Zulene Alves

Brasil apresenta segunda maior taxa de cesáreas do mundo

Por: AE/Foto: Shutterstock

O Brasil vive duas novas “epidemias” relacionadas aos altos índices de cesárea – a de bebês prematuros (menos de 37 semanas de gestação) e a dos chamados “termo precoce”, que nascem em uma fase posterior, com 37 e 38 semanas. Estudo feito pelas Universidades Católica e Federal de Pelotas mostra que 4 entre 10 crianças nascidas no Brasil em 2015 tinham menos de 39 semanas de gestação.

Bebês que nascem com essa idade gestacional têm maior risco de adoecer e, no futuro, de apresentar problemas de aprendizado. “Vivemos três epidemias interligadas. É um grave problema de saúde pública, que pode trazer impacto a curto, médio e longo prazo”, afirma o coordenador do estudo, professor Fernando Barros.

Publicado na revista científica BMJ Open, o trabalho alerta para as consequências desse fenômeno, sobretudo no momento em que o país enfrenta uma crise econômica, com cortes nos investimentos de saúde pública e educação. Ele tinha como objetivo mensurar o impacto das cesáreas na frequência de partos antes do período considerado mais seguro para o nascimento, compreendido entre a 39 e 41 semanas da gestação.

Há tempos especialistas suspeitam que a cesárea, sobretudo de data agendada, aumentava o risco de partos precoces. A pesquisa comprovou a hipótese. “Os dados são importantíssimos e mostram a necessidade de se tomar medidas para reduzir a cesáreas no país”, avaliou Maria Albertina Santiago Rego, do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Para fazer o estudo, pesquisadores analisaram individualmente 2,9 milhões de registros de nascimentos ocorridos em 2015. Além disso, os autores avaliaram municípios que apresentaram diferentes taxas de cesáreas e concentraram a atenção naqueles que tinham mais de mil registros de nascimento anuais. Ao todo 520 se encaixavam nessas características; juntos respondiam por 82% dos relatos.

Nas cidades que apresentavam taxas de cesárea superiores a 80%, o indicador de partos prematuros era 21% maior do que naquelas que registravam menor proporção (com 30% de cesáreas). Mas a diferença mais significativa foi identificada na frequência dos nascimentos a “termo precoce” (37-38 semanas). Nas cidades onde as taxas de cesárea superam os 80%, a prevalência dos nascimentos de bebês nesta fase da gestação foi 64% superior quando comparado com municípios que tinham menos de 30% de cesáreas.
Barros avalia que as três epidemias interligadas preocupam igualmente. Crianças prematuras têm maior risco de morte e adoecimento nos primeiro período de vida e de problemas cognitivos mais tarde. Algo que acende o sinal de alerta, sobretudo quando se leva em consideração de que o Brasil tem o dobro da prevalência de prematuridade de países riscos. No caso de crianças nascidas entre 37-38 semanas, embora o impacto para saúde e desenvolvimento cognitivo seja menos acentuado, o número de crianças nessas condições é maior.

Prematuros respondem por 10% dos nascimentos no país e os pré-termo, por 30% (900 mil nascimentos por ano). “O risco é mais discreto, mas ele pode produzir uma carga de problemas importantes.” Não menos significativa é a ameaça de problemas de saúdes para a mãe.

Grávida de gêmeos, a servidora pública Tatiana Malta há quatro anos pediu para fazer cesárea. “Fiquei com medo da dor. Não sabia qual seria meu limite, com dois partos seguidos”, recorda. Ela, no entanto, fez questão de o procedimento ser feito só depois do início do trabalho de parto. “Queria que os bebês estivessem prontos para nascer. E acho que fez diferença.”
Direito de escolher a forma do parto

