Unimed VSF discute enfrentamento da Covid -19 no 1º Congresso On -line Internacional de Enfermagem

Uma mesa redonda com o tema ‘Central de Material e Esterilização (CME): mitos e verdades em tempos de Covid -19’, marcou nesta quinta-feira (21), o início da participação da Unimed Vale do São Francisco no 1º Congresso On-line Internacional de Enfermagem que será realizado de 16 a 18 de junho próximo.

Durante a mesa, composta pela enfermeira responsável técnica da CME do Hospital Unimed de Petrolina, Larissa Moreira  e pelos enfermeiros Jeferson Xavier (Hospital Geral Roberto Santos – Salvador/BA) e Fernanda Torquato (Hospital Alemão Oswaldo Cruz – São Paulo/SP), foram discutidos ainda alguns conteúdos do Congresso que tem como tema central: ‘Os desafios no enfrentamento da COVID-19 no mundo’.

A representante da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da Unimed VSF, Marisa Catarina Mesquita Espíndola, vai ministrar durante o Congresso a palestra: ‘EPI’s: Paramentação e desparamentação de equipamento de proteção individual (EPI) em casos de COVID -19’.

Os conteúdos das mesas temáticas, palestras e minicursos serão disponibilizados através da plataforma Congresse.me e as palestras em inglês ou espanhol contarão com legendas em português. Os interessados podem se inscrever de forma gratuita pelo site, sendo cobrada taxa para a emissão dos certificados. O valor arrecadado terá parte  revertida em ações voltadas ao combate à Covid-19.

O evento é uma realização do projeto ‘Cuidando da Enfermagem’ e conta com o apoio da UESB, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex).

Mais informações: https://congresse.me/eventos/conintenf ou pelo e-mail conintenf@gmail.com.

Prefeitura de Afogados da Ingazeira emite nota pública sobre roubo de veículo

https://lh3.googleusercontent.com/proxy/14zKzJpl_QczozNPXJUvDYSnRTc6dnfElbhEFBT4dW4b5dRua3H7zQrSDR7VFnhG0SUT2uxdIa2nEa72HeddGHceFBSJ1Vehe2FRGkc6kFhTltkPe-rct0HWyCfLrisCS5UC8bdeRFJ5_TNl220Daa8LSJdWywA Prefeitura de Afogados da Ingazeira vem a público se manifestar a respeito da ocorrência envolvendo o veiculo do programa “Criança Feliz”.

– O imputado já foi excluído do quadro de prestador de serviços deste município.

– A atitude irresponsável de um colaborador, dentro de um quadro de mais de dois mil, não pode macular as ações exitosas dos diversos programas aqui implantados, dentre eles o programa “Criança Feliz”, que atua junto a mais de 150 famílias afogadenses contribuindo decisivamente para o pleno desenvolvimento de nossa primeira infância.

– Importante frisar que nas ocorrências recentemente divulgadas não houve dano ao patrimônio e nem prejuízo financeiro aos cofres públicos.

– Identificadas às deficiências, estamos adotando medidas administrativas para garantir mais rigor no controle e acesso ao centro de logística.

– Por fim, já repassamos todas as informações solicitadas pelas autoridades policiais, que estão apurando os fatos com profissionalismo e competência.

Auxílio Emergencial: Caixa credita nesta segunda-feira benefício a mais 7,8 milhões de trabalhadores

A Caixa Econômica Federal (CEF) credita nesta segunda-feira (25) novos lotes do Auxílio Emergencial, tanto da primeira parcela, para novos aprovados, quanto da segunda, para quem recebeu a anterior até 30 de abril. Ao todo, o benefício será pago a 7,8 milhões de trabalhadores, segundo o banco.

Veja quem recebe nesta segunda-feira:

  1. Segunda parcela: 5,2 milhões trabalhadores inscritos no Cadastro Único ou que se cadastraram através do aplicativo e do site, e que receberam a primeira parcela até 30 de abril, nascidos em setembro e outubro
  2. Segunda parcela: 1,9 milhão de trabalhadores beneficiários do Bolsa Família, cujo NIS termina em 6
  3. Primeira parcela: 0,7 milhões de trabalhadores do novo lote de aprovados do benefício, nascidos em agosto

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

Depósito em poupança digital e restrição para saque e transferências

Para os beneficiários que vão receber a segunda parcela e não fazem parte do Bolsa Família, os pagamentos trazem mais restrições: todos vão receber por meio de conta poupança digital da Caixa – mesmo quem recebeu a primeira parcela em outra conta.

