Casa de Semente Crioula é inaugurada em Mirandiba

Técnicos e coordenação da Unidade de Gestão Territorial do ProRural em Salgueiro participaram, durante toda esta quinta-feira (16), do dia do campo e inauguração do banco de sementes criolas da Fazenda Gameleira, em Mirandiba. A ação reuniu agricultores familiares, várias lideranças e entidades parceiras como Sebrae, Ipa, Adagro e Casa da Mulher do Nordeste. Além de representantes da EMBRAPA, de associações rurais e de caprinos e ovinos, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mirandiba (STR),Sindicato dos Agricultores Familiares do Sertão do Pajeú (Sintraf), secretários de Agricultura e Meio Ambiente do município e outras autoridades locais.

O objetivo da ação foi promover integração entre os grupos que discutem a criação, resgate e o fortalecimento dos Bancos de Sementes no Estado, que hoje já somam 800 espaços de manutenção e distribuição dos grãos. O novo banco já conta com sementes de milho dente de burro, milho aracaju, fava olho de curuja e outras oito variedades de fava, além de feijão curuginha – sempre verde e mais dez outras variedades do grão, além de outras espécies de plantas.

A semente crioula é considerada hoje de grande importância para o aumento a diversidade e a conservação do valor nutritivo de sementes, além do valor histórico de preservação dos costumes da ancestralidade e da alimentação saudável para agricultores e comunidades em geral.

Para os agricultores Ângela Santos e Luiz Schepp, proprietários da Fazenda Gameleira, ser “guardiões” das sementes crioulas representa colaborar no cuidado com a vida saudável e com o próprio meio ambiente. “Uma semente boa e livre de transgênicos, por exemplo, dará um fruto saudável e de grande valor nutritivo, o que vai garantir qualidade de vida e saúde tanto para quem planta, como para quem consome o alimento”.

Ainda segundo os agricultores, assim como o produtor de antigamente que não precisava comprar ou esperar a doação de sementes pelo poder público, esse o novo espaço também vai contribuir para a diminuição dos custos de produção dos agricultores da região. “Com a distribuição das sementes, os agricultores reduzem o uso de insumos como fertilizantes e aumentam a diversidade genética nos ambientes agrícolas, o que representa menores riscos de perdas devido a adversidades climáticas”, lembrou Ângela.

Com a inauguração do espaço, os agricultores familiares já estão sendo beneficiados. Um grupo de 20 mulheres representa a casa e pode utilizar das sementes. Além disso, qualquer agricultor tem direito de pegar a semente, com o compromisso dos “guardiões de sementes crioulas” que é o de devolver em dobro, para que todos utilizem e elas nunca acabem.

O encontro contou com o Dia de Campo, que foi organizado pelo Professor Rômulo do Instituto Federal do Sertão, com a presença de alunos do curso de agropecuária, com uma conversa com o representante do SEBRAE sobre um projeto de beneficiamento de fruta na região, feira de produtos da região como doce, pão caseiro, cocada, cuca, bolo de milho, bolo de mandioca, bolacha caseira, doces variados, geleia, mel de abelha e pepino em conserva. Além de exposição de móveis feitos de madeira de algaroba.

Durante o corte da fita inaugural estiveram presentes também representantes do Conviver e das associações de Agricultores Rurais de Gameleira, Boa Esperança, Pau de Leite, Feijão, Pedra do Amolar, Ervaço, Bom Haver, Cachoeirinha, Jardim e Olha Daguinha, entre outroas. Cada pessoa que estava levou sementes de feijão, milho, moringa, folha de amora, alecrim e outras para contribuir com o estoque inicial da casa.

Projeto de Túlio Gadêlha mira garantia da ‘autonomia das universidades’

Por: Diario de Pernambuco
O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) protocolou, nesta quinta-feira (16), um projeto de decreto legislativo na tentativa de suspender o decreto do presidente Jair Bolsonaro que concede à Secretaria de Governo, comandada pelo ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, a atribuição de avalizar nomeação de reitores de instituições federais de ensino e de outros cargos do segundo e terceiro escalão.
O pedetista argumenta que o ato assinado pelo presidente fere a autonomia das universidades, prevista no artigo 207 da Constituição Federal, em dois pontos: desrespeita a tradicional lista tríplice para a escolha da reitoria e pratica ingerência nas prerrogativas dos reitores, quanto à nomeação de servidores.
“Este decreto de Bolsonaro é mais uma tentativa de enfraquecer as universidades federais, as quais ele deveria estar cuidando e investindo, não cortando recursos. Além de ferir a autonomia das universidades, prevista na Constituição, esta medida tem tudo para ser um instrumento de perseguição e retaliação”, declara Gadêlha.
Segundo o dispositivo constitucional, as “universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