“As famílias têm de ser informadas. O direito de escolher a forma do parto não pode competir com o direito das crianças de nascerem depois das 39 semanas”, afirma Barros. O coordenador cita uma série de estudos internacionais. Um deles, realizado em Belarus com crianças com 6 anos, mostra que o QI de crianças nascidas com 37 semanas é significativamente menor do que o daquelas nascidas entre 39 e 41 semanas de gestação.
Outro trabalho, da Escócia, mostra que crianças nascidas a termo precoce têm mais necessidades de recorrer a cursos especiais de educação do que as que nascem após 39 semanas. Por fim, taxas de suecos entre 23 e 29 anos que recebem algum auxílio por problemas de saúde ou incapacidade é maior entre aqueles que nasceram com 37 e 38 semanas de gestação do que entre aqueles que nasceram entre 39 e 41 semanas.
Dados preliminares do Ministério da Saúde – que ainda precisam ser confirmados – mostram que 55,75% dos partos em 2017 foram por cesáreas. Os números indicam que as taxas são maiores do que as registradas no ano anterior, quando foram 55,51%, e chamam a atenção sobretudo pelo fato de ocorrerem logo depois de uma série de iniciativas para tentar reduzir a epidemia de cesáreas no país.
O Brasil apresenta a segunda maior taxa de cesáreas do mundo, atrás da República Dominicana, com 56,4% de procedimentos em 2015. Diante de números tão expressivos, Ministério da Saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Conselho Federal de Medicina lançaram ao longo dos últimos dois anos medidas para reduzir essa prática. O Ministério da Saúde não comentou o caso
Já o CFM recomenda desde 2016 que a cesárea, a pedido do paciente, seja realizada a partir da 39.ª semana. “Justamente para evitar que partos ocorressem entre 37.ª e 38.ª. Muitos médicos tinham dúvidas se seria ético já realizar a cesárea a partir dessa fase”, afirma a médica integrante da Câmara Técnica do Conselho Federal de Medicina, Adriana Scavuzzi. Ela diz que não há ainda condições de saber qual o impacto da medida.
Fernando Barros, coordenador do estudo sobre cesáreas, também diz não haver condições de mensurar. Mas observa que a prevalência de cesarianas pode ter chegado ao máximo no País. No entanto, é preciso que todos saibam que nascer antes de 39 semanas pode acarretar problemas.
Dados da ANS mostram que as medidas tomadas até agora trouxeram um aumento de 2% dos partos normais e redução de 5% das cesáreas entre 2016 e 2017. Mesmo assim, no ano passado, foram 432.675 cirurgias, quase cinco vezes mais do que os 87.947 partos normais em planos de saúde.
A pesquisa coordenada por Barros revela ainda que entre mulheres com mais de 12 anos de escolaridade a maior parte das cesáreas é antes da entrada no trabalho de parto: 49,2%. Outros 30,5% ocorrem em trabalho de parto. Nesse grupo, 20,3% são por parto normal.

‘Apenas 12,4% das estradas são pavimentadas no País’, diz CNT

Por: AE

Embora o sistema rodoviário seja o principal modal de transporte do País, a malha pavimentada cresceu apenas 0,5% entre 2009 e 2017, de acordo com o Anuário divulgado nesta segunda-feira, 13, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). E, enquanto as estradas brasileiras registraram 6.243 mortes somente no ano passado, 61,8% das principais rodovias apresentam problemas em seu estado geral. O levantamento da CNT mostra que o Brasil possuía um total de 1,720 milhão de quilômetros de estrada no ano passado, dos quais apenas 12,4% são pavimentados, ou seja, somente 213.453 km. O restante da malha se divide em estradas não pavimentadas (78,5%) ou planejadas (9,1%).

O documento mostra que a malha ficou estagnada nos últimos nove anos, já que a extensão de rodovias pavimentadas cresceu apenas 0,5% nesse período, ou apenas 962 km em relação aos 212.491 km de 2009. A proporção de estradas asfaltadas no total da malha inclusive permaneceu em 12,4%.

Problemas

A CNT também avaliou o estado das rodovias federais pavimentadas e dos principais trechos de rodovias estaduais, encontrando problemas no estado geral de conservação das pistas em 61,8% da extensão percorrida.

O principal problema encontrado está na geometria das vias em 77 9% dos casos. Em 31,1% das estradas avaliadas, os ângulos das pistas são péssimos, em 8,4% delas a geometria é ruim e em 28,4% apenas regular.

Deficiências de sinalização foram encontradas em 59,2% das rodovias analisadas, sendo que em 13,2% a sinalização é péssima e em 14,1% é ruim. Os problemas no asfalto atingem 50% dos trechos, com pavimentação péssima em 2,8% dos casos e ruim em 13 2%.

Frota

Enquanto a malha permanece estagnada e sem a devida manutenção, a frota de veículos registrados no País cresceu 63,6% entre 2009 e 2017, passando de 59,361 milhões para 98,201 milhões.

De acordo com a CNT, o sistema nacional de transporte de cargas contava com uma frota de 2,195 milhões de caminhões de empresas, 1,349 milhão de veículos de caminhoneiros autônomos e 46.294 caminhões de cooperativas. Já a frota habilitada para o transporte internacional de cargas era formada por 139.129 veículos.

Ferrovias e portos

Diante dos problemas do setor rodoviário, outros modais de transporte têm apresentado expansão nos últimos anos. O sistema ferroviário, por exemplo, movimentou 538,8 milhões de toneladas úteis em 2017, volume 6,9% maior que o de 2016.

Já a movimentação total nas instalações portuárias cresceu 8,5% em 2017, chegando a 1,1 bilhão de toneladas. Da mesma forma, a carga transportada pelo setor aéreo cresceu 8,9% no ano passado, chegando 1,24 milhão de toneladas.