Além disso, a poupança digital não vai permitir transferências inicialmente – apenas pagamento de contas, de boletos e compras por meio do cartão de débito virtual. Transferências para outras contas e saques só serão liberados a partir de 30 de maio.

Primeira parcela para novos aprovados

A primeira parcela para esse novo grupo será creditada na conta escolhida pelo beneficiário, da forma como receberam os primeiros beneficiários: nas contas da Caixa, na Poupança Social Digital ou em contas de outros bancos. Esses beneficiários também poderão fazer o saque em espécie do auxílio na data da liberação.

  • 19 de maio (terça): nascidos em janeiro
  • 20 de maio (quarta): nascidos em fevereiro
  • 21 de maio (quinta): nascidos em março
  • 22 de maio (sexta): nascidos em abril
  • 23 de maio (sábado): nascidos em maio, junho ou julho
  • 25 de maio (segunda): nascidos em agosto
  • 26 de maio (terça): nascidos em setembro
  • 27 de maio (quarta): nascidos em outubro
  • 28 de maio (quinta): nascidos em novembro
  • 29 de maio (sexta): nascidos em dezembro

O calendário do pagamento da 2ª parcela do Auxílio Emergencial começou na segunda-feira (18) e seguirá até 13 de junho. O calendário da terceira parcela, que estava prevista para maio, continua sem definição.

O calendário da segunda parcela vale apenas para quem recebeu a primeira parcela até 30 de abril. O governo não informou quando vai pagar a segunda parcela para quem receber à primeira depois desta data.

SEMANA SERÁ DE CAPACITAÇÃO VIRTUAL PARA MICROEMPREENDEDORES

O SEBRAE de Pernambuco está promovendo uma semana inteira de capacitação direcionada para os microempreendedores. A ação, intitulada “reinvente, repense, recrie seu negócio com o SEBRAE”, tem início nesta segunda e vai até a próxima sexta (29). A capacitação será transmitida ao vivo, em live no perfil da instituição no instagram: @sebraepe. As inscrições podem ser feitas no site www.loja.pe.sebrae.com.br.

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira participa da programação na quinta (28), com a Secretária de Administração do município, Flaviana Rosa, integrando um bate-papo sobre o papel das salas do empreendedor e do SEBRAE na transformação dos mercados locais. Além dela, também participam Karla Barros, MEI de Afogados da Ingazeira e Selene Barros, MEI de Serra Talhada. O bate-papo começa às 17h30.

Confira a íntegra da programação:

25/05

8h às 20h | Palestra “on demand”: como se tornar microempreendedor individual.

14h às 16h | Workshop: Inovação nos modelos de negócios pós-coronavírus, com Marcelo Pimenta.

15h às 17h | Aprenda a formar preço de venda.

16h às 18h | Salões de beleza e barbearias: reabertura após quarentena.

18h às 20h | Palestra: Gestão Financeira.

18h às 22h | Oficina: Estratégia de Marketing Digital.

26/05

8h às 20h | Palestra “on demand”: Como se tornar Microempreendedor Individual.

10h às 11h | Palestra “on demand”: Análise de mercado.

14h às 15h | Meu negócio digital: presença on-line.

14h às 17h | A reinvenção no setor de alimentação e o “novo normal”.

15h às 17h | Palestra: Empresa e os novos tempos.

15h às 16h | Produção de conteúdo para redes sociais.

16h às 17h | Live: MEI que inspira, como se reinventar na crise. Com Edmilson Silva, Baribe Coxinha, Myrelle, Srta Tokuda, Josiana Ferreira, Sebrae.

16h às 17h | Bate papo: Setor de Serviços

19h às 21h | Palestra: Aumente suas vendas com criatividade.

27/05

8h às 20h | Palestra “on demand”: Como se tornar Microempreendedor Individual.

Oficina Simplifica MEI

9h às 10h30 | Declaração

11h às 12h | Boleto

14h às 15h | Alteração

10h às 11h | Palestra “on demand”: Nota fiscal eletrônica

14h às 16h | Marketing digital

16h às 18h | Palestra: Ferramentas Digitais SEBRAE

SEBRAE na Palma da Mão – App SEBRAE, com Thiago Ferrara

Digital Express, com Allana Villarim

participação: Lívia Cordeiro

Sala de Empreendedorismo de Serra Talhada

18h às 19h | Meu negócio Digital: gerando engajamento e ampliando os seguidores nas redes sociais

18h às 20h | Atendimento e vendas on-line, por onde começar?

