Zulene Alves

Congresso Nacional de Educação reunirá referências da área em Pernambuco

Entre os dias 17 e 20 de outubro, Pernambuco irá sediar, no Centro de Convenções, em Olinda, o V Congresso Nacional de Educação (Conedu). Uma vasta programação está sendo preparada, contemplando diversas atividades como: conferências, palestras, mesas-redondas, minicursos, apresentações de trabalhos acadêmicos, lançamento de livros, e outras atividades com foco em ações pedagógicas.

Nesta edição, o congresso apresenta como tema “Experiências educadoras: sujeitos, formação e práticas”. Entre os expositores que irão compartilhar suas vivências, estará a Organização Inteligência Relacional, que há mais de dez anos atua de forma pioneira no país com a sistematização de conteúdos de Educação Emocional e Social.

Por meio de uma metodologia é trabalhado o desenvolvimento da empatia, do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação, alicerces da construção de uma Cultura de Paz. Tudo isso está inserido nas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e visa desenvolver consciência, autonomia e regulação emocional dos alunos e educadores.

O estande da organização terá diversas interações e experiências (IR Experience) para público, além de oficinas sobre temas relacionados à educação socioemocional, a exemplo de “Inspirações que nos nutrem” e “Comunicação não violenta (CNV)”. Haverá também sorteio de brindes pedagógicos durante toda a programação do espaço.

Além disso, o idealizador da metodologia da Inteligência Relacional, professor João Roberto de Araújo, realizará a palestra “Educação Emocional e Social: o impacto e a importância de educar para as emoções diante dos desafios do século XXI”, no teatro Beberibe.

O V Conedu é uma realização do Centro Multidisciplinar de Estudos e Pesquisas (CEMEP) e espera receber cerca de nove mil participantes do Brasil e do exterior durante os quatro dias de evento.

SERVIÇO 

V Conedu (Congresso Nacional de Educação)

Quando: 17 e 20 de outubro

Onde: Centro de Convenções de Pernambuco – Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho, Olinda – PE.

Informações: www.conedu.com.br ou pelo telefone 83 3322-3222.

Flores: Prefeitura promove festa com 4 atrações no distrito de Fátima

O Distrito de Fátima, na cidade de Flores, sertão do Pajeú pernambucano, registrou duas noites de muito forró, alegria e animação. A população da localidade comemorou com muita empolgação a festa que tradicionalmente ocorre neste período, por ocasião também, das festas religiosas em Honra à Nossa Senhora do Rosário de Fátima, padroeira do Distrito, celebrada na data de 13 de Outubro.

A Praça Primo de Souza Guerra, que fica defronte à Igreja Matriz ficou lotada, e quem puxou o arrasta pé e garantiu muita música e muita dança para o povo foram as Bandas, Encanto de Mulher, Harry Estigado, Forró Deu Bom e Brasas do Forró.

O Evento foi organizado e teve total apoio da Prefeitura Municipal de Flores através da Secretaria Municipal de Turismo e Eventos.

UFPE publica nota em defesa da democracia

A Universidade Federal de Pernambuco divulgou nesta segunda-feira (15) nota em defesa da democracia. O documento é assinado pelo reitor Anísio Brasileiro e pela vice-reitora Flaorisbela Campos e foi publicado no site da instituição de ensino. Confira o texto:
 
Com a proximidade do segundo turno das eleições presidenciais de 2018 e atenta ao desenrolar da campanha, a Universidade Federal de Pernambuco considera urgente manifestar-se em defesa da universidade pública e em repúdio a todas as formas de ameaça às liberdades democráticas.
 
Ciente do seu papel histórico, a UFPE se posiciona por uma universidade que, além de gratuita e de qualidade, seja autônoma e socialmente referenciada. É a universidade pública que tem garantido os principais avanços do nosso país na ciência, na tecnologia, na inovação e nas artes. Os brasileiros devem abraçar ideias que defendam uma nação inclusiva, justa, capaz de superar os desequilíbrios regionais.
 
Nessa perspectiva, afirmamos nossa posição intransigente a favor do respeito à diversidade em todos os seus aspectos (de gênero, de livre orientação sexual, de identidade étnica e cultural), contra as pregações de violência e de intolerância e, acima de tudo, de defesa dos direitos humanos, da liberdade e da democracia.