Legalização das drogas: o que os candidatos ao Planalto pensam sobre o assunto

Por: Estado de Minas

Flexibilizar a legislação que lida com entorpecentes ou pesar a mão do Estado sobre os agentes do tráfico de drogas? Questão que tangencia assuntos como segurança pública, liberdades individuais e saúde da população, a descriminalização das drogas é assunto polêmico. Para entender as propostas e as medidas que os candidatos à Presidência da República pretendem adotar, o Estado de Minas fez um levantamento de declarações já feitas por eles sobre o tema, seja em entrevistas ou debates. Segundo levantamento feito pela Plataforma Brasileira de Política de Drogas (PBPD), na disputa por vagas no Legislativo, ao menos 60 pré-candidatos têm proposta para alterar a atual política de drogas, estabelecida pela Lei 11.343. Duas pesquisas recentes, uma de 2018 (Real Time Big Data) e outra 2017 (Paraná Pesquisas), mostraram que cerca de 70% da população brasileira se declara contra a legalização da maconha. A porcentagem aumenta quando o assunto é a cocaína ou outras drogas.
Álvaro Dias (Podemos)
O senador apresenta-se contrário à legalização da maconha e de outras drogas. Em 2016, afirmou ser contra “contra a posição do Fernando Henrique Cardoso” e que “não temos condições de liberalizar dessa forma. Não temos condições de atender à demanda que surgiria, não temos casas de recuperação”. Em outra ocasião, disse ser “rigorosamente contra”. “A liberalização certamente aumentaria o consumo”, argumentou. Propõe uma união latino-americana para o combate ao tráfico. “Obviamente, no nosso país, tem também o monitoramento das fronteiras”, disse. Para ele, a “guerra às drogas”, como é conhecida a política aplicada atualmente no Brasil, deve ser fortalecida. “Não entendo que a guerra às drogas seja uma guerra perdida. É dramático constatar que de 2006 a 2016 o Brasil sepultou 324 mil jovens de 14 a 25 assassinados; isso é sete vezes mais que o número de soldados que morreram na guerra do Vietnã que durou 20 anos. Segundo os especialistas, mais de 80% desses assassinatos tiveram origem nas drogas. Então, é inevitável combatê-las”, defende.
Ciro Gomes (PDT)
Em entrevistas, o ex-governador do Ceará costuma citar experimentos internacionais sobre a descriminalização. “Como presidente, vou propor um debate, chamar todas as correntes morais, religiosas, especialistas, todos os ângulos. Em seis meses nós teremos uma proposta nova para resolver a questão da política de drogas”, afirmou recentemente. “Portugal achou um caminho. Até quantidade tal de droga a,b,c ou d afirmada por especialistas o assunto não é da política nem da Justiça, o assunto é da redução de danos, da saúde pública. E está sendo visto um êxito muito grande, maior que o Uruguai, nossa referência mais próxima no assunto”, argumentou. Ciro defende que o debate sobre a legalização das drogas está intimamente ligado à segurança pública e à corrupção. “O Brasil está produzindo exército de reserva para uma altíssima periculosidade e sofisticada organização criminosa. Agora, naturalmente, o passo seguinte é entrar na estrutura do Estado”, argumentou.  Para Ciro, o “moralismo religioso” não deve pautar o debate. “O usuário não é criminoso. É preciso descriminalizar o uso, mas pesar a mão no tráfico. Pesar muito pesadamente. Quanto à legalização, por outro lado, as experiências não funcionaram”, defendeu.
Geraldo Alckmin (PSDB)
O tucano considera que o debate sobre a legalização das drogas está atrelado à segurança pública. Em entrevista no Roda Viva, defendeu ações mais duras da polícia, controle intensivo sobre as fronteiras e o uso da tecnologia no combate às drogas. “As fronteiras estão abertas, são 17 mil quilômetros de fronteira seca com os maiores produtores de drogas do mundo, esse é um fato. Nós vamos avançar na questão da tecnologia, ter uma agência que integre as forças armadas, a Polícia Federal e a inteligência dos estados, além de ter uma guarda nacional federal”, disse. O candidato é a favor, também, de um diálogo com as nações vizinhas para combater o tráfico. “Crime não tem fronteira. Esse é um problema latino-americano que nós temos que enfrentar: tráfico de drogas, tráfico de armas e contrabando.” Questionado em 2013 sobre a divergência que tem com FHC sobre o tema, Alckmin afirmou que “a prioridade é outra”. “Como podemos descriminalizar a maconha se nem conseguimos impedir que o álcool seja vendido a menores? Acho que a prioridade é outra. O Brasil tornou-se o principal consumidor de crack do mundo. E o segundo de cocaína. Isso é um descalabro”, afirmou.
Guilherme Boulos (Psol)

Em maio, o socialista declarou que “a guerra às drogas fracassou. A militarização nas periferias não é solução. Temos que debater sem medo a descriminalização das drogas no país, ligada a políticas de saúde pública”. Boulos defende que “o Brasil precisa avançar nesse ponto sem tabus”. Em entrevista recente, o candidato relacionou o tema com segurança pública, liberdade individual e questões do sistema prisional. “A atual política serve unicamente para a manutenção da exclusão social, ao criminalizar a pobreza e superlotar presídios. Outro passo fundamental é pararmos de olhar para a questão do consumo de drogas sob uma ótica moralizante e preconceituosa. Hoje, conseguir uma receita para Rivotril é tão fácil quanto a de um antibiótico pra dor de ouvido”, argumentou. Sobre o combate ao tráfico,  Boulos defende que é necessária “outra política de segurança”. “Quem paga com a vida o preço dessa política desastrosa é sobretudo a juventude preta e periférica do Brasil. Tem que ter polícia na sociedade, só que esse modelo simplesmente não funciona”, afirmou.