Impasse pode afetar pagamento de benefícios, como o Bolsa Família

Paulo Guedes

Sem um bom relacionamento no Congresso, o governo corre o risco de ficar sem dinheiro para pagar benefícios assistenciais, como o Bolsa Família, a partir do segundo semestre. Parlamentares têm resistido em aprovar um crédito extra no valor de R$ 248,9 bilhões solicitado pela equipe econômica de Jair Bolsonaro, que pede urgência na liberação para não descumprir a chamada regra de ouro – que impede a emissão de dívida para o pagamento de despesas correntes.

Nem mesmo o apelo do ministro da Economia, Paulo Guedes, feito nesta semana em reunião na Câmara, surtiu efeito. Embora parlamentares reconheçam a necessidade de liberar os recursos, o assunto esbarra no descontentamento com a articulação do Planalto. Deputados e senadores ouvidos pelo Estadão condicionam a aprovação do projeto a um diálogo maior com o Executivo e cobram esclarecimentos sobre o tamanho do crédito solicitado pelo governo. A desconfiança é de que a equipe de Bolsonaro apresenta um quadro pior do que realmente é.

O projeto que libera os recursos foi encaminhado pelo governo ao Congresso em março e desde então está parado na Comissão Mista de Orçamento. O prazo para o colegiado analisar o pedido vai até novembro, mas o governo tem pressa e quer a votação do texto até o mês que vem. De acordo com Guedes, sem o crédito, os pagamentos de subsídios vão parar em junho, de benefícios assistenciais, em agosto, e do Bolsa Família, em setembro. Guedes declarou que o recurso também será usado para pagar a Previdência, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Plano Safra, temas sensíveis aos congressistas. “Estamos à beira de um abismo fiscal”, disse o ministro em reunião na última terça-feira (14).

Segundo a consultoria Bites, especializada em análise de dados no universo digital, a busca pelo termo Bolsa Família aumentou nas 24 horas após as declarações do ministro. As perguntas mais frequentes eram “bolsa família vai acabar” e suas variações. Questionado sobre o risco de ficar sem dinheiro para pagar os beneficiários, o Ministério da Cidadania, responsável pelo programa, respondeu apenas que “o governo federal cumprirá seus compromissos”.

Relator do projeto, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) afirmou que pretende apresentar um parecer sobre o pedido apenas no mês que vem. “É necessária toda uma articulação política forte em cima. Eles (o governo) não estão fazendo articulação política”, disse.

Parlamentares também passaram a questionar o valor do crédito após o secretário adjunto do Tesouro Nacional, Otavio Ladeira, citar um cálculo conservador que aponta a necessidade de, no mínimo, R$ 146,7 bilhões para pagar as despesas.

“Na hora que chegarmos à conclusão de que há uma sedimentação de informações suficientes, colocaremos em votação”, disse o presidente da comissão, senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Segundo o Tesouro, porém, os R$ 248,9 bilhões se referem às despesas previstas no projeto de lei orçamentária de 2019. Já o valor de R$ 146 bilhões é o que faltaria, segundo dados de hoje, para cumprir a regra de ouro. O valor é menor do que o calculado no ano passado porque hoje o governo pode contar com outros recursos que não estavam previstos, como o lucro do Banco Central de 2018. Ainda assim, o pagamento das despesas que somam R$ 248,9 bilhões dependem da aprovação do projeto para ser feito, já que não há autorização no orçamento deste ano.

A abertura de crédito sem autorização do Congresso foi um dos motivos que levou ao impeachment de Dilma Rousseff. Com informações do jornal O Estado de S.Paulo.

Garis de Afogados da Ingazeira tem café da manhã em homenagem ao seu dia

Eles fazem um dos trabalhos mais importantes e árduos da administração pública, mas nem sempre tem o reconhecimento que merecem. Nesta quinta-feira (16), em Afogados da Ingazeira, a Prefeitura reuniu os garis e margaridas para um café da manhã festivo, com o objetivo de celebrar o dezesseis de maio, Dia do Gari.

