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Agência da Caixa vai abrir em Afogados da Ingazeira neste sábado para saque do auxílio emergencial

A Caixa Econômica Federal anunciou que 680 agências do banco em todo o país estarão abertas neste sábado (13) para saques e transferências da segunda parcela do auxílio emergencial.

Na agência da Caixa em Afogados da Ingazeira o horário de atendimento será entre 8h e 13h.

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O calendário de pagamento do benefício foi suspenso nesta quinta-feira (11) em razão do feriado de Corpus Christi. Nesta sexta-feira (12), as agências funcionaram normalmente para pagamento da segunda parcela do auxílio a 2,5 milhões de pessoas que fazem aniversário no mês de novembro.

Neste sábado (13), os trabalhadores nascidos em dezembro poderão sacar a segunda parcela do benefício. O procedimento também poderá ser feito em caixas eletrônicos ou casas lotéricas. Para isso, o beneficiário deve ter o aplicativo Caixa Tem, por onde terá de gerar um código autorizador – conhecido como token. Em caso de dificuldades, o usuário pode ser dirigir a uma agência.

A Caixa destaca que não há necessidade de os trabalhadores madrugarem em filas. Isso porque o atendimento será feito por meio de senhas, que serão distribuídas até o meio-dia. Mesmo após esse horário, quem pegou a senha será atendido.

Após o pagamento do benefício para os aniversariantes de dezembro, a Caixa encerra o calendário de liberações da segunda parcela para quem recebeu o primeiro pagamento do benefício até o dia 30 de abril. Entretanto, o banco afirma que quem não sacou ou transferiu o valor pode fazê-lo posteriormente.

O valor continuará disponível àqueles que se enquadram nos critérios do programa.

Auxílio emergencial poderá durar mais que três meses, diz secretário

Criado para aliviar a perda de renda da população afetada pela crise econômica gerada pela Covid-19, o auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) poderá ser mantido após o fim da pandemia. A afirmação é do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, que participou hoje (11) de transmissão ao vivo promovida pelo banco BTG Pactual.

Segundo Costa, o governo discute se o auxílio emergencial e outras medidas de socorro deverão durar os três meses inicialmente planejados ou se deverão ser desmontadas gradualmente, num processo de transição para um novo modelo econômico. “Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra”, disse, referindo-se à possibilidade de manutenção do benefício no segundo semestre deste ano.
Na avaliação do secretário, o auxílio emergencial é “extremamente liberal”, nos moldes do Imposto de Renda negativo, em que pessoas abaixo de determinado nível de renda recebem pagamentos suplementares do governo em vez de pagarem impostos.
Caso o benefício permaneça, Costa disse que o governo terá de estudar uma forma de financiá-lo e de mantê-lo. Segundo ele, o governo pode desmontar o auxílio emergencial gradualmente, conforme as medidas de recuperação econômica ou as reformas estruturais prometidas pelo governo antes da pandemia entrar em vigor.
O secretário ressaltou que a equipe econômica não estuda somente a continuidade do auxílio emergencial, mas de outras ações tomadas pelo governo. “Talvez alguns programas tenham vindo para ficar”, disse. Ele, no entanto, não detalhou quais programas poderiam permanecer além do benefício de R$ 600.
Costa indicou que medidas de apoio e de desoneração das empresas possam ser mantidas. Para ele, o “novo normal” da economia brasileira será um cenário com “menos ônus” sobre os empregadores.
Financiamentos
Em relação ao programa de ajuda para microempresas, o secretário disse que os financiamentos para o setor poderão ser destravados com a sanção da lei que permite a utilização do Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil, para cobrir possíveis inadimplências nos empréstimos.
Segundo Costa, o governo injetará R$ 15 bilhões no FGO, aumentando o orçamento do fundo para até R$ 18 bilhões. Esse fundo cobrirá até 85% da perda que eventualmente deixar de ser paga às instituições financeiras que emprestarem às micro e pequenas empresas.
Sobre as médias empresas, o secretário disse que o governo pretende lançar o novo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e ampliar o escopo do fundo, que passará a cobrir o calote não só de investimentos, mas de linhas de crédito de capital de giro. Segundo Costa, o governo pretende aportar R$ 20 bilhões no fundo.

