Zulene Alves

Em mais uma ação do Governo do Estado, SARA entrega cerca de mil kits de caráter produtivo até a próxima sexta-feira (03)

Serão contemplados os municípios de Águas Belas, Belo Jardim, João Alfredo, Saranhó e Manari

Cinco municípios pernambucanos serão contemplados esta semana com um total de 975 kits de caráter produtivo. Os equipamentos, contratados através do convênio 012/2011, fazem parte de um total de 15.500 kits que estão sendo entregues pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (SARA), até o final de 2018, para 87 municípios pernambucanos. Cada kit de produção de forragem animal contém, a escolher: Kit Roçadeira (uma roçadeira semi-florestal com 03 itens acessórios, de corte de arbustos, capineira e roço; uma bota e um óculos de proteção) ou Kit Forrageira (uma forrageira com cabo de extensão elétrico de 10 metros).

As entregas foram iniciadas ontem (30) em Águas Belas (250 kits); em Belo Jardim (175 kits) e João Alfredo (100 kits), acontecem na quarta-feira (01); em Sanharó (150 kits), na quinta-feira (02); e Manari (300 kits), na sexta-feira (03). O caráter produtivo faz parte do Programa Segunda Água (Cisternas Calçadão), que contempla com os kits agricultores que já receberam, através do Pernambuco Mais Produtivo, a tecnologia social da Cisterna Calçadão. Os equipamentos, que possuem 52 mil litros, ampliam o acesso a água, através da captação das chuvas, e viabilizam a criação de pequenos animais e a implantação de hortas orgânicas. A entrega dos kits complementa a estruturação necessária para aumentar a produtividade do setor.

 “O caráter produtivo será responsável por garantir um aumento na produção na agricultura familiar, setor responsável por 70% da alimentação que entra em nossas casas. Esses kits, mostram o empenho da SARA e suas vinculadas em cumprir com a determinação do nosso governador, Paulo Câmara, em entregar as ações àqueles que mais precisam”, pontua o secretário da pasta, Wellington Batista.

Seleção de estágio 2018 | MPT abre credenciamento para instituições de ensino superior

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco credencia, no período de 1 a 15 de agosto, instituições de ensino para se habilitarem a participar do processo seletivo de estagiários 2018. A seleção está prevista para estudantes dos cursos de Administração, Direito, Informática e Jornalismo.

Para que tenham os alunos participando do processo, as instituições de ensino devem ter convênio firmado com o MPT. As entidades interessadas devem entrar em contato com o órgão, por meio da Seção de Gestão de Pessoas pelo email prt06.sgp@mpt.mp.br e/ou pelos telefones (81) 2101-3383 ou 3287.

Atualmente, podem concorrer às vagas os alunos matriculados nas seguintes instituições, que já possuem convênio:

AESO – Ensino Superior de Olinda Ltda.
Associação Recifense de Educação e Cultura – ESUDA
Centro Universitário Maurício de Nassau – UNINASSAU
Faculdade Boa Viagem
Faculdade Damas da Instrução Cristã – FADIC
Faculdade Estácio do Recife – FIR
Faculdade Frassinetti do Recife – FAFIRE
Faculdade Joaquim Nabuco – Olinda
Faculdade Joaquim Nabuco – Paulista
Faculdade Joaquim Nabuco – Recife
Instituto de Ensino Superior de Olinda – IESO
Sociedade Pernambucana de Cultura e Ensino – SOPECE
Sociedade Pernambucana de Ensino Superior Ltda. – FACIPE
Faculdade Metropolitana da Grande Recife
União das Escolas Superiores de Jaboatão-UENSJ
Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP
Universidade de Pernambuco – UPE
Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE
Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO
Associação Caruaruense de Ensino Superior e Técnico – ASCES

Iterpe participa de Encontro Estadual de Reforma Agrária

A equipe do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco (Iterpe) participou, na manhã desta terça-feira (31/07), do Encontro Estadual de Reforma Agrária, que está sendo realizado pela Federação de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape), em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Com ampla programação, as atividades propostas, que acontecem até amanhã (01/08), tem por objetivo dialogar com órgãos governamentais da área de reforma agrária. As atividades, que contemplam a Oficina de Formação e Capacitação para Acesso à Terra e Políticas de Permanência no Campo, visa, entre as diversas temáticas, discutir sobre os desafios para a consolidação da Reforma Agrária, por meio do crédito, financiamento e infraestrutura.

Estiveram presentes, o presidente do Iterpe, André Negromonte; representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

O uso de açúcares e adoçantes no controle da diabetes

Quando se fala em alimentação para diabéticos ainda são muitas as dúvidas sobre o que pode ou não comer para manter o equilíbrio dos níveis glicêmicos. Mas,  conclui-se previamente que a pessoa diabética será proibida de consumir açúcar para o resto da vida. Felizmente essa ideia não passa de um equivoco, pois a sacarose, consumida de forma balanceada, não interfere no equilibrado dos níveis de glicose do sangue. No entanto, a sacarose pode ser comparada a qualquer outro carboidratoseja simples ou complexo.

Por isso, o uso dos açúcares deve ser evitado pelos diabéticos, mesmo tendo várias opções como o demerara, cristal, mascavo, pois a sacarose aumenta rapidamente a glicose. No caso, os adoçantes são mais aconselháveis para o uso diário já que foram testados e aprovados para o uso em humanos, com boa segurança. Entre as várias opções, o stévia é o mais saudável por ser extraído da cana de açúcar.