A celebração aconteceu na cozinha comunitária e teve música, sorteios e uma mesa farta para esses profissionais que ajudam a manter a cidade limpa. No local, todos os dias, um café da manhã é servido para os setenta e oito garis e margaridas que trabalham na Prefeitura do município. O cardápio foi elaborado por uma nutricionista da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Secretaria de Assistência Social. Um jantar também é servido para os profissionais que atuam na coleta seletiva e no recolhimento do lixo domiciliar.

O vice-prefeito Alessandro Palmeira, representando o prefeito José Patriota, agradeceu a dedicação e o empenho no trabalho de todos. “É com muita alegria que venho aqui celebrar com vocês esse dia tão especial, homenagear cada um pela dedicação com que realizam esse importante trabalho para a nossa cidade,” destacou Sandrinho.

Como deputado, Bolsonaro se referia a contingenciamento como corte

Por: FolhaPress – FolhaPress/Foto: José Cruz/Agência Brasil
Em uma rápida pesquisa no arquivo digital de discursos da Câmara dos Deputados, é possível verificar que o presidente Jair Bolsonaro – que foi deputado federal por 28 anos – subiu à tribuna várias vezes para reclamar do contingenciamento feito pelos governos da época, sempre no sentido de corte orçamentário.
Por várias vezes, comparou o bloqueio de recursos federais a “roubo”. O foco de Bolsonaro em seu período como deputado era, quase sempre, o congelamento das verbas para as Forças Armadas.
Agora, como presidente da República, o ex-deputado deve promover um contingenciamento de mais de 40% das verbas dos militares, segundo estimativa do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.
“Querer acabar com as Forças Armadas é uma coisa, mas não podemos admitir que o governo, com recursos já um tanto diminutos para as Forças Armadas, continue contingenciando o pouco que elas têm”, reclamava Bolsonaro em 2003, no primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
“Dado o contingenciamento de recursos, os soldados que prestam o serviço militar obrigatório em Brasília não têm jantar. […] A reclamação que tem chegado é a de que esses soldados, muitos com o abrigo de sua unidade, passeiam à noite no Carrefour Norte e ficam beliscando uma banana perdida aqui, uma uva um pouco mais estragada ali, um saco de biscoito aberto mais adiante”, discursou meses depois.
No ano seguinte, classificava como “roubo” o bloqueio de verbas. “Do nosso Fundo de Saúde [dos militares], descontado em nosso contracheque, metade é contingenciado, o certo seria dizer roubado, e vai para o tal superávit primário, para pagamento dos juros da dívida.”
Nesta quinta-feira (16), Bolsonaro se irritou com uma pergunta feita por uma jornalista da Folha sobre os cortes na educação e afirmou que o jornal não deveria contratar “qualquer uma para ser jornalista, ficar semeando a discórdia e perguntando besteira e publicando coisas nojentas por aí”. Ele se alterou após a repórter ter usado o termo “corte” na pergunta, e não “contingenciamento”. Minutos antes, o próprio presidente havia usado o a palavra “corte” ao falar do bloqueio de verbas.
Em determinado momento, ele foi orientado pelo secretário de comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, a usar a palavra “contingenciamento” em vez de “corte”. “O corte de verbas, você tem que entender, não é maldade de ninguém. Não tem dinheiro. Então… [Wajngarten diz para o presidente falar ‘contingenciamento’] o contingenciamento, que é a palavra certa, foi um pequeno percentual nas despesas discricionárias”, disse Bolsonaro.
 
