Projeto Café Paliativo, que propõe um debate sobre medicina, doenças terminais e formas de lidar com a dor,  chega ao Hospital Oswaldo Cruz

Lilian Karine, Maria Paula e Isabela Azevedo na primeira edição do Café Paliativo, que aconteceu no Café São Braz do Espinheiro. Foto: Evane Manço/Divulgação

Lidar com doenças que não têm cura não precisa ser um caminho só de dor. Ela, inclusive, pode ganhar novos sentidos. Uma das formas de transformar e suavizar os caminhos  desses processos é a medicina paliativa. E é justamente sobre esse assunto que o Café Paliativo, idealizado por Isabela Azevedo, digital influencer, e Lilian Karine, geriatra,  se propõe a dar luz. Já em sua segunda edição, o projeto leva a discussão para o Hospital Oswaldo Cruz. O evento vai acontecer nesta quinta-feira, 19 de setembro, às 15h30. Como convidados, Maria Paula Bandeira, paciente, e Rodrigo Bandeira, psicólogo, farão parte do debate.

O projeto visa alcançar espaços para além de cafeterias, onde ocorreu o primeiro encontro, e, em sua segunda edição, aporta em um hospital. “Não só o Oswaldo Cruz será palco de discussão, mas pretende-se também levar o papo para o IMIP, o Hospital do Câncer e os demais hospitais que trabalham com os cuidados paliativos”, conta Isabela. Ela também explica que a ideia de levar para hospitais é facilitar a vida das pessoas. “Por exemplo, as pessoas que estão em hospitais públicos dificilmente poderiam se deslocar para outro lugar, como uma cafeteria ou um ambiente privado. Então, fazer o evento no hospital permite que essas pessoas possam participar. E não só os pacientes, mas também os cuidadores, os acompanhantes e até os profissionais na área da saúde, que precisam abrir o olhar para esse assunto”, comenta.

A digital influencer Isabela Azevedo ressalta também a importância do ambiente escolhido para o bate-papo sobre os cuidados paliativos. A conversa não será em um auditório ou uma “sala fria”. A ideia é levar para ambientes externos, como praças ou cantinas. Locais mais abertos e convidativos dos hospitais. No Oswaldo Cruz, o evento acontecerá na Cantina, ao lado do Diretório Acadêmico, e contará com apoio da Unidade de Cuidados Paliativos, do HUOC (Hospital Universitário Oswaldo Cruz).

Sobre o Café Paliativo

Foi a medicina paliativa que promoveu o encontro entre as idealizadoras do projeto, Isabela e Lilian, em 2014. Na época, o pai de Isabela, Gilberto, estava com câncer e Lilian foi a médica especialista que apresentou os cuidados paliativos para a família e guiou toda a assistência. Como é uma medicina voltada para o bem-estar do paciente, Isabela procurou resgatar uma simbologia familiar muito presente até hoje na vida profissional dela: a mesa posta. Ao levar esse hábito familiar de se reunir em torno da mesa, Isabela e a família tentaram ressignificar os momentos com ele, no hospital.

“Eram feitos semanários, ou seja, cada semana trazíamos um mesa com um tema diferente. A gente buscou transformar o quarto em um espaço mais aconchegante, levando porta-retratos, música, as comidas que ele mais gostava… Tudo aquilo que envolvia uma memória afetiva. Eu acho que teve um impacto muito positivo para ele, porque mesmo tendo exames com taxas alteradas, clinicamente ele estava perfeito, o que mostra que o emocional reflete no bem-estar do paciente.”, conta Isabela. Ela vê nesse costume, da mesa posta, um ambiente para fortalecer vínculos e, principalmente, um gesto de carinho que fez toda a diferença para ele e para família nos últimos momentos juntos com ele.

Isabela ressalta a importância dos cuidados paliativos durante o tratamento. “Apesar de tudo, o paciente pôde ser cuidado. Apesar de se deparar com uma doença que não tem cura, não significa que ele não será cuidado da melhor forma. Há toda uma preocupação com as dores para que ele se sinta bem. É uma linha de assistência com uma perspectiva que vai além do cuidado médico, pois se preocupa também com o cuidado do amor, do afeto, do carinho.” E, para ela, foi através desse pensar na afetividade, um diálogo aberto entre as partes e um ambiente familiar confortável que o processo de dor pôde ser aliviado, principalmente, para Gilberto, oferecendo uma qualidade de vida mesmo no período próximo da morte.