28/05

8h às 20h | Palestra on demand: Como se tornar Microempreendedor Individual

Oficina Simplifica MEI

9h às 10h30 | Formalização

11h às 12h | Parcelamento

14h às 15 | Baixa

10h às 12h | Salões de beleza e barbearias: reabertura após a quarentena.

14h às 15h | Meu negócio digital: Pagamento online e envio dos produtos.

16h às 17h30 | Bate papo: Setor de Serviços

17h30 às 19h30 | Bate Papo: Transformação de Mercado e a Contribuição do SEBRAE e Sala do Empreendedor para esta adaptação

 Participação:    

Selene Barros, MEI Serra Talhada

Karlla Barros, MEI Afogados da Ingazeira

Flaviana Rosa, AD Afogados da Ingazeira

29/05

8h às 20h | Palestra “on demand”: Como se tornar Microempreendedor Individual

14h às 15h | Meu Negócio digital: pós venda on-line

16h Às 18h | Palestra: Mercadinho se transforma para atender ao novo cliente, com Henrique Malaquias.

Amupe realiza assembleia de prefeitos com bancada federal de Pernambuco

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), vai promover nesta segunda-feira, 25/05, às 16h, a sua quarta assembleia de prefeitos por videoconferência, desta vez com a bancada federal de Pernambuco, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Todos os 28 representantes pernambucanos foram convidados para o encontro, que visa debater questões relacionadas ao impacto da pandemia causada pelo coronavírus nos municípios.

Na pauta, a suspensão de pagamentos da previdência e precatórios em tempos de pandemia, além do possível adiamento das eleições municipais, que atualmente estão marcadas para outubro. Para o deputado Augusto Coutinho, que coordena a bancada juntamente com o deputado Wolney Queiroz, é muito importante o diálogo dos parlamentares com os prefeitos pernambucanos.

Segundo o deputado, “existem muitas questões que têm sido levantadas e dizem respeito a projetos em discussão como os que envolvem repasses para os municípios enfrentarem este momento de crise decorrente da pandemia”, e completou afirmando que “são questões delicadas e que têm impacto direto sobre os caixas dos municípios e sobre a população que vive nestas cidades, especialmente as do interior. Este é um momento grave, pois, se por um lado os prefeitos precisam destinar mais recursos para saúde e assistência social, por outro têm visto quedas significativas nas arrecadações via impostos.”, afirmou Augusto Coutinho.

Para o presidente da Amupe, José Patriota, que também é prefeito de Afogados da Ingazeira, no Sertão, “esta será uma boa oportunidade para os prefeitos sanarem suas dúvidas e pedirem reforço ao apoio da bancada federal pernambucana aos pleitos municipais, que interessam a todos os pernambucanos, pois a vida acontece nos municípios,” completou.

PLATAFORMA DIGITAL VAI AJUDAR PERNAMBUCO A CONHECER SUAS COMUNIDADES RURAIS. AFOGADOS JÁ CADASTROU 48.

Com o objetivo de agregar o maior número possível de informações sobre as comunidades rurais de Pernambuco, as Secretarias Estaduais de Infraestrutura e Recursos Hídricos – SEINFRA e de Desenvolvimento Agrário – SDA estão realizando um esforço conjunto para cadastra-las na plataforma digital “saneamento rural”.

As informações não se limitarão a questões de saneamento, mas também sobre abastecimento rural, fontes hídricas próximas, população residente e a localização das comunidades em mapas de alta resolução.

Antes de lançar a plataforma, técnicos do Estado estiveram em Afogados para debater o detalhamento das informações que deverão constar no cadastramento e ouviram sugestões dos técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura. “Antes da pandemia, já vínhamos cadastrando as comunidades rurais de Afogados. Mas com as regras mais duras de isolamento social, essenciais nesse momento, tivemos que reduzir um pouco o ritmo desse cadastramento,” afirmou Valberto Amaral, Secretário Adjunto de Agricultura de Afogados da Ingazeira. Segundo ele, já foram cadastradas 48 comunidades rurais do município na plataforma digital.