Henrique Meirelles (MDB)
“Eleito, vou liberar o uso da maconha”, afirmou, em entrevista, o presidenciável do MDB. Ele considera a pauta como “questão de direito individual”, quando o assunto é a maconha. Todavia, não é a favor da flexibilização da legislação vigente para drogas mais pesadas, como a cocaína ou o crack. “Não devemos penalizar e criminalizar o consumidor. Principalmente se for para uso medicinal. Maconha eu liberaria, mas dentro de algumas restrições, com controle rígido, como outros países fazem. Ainda mais depois que as pesquisas apontaram que não causa danos permanentes. Cocaína, sim. Tem que ser criminalizada”, argumentou em entrevista à revista Istoé. As declarações causaram reação nos meios mais conservadores e levou o candidato do MDB a marcar encontros com religiosos de São Paulo e Brasília para explicar “que achava necessário encontrar uma solução para a descriminalização da maconha para não levar o consumidor às já superlotadas prisões brasileiras, mas que, pessoalmente, era contra o uso de drogas”.
Jair Bolsonaro (PSL)
Crítico da pauta, o candidato do PSL já comparou a legalização das drogas à legalização da corrupção. Quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso propôs a legalização de maconha e cocaína no Brasil, argumentando que a proibição ajudava a superlotação presídios, Bolsonaro ironizou: “Que tal legalizar corrupção, já que as celas estão também cheias em Curitiba?”. Outro ponto levantado pelo candidato é que, caso aconteça a legalização, o consumo aumentaria, coisa que considera um ataque à família. “Vamos perguntar a qualquer pai se ele é favorável à liberalização das drogas. Eu acho que 99% são contra, até porque ela (a droga) vai chegar às escolas. Um dos últimos a liberar foi o nosso Uruguai aqui embaixo e já há uma preocupação com o aumento do consumo”, defendeu o militar reformado em entrevista no ano passado. Entretanto, ele não considera que se deve punir o usuário da droga, mas aumentar as punições aplicadas ao tráfico. O candidato já demonstrou ainda não ser contrário ao uso da maconha na medicina, com ressalvas. “A preocupação é que após a liberação do uso medicinal é ela sair do controle”, declarou em entrevista recente.
João Amoêdo (Novo)
Amoêdo, que se define como “liberal na economia e conservador nos costumes”, já declarou ser contra a legalização das drogas. Entretanto, afirmou, em entrevista, que respeita “que cada um tenha a sua definição do que quer ser. O fato de eu ser conservador nos costumes não deve obrigar que a minha opinião seja majoritária. A solução desses problemas tem que passar pela conscientização das pessoas. Não podemos ficar na armadilha de nos isentarmos da solução do problema e transferir isso para o Estado brasileiro”. Apesar disso, em vídeo divulgado no canal do YouTube durante a pré-campanha, defendeu a descriminalização de “pequenos portes de maconha” para diminuir a superlotação de presídios. Durante sabatina no programa Roda Viva, porém, ele se declarou contrário. “Em um primeiro momento, sou contra a descriminalização. O Brasil tem um problema grave de segurança e certamente o combate às drogas como está sendo feito não está funcionando”, disse. Sobre a guerra às drogas e liberdade individual, afirmou que entende “que a guerra não está funcionando, mas não é uma variável que eu queria trazer para o Brasil agora”.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O petista sempre se declarou a favor da descriminalização de algumas substâncias, como a maconha. Em 2009, chegou a afirmar que não acreditava que a legalização resolveria o problema e que “temos de ser mais duros, precisamos evitar que as pessoas consumam”. Na época, a declaração foi em contraponto às propostas de Fernando Henrique Cardoso, historicamente favorável à legalização. Em 2015, durante debate no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Lula disse “o que eu defendo claramente é que sou contra a criminalização da maconha e do usuário. Não tem sentido a polícia pegar um usuário e tratar como se fosse criminoso”. Divulgado na semana passada, o programa de governo do PT toca em alguns pontos sobre política de drogas. O documento, apesar de afirmar que é preciso “olhar atentamente para as experiências internacionais que já colhem resultados positivos com a descriminalização e regulação do comércio”, não traz abertamente pontos como a descriminalização das drogas, nem explica quais são as experiências que cita.
Marina Silva (Rede)
Seguindo a linha da candidata sobre outros assuntos polêmicos, Marina Silva propõe que o debate sobre as drogas seja feito por plebiscito. Em 2010, ela afirmou que “existem drogas muito mais pesadas do que a maconha, usada para fins medicinais. Defendo um plebiscito. A discussão hoje não é a descriminalização, é a liberação das drogas. Eu tenho posição contrária”. Recentemente, questionada se “o fato de ser evangélica influencia a avaliação dela sobre a descriminalização do aborto e da maconha?”, Marina disse que o caminho é “ampliar o debate”. “Não se resolve o problema das drogas e do aborto rotulando alguém de conservador ou fundamentalista”, afirmou. A candidata, afirma ainda que a pauta envolve diversas áreas. “Esse debate precisa ser feito com muito cuidado e responsabilidade; ele envolve questões filosóficas, éticas, morais e espirituais”, defende. Uma das contradições a ser enfrentada pela candidata durante a campanha é a posição de seu vice, Eduardo Jorge (PV), em algumas questões polêmicas, como a legalização da maconha, defendida abertamente por ele.