Quem perder eleição deve colocar o País acima de interesses pessoais, diz Haddad

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, que disputa este segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto disse na manhã desta segunda-feira (15), em entrevista à Rádio Bandeirantes, que o momento exige que se coloque o Brasil acima de quaisquer interesses pessoais.
Atrás nas pesquisas de intenção de voto, mas dizendo-se confiante de que poderá reverter o jogo, sob alegação de que a eventual vitória de Bolsonaro representará um retrocesso democrático em vários aspectos, Haddad ponderou: “Quem perder eleição deve colocar o Brasil acima de seus interesses pessoais” disse.
Segundo o petista, independentemente do resultado das urnas, os interesses do País devem se sobrepor aos interesses pessoais. E dirigiu uma crítica ao tucano Aécio Neves, que no pleito de 2014 foi derrotado por pequena margem de votos pela petista Dilma Rousseff. “Não podemos fazer como Aécio, que se aliou a Cunha para sabotar o governo (Dilma), não podemos jogar a criança fora com a água do banho”, emendou.
A despeito da crítica a Aécio, o candidato do PT lembrou que tem boa interlocução com o PSDB, citando especificamente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O tucano, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo deste domingo, 14, disse que com Haddad tem uma porta ainda não aberta, mas com Bolsonaro tem um muro.
Mesmo assim, ainda não formalizou seu apoio ao petista neste pleito. “Tenho relação história com o PSDB, não posso dispensar apoio neste segundo turno”, disse, emendando que tanto FHC quanto Ciro Gomes, candidato do PDT derrotado no primeiro turno, já declararam que não votarão em Bolsonaro.
Na entrevista, Haddad voltou a criticar o adversário, dizendo que ele incita a violência e, portanto, vem lutando pela ampliação das forças democráticas contra um risco para a democracia. “Não posso ficar isolado diante de uma grande ameaça que ele representa, estão querendo repaginar Bolsonaro para torná-lo palatável para a população.” Nas críticas, o petista disse ainda que seu oponente fala em reprimir movimentos populares. “Isso não é democracia.”
Indagado sobre futuros nomes de sua gestão, o ex-prefeito disse apenas que tem falado com pessoas de expressão nacional, como o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, para colher sugestões para seu programa de governo. Mas não disse se eles estarão em sua gestão, caso seja eleito neste segundo turno.
Haddad falou também sobre os erros que seu partido cometeu – no governo Dilma – na gestão da economia do País. “Isso não e novidade porque fiz essas críticas lá atrás”, reiterou, destacando que a gestão de sua correligionária errou a partir de 2013, sobretudo com a política de desonerações. E depois da reeleição dela, em 2014, Haddad disse que a oposição se aliou a Eduardo Cunha, então presidente da Câmara, para sabotar a gestão de Dilma.
fonte: Estadão Conteudo

Haddad: ausência de Lula em campanha mostra necessidade de governo ‘mais amplo’

Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

O candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, afirmou que a ausência do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas do segundo turno mostra a necessidade de se construir um governo “mais amplo do que o PT” para manter estáveis as instituições democráticas. “Vamos ter de unir as forças democráticas em um governo mais amplo que o PT”, disse, e emendou: “Todo mundo que for a favor da democracia, eu convoco para meu lado. É um sinal que estou dando de que quero ampliar o debate na sociedade”, afirmou, durante entrevista à Rádio Capital, de São Paulo.

O material de campanha do PT no segundo turno deixou de lado a imagem do ex-presidente Lula, preso em Curitiba na Operação Lava Jato, além do próprio vermelho, cor clássica da sigla. O novo logo usa as cores da bandeira do Brasil. A mudança gerou críticas nas redes sociais, sobretudo por causa da semelhança com o logo de seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL).

Haddad também aproveitou para criticar a ausência de Bolsonaro nos debates. “Ele já teve alta. Pode debater e vai em todas as entrevistas”, disse.

Segundo a equipe do candidato do PSL, Bolsonaro ficará fora dos debates até o dia 18 por orientação médica – ele foi esfaqueado em Minas Gerais em ato de campanha.

Sobre as estratégias do PT para reverter o resultado do primeiro turno, Haddad disse que tem se esforçado para levar à população as propostas de Bolsonaro. “Porque eu acho que se a gente levar as propostas dele ao conhecimento das pessoas, elas vão deixar de votar nele”, disse.

Como exemplo, o petista apontou o ensino a distância desde o fundamental no Brasil, hipótese levantada pelo candidato do PSL. “Imagina uma criança aprendendo em casa, sozinha?”, questionou. “O que ele (Bolsonaro) quer é dispensar os professores para baratear a educação”.