O propósito do cadastramento é conhecer mais sobre os domicílios rurais e planejar e estimar melhor os futuros investimentos em SANEAMENTO RURAL do Estado, inclusive sugerindo o MODELO DE GESTÃO Social mais adequado. Na imagem que ilustra essa matéria, inauguração de um poço na comunidade rural de Quixaba dos Liberais, em Dezembro de 2014.

Última semana da quarentena em PE terá fiscalização intensificada

Decisão foi tomada após reunião por videoconferência com o governador. (Foto: Hélia Scheppa/SEI.)

Por: Diario de Pernambuco

O governador Paulo Câmara coordenou, na manhã desse sábado (23), por videoconferência, uma reunião com os secretários envolvidos nas principais ações da Operação Quarentena. Foram atualizados os números das medidas implementadas, principalmente os dados relativos à fiscalização de estabelecimentos comerciais, abordagens a veículos, orientação à população, distribuição de máscaras e cestas básicas e outras ações nas comunidades.
Na reunião, foi definido que os bloqueios para fiscalizar o rodízio de veículos passarão de 43 para 50 nesta última semana da quarentena. Participaram da videoconferência com o governador os secretários Alexandre Rebêlo (Planejamento), Sileno Guedes (Desenvolvimento Social), Antônio de Pádua (Defesa Social) e Cloves Benevides (Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas).
No período de 16 a 22 de maio, foram empregados 8.364 profissionais de diversos setores, principalmente da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Apevisa, Detran, Procon e Guardas Municipais. Distribuídas em 43 pontos estratégicos de bloqueio, as equipes abordaram 62.992 veículos para verificar o cumprimento da medida que determinou o rodízio nos municípios do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata.
Na fiscalização aos estabelecimentos funcionando irregularmente, em descumprimento às medidas do decreto, as equipes visitaram 14.048 casas comerciais ou de serviços. Durante esse período, mais de 72 mil pessoas receberam orientações diversas na área social. As secretarias envolvidas no atendimento realizaram 24 ações integradas em 24 bairros e em 48 comunidades de Olinda, Jaboatão, Camaragibe e São Lourenço da Mata. Também foram distribuídas 14.980 máscaras, quatro mil cestas básicas e 2.610 kits de higiene.

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‘Talvez seja inevitável adiar eleições municipais’, diz Barroso

Luís Roberto Barroso assume TSE nesta segunda (25). (Foto: Reprodução/Correio Braziliense/TV Brasília.)

Por: Denise Rothenburg/ Renato Souza/Correio Braziliense

O novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, assume o cargo nesta segunda-feira (25) num momento recheado de incertezas, no qual é impossível dizer até mesmo a data em que o país terá eleições municipais. “Quem vai bater o martelo são os sanitaristas”, diz ele, prevendo a decisão a esse respeito para o fim da primeira quinzena de junho, em conjunto com o Congresso. Da sua parte, Barroso resiste a adiar as eleições e não coloca a prorrogação de mandatos no radar.

“A prorrogação de mandato é antidemocrática em si, porque os prefeitos e vereadores que lá estão, foram eleitos por um período de quatro anos. Faz parte do rito da democracia a realização de eleições periódicas e o eleitor ter a possibilidade de reconduzir ou não seus candidatos”, diz. Ocupante de uma das 11 cadeiras o Supremo Tribunal Federal (STF), Barroso é um magistrado de opiniões fortes e popular entre seus pares, juristas e na sociedade em geral. Ele explica que eventual prorrogação de mandatos, caso as eleições sejam adiadas para além deste ano, não encontra respaldo na Constituição. Mas que poderia ser autorizada, em caráter excepcional, por emenda aprovada pelo Congresso.

As incertezas extrapolam o calendário eleitoral, assim como as preocupações do TSE. Barroso tem, pela frente, a missão de conduzir a apreciação de processos contra o presidente Jair Bolsonaro que tramitam na Corte Eleitoral. Nesta entrevista, concedida na última sexta-feira, ele avisa que “seguirá a ordem cronológica”, ou seja, o que estiver pronto para ir a julgamento será pautado.

Na conversa, o ministro transparece que a pandemia deixa recheado de incertezas o futuro de gestores públicos, que desprezam a ciência ao dizer que “a adoção de uma política pública de eventual distribuição de um medicamento que não tenha chancela da comunidade médico-científica e nem de pesquisas clínicas, acho que pode, sim, gerar responsabilidade”, diz ele, sem citar especificamente o caso da inclusão da cloroquina nos protocolos do Ministério da Saúde para atendimento aos pacientes de covid-19.