De acordo com a endocrinologista da Clínica SiM, Clarissa Barreto, é aconselhável que os diabéticos prefiram os carboidratos complexos, que são aqueles com maior teor de fibras como: a batata-doce, inhame, cará, macaxeira, os feijões e o pão integral. “Com uma glicemia estável e sem grandes variações o paciente fica menos susceptível às possíveis complicações do diabetes que são: retinopatia, nefropatia, neuropatia, infarto do peito, AVC, dentre outras” explica.

Mas, se mesmo com as restrições as taxas continuarem altas, nada como uma consulta com um profissional capacitado para rever os hábitos alimentares, pois o máximo de variação aceitável em adultos é de 50mg/dL, ou seja: metas de glicemia de 80mg/dL a 130mg/dL, 90mg/dL a 140mg/dL, por exemplo. Ainda de acordo com a Dra. Clarissa Barreto, algumas regras devem ser adotadas para evitar a variação da glicemia como ter uma rotina alimentar saudável, praticar exercícios físicos, tomar os medicamentos adequadamente e ir ao médico periodicamente.

Saiba mais sobre os edulcorantes e seu uso

Os edulcorantes, conhecidos como adoçantes, são aditivos alimentares de sabor extremamente doce, utilizados em alimentos e bebidas industrializados com o objetivo de substituir total ou parcialmente o açúcar. Suas versões dietéticas são produtos formulados para dietas com restrição de sacarose, frutose e ou glicose para atender às necessidades de pessoas sujeitas à restrição da ingestão desses carboidratos.

Os edulcorantes aprovados pela ANVISA, tem Ingestão Diária Aceitável (IDA) em doses máximas: Sacarina (5mg/kgde peso dia), Ciclamato (11 mg/kgde peso dia), Aspartame *(40mg/kgde peso dia), Glicosídeos de Esteviol (Estévia) (4 mg/kgde peso dia), Acesulfame de potássio (15 mg/kgde peso dia), Sucralose (15 mg/kgde peso dia), Neotame (2mg/kgde peso dia). .

“Os adoçantes foram formulados para atender às necessidades de diabéticos em substituição ao açúcar. Atualmente, também são utilizados com o objetivo de redução de calorias dia da alimentação, com o objetivo de perda ou controle de peso”, explica a nutricionista e professora da Universidade Salgado de Oliveira, Tarciana Lima. O uso moderado de 5- 6 gotas na porção da preparação, nas seis refeições, garante uma ingestão controlada da substância ao longo do dia.

É importante atentar para as contra-indicações específicas como gestantes, pacientes renais e hipertensos – que devem evitar adoçantes a base de ciclamato e sacarina, como também os fenilcetonúricos que não podem consumir adoçantes a base de aspartame. “Todos devem evitar o excesso de adoçantes na dieta e preferir adoçantes naturais, como stévia, sorbitol, xilitol, monitol, eritritol. Deve-se evitar também a utilização indiscriminada de produtos lights e diets e fazer rodízio entre dois ou três adoçantes durante a semana”, comenta.

O tipo de adoçante a ser utilizado deve ser sob orientação de um nutricionista ou um médico, lembrando que todo tipo de excesso traz prejuízos à saúde, e os adoçantes dietéticos não fogem a essa regra.

No Cabo, duas mil vozes reforçam a caminhada de Paulo Câmara à reeleição

Mais uma vez a população pernambucana deu provas de que quer Pernambuco avançando no caminho da transformação. Na noite desta terça-feira (31), cerca de duas mil pessoas se reuniram no Cabo de Santo Agostinho e reafirmaram o compromisso com o atual projeto político encabeçado pelo governador Paulo Câmara (PSB). Pré-candidato à reeleição, o socialista foi recebido com o carinho da população. Ele falou da importância da unidade do time para a garantia de conquistas no plano estadual e para a retomada do crescimento econômica do Brasil. O evento marcou o lançamento da pré-candidatura a deputada estadual de Fabíola Cabral (PP).

Ao público do Cabo, Paulo Câmara destacou que condena a administração do presidente Michel Temer e criticou o tratamento dado ao Nordeste pela gestão federal. O líder socialista fez questão de lembrar a importância de parcerias, como as feitas pelo ex-presidente Lula durante o seu governo na Presidência da República.

“Tive oportunidade, nos meus 25 anos como servidor público, de ter tido a honra de trabalhar durante oito anos com Eduardo Campos. Ele como governador e eu, secretário. Naquela oportunidade, parcerias importantes com o presidente Lula foram feitas, que trouxeram tantos investimentos para Pernambuco, que mudou a cara do Estado. Muito diferente desse desgoverno comandado por Temer e sua turma, que são sócios do atraso”, afirmou Paulo.

O socialista também destacou todo o esforço para fazer Pernambuco continuar de pé num cenário de tantas dificuldades e reafirmou o compromisso com a população. Ele citou os investimentos na saúde, na educação e na segurança pública, além da atração de novos investimentos.

Prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB), lembrou que Paulo Câmara foi indicado para dar continuidade ao trabalho do ex-governador Eduardo Campos porque é o melhor quadro para Pernambuco. “Se Eduardo indicou Paulo Câmara é porque tinha certeza que ele daria continuidade a esse projeto. Numa crise econômica difícil, ele teve a competência de fazer tantas coisas. Se Lula for candidato, fique certo de que vou sair de casa com o maior prazer e vamos arregaçar as mangas. E se não der, vamos do mesmo jeito para garantir que Pernambuco não saia do trilho do desenvolvimento”, discursou Lula Cabral.