Sertânia participa da Festa de Agosto em Tupanatinga

A cidade de Sertânia participou da tradicional Festa de Agosto em Tupanatinga, que neste ano teve uma novidade, o Polo Multicultural, realizado através do Programa Território Vivo desenvolvido pelo SEBRAE em parceria com o IPA, prefeituras, sindicatos e associações.

O novo polo recebe diariamente várias cidades da região, sendo Sertânia a convidada, de sexta-feira (10), para mostrar um pouco das suas potencialidades culturais e de mercado.

O evento contou com a participação do CEDOCA – Centro de Excelência em Derivados de Carne e Leite de Sertânia, de produtores da agricultura familiar e de artistas da Escola Municipal de Sanfona sob a coordenação dos professores Claudinho e Lula Sanfoneiro.

Serra: Programação da Festa de Setembro sai nesta segunda (13)

A Prefeitura Municipal de Serra Talhada informa que a programação oficial da Festa de Setembro 2018 será divulgada nesta segunda-feira (13), a partir das 11h, nas redes sociais da prefeitura e nos veículos de imprensa.

O evento acontecerá de 04 a 07 de setembro no Pátio de Eventos, dentro da 228ª Festa de Nossa Senhora da Penha. Haverá programação ainda no Polo Cultura Viva e Polo Pátio da Feira, além das festividades religiosas.

Serviço:

Divulgação da Programação Oficial da Festa de Setembro 2018

Data: 13 de agosto 2018

Horário: 11h

Local: Redes sociais da prefeitura

PT está dividido sobre a saída imediata de Lula da disputa presidencial

Por: Correio Breziliense
Com o candidato oficial do partido preso em Curitiba e ausente do primeiro debate entre os presidenciáveis, o PT reavalia a estratégia para a campanha. A sigla continua decidida a registrar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 15 de agosto, mas repensa o que fazer a partir de então. Com base em levantamentos internos, a direção do PT já avalia que a próxima pesquisa eleitoral vai mostrar uma queda na intenção de votos em Lula — reflexo da ausência no debate e sintoma da necessidade de uma mudança de rumos.
A legenda está dividida sobre como agir nos próximos dias para não piorar o quadro e perder algo em torno de 20% a 30% do eleitorado que Lula ostenta até agora, a depender do cenário. A última esperança de boa parte dos petistas é que, quando a candidatura for oficializada, a Justiça o libere para participar de debates. As divergências internas ficam mais fortes diante da possibilidade de que venha outra negativa do Judiciário em relação à possibilidade dele fazer campanha — como ocorreu esta semana — ou a decisão do TSE de impugnar a candidatura do ex-presidente, algo que a direção do partido espera que aconteça até uma semana depois dos registros, em 22 de agosto. Em qualquer um desses casos, uma ala defende a troca imediata do nome dele pelo do vice, Fernando Haddad, enquanto outra aposta em recursos para esticar a exposição de Lula como candidato.
A segunda corrente, da qual fazem parte a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o senador Lindbergh Farias (RJ), é favorável à manutenção de Lula como cabeça de chapa o máximo de tempo possível, mesmo depois que o TSE decidir pela nulidade da candidatura. Eles defendem a apresentação de recursos, o que esticaria o tempo dele como candidato por mais alguns dias, porque entendem que desistir antes de o TSE tomar uma decisão iria contra o argumento defendido pela legenda até agora, de que Lula é um preso político e está sendo injustamente impedido de participar das eleições. “Eles vão ter que abrir mão em algum momento, mas acredito que evitam fazer isso muito cedo para não enfraquecer o discurso”, avalia o cientista político Sérgio Praça, da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Impugnação
Mesmo admitindo que é necessário um “selo” da impugnação do TSE para abrir mão do nome do ex-presidente sem cair em contradições, outro grupo quer que Haddad assuma o quanto antes a chapa, assim que a Corte decidir negar a candidatura. Entre os defensores dessa ideia estão o senador Jorge Viana (AC) e o ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner. Essa ala considera muito arriscado deixar o PT sem representação nos debates e, talvez, na propaganda eleitoral gratuita, a depender de decisão judicial a respeito desse assunto. “O problema é convencer Lula disso”, disse um cacique petista.