As preocupações de Barroso, porém, extrapolam a esfera eleitoral. Ele acompanha, por exemplo, o clima de radicalização com um olhar de que é preciso exorcizar alguns demônios nas manifestações antidemocráticas que têm tomado conta de setores da política brasileira. “Eu vejo um país em que discursos radicais vindos de lugares diferentes liberaram alguns demônios que, em uma democracia, devem ficar bem guardados. Demônios da radicalização, da intolerância e da violência, esses são inaceitáveis”, diz.

A seguir os principais trechos da entrevista:

O senhor terá o desafio de conduzir as eleições em meio à pandemia. É favorável ao adiamento?
Eu não desejaria ter que adiar. O prazo das eleições está previsto na Constituição e penso que elas são um ponto vital para a democracia. Porém, nós não podemos fechar os olhos à realidade. Existe uma pandemia no mundo, ela atingiu o Brasil e a curva, neste momento, ainda é uma curva ascendente. Se, até meados de junho, a situação continuar semelhante à que se encontra hoje, talvez seja inevitável a necessidade de se adiar as eleições. Mas a minha primeira vontade não é adiar. Se for inevitável, que seja pelo prazo mínimo. Eu já fiz uma intervenção informal com presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para afinarmos as nossas posições e termos um discurso unificado sobre a eventual necessidade de adiamento.
Então, o critério seria o achatamento da curva no Brasil para adiar ou não as eleições?
Essa é uma questão interessante, porque embora dependa do Congresso, porque é preciso uma emenda à Constituição, depende do TSE. Nós precisamos ter condições técnicas de realizar as eleições. Quem vai bater o martelo são os sanitaristas, que vão nos dizer se e quando é seguro realizar uma eleição dessa amplitude com mais de 140 milhões de eleitores sem trazer riscos à população. Nós vamos ouvir a ciência e a recomendação médica, procurando fazer o melhor possível dentro do contexto e com diagnóstico que eles nos fornecerão.
Como o senhor vislumbra a campanha eleitoral em meio a esse cenário de pandemia, com as pessoas com medo de ir à rua?
Nós temos etapas. Temos o primeiro momento, que são as convenções partidárias — cujo prazo é até 5 de agosto e que já envolveriam algum grau de aglomeração. Talvez seja viável fazer isso por videoconferência, embora seja relativamente complexo. Em 15 de agosto, teria início a campanha. A verdade é que em outros tempos, a campanha era feita essencialmente de corpo a corpo nas ruas, em comícios que exigiam muito contato e aglomeração. Hoje em dia, o perfil das campanhas mudou, sobretudo com o papel da televisão e das redes sociais, de modo que o corpo a corpo e aglomeração se tornaram um pouco menos importantes. É possível imaginar uma campanha feita via redes sociais, via televisão. Seja como for, nós só vamos poder deflagrar esse processo quando algum grau de contato social for possível. Por isso, estamos aguardando o momento certo para bater o martelo.
Se as eleições forem adiadas para depois de 2020, teremos uma extensão dos mandatos atuais?
Precisamos avaliar como está a curva da doença para tentarmos programar o futuro. Mas a verdade é que a grande característica da pandemia que estamos vivendo é a indefinição, a imprevisibilidade. Caso seja preciso adiar, desejaríamos que fosse por apenas algumas semanas. Talvez para meados de novembro, ou no início de dezembro. Ou ainda fazer o primeiro turno em 15 de novembro e o segundo, em 4 de dezembro. Faremos tudo que for possível para evitar a prorrogação de mandato. Se isso se impuser como uma coisa inevitável, o que eu espero que não aconteça, seria uma prorrogação pelo prazo mínimo, porque há muitos problemas de ordens diversas em uma prorrogação de mandato.