Participaram do lançamento da pré-candidatura de Fabíola Cabral o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), o deputado estadual Cleiton Collins (PP), os vereadores do Cabo Anderson Bocão (PSB), Gessé Valério (PR), Cianinho (PMN), Neto da Farmácia (PDT), Ronaldo Santos (PTB), Irmã Dudinha (PSC), Amaro do Sindicato (PRP) e Jeferson Marcos (PCdoB), além dos vereadores Leonardo Barbosa (SD), de São Lourenço da Mata, Ray do Quilombo (PSL), de Palmares, e Dr. Tadeu (PSD), os suplentes Vado Jogador (PR) e Sargento Sampaio (PR), de Jaboatão dos Guararapes.

Flores: Terminal de passageiros recebe sua primeira reforma

A Prefeitura de Flores segue tocando obras de infraestrutura na sede, distritos e povoados. No Bairro Vila Nova, os trabalhos para construção de 2 mil m² de calçamento em paralelepípedo já foram iniciados e vai garantir para os moradores da Avenida Maria Edméia Martins Santana, mais qualidade de vida e desenvolvimento.

Após sua inauguração, na década de 80, o terminal de passageiros de Flores, está recebendo sua primeira reforma. A iniciativa da gestão municipal é um sonho não só dos usuários de transporte alternativo e de moto táxi, como também, da comunidade escolar e comerciantes que já enxergam um futuro cheio de oportunidades e melhoria na oferta de serviços.

Já no distrito de Fátima a Prefeitura Municipal de Flores, já concluiu o calçamento da Rua Juscelino Kubistchek. A obra foi tocada com recursos próprios e os moradores já aguardam o dia de sua inauguração.

E no Povoado do Saco do Romão, a nova Praça recebe os seus ajustes finais. O centro de lazer, conta com um lindo espaço verde, bancos e luminárias.

ProRural/SARA-PE libera recursos do Programa Cisternas 1ª Água para as entidades contratadas

Mais de R$ 5 milhões estão sendo disponibilizados para a construção de 1.979 unidades

A Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco (SARA), por meio do Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural), está disponibilizando o montante de R$ 5.204.149,18 para a construção de 1.979 cisternas de 1ª água – de 16m³ para abastecimento familiar. Os equipamentos são referentes aos convênios celebrados com a Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN)/Ministério do Desenvolvimento Social (MDS)/Governo Federal.

O início da liberação dos recursos ocorreu após realização de reunião de trabalho em Brasília, entre o secretário de Agricultura, Wellington Batista, o diretor geral do ProRural, Fábio Fiorenzano, e a coordenação do Programa Cisternas. As entidades contratadas são afiliadas à Articulação Semiárido Brasileiro (ASA-PE): Diaconia; Diocese de Pesqueira; Cáritas Regional Nordeste 2; Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape); Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta); e Centro Diocesano de Apoio ao Pequeno Produtor (CEDAPP).

O Programa Cisternas (1ª água), executado pelo ProRural/SARA/Governo do Estado, em parceira com a SESAN/MDS, beneficia as famílias de baixa renda da zona rural armazenando água da chuva para o consumo humano nas cisternas de placas de 16 m³, abastecida para quatro pessoas por até oito meses de escassez.  Desde o início da gestão do governador Paulo Câmara, em 2015, já foram entregues um total de 24.939 unidades aos seus beneficiários, para aproximadamente 124.695 pessoas, com um investimento de R$ 72.183.690,99.

Com a continuidade do programa e liberações das demais parcelas de recursos para as entidades contratadas, ainda serão entregues mais 10.421 unidades de cisternas, beneficiando aproximadamente 52.105 pessoas, com um investimento de R$ 30.162.646,61. Ao final, serão entregues 35.360 cisternas, para atendimento a 176.800 pessoas, com um investimento total de R$ 102.346.337,60, abrangendo 52 municípios da zona rural do Estado, nas regiões de desenvolvimento dos Sertões do Pajeú, de Itaparica e Moxotó, além dos Agrestes Meridional, Central e Setentrional, como também das Matas Sul e Norte.

Prefeitura de Petrolina investe R$ 37 milhões em nova plataforma de ações para a saúde

 O prefeito Miguel Coelho anunciou, nesta terça (31), uma plataforma de programas, projetos e ações para melhorar os serviços de saúde pública. Com um megainvestimento de R$ 37 milhões, a Prefeitura de Petrolina promoverá a abertura de 12 novos postos de saúde, uma casa de partos, um laboratório, contratação de profissionais, ampliação da assistência básica nos bairros entre outras medidas. A meta é consolidar esse pacote de ações até o próximo ano e melhorar os indicadores de saúde pública na capital do Sertão do São Francisco.

Batizado como “Petrolina Cuida”, a plataforma pretende adotar um modelo de atendimento humanizado, descentralizado e focado em reduzir o tempo de espera dos pacientes, ampliando também a possibilidade de salvar mais vidas. Para isso, algumas ações preventivas e de infraestrutra já estão em andamento. Seis postos de saúde foram abertos e outros seis serão inaugurados em comunidades que não tinham uma unidade fixa. Também foi iniciado o programa Zero Fila através de mutirões para exames laboratoriais e cirurgias.

Dentro do pacote anunciado pelo prefeito ainda estão previstas a ampliação de 50 para 61 bairros atendidos pelo Programa Saúde da Família e a contratação de novos profissionais por concurso público. A cidade passará a contar também com alguns novos equipamentos como uma casa de partos, com obras previstas para concluir no final do ano, um centro de diagnósticos por imagem e um laboratório público.
Durante o lançamento do “Petrolina Cuida”, o prefeito Miguel Coelho informou que todas as ações e resultados serão monitorados mensalmente para garantir o avanço dos indicadores da saúde na cidade. O gestor ainda assegurou que o município buscará mais recursos para ampliar a capacidade de investimento no setor. “Quando assumimos a gestão, havia uma dívida enorme na saúde, apenas seis ambulâncias e todas quebradas, além de uma grande quantidade de postos de saúde desativados. Agora, vivemos um novo momento com investimentos chegando através da nossa força política e ajuda dos parlamentares. E no próximo ano vamos buscar mais recursos para ampliar essas ações, pois a saúde é uma prioridade permanente”, garantiu Miguel.