O que é contingenciamento?
Um gasto contingenciado é uma despesa congelada que não pode ser executada sem o sinal verde da Secretaria de Orçamento. No entanto, normalmente, o bloqueio acaba se traduzindo num corte de gastos porque, ao represá-lo ao máximo, o governo reduz o prazo para que os respectivos órgãos executem seus programas e despesas ao longo do ano Em geral, somente despesas prioritárias, como água, luz, transporte e outros serviços de atendimento ao cidadão são preservados com a liberação dos gastos congelados. Investimentos vêm sendo sacrificados desde o governo dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer.
Entenda como funciona
A Secretaria de Orçamento recebe, mensalmente, um relatório da Receita Federal com o detalhamento da arrecadação de tributos. Os técnicos então cruzam esse balanço com a previsão de gastos obrigatórios e discricionários (somente estes podem ser remanejados) que consta na Lei Orçamentária Anual aprovada pelo Congresso. Quando falta dinheiro, a secretaria só tem duas alternativas previstas em lei: cortar definitivamente gastos ou fazer um contingenciamento (bloqueio) Em ambos os casos, essa manobra só é permitida para a parte discricionária das despesas, incluindo investimentos. Essa parcela hoje equivale a cerca de 7% do Orçamento. Como a economia e arrecadação podem melhorar ao longo do ano, os técnicos costumam segurar o cancelamento definitivo da despesa ao máximo. Em vez disso, fazem um bloqueio do gasto, o chamado contingenciamento.

Paulo Câmara recebe diretor da Fiocruz em Pernambuco

Durante a visita, nesta quinta, o diretor da instituição no Estado convidou o governador para a solenidade dos 120 anos da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

O governador Paulo Câmara recebeu, nesta quinta-feira (16.05), no Palácio do Campo das Princesas, o diretor da unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco/Instituto Aggeu Magalhães, Sinval Pinto Brandão. O chefe do Executivo estadual recebeu o convite para participar da solenidade em homenagem à instituição, que será realizada no próximo dia 31 de maio, no Rio de Janeiro.

“Convidamos o governador Paulo Câmara, que acolheu muito bem o convite, para participar da solenidade, com a presença de todos os governadores dos Estados onde a Fiocruz tem unidade regional. Lá, vamos formalizar uma agenda de trabalho que será baseada em seminários e debates até maio de 2020, quando serão celebrados os 120 anos da Fiocruz”, afirmou Sinval Brandão Filho.

O diretor da instituição em Pernambuco destacou que o Estado possui a unidade regional mais antiga da Fiocruz, fundada no ano de 1950. Ele frisou ainda a importância da colaboração entre a Fiocruz, a Secretaria estadual de Saúde e a Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco – Facepe. “Já desenvolvemos vários projetos juntos e que estão dando respostas a problemas importantes da saúde pública, como foi o caso da epidemia de microcefalia e do zika vírus, quando nosso grupo confirmou a associação do vírus com a doença”, explicou.

Também estiveram presentes, na ocasião, os secretários Aluísio Lessa (Ciência, Tecnologia e Inovação), André Longo (Saúde) e Antônio Figueira (Assessoria Especial).

Comerciantes e vendedores ambulantes estão animados com São João dos Bairros na Cohab Massangano

O São João dos Bairros na Cohab Massangano vai movimentar a economia da comunidade. A abertura da festa junina será nesta sexta-feira (17), às 20h, mas os comerciantes e vendedores ambulantes já estão se preparando para atraírem a clientela.

Eliane Rodrigues tem um bar próximo ao pátio de eventos, onde será realizada a festa.  A comerciante preparou um cardápio diferenciado para atender ao público. “Além da cerveja e do caldo, acrescentei espetinho, que normalmente não costumo vender. Espero um ótimo movimento, esse São João vai ser muito importante aqui pro bairro”, disse.

Os vendedores ambulantes também estão articulados. De acordo com Maria Salomé da Silva, presidente da Associação dos Barraqueiros e Ambulantes de Eventos do Vale do São Francisco (Abaev), cerca de 30 ambulantes vão trabalhar durante o festejo. “O pessoal já começou a se organizar, alguns já até compraram as mercadorias. Vamos vender lanches, como hambúrguer e espetinho, e bebidas, como os coquetéis que o público gosta. Está todo mundo animado”, expressa a presidente da Abaev.

Oito atrações vão passar pelo pátio de eventos da Cohab Massangano durante o fim de semana. Na sexta, Brasas do Forró, Ranieri e Banda, Edênio Lima e Wilson e Welson vão animar a noite. No sábado (18), o agito é com Brega e Vinho, Lenno, Adenys Vaqueiro e Taline Clara.

Extensão Rural do IPA é destaque em congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural

Os trabalhos elaborados pelo supervisor de Extensão Rural , da Gerência do IPA, em Serra Talhada, Tito Antonio Ferraz Jota, pelo extensionista, Gerlúcio Moura Bezerra de Sousa , que integra o escritório Santa Cruz da Baixa Verde) e a professora da UFRPE, Maria das Graças Andrade Ataíde de Almeida, foram aprovados e selecionados para serem apresentados no 57º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER): Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento, que ocorrerá em Ilhéus, na Bahia, de 21 a 25 de julho.