Mea-culpa

O candidato do PT ao Planalto também esboçou um “mea-culpa” ao afirmar que o Partido dos Trabalhadores deve reconhecer seus erros para convencer o povo brasileiro de que fará um governo diferente. “O nosso problema é esse. Temos de recuperar o projeto que deu certo. Corrigindo o que esteve de errado, assumindo e corrigindo o que esteve de errado”, disse.

Mortalidade infantil no País é três vezes maior entre bebês com microcefalia

Maria Vitória foi um dos primeiros bebês a nascer com microcefalia associada ao zika no Brasil, em setembro de 2015. Ainda na maternidade, no Recife, ela foi abandonada. A mãe biológica, pobre e cuidando de outro filho com deficiência, concluiu que não teria condições de ficar com a pequena e a colocou para adoção. Depois de sete meses vivendo em um abrigo, a menina foi adotada pela dona de casa Kely Romualdo de Oliveira de 37 anos. A história de Maria Vitória, que parecia mudar de rumo com a chegada de uma nova família, foi breve. Com 1 ano e 9 meses, ela morreu vítima de uma infecção generalizada, após falhas na assistência médica.
Maria Vitória é uma das 218 crianças que nasceram com a chamada síndrome congênita do zika (que inclui microcefalia e outros problemas motores e cognitivos) e morreram entre novembro de 2015, quando a epidemia passou a ser oficialmente notificada, e julho de 2018, último dado disponível.
Considerando apenas crianças mortas antes de completarem o primeiro ano de vida, foram 188 óbitos, o equivalente a 5,82% de todos os 3.226 bebês que tiveram o diagnóstico de microcefalia associada ao zika confirmado no período. O índice é três vezes maior do que o observado na população em geral. Em 2016, o porcentual de bebês mortos antes do primeiro ano de vida foi de 1,27% sobre todos os nascimentos no País.
Além da gravidade do quadro de saúde dessas crianças, a falta de centros de reabilitação e de preparo das equipes de saúde para cuidar delas são apontadas por médicos e familiares como causas para o alto índice de mortes. “Minha filha começou com uma infecção urinária, a médica não quis dar antibiótico e mandou ela de volta para casa. Ela piorou. Quando voltou ao hospital, não tinha vaga na UTI. Ela acabou evoluindo para infecção generalizada e morreu”, conta a mãe de Maria Vitória.
“É tão difícil entender esse desprezo com os nossos filhos. Todo mundo sabe que eles precisam de um cuidado especial, que têm a saúde mais frágil, mas parece que fazem pouco caso. Eu acho que, se ela tivesse tido uma melhor assistência, ainda estaria aqui”, lamenta a mãe.
Coordenadora do setor de infectologia pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), no Recife, e uma das primeiras especialistas a identificar o aumento de casos de microcefalia no Estado, Maria Ângela Rocha destaca que a maioria das mortes de crianças com microcefalia é por infecções, sobretudo respiratórias, e esse risco poderia ser reduzido se os bebês tivessem acesso a terapias de estimulação precoce. “Essas crianças têm dificuldades para engolir. Se não fazem acompanhamento com fonoaudiólogos e fisioterapeutas, têm facilidade para broncoaspirar líquidos e alimentos e formar secreção, o que pode levar a infecções”, explica a médica.
Terapias
Os dados do próprio Ministério da Saúde mostram que, passados três anos do início do surto, somente 35,3% dos bebês confirmados com síndrome congênita do zika estão passando por terapias de estimulação precoce.
Para Germana Soares, presidente da União de Mães de Anjos (UMA), associação que reúne familiares de crianças com a má-formação, a falta de recursos e o despreparo está em todos os níveis. “Começa pela atenção primária, que não sabe receber uma criança com deficiência. Nos hospitais, não sabem como proceder no socorro a uma criança assim. E a falha também ocorre quando não é oferecida assistência multidisciplinar”, diz. “Parece que os governos não querem gastar dinheiro com essas crianças porque acham que elas não são reabilitáveis, mas eles se esquecem que reabilitação não é só para sentar, andar, é para que elas possam ter qualidade de vida”, reclama.
Diretora do departamento de ações programáticas do Ministério da Saúde, Thereza de Lamare afirma que o governo federal aumentou o número de centros especializados em reabilitação, mas que conhecer as particularidades de uma síndrome tão nova e ofertar assistência às famílias que vivem longe dos grandes centros ainda são desafios. “Como é algo que foi descoberto em 2015, ainda estamos aprendendo sobre como cuidar da melhor forma. Essas crianças nascem com uma série de condições associadas. Precisamos nos apropriar disso e melhorar o cuidado”, diz.
Ela ressalta, no entanto, que acredita que o índice de crianças que têm acesso a terapias de estimulação precoce é maior do que os números oficiais. “Pelo que conversamos com os Estados e municípios, os índices são maiores, mas precisamos de um sistema que nos informe isso em tempo real.”
 