Confira as principais ações do Petrolina Cuida:

12 postos de saúde:

Facilitar o acesso e aproximar o médico do paciente, principalmente, em comunidades rurais ou com carência de infraestrutura. Essa será a prioridade com a abertura de novas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Já foram entregues seis postos de saúde, de um total de 12 que serão abertos até outubro. Já foram beneficiadas as comunidades do N-6; Mandacaru; Alto do Cocar; N-4; Capim e Lajedo. Também terão novos postos os bairros do Jardim Maravilha; Vila Marcela; Idalino Bezerra; São Jorge; Rio Corrente e São Gonçalo. Com isso, a rede de postos terá um acréscimo 27%, saindo de 44 para um total de 56 UBS;

• 16 ambulâncias:

A prefeitura investiu mais de R$ 1 milhão na compra de 16 novas ambulâncias. Dez já foram entregues e outras seis chegam até setembro. Desses veículos, 14 são destinados ao transporte de pacientes que não apresentem risco de vida; uma van mista com adaptação para cadeirantes; e outra para transporte coletivo. Com as novas ambulâncias, o município contará com 21 veículos em funcionamento. Vale ressaltar, que em janeiro de 2017, a frota antiga formada por cinco carros estava toda quebrada.

• Zero Fila:

Em menos de um mês, a prefeitura zerou a fila de espera por exames laboratoriais em 25 bairros realizando cerca de 25 mil procedimentos. As ações vêm sendo feitas através de mutirões que são realizados a cada 15 dias, em diferentes localidades. O objetivo é eliminar todas as pendencias por todos os tipos de procedimentos de saúde no município.  Está sendo investido um valor de R$ 10 milhões.

Aumento da tratamento odontológico:

Em um ano, houve um crescimento de 10% na cobertura da saúde bucal. A proposta é ampliar de 36 equipes de saúde bucal (2017) para 54 (2019). A Prefeitura ainda quer melhorar o serviço, por isso, já comprou 21 consultórios odontológicos, que estão em fase de instalação nas unidades de saúde nos bairros;

Casa de Partos e Centro de Referência em Saúde da Mulher:

Seguindo uma orientação do Ministério da Saúde, que através de decreto permite a flexibilização do uso de unidades de saúde, em construção para outros serviços, a gestão municipal, priorizando a maior necessidade de Petrolina, decidiu modificar o projeto que seria utilizado como a UPA do município, transformando na Casa de Parto e no Centro de Referência em Saúde da Mulher. Com previsão para terminar as obras em Dezembro, a Casa de Parto terá capacidade de atender cerca de 150 pacientes por mês, desafogando o Hospital Dom Malan. Já o Centro de Referência, oferecerá todos os serviços voltados para prevenção de doenças e promoção à saúde de mulher;

Laboratório Municipal e do Centro de Diagnósticos:

Quando estiverem prontos, os equipamentos vão contribuir para reduzir alguns dos problemas de atendimento na saúde pública da cidade. O laboratório de análises clínicas e o centro de diagnósticos por imagem vão acelerar os procedimentos e reduzir custos. Atualmente, a prefeitura contrata empresas para esses serviços. Com os dois equipamentos, serão feitos de forma mais ágil exames de mais de mil tipos, como sangue, urina, biópsia, hormonais, coração e raio-x;

• Construção da unidade própria do CAPS 2

O Centro de Atenção Psicossocial André do Cavaquinho (CAPS II) é um equipamento voltado ao tratamento de pessoas com transtornos mentais graves e/ou persistentes. Atualmente, funciona numa casa alugada, com atendimento de equipe multiprofissional a uma média de 600 usuários ativos. Com a nova sede, o CAPS 2 poderá atender demandas 24h, aos finais de semana e feriados. Orçada em quase R$ 900 mil, a construção iniciada em junho de 2018 tem previsão para ser concluída em cinco meses;

• Inauguração da sede própria do CAPS III:

A nova sede do CAPS AD III, que possui investimento de R$ 1 milhão,  tem uma estrutura diferenciada, voltada a uma proposta de humanização dos usuários, com 5 dormitórios para acolhimento noturno por até 14 dias; espaço de convivência; posto de enfermagem; sala de urgência para atenção às crises; área externa para manutenção de horta; 5 consultórios e salas para grupos terapêuticos. Atualmente, o CAPS AD III possui mais de 3.000 usuários cadastrados. Destes, cerca de 300 são ativos. Com a nova sede, a capacidade de usuários ativos pode dobrar, atendendo a 600 pacientes;

Abertura da Unidade de Acolhimento:

Com previsão de inauguração em setembro de 2018, a unidade será voltada para acolher, por até 6 meses, usuários de álcool e outras drogas, que estão em tratamento no CAPS e em condição de vulnerabilidade social.  Funcionarão duas casas, uma para adultos (acima de 18 anos), com 15 vagas; outra, infanto-juvenil (para menores entre 10 e 17 anos) com capacidade para 10 pessoas. A Unidade de Acolhimento funcionará na Rua Maurício de Nassau, s/n°, Gercino Coelho.