O trabalho “Assistência Técnica e Extensão Rural: Distribuição de sementes do sorgo forrageiro no Semiárido pernambucano”, da autoria de Tito Ferraz e Gerlúcio Moura, analisa o Projeto de Distribuição de Sementes, no caso o sorgo forrageiro, relacionando-o como atividade de Ater na perspectiva de convivência com o semiárido será apresentado no grupo de trabalho: Pesquisa, Inovação e Extensão Rural.

Enquanto o trabalho: Políticas públicas e desenvolvimento rural no município de Santa Cruz da Baixa Verde – Pernambuco, da autoria de Gerlúcio Moura, Tito Ferraz e Graça Ataíde, que analisa as políticas públicas direcionadas à agricultura familiar, especificamente: Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), relacionando-as com o desenvolvimento rural, será apresentado no grupo de trabalho: Política agrícola e políticas públicas de desenvolvimento rural.

O tema geral do evento procurará articular os debates sobre Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento, uma vez que a fome e a desnutrição continuam afetando milhares de pessoas no mundo e, particularmente, no Brasil. Destacando-se debates sobre sistemas agroalimentares sustentáveis; cadeias globais, políticas e mercados alimentares; novas práticas de consumo e desafios para a produção agroalimentar; maiores proximidades entre as áreas rurais e urbanas; promoção de práticas de inclusão produtiva e social sustentáveis; etc., como afirma o presidente da SOBER profº  Drº Lauro Fancisco Mattei.

Amupe conclui oficina do Plano Municipal de Transparência em Gravatá

Com a participação da sociedade civil e os gestores municipais, a Associação Municipalista de Pernambuco- Amupe, finaliza em Gravatá na próxima sexta-feira (17/05), a oficina do Plano Municipal de Transparência, do Projeto Gestão Cidadã, que conta com o apoio financeiro da União Europeia. O evento de 8h30 às 16h30, será no auditório da Secretaria de Educação da cidade e é aberto ao público em geral.

As oficinas dos 15 municípios contemplados pelo projeto (Gravatá, Bezerros, Caruaru, Cumaru, Cupira, Toritama, Águas Belas, Machados, Quipapá, Surubim, Calumbi, Carnaíba, Flores, Santa Cruz da Baixa Verde, Solidão e Tabira), já apontam ações de destaque para o fortalecimento da participação social nas gestões, a exemplo de capacitação dos conselhos, inclusive das minorias (indígenas, mulheres e jovens) e formação de gestores.

Outro aspecto importante de impacto são as parcerias institucionais  que gerou, entre elas com o  CGU,TCE,CGE e Ministério Público.

Jeep vai investir mais R$ 7,5 bilhões em Pernambuco

   
O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira, no Palácio do Campo das Princesas, em comemoração aos quatro anos de instalação da fábrica no Estado. A expectativa é de que sejam gerados mais 9 mil empregos diretos nos próximos quatro anos
 
Mais trabalho, mais futuro. O lema que rege as agendas do Governo de Pernambuco resultou em mais uma importante conquista para o desenvolvimento econômico e social do Estado nesta quinta-feira (16.05). Em comemoração aos quatro anos de inauguração da planta mais moderna da Fiat Chrysler Automobiles no mundo, instalada no município de Goiana, o governador Paulo Câmara e o CEO da FCA para a América Latina, Antonio Filosa, anunciaram um reforço nos investimentos do grupo de mais R$ 7,5 bilhões na planta da Jeep em Pernambuco até 2023. A expectativa é de que o complexo automobilístico, que já emprega cerca de 13.600 pessoas – com maioria da mão de obra pernambucana – venha a gerar mais 9 mil empregos diretos no Estado.
 
