dos principais cargos de confiança. Com a saída de Teich, na sexta-feira passada (15), o general virou ministro interino, mas Bolsonaro já comentou que quer mantê-lo à frente da Saúde “por muito tempo”.

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