Se para Isabela a relação com a medicina paliativa foi familiar, a de Lilian foi como geriatra e, ao mesmo tempo, acentuada por uma motivação pessoal. Por escolher uma especialização que “lida, diariamente, com a morte, pois idosos costumam estar mais próximos, cronologicamente, dela”, ela sentiu uma necessidade de conhecer outras formas de cuidado durante essa passagem. Aliado a isso, Lilian teve uma experiência de quase morte e buscou ressignificar, também, o peso dessa experiência. “Exerço a empatia, me coloco no lugar do outro para saber do que o outro gostaria. E por ter vivido essa experiência de estar em UTI, em hospital, ficar entubada, usar sonda, eu digo que tenho um pouquinho de privilégio de ter vivido esse outro lado do adoecer.’”

Com o foco no paciente, um dos métodos mais importantes dos cuidados paliativos é uma boa comunicação entre os médicos, os familiares e o paciente. Para Lilian, é preciso mostrar todas as possibilidades que existem, para que possa ser feita uma decisão compartilhada, de forma horizontal, em vez de uma decisão imposta pelo médico, de modo paternalista. “É preciso respeitar a autonomia do paciente, pois ele tem o direito de escolher se deseja ou não seguir com um tratamento. O mais importante é o apoio”, comenta.

A geriatra também fala sobre o tabu da morte. “É preciso pensar na qualidade da morte. No Brasil, se morre muito mal. Muitas vezes, na UTI, sozinho, com muito sofrimento. A medicina paliativa reafirma a vida e resgata a morte como um processo final da vida. Um ciclo que se fecha”, reforça Lilian. Para ela, a assistência paliativa procura também humanizar o processo do fim da vida. “A medicina pode ter limite no tratamento de várias doenças, mas não deve ter limite nos cuidados das pessoas. A morte é nosso destino final, mas, como vamos seguir esse caminho até lá, depende da gente.”

Ao transformar, alivar e ressignificar os momentos difíceis que acompanha, Lilian se sente muito realizada. “Já escutei pacientes dizer que sabiam que ia morrer, mas estavam felizes por estar vivendo pequenas realizações. É um momento de reconhecimento e de troca de experiências. Sempre aprendo muito e procuro dizer isso aos meus pacientes. Para mim é uma honra estar nesse momento único, ímpar”, pontua.

Já os convidados trazem outras perspectivas. Maria Paula Bandeira mostrará, no encontro,  uma outra forma de viver a medicina paliativa: enquanto paciente. Enquanto isso, o psicólogo Rodrigo Bandeira busca trazer a discussão enquanto profissional que cuida saúde mental do indivíduo. Em diálogo com essas pessoas, Isabela e Lilian desejam desmistificar os cuidados paliativos, através do bate-papo. Por isso, apresentar o que são os cuidados paliativos, mostrar como esses cuidados assistenciais melhoram a qualidade de vida de pacientes portadores de doenças graves,  e, principalmente, ajudar e acolher outras pessoas que estejam passando por situações semelhantes são os principais objetivos desse projeto.

Futuro

O Café Paliativo nasceu pela necessidade de compartilhar informações sobre o assunto de uma forma saudável, esclarecendo e divulgando um tema que transformou, de diferentes formas, a vida de Isabela e Lilian, nos mais variados espaços. A segunda edição mostra que o projeto segue firme no seu intuito de ampliar a discussão: promover e alternar debates entre espaços privados e espaços públicos. Para que possa atingir um número ainda maior de pessoas, o projeto deseja expandir seus eventos para outras cidades, interiorizando a discussão e gerando, assim, maior visibilidade sobre o assunto. Como afirma Isabela: “Dividir informações para fazer o bem e confortar. Esse é o maior propósito do Café Paliativo.”

SERVIÇO

Projeto Café Paliativo

Quando: Quinta-feira (19)

Onde: Hospital Oswaldo Cruz, Cantina (ao lado do Diretório Acadêmico), R.Arnóbio Marquês, 310, Santo Amaro

Horário: 15h30

 

Paulo Câmara: “Ao lado da Educação, a questão ambiental é a agenda que assume mais relevância em Pernambuco”

Governador prestigiou a abertura do Fórum Nordeste, evento que tem como foco o setor de biocombustíveis e energias limpas

O governador Paulo Câmara participou, nesta segunda-feira (16/09), da abertura da 11ª edição do Fórum Nordeste, no Arcádia Paço Alfândega, no Recife. O evento reúne, anualmente, representantes do setor sucroalcooleiro, com o objetivo de discutir os desafios e oportunidades no setor de biocombustíveis e energias limpas. A iniciativa é promovida pelo Grupo EQM e pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE). No evento, o governador destacou a preocupação da sua gestão com o meio ambiente e as mudanças climáticas.

“Ao lado da educação, a questão ambiental é a agenda que assume mais relevância em Pernambuco. Independentemente de razões econômicas ou ideológicas, priorizar o meio ambiente diz respeito, acima de tudo, à necessidade de preservarmos nossa existência neste planeta e de garantirmos um lugar seguro e agradável para os nossos descendentes”, afirmou Paulo Câmara.