“Em um momento de crise no Brasil, o grupo FIAT Chrysler dá mais um exemplo de confiança em Pernambuco. Essa fábrica não apenas constrói automóveis, ela pensa a indústria automobilística do mundo quando implanta também, aqui no Estado, um centro de pesquisa e tecnologia. Então, é um momento importante, que mostra que essa parceria veio para ficar, que vai ser ampliada e que o Governo de Pernambuco vai continuar ajudando para que o grupo tenha, na sua fábrica pernambucana, um modelo para o mundo de como se faz carros de qualidade, olhando o futuro, a sustentabilidade e garantindo um meio ambiente cada vez mais protegido”, ressaltou o governador.
Construída juntamente com um parque de 16 fornecedores, a planta do Polo Automotivo da Jeep em Pernambuco, cujos investimentos ultrapassam os R$ 11 bilhões, modificou a paisagem da Região Metropolitana Norte, descentralizando o desenvolvimento econômico e conferindo competitividade a um mercado que agora compete com players globais. Quem passa pelo município de Goiana não enxerga apenas um complexo automobilístico de ponta às margens da BR-101, mas também vê estrada duplicada, investimentos em saneamento e energia, novos acessos viários, a multiplicação de indústrias e o crescimento do comércio. Um conjunto de ações que permitiram a instalação e o crescimento da planta nos últimos anos.
 
Após cinco anos de negociações e quatro para implantação da fábrica, os importantes resultados alcançados somam 13,6 mil trabalhadores empregados no complexo e uma mudança da pauta de exportações, cujo destaque agora são os carros embarcados para diversos países da América Latina, entre eles a Argentina, Chile, Peru e Colômbia. Com uma fabricação de mil veículos por dia, a perspectiva é atrair novas fábricas no médio prazo, com a construção de um segundo parque de fornecedores para a indústria automotiva no Estado.
Em seu discurso, o CEO Antonio Filosa fez questão de agradecer a parceria “transparente e sustentável” com o Governo de Estado e destacou a qualidade da mão de obra pernambucana, que ele considera como referência na indústria automobilística global. “Esse plano de investimento muito ambicioso se fundamenta basicamente na atração de novas tecnologias e novos fornecedores. Então, em parceria com o governo, que protagoniza essas revisões periódicas de estudos e analises, estamos lançando um projeto de integração e atração de novos fornecedores. E os fornecedores que vamos trazer aqui são relacionados às novas tecnologias e novos materiais. O que será a essência tecnológica do futuro do setor”, explicou Filosa, que presenteou o governador com um estandarte de Maracatu bordado pelo mestre Manuelzinho Salustiano, um dos principais mestres bordadores do Nordeste brasileiro e filho do ícone mestre Salustiano.
 
Visando acelerar a busca de novos parceiros do setor automotivo, o Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, conduzirá no dia 30 deste mês, em São Paulo, um “Match Day” com fornecedores da FCA instalados em outros Estados. Cerca de 30 empresas participarão do seminário, oportunidade na qual serão destacadas as potencialidades econômicas do Estado e as vantagens de se fazer parte do segundo supplier park da Jeep. “A gente vai mostrar as vantagens de investir aqui em Pernambuco e como podemos ajudar na chegada desses fornecedores. O objetivo é estimular essa vinda deles para que possam fornecer, a partir daqui de Pernambuco, os produtos que eles já entregam para a FCA”, pontuou o secretário da pasta, Bruno Schwambach.
CRESCIMENTO – A ocasião celebrou, ainda, a marca dos 600 mil automóveis produzidos em Goiana desde a inauguração do polo, em 28 de abril de 2015. A capacidade instalada da fábrica da Jeep é de 250 mil carros por ano, mas deverá ser ampliada para 350 mil até 2023. Desde março do ano passado que a planta trabalha em três turnos. Dela, saem 46 diferentes versões dos campeões de venda Jeep Renegade, Jeep Compass e Fiat Toro.
 
FIAT EM PERNAMBUCO – O grupo está presente no Estado desde 1997, quando colocou em operação, junto ao Porto de Suape, um centro de distribuição de veículos. Já em setembro de 2012, o Polo Automotivo Jeep começou a ser erguido em Goiana, em uma área até então ocupada pela lavoura de cana-de-açúcar. Foram 26 meses de obras civis. Mais de 11 mil pessoas envolvidas e R$ 11 bilhões investidos. Em abril de 2015, a planta foi inaugurada, tornando-se um modelo de industrialização para o Brasil. São 530 mil metros quadrados de área construída, sendo 260 mil metros quadrados na planta automotiva e 270 mil metros ocupados pelo Parque de Fornecedores.
 
Fotos: Heudes Regis/SEI