A Constituição autoriza a prorrogação de mandato?
A Constituição não prevê e, na redação atual, não autoriza. Na verdade, a prorrogação de mandato é antidemocrática em si, porque os prefeitos e vereadores que lá estão foram eleitos por um período de quatro anos. Faz parte do rito da democracia a realização de eleições periódicas e o eleitor ter a possibilidade de reconduzir ou não seus candidatos. Portanto, pela Constituição, não é possível prorrogar mandatos. Mas, evidentemente, em situações extraordinárias como essa pandemia, pode haver um motivo de força maior que leve o Congresso a contemplar essa possibilidade. Eu verdadeiramente espero que não aconteça em hipótese alguma.
Por enquanto, a hipótese mais viável é adiar o pleito para o fim do ano, mantendo os mandatos dentro dos quatro anos?
O plano A é não adiar. O plano B é adiar talvez para 15 de novembro. O plano C é o primeiro domingo de dezembro. Se nós conseguirmos realizar as eleições no começo de dezembro, a gente consegue dar posse em 1º de janeiro, como prevê a Constituição. O que todos nós somos contra — e eu tive a possibilidade de conversar sobre isso com os presidentes da Câmara e do Senado — é de cancelar o pleito para fazer com que as eleições municipais coincidam com as eleições gerais de 2022. Essa é uma ideia ruim por muitas razões. A primeira é a razão democrática. Você não pode prorrogar mandatos à luz da Constituição porque esses prefeitos e vereadores foram eleitos por quatro anos. Portanto, o direito de se conduzir ou não essas pessoas pertence ao eleitor. E, de princípio, não é possível alterar isso. Prorrogar mandato é um problema de natureza constitucional. Não será totalmente errado se houver um motivo de força maior reconhecido pelo Congresso que preveja uma nova data. O segundo motivo, que o eleitor vai ter que votar em sete candidatos para sete cargos públicos simultâneos. É muita informação, é confuso e o eleitor vai ter dificuldade de fazer escolhas adequadas para sete cargos ao mesmo tempo. Em terceiro lugar, a pauta de uma eleição nacional é bastante diferente da pauta de uma eleição municipal. Na eleição geral (nacional), você está discutindo sistema econômico, está discutindo como tratar o sistema de saúde. Já em uma eleição municipal, você está discutindo transporte urbano, recolhimento de lixo, questões locais. Se você faz as duas eleições coincidirem, ou você vai municipalizar a presidencial ou vai nacionalizar a municipal. Vai haver uma inevitável perda para o debate público. Outra questão é que nas eleições municipais de agora, já estamos esperando 750 mil candidatos para prefeitos e vereadores em 5.600 municípios brasileiros. Se você coincide as eleições, você acresce a esses números todos os da eleição nacional: presidente, governador, deputados federais, estaduais, distritais e candidatos a senador. Você vai criar um inferno gerencial para a Justiça Eleitoral ter que administrar todos esses candidatos ao mesmo tempo, tendo que lidar com a Lei da Ficha Limpa. A Justiça Eleitoral não teria condições de decidir a maioria das impugnações antes das eleições. Aí, teria que anular eleições em caso de irregularidades. Não penso ser uma boa ideia que elas coincidam. Seja como for, esse é um debate político a ser travado no Congresso. O que eu considero ilegítimo é quem foi eleito para quatro anos permanecer mais tempo que isso.
O senhor foi relator das ações que questionaram a MP 966, que trata sobre a punição de agentes públicos que errarem em razão dessa pandemia. O Ministério da Saúde e o governo federal vêm autorizando o uso de medicamentos que não têm eficácia científica comprovada. Isso pode entrar no quesito de erros que estão sendo cometidos e os praticados pelo próprio presidente da República?
Eu considero um erro qualquer prática política pública que fuja dos padrões consensuais firmados pela ciência e pela técnica médica em geral, pelo sanitaristas, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelas entidades e referências médicas do país. Onde haja consenso científico e médico, não é possível adotar uma política pública contrária a isso. Nós vivemos em um mundo iluminista, portanto as

Vacina contra coronavírus testada em macacos tem bons resultados, mas gera dúvidas

