Corpo de Jô Soares será cremado em Mauá pela ex-mulher Flávia

O corpo do ator, humorista e jornalista Jô Soares, que faleceu na madrugada desta sexta-feira (5), será cremado pela ex-esposa Flavia Pedra Soares. A cremação será feita em Mauá, cidade metropolitana de São Paulo, e apenas Flavia estará presente.

Amigos e familiares de Jô puderam se despedir na tarde desta sexta-feira (5), em um velório restrito para conhecidos. Entre os presentes na despedida, estiveram o médico Drauzio Varella, o filósofo Mário Sérgio Cortella, o jornalista Tiago Leifert, a atriz Regina Braga, o historiador Leandro Karnal, a jornalista Natuza Nery, a cantora Zélia Duncan, o ator Ivo Hollanda e a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz.

Também esteve presente o empresário e editor de livros Luiz Schwarcz, que conheceu Jô em meados dos anos 90 e lembrou a emoção do humorista ao escrever o primeiro livro. “Jô viveu intensamente a carreira de romancista. Quando recebeu as flores pelo lançamento de O Xangô de Baker Street, ele me disse que já tinha feito teatro, cinema, música, exposições de arte, mas nunca tinha sentido uma emoção tão grande quanto ao lançar um livro”, compartilhou ao O Globo.

O humorista, que estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio Libanês para tratar uma pneumonia, morreu aos 84 anos. A morte foi confirmada pela ex-mulher de Jô, Flavia Pedra, em uma publicação nas redes sociais.

Jô ficou conhecido por sempre carregar o humor em suas atividades artísticas. José Eugênio Soares, o Jô Soares, nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de janeiro. Aos 12 anos de idade, o menino foi estudar na Suíça, por onde ficou por cinco anos e começou a se interessar por teatro, cinema e literatura. Quando a família precisou voltar ao pais, Jô sabia que era a carreira artística que gostaria de seguir.

Jô Soares foi casado três vezes e namorou a atriz Claudia Raia

No início da carreira, fez os filmes musicais Rei do movimento (1954), De pernas pro ar (1956) e Pé na tábua (1957). Em 1958, ele fez a estreia na TV no programa Noite de Gala, exibido pela TV Rio. Jô também teve passagem pela TV Tupi e pela TV Record. Um dos grandes destaques na época foi A Família Trapo, exibido entre 1967 e 1971, em que ele escrevia o roteiro e tinha um personagem.

Na TV Globo, ele estreou em 1970 com o programa Faça humor, não faça guerra. Após 17 anos na emissora, ele migrou para o SBT, onde comandou o talk show Jô Soares onze e meia, por 11 anos. Após esse período, ele retornou para a TV Globo, onde comandou o Programa do Jô, exibido entre 2000 e 2016.

Jô também escreveu para jornais e revistas e é autor de cinco livros: O astronauta sem regime (1983), O Xangô de Baker Street (1995), O homem que matou Getúlio Vargas (1998), Assassinatos na Academia Brasileira de Letras (2005) e As esganadas (2011).

O artista foi casado três vezes: com Teresa Austregésilo, com quem teve seu único filho, Rafael, que morreu aos 50 anos; Silvia Bandeira e com Flavia Pedra.

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