Brasil já tinha mortes por Covid-19 antes do Carnaval, diz Fiocruz

Estudo estima primeira morte no fim de janeiro e transmissão comunitária no início de fevereiro

No dia 26 de fevereiro, o Brasil confirmou seu primeiro caso de Covid-19. No entanto, segundo um novo estudo do Instituto Osvaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a doença já circulava pelo país muito antes disso: a primeira morte por infecção pelo coronavírus foi registrada no Rio de Janeiro na quarta semana epidemiológica de 2020, referente ao período entre 19 e 25 de janeiro. Gonzalo Bello, coordenador do estudo na Fiocruz, diz que a descoberta foi feita graças uma metodologia estatística seguido da testagem retrospectiva de pacientes. A organização mirou nas pessoas que morreram em decorrência de uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mas que ainda não tinham sido diagnosticados no momento do óbito. O estudo da Fiocruz contrasta bastante com o que os dados oficiais mostravam sobre a doença no Brasil até hoje. Pela linha do tempo oficial, o primeiro caso ocorreu em 26 de fevereiro e a primeira morte apenas em 17 de março, com a descoberta de transmissão comunitária (quando não há mais controle sobre a origem da transmissão da doença) no dia 13 de março. A história contada pelo estudo, no entanto, não confirma se o primeiro óbito realmente corresponde ao primeiro caso nacional, mas identifica que já havia transmissão comunitária em andamento em São Paulo desde o começo de fevereiro, entre os dias 2 e 8 daquele mês, referente à sexta semana epidemiológica, como relata O Globo. Na prática, isso significa que pessoas infectadas já circulavam e infectavam outras pelo Brasil antes do Carnaval, criando um cenário ideal para a disseminação da Covid-19 nos blocos. Segundo estima o estudo, enquanto as festas de rua aconteciam, já havia 10 pessoas mortas por causa do coronavírus, com outras 24 infectadas. Quando o primeiro caso de transmissão comunitária foi confirmado pelo Ministério da Saúde, já eram 736 infectados e 209 mortes, segundo as estimativas da Fiocruz.

Mandetta avisa equipe que será demitido e que Bolsonaro procura substituto

De acordo com relatos, Mandetta avisou que combinou de esperar a escolha do substituto e de ficar até a exoneração de fato ocorrer

Mandetta e Bolsonaro

Mandetta e Bolsonaro Foto: Foto: Isac Nóbrega/PR

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avisou sua equipe na noite desta terça-feira (14) que Jair Bolsonaro já procura um nome para o seu lugar e que deve ser demitido ainda nesta semana. Ele conversou com integrantes da pasta em clima de despedida após a entrevista coletiva da qual participou no Palácio do Planalto.

De acordo com relatos, Mandetta avisou que combinou de esperar a escolha do substituto e de ficar até a exoneração de fato ocorrer. Alguns membros da equipe sugeriram que ele pedisse demissão imediatamente, mas a ideia foi rejeitada pelo ministro. Antes da coletiva, Mandetta esteve presente na reunião do conselho, com Bolsonaro e os demais ministros. Segundo relatos, o chefe da Saúde ficou em silêncio durante todo o encontro.

Desde que a guerra fria envolvendo os dois teve início, Bolsonaro já ameaçou algumas vezes demitir o ministro, mas até agora não concretizou o plano. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o apoio que Mandetta (Saúde) tinha no núcleo militar do Palácio do Planalto para continuar no cargo perdeu força na noite de domingo (13), após a entrevista dada por ele no Fantástico. O tom adotado foi avaliado pela cúpula fardada como uma provocação desnecessária.

Por: Camila Mattoso, da Folhapress