Um dos riscos de manter a candidatura de Lula até o fim é de que o partido perca votos por não aparecer o suficiente, o que, em uma corrida fragmentada como a que se desenha, é um perigo real de que o PT não chegue ao segundo turno. Enquanto outros candidatos se expõem, ganham destaque e conseguem apresentar propostas, o petista está, literalmente, isolado. O partido está perdendo “preciosos dias de campanha para apresentar Haddad”, que é pouco conhecido em nível nacional, pondera Praça.

A reavaliação da estratégia petista ficou clara em entrevista coletiva concedida na tarde de ontem por Gleisi, após visita a Lula, em Curitiba. Apesar de ter reafirmado que o ex-presidente é o candidato oficial do partido, que o nome dele será registrado em 15 de agosto e que é a foto dele que estará nas urnas em 7 de outubro, a senadora fez uma observação que sinaliza para uma mudança de rumos ao relembrar que, “durante a campanha, o nosso candidato a vice é o porta-voz do presidente”. Segundo Gleisi, Haddad “vai andar o Brasil, vai fazer os debates, vai participar das sabatinas, vai ser a voz de Lula, do nosso programa, do nosso projeto para o povo brasileiro” — ou seja, fará todas as tarefas atribuídas a um candidato cabeça de chapa, não ao vice.

 Invisível
Os receios do partido ficaram ainda maiores diante da pouca visibilidade do “debate alternativo” promovido por Haddad e a aliada Manuela D’Ávila (PCdoB) — vice-candidata, quando Lula sair de cena — ao vivo na internet, durante o debate de quinta-feira. As visualizações foram muito abaixo do que os petistas esperavam. Apenas 44,8 mil visualizações, contra 2,6 milhões que viram o debate oficial, sem representante do PT e quase nenhuma menção à candidatura de Lula, que foi encarado pelos candidatos como página virada.
O partido tentou minimizar o fato de Lula ter sido pouco mencionado e da ausência dele não ter sido suprida pelo debate paralelo. Ontem, em entrevista coletiva em Curitiba, após visitar o ex-presidente na sede da Polícia Federal, em Curitiba, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, afirmou que ele “só viu um pedaço do debate”, que considerou “sem propostas”. Mas, nos bastidores, a ausência preocupa muitos dirigentes do partido.
Depois de ter sido invisibilizado no debate, Lula corre o risco de não aparecer no horário eleitoral gratuito, que começa em 31 de agosto, segundo a especialista em direito eleitoral Karina Kufa. Se a justiça criminal não autorizá-lo a participar das propagandas oficiais na televisão e no rádio, ele não pode ser substituído pelo vice, explica. “É a mesma lógica do debate”, diz. A propaganda eleitoral gratuita vai até 4 de outubro, três dias antes do primeiro turno.

Paulo Câmara visita Casa de Recuperação Cristo Liberta

Localizada em Igarassu, na RMR, a unidade atua na reabilitação de aproximadamente 200 dependentes químicos

O governador Paulo Câmara dedicou a manhã deste domingo (12.08), Dia dos Pais, para conhecer a comunidade terapêutica Cristo Liberta, localizada em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. A casa de recuperação atende, atualmente, 194 dependentes químicos, através de doações dos familiares, sociedade civil e escolas da região, que disponibilizam a merenda excedente. Acompanhado do prefeito de Olinda, professor Lupércio, o chefe do Executivo estadual conheceu as dependências do espaço e conversou com os assistidos.

“Venho aqui como governador, pai de família e cristão. Tenho acompanhado durante muitos anos o mal e a destruição que as drogas causam nas famílias e na sociedade. E a gente fica muito feliz em poder conhecer projetos como este, que acolhem e dão oportunidades de reabilitação e transformação de vida através da fé. Eu saio daqui com ainda mais convicção de que tenho e vou trabalhar muito para oferecer novas oportunidades, no caminho do bem, para aqueles que desejam e precisam mudar de vida. Eu espero vê-los recuperados, voltando para suas famílias e nos ajudando a trabalhar por um Pernambuco cada vez melhor para todos os pernambucanos”, pontuou o governador.