O governador destacou ainda o trabalho que vem sendo realizado no Estado em parceria com as cooperativas do setor. “Temos em Pernambuco uma câmara discutindo permanentemente ações que podem melhorar a produtividade no setor da cana de açúcar e do álcool. Além disso, estamos constantemente realizando discussões importantes com as cooperativas, em um ambiente muito saudável, sempre buscando planejar melhor a geração de emprego e renda na Zona da Mata pernambucana”, finalizou.

“Estamos hoje aqui para dar continuidade a esse debate tão qualificado, que já acontece há 11 anos. A discussão é sobre o futuro do planeta e sobre a importância de substituir os combustíveis fósseis pelos biocombustíveis, principalmente pelo etanol brasileiro. Se alguém um dia pensou que a indústria sucroalcooleira não era a indústria do futuro, estamos mostrando o contrário, promovendo esse encontro de hoje”, afirmou o prefeito de Recife, Geraldo Júlio.

Presidente do Grupo EQM, o empresário Eduardo de Queiroz Monteiro ressaltou a atuação do Governo de Pernambuco no constante auxílio ao desenvolvimento do setor. “Apostamos que daqui surjam luzes e diretrizes que possam guiar a nossa valorosa bancada nordestina e brasileira do setor. Gostaria de agradecer ao governador Paulo Câmara, que nunca nos faltou na política fiscal e na presença de reestruturação de arranjos produtivos importantes de Pernambuco, como na Usina Cruangi (Coaf) e na Pumaty (Agrocan)”, disse Monteiro.

Estiveram presentes ao evento vários parlamentares federais e estaduais; o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio; o secretário-adjunto de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Aldo Guerra; o secretário de Desenvolvimento da Agricultura e da Pesca, Efraim Morais; o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo e Gás, Décio Oddone; o presidente do Sindaçucar-PE, Renato Cunha; e o presidente da Associação de Fornecedores de Cana, Alexandre Andrade Lima.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI

Governo Municipal de Sertânia realiza obras de cobertura na quadra de Albuquerque Né

Os investimentos no esporte de Sertânia têm sido constantes, são inúmeras construções de espaços que permitem a prática de atividades físicas, oferecendo a população bem-estar e lazer. Os serviços de cobertura da quadra de Albuquerque Né, por exemplo, estão em ritmo acelerado. Atualmente a obra está 70% concluída.

Está sendo colocada no espaço uma cobertura metálica. Os investimentos giram em torno de R$ 266.446,99, os recursos são do FNDE com contrapartida do município. Além da cobertura, está sendo feito, com dinheiro da prefeitura, a reforma das arquibancadas e instalação de novos alambrados.

Os trabalhos vão beneficiar tanto os 361 alunos da Escola Coronel Ernani Gomes de Araújo, bem como os mais de três mil moradores do povoado de Albuquerque Né e comunidades próximas. Esses serviços têm como finalidade garantir o direito da população a práticas esportivas. Por isso, a atual gestão, além de oferecer instrumentos que estimulam essas atividades, como o Programa Esporte e Lazer da Cidade – PELC, oferece, ainda, ambientes adequados para que os sertanienses encontrem nesses locais um espaço de promoção à saúde.

Além de Albuquerque Né, a quadra de Rio da Barra também está sendo coberta, já no povoado de Várzea Velha e Sítio Caroá novas estão sendo construídas. Na sede, a Escola Presidente Vargas, que passou por reforma, terá, em breve, sua quadra concluída e o Povoado de Cruzeiro do Nordeste vai ganhar um ginásio poliesportivo.  Mais 1.500 alunos serão beneficiados com essas obras.

Em fevereiro, a prefeitura entregou, ainda, uma nova quadra para o povoado de Moderna, o espaço passou por serviços de melhorias e revitalização. O Governo Municipal de Sertânia acredita no esporte como um instrumento de transformação social.

Com início de saques do FGTS, Caixa registra número recorde em transações

Resultado de imagem para SAQUE CAIXA

Com os saques imediatos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) liberados na sexta-feira (13), a Caixa Econômica Federal registrou o maior número de transações online de sua história. Segundo o banco, foram realizadas mais de 33 milhões de transações pelo site e aplicativo, 97% a mais que em 14 de agosto. Ainda de acordo com a instituição, 12 milhões de trabalhadores tiveram o dinheiro depositado em suas contas, totalizando R$ 4,97 bilhões.