Secretaria de Transparência de Serra Talhada apresenta experiência durante oficinas do Projeto Gestão Cidadã

O secretário de Transparência, Fiscalização e Controle da Prefeitura de Serra Talhada, Thehunnas Peixoto, participou nos dias 25, 26 e 27 de julho de três importantes oficinas do Gestão Cidadã – Projeto Transparência e Participação Social para a Democratização da Gestão Pública Local, executado pela Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) em 16 municípios do Sertão e Agreste do Estado, com o apoio financeiro da União Europeia.

O secretário serra-talhadense foi indicado pela AMUPE para apresentação do perfil dos municípios integrantes do projeto Gestão Cidadã à luz dos indicadores do TCE a partir da experiência do município de Serra Talhada durante as oficinas realizadas em Carnaíba, no Sertão do Pajeú, e Surubim e Bezerros, no Agreste. Na ocasião, Peixoto enfatizou a necessidade de uma transparência de autodesempenho focada na utilização de ferramentas gratuitas cedidas pela CGU, como o E-Ouve e E-SIC, e ferramentas como o WhatsApp Business, para eficiência da comunicação entre o cidadão e a gestão municipal.

“A avaliação que fazemos dos dezesseis municípios participantes do projeto Gestão Cidadã é bastante animadora, observamos uma melhora significativa dos portais da transparência municipais e grande parte desses municípios ficará no índice desejado pela TCE”, comemorou Thehunnas Peixoto.

Realizada no dia 25/07, a oficina de Carnaíba reuniu municípios do GT Sertão: Flores, Santa Cruz da Baixa Verde, Calumbi, Tabira e Solidão), no Teatro José Fernandes de Andrade;  No dia 26/07 a oficina de Surubim reuniu municípios do GT Agreste 1: Águas Belas, Machados e Quipapá, na Casa das Juventudes de Surubim.  No dia 27/07 Bezerros sediou a oficina do GT Agreste 2: Caruaru, Cumaru, Cupira, Gravatá e Toritama, na Escola Técnica Estadual.

Participaram ainda como palestrantes das oficinas Abelardo Lessa, da Controladoria Geral da União – CGU, com a mesa: A LAI –  A Lei de Acesso a Informação e todos os instrumentos que contribuem para a transparência pública (as Plataformas do E-Ouve e E-SIC) e Jasiel Batista Melo, controlador de São Bento do Una, com a Mesa I – Como o Município de São Bento do Una implementa a LAI – Lei de Acesso à Informação. No final das oficinas teve atendimento individualizado e orientações com a equipe do projeto Gestão Cidadã e os controladores municipais.

Melhorar a educação será um dos maiores desafios do próximo presidente

Por: Correio Braziliense
Ensino acelera aumento do PIB
Inúmeros fatores contribuem para que uma nação seja mais desenvolvida que outra. Nessa extensa lista está, em lugar de destaque, a qualidade da educação, que explica grande parte da diferença entre as taxas de crescimento de longo prazo dos países. Estudo feito pelos pesquisadores norte-americanos Eric A. Hanushek e Ludger Woessmann mostra que um aumento de 100 pontos no resultado médio de um país no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês) está associado a dois pontos percentuais a mais na taxa de crescimento anual média do Produto Interno Bruto (PIB) per capita dele. Significa dizer o que, para muitos, é óbvio: quanto mais se investe em educação, maior o potencial de crescimento da economia.
Para um país que ainda pena para se recuperar de uma longa crise econômica, como o Brasil, perceber isso é essencial. “Se não for levar em consideração o direito à aprendizagem das crianças e adolescentes, pelo menos os candidatos precisam olhar para o que vai acontecer com o país se a qualidade da educação não melhorar. Ele vai deixar de crescer”, alerta a professora Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (CEIPE-FGV) e ex-Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro.
Diante do cenário ainda longe do ideal, o movimento sem vínculos político-partidários Todos pela Educação elaborou um documento com sete pontos principais para orientar os candidatos na proposição de melhores políticas públicas educacionais. A lista, que já foi apresentada a equipes de oito presidenciáveis, inclui a criação de uma política nacional de valorização dos professores, o aprimoramento da política nacional de alfabetização na idade certa, a criação de um sistema nacional de educação e mudanças legais no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), para torná-lo permanente.
Para o grupo, o principal desafio da educação básica brasileira, hoje, é aumentar o nível de aprendizagem dos alunos. De acordo com dados da instituição, de 100 crianças que entram na escola, só 59 concluem o ensino médio. Das que conseguem terminar essa etapa, 27,5% têm aprendizagem adequada em português e só 7,3% aprendem o que deveriam em matemática. As políticas públicas adotadas pela próxima gestão também devem levar em consideração o fato de que 55% das crianças, ao final do terceiro ano do ensino fundamental, ainda não estão alfabetizadas. “A questão mais urgente é garantir que toda criança, de fato, aprenda o que tem direito a aprender, e não apenas frequente a escola”, resume Cláudia.
Para ressaltar os desafios que ainda precisarão ser enfrentados pelos próximos governantes, a pedagoga Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), cita o baixo índice de sucesso no Plano Nacional de Educação (PNE). Das 20 metas definidas em 2014, apenas uma foi completamente concluída: a que estabelece que pelo menos 75% dos professores da educação superior sejam mestres e 35%, doutores.
Indicações políticas são nocivas
Influência política em espaços indevidos não é um problema exclusivo de ministérios e secretarias do governo federal, embora lá sejam mais comumente noticiados. Esse tipo de situação acontece, com tanta ou mais frequência, nas pequenas cidades brasileiras. Estudo divulgado pelo grupo Todos pela Educação, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 74% dos municípios do país alocam diretores apenas por indicação política, sem a exigência de nenhum nível técnico que os torne aptos a exercer a função. Eles ocupam, muitas vezes sem capacitação, um lugar-chave para a melhoria da qualidade das escolas públicas.
Não por acaso, apenas um em cada três professores dizem que o diretor sempre ou quase sempre dá atenção especial a aspectos relacionados à aprendizagem dos alunos, segundo a Prova Brasil 2015 (questionário do Ministério da Educação usado para avaliar as políticas educacionais). Para Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação, “o governo federal pode, a partir de diretrizes, incidir nesses tipos de política”. Uma medida simples, segundo ele, seria estabelecer pré-requisitos básicos para que os diretores possam assumir a função, o que precisaria ser monitorado pelos governadores e prefeitos. Além de não implicar mais gastos para o governo, essa mudança seria eficiente para, ao menos, diminuir a influência política nas escolas, defende.
O ideal é que o gestor passe por um curso de capacitação, sugere a pedagoga Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). “São necessários conhecimentos específicos. Nem sempre o bom professor é o melhor gestor”, explica. Dos professores que atuam diretamente nos municípios, apenas 7% discordam que deveriam existir pré-requisitos técnicos para alguém se tornar diretor de escola, segundo pesquisa nacional feita pelo Ibope, pelo Todos pela Educação e pela Fundação Itaú Social.