O ex-dependente químico e atual coordenador do espaço, Henrique Rodrigues, de 45 anos, contou como foi fundamental o acolhimento recebido no seu processo de reabilitação. “Cheguei aqui, há nove anos, com o casamento destruído e minha mãe vivendo à base de remédios. Vivia sujo, sem perspectiva nenhuma mais de vida. Mas esse lugar me deu a oportunidade de mudar, de ser outra pessoa. Graças a Deus, meu casamento foi restituído; minha mãe, hoje, tem orgulho de mim. Então, eu sou muito grato por esse lugar e por continuar aqui, ajudando outros homens que passam pela mesma situação que eu passei um dia”, declarou.

CRISTO LIBERTA – Há 10 anos atuando na reabilitação de dependentes químicos, a organização já atendeu cerca de dez mil homens, a partir dos 18 anos. O programa de regeneração de vidas atua com atividades pedagógicas, espirituais e de convivência, visando o resgate da autoestima e dignidade dos assistidos. Além de trabalhar em serviços diversos de manutenção do local, os recuperandos têm a oportunidade de concluir os estudos através das aulas do supletivo, oferecidas na casa de recuperação.

Paralisação parcial de bancários fechou agências em Pernambuco

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Segundo o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, cerca de 40 agências localizadas no Recife e Região Metropolitana ficaram fechadas das 10h ao meio-dia desta sexta-feira (10) por conta do estado de greve, deflagrado nacionalmente na última quinta-feira. A paralisação parcial também marcou a participação dos bancários no Dia do Basta, promovido pelas centrais sindicais. A defesa dos bancos públicos e do emprego deram o tom da mobilização.

Os bancários estão em campanha salarial antecipada e, na próxima sexta-feira (17), haverá uma nova rodada de negociações, quando a categoria pode decidir por uma greve por tempo indeterminado a partir da segunda-feira (20). Os bancários negociam com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) , entre outros pontos, 9% de reajuste salarial e a não terceirização de atividades, como gerência e escrituração.

A presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, destaca que a mobilização é de âmbito nacional e envolve diversas categorias. “Estamos lutando contra as privatizações, o desemprego, a terceirização e a reforma trabalhista que prejudicam a classe trabalhadora. Estamos trazendo a nossa luta em defesa da Caixa 100% pública, do Banco do Brasil e Banco do Nordeste, que são fundamentais para o desenvolvimento do País”, afirmou Suzineide.

A Fenaban informou que iniciou a negociação com os bancários em junho deste ano, dois meses antes da data-base da categoria (1º de setembro), para permitir “o amplo diálogo” e apresentou proposta de repor a inflação deste ano (prevista para ficar em torno de 4%) oferecendo, ainda, participação nos lucros e resultados.

IFPE – Campus Afogados da Ingazeira lança edital de vagas remanescentes do Vestibular 2018.2

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O Instituto Federal de Pernambuco -IFPE – lançou nesta sexta-feira (10), o edital do Processo Seletivo Simplificado para preenchimento de vagas remanescentes do Vestibular 2018.2 para o campus Afogados da Ingazeira.

O período de inscrição vai de 13 a 17 de agosto, e estão sendo ofertadas 79 vagas para o IFPE – Afogados, que dispõe dos cursos técnicos de Saneamento, Informática, Eletroeletrônica e Agroindústria, os quais estão distribuídos nas modalidades Subsequente, voltada para quem já concluiu o Ensino Médio; e Integrado, para quem deseja aliar a formação profissional ao Ensino Médio regular.

As vagas serão preenchidas considerando-se exclusivamente o coeficiente de rendimento do(a) candidato(a) nos componentes curriculares constantes na Ficha Modelo 18 (Histórico Escolar de Conclusão do Ensino Fundamental) pa ra os cursos Técnicos de nível Médio Integrado e na Ficha Modelo 19 (Histórico Escolar de Conclusão do Ensino Médio) para os cursos Técnicos Subsequentes, obtida em estabelecimento de ensino reconhecido por Secretaria Estadual de Educação ou pelo MEC.

Para efetuar a inscrição, os candidatos devem entregar a documentação adequada no próprio campus dentro prazo estabelecido. Não haverá cobrança de taxa de inscrição. Em conformidade com a lei, partes das vagas serão reservadas ao Sistema de Cotas.

O resultado preliminar da seleção está previsto para o dia 20 de agosto, e as aulas para os novos alunos devem iniciar no dia 27. Mais informações sobre o processo seletivo, como documentação exigida e anexos, podem ser acessadas por meio do edital.

Paulo Câmara acompanha obras e ações em Santa Cruz do Capibaribe

Governador encerrou a agenda desta sexta-feira, visitando importantes intervenções nas áreas de abastecimento de água, desenvolvimento econômico, saneamento e mobilidade urbana

 A população de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste Setentrional, recebeu a visita do governador Paulo Câmara, nesta sexta-feira (10.08). O chefe do Executivo estadual aproveitou sua passagem pela região para acompanhar importantes ações do Governo do Estado, que estão promovendo o desenvolvimento econômico e social da cidade. Na oportunidade, Paulo vistoriou o andamento das obras de restauração e duplicação da PE-160; de implantação da Adutora do Alto Capibaribe; e do Sistema de Esgotamento Sanitário local. Na terra da sulanca, ele também conferiu a nova mesa de risco e corte automatizada do Polo de Confecções.