Nordeste
Ao contrário do que foi prometido pelo Ministério da Saúde em 2015, nenhum centro de reabilitação novo foi aberto na Região Nordeste desde o início do surto de microcefalia associada ao zika. A região concentra 63,7% de todos os casos de síndrome congênita confirmados no País nos últimos três anos.
Onze novos centros foram prometidos, mas, até agora, somente unidades já existentes foram credenciadas ou ampliadas pelo ministério para atender as crianças com a má-formação.
Segundo a pasta, 54 unidades foram habilitadas no Nordeste como Centros Especializados em Reabilitação (CERs). A habilitação inclui ações de ampliação, adequação de equipes multiprofissionais, compra de novos equipamentos ou reformas. Em todo o País, o número de CERs credenciados foi de 89 no período.
De acordo com Thereza de Lamare, do ministério, mesmo que os serviços já existissem, eles passaram a ofertar mais serviços para a população de crianças com microcefalia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
fonte: Estadão Conteudo

Os desafios para Haddad e Bolsonaro avançarem no Nordeste

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Diário de Pernambuco

Nem sempre é fácil escapar de uma ilha ou chegar até ela. Nadar em águas desconhecidas, diferentes das do Nordeste, será o maior desafio do presidenciável Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições para vencer o adversário, Jair Bolsonaro (PSL).

A região nordestina blindou o candidato do PT na primeira etapa da disputa presidencial, mas Haddad precisa ampliar, ou manter o apoio dos eleitores dessa localidade, e ganhar terreno em outras regiões do país, especialmente no Sudeste. O petista está cercado no Nordeste. Na última pesquisa do Datafolha, ele obteve 62% de intenções dos votos válidos entre os nordestinos, contra 38% do oponente.

Mas, e as outras regiões do país? “É uma missão hercúlea para Haddad”, disse o cientista político Ernani Carvalho, referindo-se ao semideus da cultura greco-romana, Hércules, que recebeu a missão de enfrentar 12 desafios considerados impossíveis para alcançar a expiação. Ernani é doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo e professor-associado I do departamento de ciência política da Universidade Federal de Pernambuco, onde exerce a função de pró-reitor de pesquisa e pós-graduação.

Segundo Ernani, embora Haddad seja favorito entre os nordestinos, Bolsonaro venceu em cinco capitais da região – Maceió, João Pessoa, Recife, Natal, Aracaju – e o petista não terá a mesma estrutura de campanha do primeiro turno, porque os governadores que o apoiavam nesse espaço venceram.

“A falta de palanque e desmobilização dos governadores nordestinos pode pesar negativamente. Os governadores eleitos já estão no segundo passo, para compor suas equipes. Há estudos que mostram, olhando eleições brasileiras passadas, que os candidatos que vencem o primeiro turno com 45% dos votos e uma diferença de pelo menos 15% do adversário conseguiram vencer em 95% dos casos no segundo turno”. Portanto, vencer Bolsonaro, para Haddad, será um evento histórico. “Ele não pode errar”, diz.

De acordo com o senador Humberto Costa (PT), líder da oposição no Senado, apesar das dificuldades, Haddad vai concentrar a campanha em entrevistas e debates e visitar regiões e estados onde teve o desempenho mais fragilizado. O Ceará, por exemplo, será um dos locais a ser visitado, uma vez que os cearenses deram vitória a Ciro Gomes (PDT) no primeiro turno, e Haddad teve lá 33,12% dos votos.

“A prioridade no discurso do PT de usar de acusação de fascismo permanece sendo a alternativa. Mas é preciso mobilizar outra dimensão. Essa não é uma eleição de projetos. Está ancorada na psicologia política, ancorada em gostar e não gostar, ancorada entre amor e ódio, ancorada em emoção e não razão. A estratégia não é combater os chamados bolsonaristas, mas envolver parte desse eleitorado ou indecisos com mensagens que beirem um elemento construtivo no campo psicológico”, aposta Ernani.