O que dizem os presidenciáveis

 
Geraldo Alckmin (PSDB)
“Transformar a educação é mais do que uma política de governo, é uma política de Estado. Nossa proposta para a educação tem dois objetivos: reduzir a desigualdade e aumentar a produtividade no Brasil. Precisamos priorizar políticas públicas voltadas para a educação. Nosso plano é atacar os principais gargalos da educação em diferentes etapas do ciclo de vida da primeira infância, infância e juventude até a fase adulta, momento em que o estudante deve se conectar com o mercado de trabalho. E melhorar radicalmente a formação e a carreira do professor”
 
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
“A educação é uma das prioridades do programa de governo, em especial o ensino médio. O plano prevê uma reforma do ensino médio, ampliando a participação da União na oferta dessa modalidade. Entre as diretrizes, estão: ampliação da oferta de formação para educadores e da educação integral; a concretização das metas do PNE; a institucionalização do Sistema Nacional de Educação, e criação de política de apoio à melhoria da qualidade da gestão em todos os níveis; além de novos padrões de financiamento, visando progressivamente investir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação.”
Guilherme Boulos (PSol)
“Nossa primeira medida de governo será convocar um plebiscito para reverter o congelamento por 20 anos de gastos públicos. O passo seguinte é ampliar o investimento no setor da educação. Vamos criar o Sistema Nacional de Educação, com a função de coordenar o esforço estatal no direcionamento de recursos públicos, em conjunto com os governos estaduais e municipais, escolas públicas e sociedade civil. O foco será também na valorização dos professores, com melhor formação e salários. Temos também o compromisso de erradicar o analfabetismo, incluindo o funcional. Vamos retomar o crescimento do ensino superior, com investimento nas universidades públicas e nos institutos federais. Nossa meta é criar um milhão de vagas nas universidades públicas com o dinheiro do imposto sobre lucros e dividendos.”
João Amoedo (Novo)
“Nossa meta é estar entre os melhores do mundo nos rankings internacionais da educação básica. Para isso, vamos exigir nomeações técnicas para a direção das escolas assim como capacitar melhor nossos professores. Vamos investir e priorizar a carreira docente. Hoje, o professor passa mais tempo de sua formação em disciplinas teóricas do que práticas. Precisamos inverter essa lógica. Além disso, queremos premiar o bom desempenho das escolas na distribuição dos recursos. Queremos utilizar parte da verba federal da educação para premiar os estados e municípios com melhor desempenho.”
Ciro Gomes (PDT)
“No ensino básico, vamos implementar paulatinamente creches de tempo integral. Vamos investir fortemente na melhoria no ensino fundamental, e almejamos obter os mesmos resultados alcançados no Ceará, que tornou-se referência nacional. Outra meta é introduzir a educação de tempo integral no ensino médio. A política educacional vai reconhecer e valorizar o professor, o diretor e o gestor do ensino. As universidades públicas deverão, além de ampliar a oferta de vagas e prosseguir com as políticas de cotas, estreitar os laços com as políticas e ações no campo da ciência, tecnologia e inovação. Como objetivo, vamos caminhar na direção do alcance das metas de desenvolvimento sustentável da ONU e persistir na aplicação das metas estabelecidas no PNE. Vamos eliminar o subfinanciamento das despesas causado pela Emenda do Teto de Gastos.”
 
Henrique Meirelles (MDB)
“É fundamental uma descentralização de recursos e de responsabilidades. Minha avaliação é que a forma de viabilizar o acesso de crianças de famílias pobres às escolas privadas é através de vouchers e de renúncias fiscais controladas capazes de criar os incentivos necessários para que as escolas privadas aceitem esses alunos. Na educação infantil, meu objetivo é estender o Prouni para creches e para o ensino fundamental. Ou seja, conceder renúncia fiscal para as creches e pré-escolas privadas que se dispuserem a conceder bolsas de estudo para crianças de famílias pobres, que estejam no cadastro do Bolsa Família.”
 
Marina Silva (Rede)
“A educação precisa ser reinventada com ensino dinâmico, que atraia os estudantes com metodologias inovadoras e novas tecnologias. A educação precisa conversar com a vida real. Uma educação desde a base, com atenção especial à primeira infância. Uma educação boa para quem educa, com valorização dos professores e funcionários. Eu aprendi a ler aos 16 anos e me tornei professora e psicopedagoga. A defesa da educação que garante igualdade de oportunidades é um compromisso.”
Os pré-candidatos Jair Bolsonaro (PSL), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Álvaro Dias (Podemos) foram procurados, mas não responderam aos questionamentos da reportagem até o fechamento da edição.