“Passamos a tarde vendo as obras que estamos realizando em Santa Cruz do Capibaribe, que beneficiam não só a cidade, mas toda a região. Tivemos condição de ver como anda a obra da adutora do Alto Capibaribe, que vai resolver, de maneira estruturadora, a questão da água das cidades do Agreste Setentrional. Também vimos a duplicação da PE-160, e temos certeza de que quando chegar o pico das visitas, no final do ano, estaremos com a estrada pronta e devidamente entregue à população”, destacou o governador.

“No município visitamos, ainda, a obra de esgotamento sanitário. Temos um projeto de sanear 100% a cidade, proteger e dar melhor qualidade de vida à população. E, por fim, vimos como funciona a nova máquina de corte, que tem aumentado muito a produtividade e evitado o desperdício na produção”, completou.

INFRAESTRUTURA VIÁRIA – As intervenções na PE-160 contemplam um trecho de 12,15 quilômetros de extensão, que vai do distrito de Pão de Açúcar, em Taquaritinga do Norte, até a cidade de Santa Cruz do Capibaribe. A iniciativa, que conta com investimento de R$ 83 milhões do Tesouro Estadual, irá beneficiar mais de 500 mil moradores da região e visitantes. Além de proporcionar uma melhoria na mobilidade e na qualidade de vida das pessoas, a intervenção irá contribuir, significativamente, para o desenvolvimento, com a geração de mais empregos e aumento das vendas do Polo de Confecções. No local, estão sendo executados os serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem e obras d’artes.

Até o momento, foram finalizados mais de 60% dos trabalhos, e a previsão é que as obras sejam concluídas em dezembro deste ano, como explica o secretário estadual de Transportes, Antônio Júnior: “Fizemos um pequeno ajuste no projeto do trecho urbano que acessa o Moda Center, e até dezembro, no máximo, essa obra estará pronta. A estrada contempla todo o Polo Têxtil, que é o segundo maior do Brasil, integrado por Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e cidades adjacentes”, frisou.

POLO DE CONFECÇÕES – Com um investimento de R$ 1,4 milhão, a nova mesa de risco e corte automatizada vem permitindo o acesso dos pequenos produtores a uma tecnologia de ponta, proporcionando maior eficiência no corte de tecidos, assim como uma maior produtividade. A máquina, que funciona na Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (ASCAP), atende todo o polo de Confecções do Agreste, incluindo também as cidades de Toritama e Caruaru, que abriga aproximadamente 1.400 empresas formais.

A aquisição é um dos destaques do Programa de Produção e Difusão de Inovações para a Competitividade de Arranjos Produtivos Locais (ProAPL), coordenado pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI). “Esse novo equipamento agiliza bastante o andamento da produção. Recebemos os pedidos e conseguimos entregá-los mais rápido por conta da inovação da máquina, que tem um corte perfeito. Agora, no período junino, eu precisei dar um incremento na minha produção, e esse novo equipamento me ajudou muito”, declarou o produtor Josivan Oliveira Ramos, de 44 anos, que trabalha com confecção infantil.

MAIS ÁGUA – Em seguida, o governador acompanhou o início das obras de implantação da Adutora do Alto Capibaribe, localizada no mesmo município. Dividida em duas etapas, a intervenção contará com um investimento total de R$ 82 milhões, levando mais água às torneiras de 230 mil habitantes de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá e Vertente do Lério, além de Barra de São Miguel, na Paraíba. O prazo de conclusão é de 15 meses.

“Tivemos a oportunidade de projetar uma adutora trazendo água da Transposição do Rio São Francisco, captada na Paraíba, que está muito mais próximo da cidade de Santa Cruz do Capibaribe. A obra vai beneficiar Santa Cruz do Capibaribe, Jataúba, Toritama e várias cidades que são abastecidas pelo sistema Jucazinho. Nós apostamos na capacidade de transposição de água de uma região para outras, de forma que a gente fique cada vez menos dependente do regime de chuvas”, salientou o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

ESGOTAMENTO SANITÁRIO – Paulo Câmara visitou, ainda, as obras do Sistema de Esgotamento Sanitário da cidade. A intervenção, cujo investimento é de R$ 99 milhões – com recursos do Banco Mundial (BIRD) -, beneficiará uma população de 213 mil habitantes. A obra consiste na implantação do sistema para a sede do município de Santa Cruz do Capibaribe, com rede coletora, interceptor às margens do Rio Capibaribe, Estações Elevatórias e Estação de Tratamento, totalizando 20 mil metros com capacidade para tratar cerca de 346 l/s.