Desde a MP (Medida Provisória) que incluiu a nova modalidade de saque do FGTS, a Caixa registrou mais de 70 milhões de acessos ao site. O aplicativo de FGTS do banco já foi baixado em mais de 7,3 milhões de smartphones e está entre os mais baixado no Brasil.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse por meio de sua conta no Twitter que o banco está preparado para atender os trabalhadores que queiram fazer a retirada dos valores disponíveis. “A cada duas semanas, vamos liberar mais de R$ 5 bilhões. A Caixa está preparada para atender a população com tranquilidade nos mais de 55 mil pontos de atendimento em todas as regiões do Brasil”, escreveu o presidente.

Horários especiais de funcionamento

As agências do banco funcionaram das 9h às 15h no sábado (14) especialmente para atender trabalhadores que quiseram sacar até R$ 500 de cada conta do FGTS. Desde sexta-feira (13), clientes Caixa que nasceram de janeiro a abril estão autorizados para retirarem o valor.

Nessa segunda (16) e terça-feira (17), as agências trabalharão em horário estendido. Agências que em dias comuns abrem às 11h, iniciarão o atendimento às 9h. As que abrem às 10h iniciarão os trabalhos às 8h. Já as que abrem às 9h atenderão a partir das 8h e terão uma hora a mais ao fim do expediente. No caso de agências que abrem às 8h, serão duas horas a mais ao final do expediente normal.

Para quem tem conta poupança, a Caixa já iniciou os depósitos automáticos de acordo com mês de nascimento do trabalhador. Os próximos a terem acesso aos saques serão os com nascimento do mês de maio a agosto, liberados no dia 27 de setembro. Logo depois será a vez dos nascidos de setembro a dezembro realizarem os saques, a partir do dia 9 de outubro. Clientes Caixa que têm conta corrente podem fazer o pedido de crédito por meio dos canais de atendimento.

Trabalhadores que optarem por não sacar o benefício terão até o dia 30 de abril de 2020 para informar a decisão em um dos canais disponibilizados pela Caixa: aplicativo do FGTS, página na internet, Internet Banking Caixa e o telefone 0800 724 2019. Para aqueles que não tiverem conta poupança na Caixa ou conta-corrente, o calendário começa em 18 de outubro, para os nascidos em janeiro, e vai até 6 de março de 2020, para os nascidos em dezembro.

Pernambuco é o terceiro estado do país com mais casos confirmados de sarampo

sarampo vacina

Diário de Pernambuco

Pernambuco é o terceiro estado do país com mais casos confirmados de sarampo. O Brasil registrou 3.339 casos confirmados da doença em 16 estados, nos últimos 90 dias, de acordo com o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul passaram a integrar a lista de estados com surto ativo da doença. Depois de São Paulo e Rio de Janeiro, com 3.254 casos e 18 casos, respectivamente, Pernambuco aparece ao lado de Minas Gerais, cada um com 13 confirmações. Contudo, como os dados são computados primeiro na esfera estadual, na verdade Pernambuco já tem 14 confirmações, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

O atual boletim do Ministério da Saúde aponta a notificação de 24.011 casos suspeitos no país, sendo que 17.713 (73,8%) estão em investigação e 2.957 (12,3%) foram descartados. Os casos confirmados, neste último levantamento, representam 89% do total de 2019.

A maioria dos casos confirmados, 97,5%, está em São Paulo, seguido do Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina (12), Paraná (7), Rio Grande do Sul (7), Maranhão (3), Goiás (3), Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul (1), Espírito Santo (1), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1) e Sergipe (1). Em Pernambuco, foram notificados 457 casos suspeitos de sarampo em 2019. Desse total, 86 foram descartados, 357 estão em investigação.

As crianças são as mais suscetíveis às complicações e óbitos por sarampo. A incidência de casos em menores de 1 ano é nove vezes maior em relação à população em geral. A cada 100 mil habitantes, 52 crianças nessa faixa etária obtiveram confirmação para a enfermidade. A segunda faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos.

Esses dados do boletim epidemiológico, para o Ministério da Saúde, elevam atenção para ações mais pontuais para este público. Neste ano, foram confirmados quatro óbitos por sarampo: três óbitos ocorreram em menores de 1 ano de idade; e um óbito em um indivíduo de 42 anos. Nenhum dos quatro casos eram vacinados contra a doença. Um dos casos é o de um bebê de 7 meses, morador de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco.

“É importante vacinar, neste primeiro momento, o público que é mais suscetível às complicações do sarampo. As crianças menores de 5 anos estão na faixa etária com maior número de internações e apresentam maior risco de desenvolver complicações, como cegueira, encefalite, diarreia grave, infecções no ouvido, pneumonias e óbitos pelo sarampo”, ressalta o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira.