Daqui a 70 dias, os brasileiros irão às urnas depositar em um candidato as esperanças de que ele resolva as mazelas do país nos quatro anos seguintes. Saúde, educação, saneamento básico, segurança pública, distribuição de renda e sistema penitenciário são algumas das questões que preocupam o eleitorado. De olho nelas, o Correio inicia hoje uma série de reportagens sobre temas que devem estar nas discussões políticas, priorizando o olhar de quem mais entende do assunto: os brasileiros que lidam diariamente com problemas decorrentes do descaso com essas questões e os especialistas que estudam as soluções para eles.

Uma das grandes preocupações, e tema da primeira reportagem, é a situação educacional do Brasil. Embora o país registre alguns avanços — como o aumento no número de crianças de quatro a 17 anos nas escolas, faixa na qual a taxa de atendimento subiu de 48% para 94,2% desde 1970 —, situações como atraso na aprendizagem, abandono escolar e incompatibilidade com boas práticas internacionais parecem não ter solução. Na visão de especialistas ouvidos pelo Correio, qualquer presidente que assumir em 2019 precisará priorizar o tema, com a noção de que ignorá-lo significa dar um passo em direção à estagnação social e econômica do país.
O assunto deve ser tratado com firmeza não só pelos candidatos mais inclinados a pautas sociais, mas também pelos que se dizem focados em questões econômicas (veja abaixo o que dizem os presidenciáveis). “Não é o caso de discutir se o problema maior é de falta de dinheiro ou de gestão, porque é um acúmulo dos dois. Não adianta ter orçamento e não saber usar, assim como de nada serve um gestor eficiente sem condições de fazer nada. Os dois lados precisam de atenção”, pondera a pedagoga Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
Sozinhos, discurso político e injeção de recursos não resolvem os problemas, como explica o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Abilio Baeta Neves. “Apenas aumentar recursos, mas continuar fazendo o que estamos fazendo é aumentar o tamanho do erro”, afirma. Resta saber o que o próximo presidente pode (e está disposto a) fazer para não cair no erro de apenas construir escolas, sem se preocupar com o que acontece dentro ou nos arredores delas.
Ensino acelera aumento do PIB
Inúmeros fatores contribuem para que uma nação seja mais desenvolvida que outra. Nessa extensa lista está, em lugar de destaque, a qualidade da educação, que explica grande parte da diferença entre as taxas de crescimento de longo prazo dos países. Estudo feito pelos pesquisadores norte-americanos Eric A. Hanushek e Ludger Woessmann mostra que um aumento de 100 pontos no resultado médio de um país no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês) está associado a dois pontos percentuais a mais na taxa de crescimento anual média do Produto Interno Bruto (PIB) per capita dele. Significa dizer o que, para muitos, é óbvio: quanto mais se investe em educação, maior o potencial de crescimento da economia.
Para um país que ainda pena para se recuperar de uma longa crise econômica, como o Brasil, perceber isso é essencial. “Se não for levar em consideração o direito à aprendizagem das crianças e adolescentes, pelo menos os candidatos precisam olhar para o que vai acontecer com o país se a qualidade da educação não melhorar. Ele vai deixar de crescer”, alerta a professora Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (CEIPE-FGV) e ex-Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro.
Diante do cenário ainda longe do ideal, o movimento sem vínculos político-partidários Todos pela Educação elaborou um documento com sete pontos principais para orientar os candidatos na proposição de melhores políticas públicas educacionais. A lista, que já foi apresentada a equipes de oito presidenciáveis, inclui a criação de uma política nacional de valorização dos professores, o aprimoramento da política nacional de alfabetização na idade certa, a criação de um sistema nacional de educação e mudanças legais no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), para torná-lo permanente.
Para o grupo, o principal desafio da educação básica brasileira, hoje, é aumentar o nível de aprendizagem dos alunos. De acordo com dados da instituição, de 100 crianças que entram na escola, só 59 concluem o ensino médio. Das que conseguem terminar essa etapa, 27,5% têm aprendizagem adequada em português e só 7,3% aprendem o que deveriam em matemática. As políticas públicas adotadas pela próxima gestão também devem levar em consideração o fato de que 55% das crianças, ao final do terceiro ano do ensino fundamental, ainda não estão alfabetizadas. “A questão mais urgente é garantir que toda criança, de fato, aprenda o que tem direito a aprender, e não apenas frequente a escola”, resume Cláudia.
Para ressaltar os desafios que ainda precisarão ser enfrentados pelos próximos governantes, a pedagoga Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), cita o baixo índice de sucesso no Plano Nacional de Educação (PNE). Das 20 metas definidas em 2014, apenas uma foi completamente concluída: a que estabelece que pelo menos 75% dos professores da educação superior sejam mestres e 35%, doutores.
Indicações políticas são nocivas
Influência política em espaços indevidos não é um problema exclusivo de ministérios e secretarias do governo federal, embora lá sejam mais comumente noticiados. Esse tipo de situação acontece, com tanta ou mais frequência, nas pequenas cidades brasileiras. Estudo divulgado pelo grupo Todos pela Educação, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 74% dos municípios do país alocam diretores apenas por indicação política, sem a exigência de nenhum nível técnico que os torne aptos a exercer a função. Eles ocupam, muitas vezes sem capacitação, um lugar-chave para a melhoria da qualidade das escolas públicas.
Não por acaso, apenas um em cada três professores dizem que o diretor sempre ou quase sempre dá atenção especial a aspectos relacionados à aprendizagem dos alunos, segundo a Prova Brasil 2015 (questionário do Ministério da Educação usado para avaliar as políticas educacionais). Para Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação, “o governo federal pode, a partir de diretrizes, incidir nesses tipos de política”. Uma medida simples, segundo ele, seria estabelecer pré-requisitos básicos para que os diretores possam assumir a função, o que precisaria ser monitorado pelos governadores e prefeitos. Além de não implicar mais gastos para o governo, essa mudança seria eficiente para, ao menos, diminuir a influência política nas escolas, defende.
O ideal é que o gestor passe por um curso de capacitação, sugere a pedagoga Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). “São necessários conhecimentos específicos. Nem sempre o bom professor é o melhor gestor”, explica. Dos professores que atuam diretamente nos municípios, apenas 7% discordam que deveriam existir pré-requisitos técnicos para alguém se tornar diretor de escola, segundo pesquisa nacional feita pelo Ibope, pelo Todos pela Educação e pela Fundação Itaú Social.