Foto: Joe Klamar/AFP

Por: Folha Press

Dois estudos feitos com macacos trazem dados animadores sobre uma possível vacina contra o vírus causador da Covid-19, embora também mostrem que não é simples produzir uma imunidade completa contra a doença
Pesquisadores da Universidade Harvard (EUA) mostraram que, após uma primeira infecção pelo Sars-CoV-2, o organismo dos primatas conseguiu ficar protegido do vírus, ao menos no curto prazo. A mesma equipe, ao testar uma vacina feita com DNA nos animais, verificou que a imunização é capaz de criar uma barreira contra o patógeno, mas mesmo os macacos vacinados ainda demoram um pouco para derrotar totalmente o vírus.
Os resultados, que saíram na revista especializada Science, vêm de dois trabalhos coordenados por Dan Barouch, do Centro de Virologia e Pesquisa de Vacinas da Escola Médica de Harvard. Ao infectar suas cobaias com a forma natural do vírus, Barouch e companhia conseguiram observar o que acontece com as defesas do organismo conforme a doença progride e, assim, tentaram reproduzir partes desse processo com a ajuda da vacina.
Para isso, os cientistas trabalharam com macacos-resos (Macaca mulatta), um primata asiático muito usado em pesquisas biomédicas.
Uma das vantagens dos estudos com a espécie é que a “fechadura” das células dos macacos usada pelo Sars-CoV-2 para invadir o organismo é muito semelhante à que existe nas células humanas. Por outro lado, os sintomas nos animais costumam ser mais amenos: os primatas ficam abatidos e perdem o apetite, mas não têm febre nem falta de ar.
Um grupo de nove macacos-resos saudáveis recebeu 1 ml de solução contendo vírus, em diferentes concentrações, na cavidade nasal e na traqueia. De início, os pesquisadores detectaram a presença de material genético viral nas vias respiratórias dos bichos, com uma “assinatura” típica que indicava a produção de novos vírus no organismo dos macacos. Alguns dos animais, sacrificados e submetidos a exame, tinham sinais de pneumonia em seus pulmões.
Com a passar das semanas, o corpo das cobaias se pôs a produzir anticorpos capazes de se ligar ao Sars-CoV-2 e de neutralizá-lo (ou seja, impedir que o vírus entre nas células). Também desenvolveram a chamada imunidade celular – ou seja, células específicas de seu sistema de defesa armazenaram “memórias” do ataque viral, tornando-se capazes de atacar o coronavírus.
Um mês e cinco dias após a infecção inicial, os bichos receberam uma dose viral idêntica à anterior. Resultado: pouquíssimo material genético do vírus nas amostras oriundas dos animais e quase nenhum sintoma de infecção. Além disso, os níveis de anticorpos contra o Sars-CoV-2 aumentaram rapidamente no organismo dos macacos-resos, sinal de que o corpo “se lembrava” com precisão de como derrotar o invasor.
O grupo de Harvard usou os conhecimentos obtidos com essa análise para testar a eficácia de seis formas diferentes da vacina de DNA que estão desenvolvendo (veja infográfico). Todas elas se baseiam na receita genética para a produção da proteína S, a “chave” usada pelo vírus para invadir as células.
A ideia é que o material genético de origem viral, inserido nas células, leve à produção da proteína S dentro delas. O organismo, então, reconhecerá que a molécula de origem viral é um corpo estranho e iniciará a produção de anticorpos e outras defesas especificamente projetadas contra ela. Assim, o corpo estará preparado caso entre em contato com o vírus completo.
As diferentes formulações da vacina incluíam tanto a receita completa da proteína quanto formas “resumidas” ou ligeiramente alteradas dela. Os testes, feitos com 25 primatas, mostraram que os melhores resultados vêm com o uso do DNA correspondente à totalidade da proteína S, com produção considerável de anticorpos neutralizadores e também de imunidade celular.
Quando os macacos vacinados receberam doses do vírus real em suas narinas e traqueias, todos apresentaram menos material genético do Sars-CoV-2 no organismo do que os macacos que serviram como controle (não vacinados que também foram inoculados com o vírus). Dos 25, oito macacos-resos não apresentaram nenhum material genético característico dos vírus que estão se reproduzindo -ou seja, o vírus detectado em seu organismo era apenas o da inoculação. Nenhum dos animais apresentou sintomas consideráveis.
Para os pesquisadores, os resultados indicam que a vacina, embora confira proteção considerável, ainda não é capaz de produzir a chamada imunidade esterilizante, que impede totalmente a entrada do vírus no organismo. Em vez disso, ela permitiu que os animais vacinados controlassem rapidamente a infecção no início.
Ainda fica no ar outra dúvida: a duração dessa imunidade. Provavelmente só será possível estimar isso com a passagem dos meses e anos -pelo que se sabe acerca de outros tipos de coronavírus, a proteção contra novas infecções tenderia a durar de um a dois anos.
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Antes de reunião, Bolsonaro disse a Moro que mudaria comando da PF

 (Marcos Corrêa/PR)

Marcos Corrêa/PR

Por: Correio Braziliense

Horas antes da reunião ministerial de 22 de abril, quando o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a vontade de “interferir” em órgãos de segurança vinculados ao governo federal, o mandatário enviou mensagens ao ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro afirmando que iria demitir o então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, ainda naquela semana.