Perfil dos casos confirmados em Pernambuco:

RECIFE (3)

3 casos (sexo feminino de 16 e 19 anos, sexo masculino de 26 anos)

CARUARU (3)

3 casos (sexo masculino de 17 e 22 anos; sexo feminino de 17 anos)

TAQUARITINGA DO NORTE (5)

5 casos (sexo masculino, de 7 meses – óbito –, de 10 meses, 18 anos e 31 anos; e sexo feminino de 10 meses)

FREI MIGUELINHO (1)

1 caso (sexo masculino de 21 anos)

SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE (1)

1 caso (sexo masculino de 17 anos

VERTENTES (1)

1 caso (sexo masculino de 20 anos)

Arraes já era vigiado antes do golpe

Por: José Almino de Alencar

Não acredito ser ocupação habitual de um filho passar uma tarde lendo o prontuário do pai, ficha policial onde estão registrados fatos da vida pregressa de criminosos e contraventores, suas condena- ções e prisões, assim como da vida carcerária do condenado. Ao percorrer aquela documentação, esbarro com esta “parte de serviço” de 27 de fevereiro de 1961 – escrita em estilo formal, embora tosco e com uma ortografiazinha hesitante – onde o investigador nº 150, Antônio Bernardo de Santana, lotado na Delegacia Auxiliar da Secretaria de Segurança de Pernambuco, presta conta de missão realizada na véspera: a de espionar o enterro de minha mãe. Celia, que morreu em 1961, foi a primeira mulher de Arraes. Eles tiveram 8 filhos.

Almino fez descoberta ao ler o prontuário do pai Secretaria da Segurança Pública – Pernambuco Ilmo Snr. Comissário Supervisor da Delegacia Auxiliar PARTE Levo ao conhecimento de V.S para os devidos fins que, de ordem do Exmo snr Cel. Secretário de Segurança Pública, e designado snr, Permanente desta Especializada, às 14 horas de hontem me derigi ao Aeroporto dos Guararapes acompanhado do investigador n° 174, em um Geep de placa n° 5005 a disposição desta Delegacia , com a finalidade de assistir ao desembarque do corpo da esposa do snr Prefeito desta Cidade, e fazer cobertura até o Cimiterio de Santo Amaro.

Sim, porque sou filho daquele “snr Prefeito desta cidade”; que aliás também desembarcava acompanhando o “corpo da esposa”, falecida na madrugada do dia 26, em São Paulo. Fui tocado pelo tratamento cerimonioso dispensado a meu pai. Talvez fora apenas a expressão de um reflexo hierárquico, estimulado pela natureza oficial do documento. Porém, não é improvável que ao distingui-lo assim, o investigador Santana tivesse em mente as peculiaridades da política local e as intricadas relações de parentesco que permeavam as suas elites.
Vale lembrar que o Sr. prefeito era concunhado do Sr. governador, sob cuja autoridade ele, Santana, agia em última instância. É bem verdade que os dois eram adversários, mas não é menos verdade – o que talvez possa ter provocado a sua prudência instintiva de subalterno – que ele havia sido designado para acompanhar e “dar parte” do enterro da irmã da esposa do governador.
Cinquenta e oito anos após, a imagem de minha mãe pegou-me de surpresa, logo no final do primeiro parágrafo, reificada naquela expressão, “o desembarque do corpo”: a visão de um caixão inclinado ao descer as escadas do avião, carregado por quem? Já não recordo.
Naquele 26 de fevereiro, percorremos juntos, eu e o investigador n° 150 o mesmo caminho, dos Guararapes a Santo Amaro. Ele escreveu sua parte. Agora, escrevo a minha. No meu caso, o estado de alerta fora dado no sábado, dia 25, quando recebi a notícia que minha mãe estava prestes a morrer e vejo-me andando na Rua Sabino Pinho, dobrando a José Osório, no Zumbi, acompanhado de meu primo Joca. Decidimos sair, ou melhor, ele decidiu por mim, e escapar da agitação e do desespero instalados na casa de minha avó materna, onde começava a se agrupar uma massa de parentes e amigos da família. Convocou-me, dizendo: – “Isso não vai ser bom pra você”. Tínhamos 14 anos e por uma espécie de mimetismo espontâneo adotávamos assim uma gravidade no diálogo que supúnhamos ser marca dos mais velhos para aquela circunstância. Sob o sol a pino de fevereiro, ladeando um canal aberto e fedorento em uma rua sem calçamento – tudo diverso do que deveria ser uma “caminhada para espairecer” – Joca ainda acrescentou este clichê da sabedoria adulta que acolhi como muito apropriado: – “Esta vida é uma merda”. Por volta do fim da tarde, tio Caio, seu pai e irmão de minha mãe, nos levou para dormir na sua casa.
Atravessar a noite foi como esperar a execução de uma pena sem hora exata. Mas, não me recordo de vigília alguma. Dormi no mesmo quarto dos primos em um colchão sobre o chão, como era bem de hábito nessas hospedagens. Dou este detalhe porque acordei com a voz alta de meu tio ao telefone, o meu rosto bem rente ao assoalho.
De imediato, entendi do que se tratava: ele insistia com alguém de que as rádios “teriam de noticiar”. Não era um anúncio fúnebre formal. O enterro seria naquela tarde mesmo. Tratava-se da “mulher do prefeito”, insistia. Salvo engano, a palavra “esposa” não era usada na minha família materna. Ao desligar, fez vários comentários mal-humorados, com a sua verve irônica habitual sobre a estupidez humana.
Fechei os olhos prolongando uma ignorância fingida até quando o que fora inevitável me seria comunicado. À porta, meu tio, embaraçado, disse: – “O pior aconteceu. Você já tem idade…”
Voltei à Rua Sabino Pinho e agora revejo minhas avós, Carmem e Benigna sentadas lado a lado em cadeiras de balanço. O choro manso das duas, quase um embalo, transmuda-se em um soluço sincopado e ouço uma delas dizer: – “Sua mãe… tão boa”. Sou levado ao aeroporto em um Volvo azul dirigido por um primo de meu pai. Será que chegamos juntamente com o investigador Santana e seu companheiro? Em todo caso, às 17h, “chegou ali o referido corpo”.
Comunico a V.S. que somente às 17 horas chegou ali o referido Corpo. Encontrando-se a espera altas autoridades do Estado, e grande massa popular de todas as camadas sociais, entre elas estavam também elementos filiados ao partido Comunista, como sejam o Vereador Carlos José Duarte, esposa Nize Duarte, Adrovani Marques, Burra Céga, Paulo Cavalcanti, Ramiro Justino, Eduardo Lima, Sobreira, Clóvis Mélo, e vários outros que não tenho conhecimento do nome mais que realmente são atuante ativo no partido.