O que dizem os presidenciáveis

 
Geraldo Alckmin (PSDB)
“Transformar a educação é mais do que uma política de governo, é uma política de Estado. Nossa proposta para a educação tem dois objetivos: reduzir a desigualdade e aumentar a produtividade no Brasil. Precisamos priorizar políticas públicas voltadas para a educação. Nosso plano é atacar os principais gargalos da educação em diferentes etapas do ciclo de vida da primeira infância, infância e juventude até a fase adulta, momento em que o estudante deve se conectar com o mercado de trabalho. E melhorar radicalmente a formação e a carreira do professor”
 
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
“A educação é uma das prioridades do programa de governo, em especial o ensino médio. O plano prevê uma reforma do ensino médio, ampliando a participação da União na oferta dessa modalidade. Entre as diretrizes, estão: ampliação da oferta de formação para educadores e da educação integral; a concretização das metas do PNE; a institucionalização do Sistema Nacional de Educação, e criação de política de apoio à melhoria da qualidade da gestão em todos os níveis; além de novos padrões de financiamento, visando progressivamente investir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação.”
Guilherme Boulos (PSol)
“Nossa primeira medida de governo será convocar um plebiscito para reverter o congelamento por 20 anos de gastos públicos. O passo seguinte é ampliar o investimento no setor da educação. Vamos criar o Sistema Nacional de Educação, com a função de coordenar o esforço estatal no direcionamento de recursos públicos, em conjunto com os governos estaduais e municipais, escolas públicas e sociedade civil. O foco será também na valorização dos professores, com melhor formação e salários. Temos também o compromisso de erradicar o analfabetismo, incluindo o funcional. Vamos retomar o crescimento do ensino superior, com investimento nas universidades públicas e nos institutos federais. Nossa meta é criar um milhão de vagas nas universidades públicas com o dinheiro do imposto sobre lucros e dividendos.”
João Amoedo (Novo)
“Nossa meta é estar entre os melhores do mundo nos rankings internacionais da educação básica. Para isso, vamos exigir nomeações técnicas para a direção das escolas assim como capacitar melhor nossos professores. Vamos investir e priorizar a carreira docente. Hoje, o professor passa mais tempo de sua formação em disciplinas teóricas do que práticas. Precisamos inverter essa lógica. Além disso, queremos premiar o bom desempenho das escolas na distribuição dos recursos. Queremos utilizar parte da verba federal da educação para premiar os estados e municípios com melhor desempenho.”
Ciro Gomes (PDT)
“No ensino básico, vamos implementar paulatinamente creches de tempo integral. Vamos investir fortemente na melhoria no ensino fundamental, e almejamos obter os mesmos resultados alcançados no Ceará, que tornou-se referência nacional. Outra meta é introduzir a educação de tempo integral no ensino médio. A política educacional vai reconhecer e valorizar o professor, o diretor e o gestor do ensino. As universidades públicas deverão, além de ampliar a oferta de vagas e prosseguir com as políticas de cotas, estreitar os laços com as políticas e ações no campo da ciência, tecnologia e inovação. Como objetivo, vamos caminhar na direção do alcance das metas de desenvolvimento sustentável da ONU e persistir na aplicação das metas estabelecidas no PNE. Vamos eliminar o subfinanciamento das despesas causado pela Emenda do Teto de Gastos.”
 
Henrique Meirelles (MDB)
“É fundamental uma descentralização de recursos e de responsabilidades. Minha avaliação é que a forma de viabilizar o acesso de crianças de famílias pobres às escolas privadas é através de vouchers e de renúncias fiscais controladas capazes de criar os incentivos necessários para que as escolas privadas aceitem esses alunos. Na educação infantil, meu objetivo é estender o Prouni para creches e para o ensino fundamental. Ou seja, conceder renúncia fiscal para as creches e pré-escolas privadas que se dispuserem a conceder bolsas de estudo para crianças de famílias pobres, que estejam no cadastro do Bolsa Família.”
 
Marina Silva (Rede)
“A educação precisa ser reinventada com ensino dinâmico, que atraia os estudantes com metodologias inovadoras e novas tecnologias. A educação precisa conversar com a vida real. Uma educação desde a base, com atenção especial à primeira infância. Uma educação boa para quem educa, com valorização dos professores e funcionários. Eu aprendi a ler aos 16 anos e me tornei professora e psicopedagoga. A defesa da educação que garante igualdade de oportunidades é um compromisso.”
Os pré-candidatos Jair Bolsonaro (PSL), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Álvaro Dias (Podemos) foram procurados, mas não responderam aos questionamentos da reportagem até o fechamento da edição.