Os diálogos foram revelados neste sábado (23/5), pelo jornal O Estado de S. Paulo. Na conversa, Bolsonaro escreveu, às 6h26: “Moro, Valeixo sai esta semana”. “Está decidido. Você pode dizer apenas a forma. A pedido ou ex oficio (sic)”, acrescentou o chefe do Palácio do Planalto ao ex-ministro.

A resposta de Moro aconteceu 11 minutos depois, às 6h37. “Presidente, sobre esse assunto precisamos conversar pessoalmente. Estou ah disposição para tanto”, comentou o ex-chefe do Ministério da Justiça e Segurança Pública. As mensagens fazem parte do inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar se Bolsonaro tentou interferir politicamente na corporação.

Até o momento, o presidente garante que nunca teve a intenção de intervir na autonomia da Polícia Federal. Na sexta-feira (22/5), o STF tornou público o vídeo da reunião de Bolsonaro com ministros em 22 abril, tido por Moro como a principal prova da intenção do presidente de interferir politicamente na corporação.

Em determinado momento daquela reunião, Bolsonaro citou a Polícia Federal e falou em “trocar o pessoal da segurança no Rio de Janeiro”. De acordo com Moro, foi neste momento que ficou evidente o interesse do chefe do Executivo em interferir na corporação para proteger familiares e aliados. O comandante do Planalto, por sua vez, alega que se referia à sua segurança pessoal.

“Mas é a putaria o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira”, esbravejou Bolsonaro.

O presidente reforçou as reclamações do sistema de segurança, que, de acordo com ele, não passa informações suficientes. Mas citou um serviço de inteligência pessoal, sem dar mais detalhes. “O meu particular funciona. O que tem oficialmente, desinforma. Prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações que eu tenho”, completou.

Demissão de Moro

A renúncia de Moro do governo federal, em 24 de abril, foi motivada principalmente pela vontade de Bolsonaro em mexer na cúpula da Polícia Federal. A saída de Valeixo da corporação, publicada no Diário Oficial da União na madrugada daquele dia, não havia sido combinada entre Bolsonaro e ele, garante o ex-ministro.

“A exoneração que foi publicada: eu fiquei sabendo pelo Diário Oficial, pela madrugada. Eu não assinei esse decreto. Em nenhum momento isso me foi trazido, em nenhum momento o diretor-geral da Polícia Federal apresentou um pedido formal de exoneração. Depois, ele (Valeixo) me comunicou que ontem à noite recebeu uma ligação dizendo que ia sair a exoneração a pedido e se ele concordava. Ele disse: ‘Como eu vou concordar com alguma coisa? Eu vou fazer o que?’. Mas o fato é que não existe nenhum pedido que foi feito de maneira formal. Eu, sinceramente, fui surpreendido. Achei que isso foi ofensivo. Vi que depois a Secom (Secretaria de Comunicação) afirmou que houve essa exoneração a pedido, mas isso de fato não é verdadeiro. Para mim, esse último ato também é uma sinalização de que o presidente me quer realmente fora do cargo, não me quer presente aqui no cargo”, disse Moro no seu discurso de despedida.

Contudo, na noite de ontem, Bolsonaro afirmou que Valeixo pediu para ser exonerado. “O senhor Valeixo de há muito vinha falando que queria sair. Na véspera da coletiva do senhor Sérgio Moro, dia 24, o senhor Valeixo fez uma videoconferência com os 27 superintendentes do Brasil, onde disse que iria sair. Eu liguei pro senhor Valeixo, o qual respeito, na quinta-feira, à noite. Primeiro ele ligou pra mim. Depois eu retornei a ligação pra ele. ‘Valeixo, tudo bem?. Sai amanhã? Ex-officio ou a pedido?’. A pedido (foi a resposta de Valeixo, segundo Bolsonaro). E assim foi publicado no DOU. Lamento ter constado o nome do ministro da Justiça ali. É porque é praxe”, disse o presidente, em frente ao Palácio da Alvorada.

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