CONTINUAR LENDO

Moro visita Bolsonaro em hospital de São Paulo

Por TV Globo e G1 SP

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, visitou na tarde deste domingo (15) o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que se recupera há sete dias de uma cirurgia realizada no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.

O ministro entrou no hospital na Vila Nova Conceição, Zona Sul de São Paulo, sem ser visto e não falou com a imprensa. Acompanhado da sua mulher, Rosângela Moro, visitou o presidente por cerca de 20 minutos e, depois, postou em seu Twitter uma foto ao lado de Bolsonaro e a primeira-dama, Michele Bolsonaro. “Visita ao sr. Presidente e à Sera. Primeira-dama. Conversa agradável. Presidente recupera-se muito bem. O homem é forte”, diz o post. Pouco depois, Bolsonaro postou a mesma foto em sua conta no Twitter, mas sem nenhuma legenda.

Nos últimos meses, a relação entre Moro e Bolsonaro passou por altos e baixos. No final de agosto, contrariando o que dizia nas eleições do ano passado sobre Moro ter carta branca para conduzir ações do Ministério, Bolsonaro disse, mais de uma vez, que ele é o presidente e que pode vetar “qualquer coisa” que o ministro fizer.

Antes disso, em fevereiro, Moro revogou a nomeação de Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Moro foi criticado por apoiadores de Bolsonaro por indicar Ilona, mestre em estudos de conflito e paz e especialista em segurança, e p ministério informou que a revogação foi provocada por “repercussão negativa em alguns segmentos” da sociedade.

Depois de Moro indicar Maurício Veleixo, com quem trabalhou durante a Operação lava Jato, para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, eles passaram a escolher os superintendentes da PF. Mas, em 16 de agosto, sem o conhecimento da cúpula da PF, Bolsonaro anunciou a troca do superintendente do Rio de Janeiro. Diante da reação negativa na Polícia Federal, com ameaça até de entrega de cargos, o presidente recuou momentaneamente. Mas, ainda em agosto, Bolsonaro foi além e ameaçou trocar o diretor da Polícia Federal.

Lideranças de diferentes partidos alinhados com o presidente Jair Bolsonaro ainda aguardam uma eventual troca no comando da direção-geral da Polícia Federal. Na PF, integrantes da corporação pressionam o ministro da Justiça, Sergio Moro, a definir o sucessor de Mauricio Valeixo.

Ouvidos pelo blog da Andréia Sadi, políticos relataram que, apesar de mudar o tom sobre Moro, Bolsonaro não desistiu de trocar o comando da PF. Além disso, tem sinalizado desde o fim de semana que, até o fim de setembro, espera mudanças na cúpula da corporação.

Em um gesto de apoio público, Bolsonaro interrompeu a parada de Sete de Setembro, chamou Moro e desfilou abraçado a ele pela Esplanada dos Ministérios.