Embora Bolsonaro tenha adotado estratégias para vencer no Nordeste, como agradecer o voto dos eleitores, prometer manter o Bolsa Família e acrescentar a eles o 13º salário, a região tem sido reduto nas eleições presidenciais para o PT desde 2006, na reeleição de Lula. Uma virada do militar reformado nessa localidade também seria histórica.

Para isso, Bolsonaro conta com o apoio, especialmente, das igrejas evangélicas pentecostais e explora o estereótipo do “cabra macho” nordestino. “Atenção, povo do Nordeste! Haddad criou o kit gay”, disse o militar da reserva em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan FM. Bolsonaro vem explorando o material didático que seria apresentado no governo Dilma para combater a violência contra a população LGBT – o Brasil é o país que mais mata travestis.

Na época, o governo petista recuou por conta dos congressistas conservadores, mas o “kit gay”, divulgado por Bolsonaro numa entrevista à Rede Globo e que provocou polêmica, não é o mesmo do que seria apresentado no projeto Escola sem Homofobia, de acordo com o jornal El país.

Primeira emissora do Sertão de Pernambuco, Rádio Pajeú migra para FM 104,9

 Blog de Nill Junior

Neste sábado, no Cine São José, aconteceu o ato de migração da Rádio Pajeú para a frequência 104,9 FM, passo histórico como parte da programação dos 59 anos da emissora.

Na programação foi contada a história de todo o processo de migração, além de depoimentos de representantes da Fundação que gerencia a emissora, como monsenhor João Carlos Acioly Paz, presidente da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, o Bispo Diocesano Dom Egídio Bisol e o Padre Josenildo Nunes que Oliveira, Gerente Administrativo Adjunto da Fundação.

O evento ainda contou com a presença do Presidente da Asserpe, Associação de Rádios e TVs do Estado, Cléo Niceas e de outras autoridades sertanejas.

No evento, houve exibição de um mini documentário, produzido por William Tenório, com um histórico dos passos até a migração, desde o ato de migração em 2013, até esta noite, quando será ativado o sinal.

Para a migração, houve aporte de recursos da Comissão Episcopal Italiana – CEI, através de projeto apresentado pessoalmente pelo Bispo Diocesano Dom Egídio Bisol e contrapartida com recursos próprios. Houve montagem de um novo parque de transmissores, na própria sede, além de torre e antena de 74 metros.

Na programação, após a solenidade de migração, teve um show de Irah Caldeira. Ela esteve acompanhada de músicos como o sanfoneiro Luizinho, natural da região do Pajeú.

Falando em Pajeú, boa parte dos profissionais envolvidos no processo de migração e do evento da noite foram “Made in Sertão”.

A coordenação técnica da migração foi de Paulo André de Souza. As vinhetas da nova grade foram produzidas por Neto Costa, radicado em Afogados da Ingazeira, do Áudio Store. Os vídeos da solenidade foram produzidos por William Tenório. A iluminação cênica, da WN Empreendimentos, de Wagner Nascimento. Houve ainda menções à parceria com a Speeding, de Renilson Teotônio, com o início do serviço de internet por fibra ótica na cidade e com a Hidroeletro, de Simplício Sá, que doou cabos para transmissão de rede no novo pátio.

Em 04 de outubro de 1959, a Pajeú nasceu através das ideias e mãos de um bispo visionário, Dom João José Mota e Albuquerque. É a primeira emissora de rádio do Sertão Pernambucano, a primeira católica do Estado – a Olinda só veio ser adquirida pela Arquidiocese alguns anos depois – e a décima a chegar em Pernambuco.

Dom Mota viu no rádio um veiculo perfeito no processo não apenas de evangelização, mas especialmente o de criar um espaço de difusão de valores éticos, políticos e socioculturais, além de propor e efetuar uma formação educativa fundamental ao desenvolvimento da comunidade.

Dom Francisco a utilizou como instrumento de evangelização e defesa do povo, principalmente os mais pobres, missão que foi seguida por Dom Luis Pepeu e Dom Egídio Bisol.

Hoje completando 59 anos, a Rádio Pajeú continua sustentando o compromisso ético em ser uma emissora voltada para o serviço à comunidade dando diariamente dentro de sua grade de programação voz a centenas de pessoas que buscam resolver problemas do cotidiano através dos microfones da emissora.

Dia dos professores: saiba quanto ganham estes profissionais no Brasil

Maria Elizabeth Diniz atuou durante 10 anos em escola particular. Hoje está em escola pública Foto: Leo Martins / Agência O Globo

Professores da rede privada chegam a ganhar mais que o dobro pela hora/aula em relação aos da rede pública. É o que mostra um levantamento da consultoria iDados, que aponta a diferença do salário/hora médio pago a educadores do ensino superior em 2017. Os valores foram extraídos da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho.

