Após mais de oito horas, Sarí deixa delegacia escoltada em viatura

Sarí precisou ser escoltada por uma viatura do Core, da Polícia Civil, devido aos protestos populares (Leandro de Santana / Esp. DP Foto)

Por: Diogo Cavalcante

Foram mais de oito horas entre a chegada e a saída de Sarí Côrte Real na Delegacia Seccional de Santo Amaro, após prestar depoimento sobre a morte do menino Miguel Otávio. Mesmo com veículo próprio no local, a primeira-dama da cidade de Tamandaré precisou ser escoltada por uma viatura do Core, da Polícia Civil, devido aos protestos populares no lado de fora da delegacia. O carro particular foi atingido por objetos e socos pelos populares, que também entoaram xingamentos contra Sarí.

A acusada responde como suspeita de homicídio culposo, por ter a guarda temporária de Miguel, filho da trabalhadora doméstica Mirtes Renata, no dia morte da criança. Miguel foi deixado por Sarí no elevador do edifício onde mora, no Centro do Recife e caiu do quinto andar, falecendo ao dar entrada no hospital.
O depoimento de Sarí Côrte Real, que estava acompanhada pelo esposo e prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, teve início às 6h, duas horas antes do funcionamento rotineiro da Delegacia de Santo Amaro pelo delegado responsável pelo caso, Ramon Teixeira. Também nesta segunda-feira (29), Mirtes Renata prestou novo depoimento e esteve frente a frente com a acusada pela primeira vez desde a tragédia, ocorrida há 28 dias. “Ela disse na minha cara que não apertou o botão. Não foi só eu que vi, todo mundo viu. Ela mentiu na minha cara friamente”, disse Mirtes, ao sair.
Tia do garoto desmaia
No momento da saída de Sarí da delegacia, a tia de Miguel Otávio, Erilourdes Souza, chegou a ficar em alguns momentos na frente da viatura do Core, indignada. Em seguida, passou mal e desmaiou e foi amparada por policiais. Eriloudes foi colocada dentro de uma viatura da polícia e levada para uma Unidade de Pronto Atendimento.
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