Pai provoca acidente para matar ele e o filho e se vingar de ex-mulher

O grave acidente registrado na tarde desta sexta-feira (13) na PR-445, Zona Sul de Londrina, foi na realidade uma atitude premeditada. Marco Antônio Alves, de 45 anos, desviou a direção do Corsa Classic para se chocar de frente com um caminhão, e matar além dele, o filho, Matheus Gabriel Kuasne Oliveira, de 9 anos.

A atitude de Marco foi para se vingar da ex-mulher, Érica Patrícia Kuasne. Segundo ela, ele não aceitava o fim do relacionamento e havia mandado diversas mensagens afirmando que mataria o filho para que ela ‘aprendesse’. “Ele jogou o carro embaixo de uma carreta e matou meu filho”, disse Érica.

Marco premeditou tudo. Em mensagens à ex-mulher ele afirmava que iria puni-la. “Farei isso pra você sentir falta pro resto da sua vida” disse em uma mensagem. Em outro texto, ele pergunta a mulher se ela queria ouvir a voz do filho pela última vez, e manda um vídeo da criança dizendo “adeus mamãe”.

Fonte: Portal 24 Horas

Mendonça Filho é pré-candidato à Prefeitura do Recife em 2020

O ex-governador e ex-ministro, Mendonça Filho (DEM), se colocou à disposição da frente das oposições recifenses como possível candidato à Prefeitura do Recife em 2020. Para Mendonça, os governos de PT e PSB à frente do governo municipal chegaram a uma fadiga. “O império do PSB vai ser derrubado na eleição de 2020. Na vida e na democracia a gente precisa experimentar, vamos buscar alternativa. Quando o sujeito está há muito tempo no poder acomodado isso o leva desvios de caminho, o que não é bom para o povo”, afirmou Mendonça, em entrevista à Rádio Folha 96.7 FM.

Além dele mesmo, Mendonça colocou como candidaturas fortes do campo oposicionista na capital pernambucana o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania), o deputado federal André Ferreira (PSC), o deputado federal Silvio Costa Filho (PRB), ou a deputada estadual Priscila Krause (DEM). O democrata reafirmou o discurso de unidade da oposição. “A gente vai fazer uma grande frente de oposição para derrubar o império do PSB em Pernambuco”, ratificou.

O PT, citado por Mendonça Filho, governou o Recife de 2001 a 2011, com o atual deputado estadual João Paulo (hoje no PC do B), e o vereador João da Costa (PT). Já o PSB governa o Recife com Geraldo Julio desde 2012, sendo que tem o Governo do Estado desde 2007, com o ex-governador Eduardo Campos. Segundo Mendonça, a hegemonia não deve se perpetuar no Poder. “A coisa está madura porque a gente sente o cansaço. São 20 anos de domínio do PT e PSB, no Recife. Uma eternidade, querem mais oito”, refletiu.

O ex-governador prometeu uma disputa acirrada nas próximas eleições, aumentando o tom contra PSB e PT, mais uma vez, reclamando de possíveis discursos dos adversários de “vitória antecipada” novamente. “Pode ter certeza do seguinte: esse moreninho que está aqui tem disposição de luta, não foge, eu aguento a toada , a pancada e comigo a toada é um pouco diferente. Não adianta amedrontar, plantar nota em jornal, diminuir o valor da oposição, porque a gente tem disposição e batalha para levar à opinião pública que Pernambuco não pode ser o império eterno do PT e do PSB”, anunciou.

Entenda por que as redes sociais estão escondendo as ‘curtidas’ dos usuários

Para os especialistas ouvidos pelo ‘Estado’, uma nova internet vai surgir após o fim da contagem de ‘likes’, mais focada em pequenos nichos

Parecia um teste inofensivo, mas virou uma tendência que dominou a web: nos últimos meses, Twitter, Instagram, YouTube e Facebook anunciaram ou já implementaram testes para esconder números cruciais de suas plataformas – como o de curtidas em uma foto ou de inscritos em um canal popular (veja abaixo). Por trás do discurso de melhorar a experiência – e a saúde mental – dos usuários, porém, as redes sociais podem estar prestes a se deparar com o esgotamento de um modelo que moldou a internet na última década: o “like” como sinônimo de expressão online e métrica de negócios.

Em fevereiro, o botão Curtir fez dez anos. De lá para cá, ajudou a popularizar um tipo de interação que funciona como fast- food: rápida, instantaneamente prazerosa, mas também superficial e que, em demasia, pode fazer mal. Mais do que uma forma de manifestação, a curtida virou base para um sistema de métricas para direcionamento de anúncios e incentivou o surgimento de influenciadores digitais.

O número de curtidas no Facebook passou a empilhar dados sobre hábitos e gostos, além de indicar quais conteúdos e personalidades são populares nas redes socais. Tudo isso se espraiou para outras redes – como o Instagram, comprado pelo Facebook em 2012 – e também em produtos de rivais, como o Twitter e o YouTube, do Google. Procuradas, as quatro plataformas não quiseram participar da reportagem, mas confirmaram os testes ou a intenção de fazê-los em breve.