Quando considerados todos os seis níveis de ensino — do infantil ao especial —, o salário/hora médio na rede privada é 10% maior. No ensino básico, a rede pública só remunera melhor os professores do ensino infantil.

— No ensino público, os professores da educação infantil são mais escolarizados. Isso pode explicar a diferença, observa a pesquisadora do iDados Thaís Barcellos.

A professora e consultora do Todos Pela Educação Mariza Abreu explica que a educação infantil é o único nível em que é possível dar aula sem concluir o ensino superior. Basta ter feito o ensino médio modalidade normal. Como na rede privada o salário aumenta gradativamente de acordo com o nível de ensino onde o professor atua, os educadores da educação infantil geralmente ganham os menores salários.

— Não ganhava menos porque as turmas eram menores, mas porque a direção entendia que quem atua no ensino médio tem que se qualificar mais, até pela pressão para o aluno passar no Enem, conta a professora Maria Elizabeth Diniz, de 36 anos, que atuou durante uma década em escola particular, na educação infantil.

No ensino público, diferentemente do privado, os professores recebem de acordo com a sua formação, independentemente do nível onde atuam, explica Mariza. Por isso, a desigualdade salarial entre os professores dos diferentes níveis na iniciativa privada é maior do que nas escolas públicas.

O levantamento do iDados mostra que, em 2017, o salário/hora para o ensino médio em escola particular era três vezes ou 212% maior que o do ensino infantil. Já nas escolas públicas essa diferença caía para 51%.

ENEM ACIRRA CONCORRÊNCIA

Para o professor de economia do Insper Sérgio Firpo, o ranking do Enem, divulgado anualmente pelo Ministério da Educação (que mostra quais escolas tiveram alunos com melhor desempenho na prova que dá acesso ao ensino superior), contribuiu para descolar os salários dos professores do ensino médio dos demais na rede privada.

— As escolas com melhores notas geralmente pagam os maiores salários porque querem reter os melhores professores e manter o bom desempenho, explica Firpo.

O professor de Matemática Cláudio Mendes Tavares, de 43 anos, pondera:

— Apesar de algumas escolas privadas pagarem salários maiores, é a pública que dá estabilidade, por meio de concurso público, tem plano de carreira, bonificações e concede progressão salarial para mestrado.

Para os especialistas e educadores, o pagamento de salários mais altos é fundamental, mas não determinante para a qualidade do ensino.

— Depende também da formação do professor, da autonomia que ele tem para trabalhar. Se dependesse só de salário, não teríamos colégios estaduais (que geralmente têm remuneração mais baixa e, no caso do Rio, têm atrasado salários) exemplares, comprometidos com a educação, como existem — avalia Tavares, lembrando que a profissão é uma espécie de sacerdócio: — É claro que o salário é importante, mas as recompensas também são outras.

A Consultora do Todos Pela Educação diz que aumentar a qualidade do ensino passa por valorizar os professores não só com remuneração adequada, mas com apoio e incentivo à formação permanente. Isso, inclusive, evita a evasão de bons profissionais para outras áreas de atuação que não as escolas, exemplifica ela:

— Em algumas regiões, onde o mercado privado é mais dinâmico, há dificuldades de se conseguir professores com determinadas formações, como em Matemática e Química, porque muitas vezes ele consegue um emprego com maior salário no mercado financeiro ou em laboratório.

CINECLUBINHO APRESENTA!!

Ainda em clima de Semana das Crianças, o Cineclubinho Pajeú realiza uma sessão especial neste domingo, dia 14 de outubro. Três filmes foram selecionados: O anão que virou gigante, direção carioca de Marão; Inseturminha e Na roça é diferente, estes com a Turma da Mônica.

Como tem sido o ano inteiro, a sessão acontece no Cine São José, mas atenção para o horário: 15 horas. Após os filmes tem bate-papo sobre os conteúdos e contação de histórias. Todas as sessões do Cineclubinho Pajeú são gratuitas e tem participação de intérpretes de Libras. O Projeto é incentivado pelo Funcultura.

Serviço:
Sessão do Cineclubinho Pajeú – Cinema para a criançada
Data: 14/10/18
Hora: 15 horas
Local: Cine São José, Afogados da Ingazeira
Entrada grátis