Do lado do usuário, nasceu a cultura de produzir conteúdo em busca de likes, em uma espécie de concurso de popularidade. Para quem não consegue criar conteúdos que “viralizam”, surgiram empresas que vendem likes – com a ajuda de “fazendas de robôs”, milhares de dispositivos prontos para curtir algo ou popularizar uma #hashtag nas redes.

Hoje, basta abrir a carteira para ser popular – mas esse comércio gerou desequilíbrio. “O like funcionou bem até os robôs surgirem”, diz Luis Peres Neto, professor da ESPM. Para as empresas e marcas, ficou difícil determinar o que de fato fazia sucesso e o que era artificial. Para os usuários, a pressão só cresceu. 

Das plataformas citadas acima, a primeira que promove um teste amplo para remover a contagem de curtidas de suas plataformas foi o Instagram – que diz lutar justamente contra a busca desenfreada por aprovação e o custo mental que isso traz aos usuários. Há motivos para a preocupação: em 2017, a agência de saúde pública do Reino Unido considerou o app como a pior rede social para a saúde mental e o bem estar das pessoas. Hoje, usuários de sete países, incluindo o Brasil, já não veem mais quem aprecia suas fotos de comida, selfies e pôr-do-sol.

“As curtidas ajudam a determinar quais conteúdos são distribuídos pelos algoritmos – quanto mais likes, mais uma publicação aparece”, explica Fabro Steibel, diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). “Isso gerou um ambiente tóxico, que favorece o extremismo – algo que não é benéfico para as redes sociais e seus clientes, os anunciantes.”

Como poderá ser a internet ‘pós-like’

Para analistas, o sumiço dos números de likes pode ser um teste para o futuro das redes sociais. “Acho que as empresas querem entender se, sem os likes, poderão reverter a tendência de queda nas postagens e no número de usuários”, diz Leandro Bravo, diretor de relacionamento da agência Celebryts, que lida com influenciadores digitais.

Na visão de Bravo, é possível que o sumiço dos likes seja até uma medida para camuflar uma possível queda na popularidade. A teoria se aplica principalmente ao Facebook, que registra quedas no engajamento dos usuários. Em abril deste ano, uma pesquisa do Datafolha mostrou que 56% dos brasileiros online tinham uma conta na rede social. Em 2017, eram 61%.

Esconder o número de curtidas também pode ajudar a mascarar como seu algoritmo – uma receita cheia de temperos secretos – funciona. Sem a referência dos likes, é mais difícil perceber as mudanças da “fórmula mágica”.

Antes de ter uma resposta definitiva, é possível imaginar que nenhum dos testes seria realizado caso as redes sociais não estivessem de olho em outras métricas de sucesso dos conteúdos.  “O ‘fim dos likes’ é um certificado de que as coisas se tornaram mais complexas do que há uma década”, diz Peres Neto. Entre os dados já usados estão comentários, compartilhamentos, engajamento, número de postagens por usuário e visualizações. “O número de visualizações passa a importar mais que o like”, diz Fábio Malini, professor da Universidade Federal do Espírito Santo.

Malini lembra que os Stories, recurso criado pelo Snapchat e copiado pelo Instagram, já dispensa os likes e entrega o número de visualizações para o dono da conta. O Facebook acrescentou Stories em todos os seus serviços, incluindo o WhatsApp. Segundo o professor, essa aura mais intimista impulsiona a quantidade de postagens por parte dos usuários – o que ajuda a garantir a atenção de todos e o funcionamento das redes.

A internet “pós-like”, dizem especialistas, é mais focada em pequenas comunidades do que numa multidão de conexões. É quase uma antítese da promessa de conectar todo mundo o tempo todo. Agora, será cada um na sua bolha, criada em torno de um interesse específico. “Você não precisa de mil amigos, porque só se importa com 50”, diz Steibel. “A meta das redes é que você interaja cada vez mais com esse pequeno grupo.”

O que cada rede social está fazendo

Facebook

A rede social confirmou testes internos com o fim da contagem de ‘likes’. Ainda não está disponível para os usuários.

Instagram

Em sete países, não é possível ver os ‘likes’ dos outros nas versões do app para celular. Só é possível ver os números da sua conta. Já na web, os números aparecem.

Twitter

Desde março, o Twitter testa no app protótipo twitter um recurso que esconder o número de curtidas, retuítes e comentários. Mas a função pode nem ser lançada.

YouTube

O YouTube deixou de mostrar o números exato de inscritos nos canais. A contagem só mostrará números aproximados: se um canal tem 6.344.700 inscritos, ele exibirá agora 6,34 milhões.