Estudantes de Carnaíba criam luva para auxiliar no tratamento de Parkinson de forma econômica

No dia 11 de abril é celebrado o Dia Mundial da Conscientização da Doença de Parkinson. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1% da população acima de 65 anos enfrentará algum tipo de problema relacionado ao Mal de Parkinson. Com o aumento da longevidade, a OMS prevê que esse número possa chegar a 3% até 2030.

O aumento gradual dos tremores, a lentidão nos movimentos, o arrastar dos pés ao caminhar e a postura inclinada para frente são sintomas da doença de Parkinson. Os tremores podem afetar os dedos, as mãos, o queixo, a cabeça ou os pés, em um ou nos dois lados do corpo, podendo ser mais intensos em um lado do que no outro. Esse tremor, chamado de tremor de repouso, ocorre quando não há nenhum movimento sendo executado. A intensidade do tremor pode variar ao longo do dia, sendo mais perceptível em situações de nervosismo e podendo desaparecer quando a pessoa está relaxada. O tremor fica mais evidente ao segurar objetos leves, como um jornal, mas pode desaparecer durante o sono.

Uma equipe de alunos e professores da ETE Professor Paulo Freire, localizada na cidade de Carnaíba, no Sertão Pernambucano, está trabalhando em um projeto para ajudar pessoas que sofrem de Parkinson. Neste estudo, o grupo criou uma luva tecnológica que utiliza componentes eletrônicos reaproveitados, como um motor de HD de computador combinado com Arduino, para reduzir os tremores causados pela doença neurodegenerativa.

Enquanto protótipos semelhantes estão sendo desenvolvidos por outros grupos de pesquisa a preços altos, o projeto desta equipe é acessível, custando em média 92 reais para os pacientes.

No protótipo da ETE Professor Paulo Freire, os alunos e professores montaram um circuito simples com Arduino, ESC e potenciômetro, conectado a um motor reutilizado de HD de computador.

O motor de HD na luva desempenha um papel crucial ao fornecer estabilidade para diminuir os tremores das mãos causados pelo Parkinson. Esses motores são conhecidos por sua capacidade de girar rapidamente e possuem torque suficiente para gerar forças estabilizadoras, auxiliando no controle dos movimentos involuntários e facilitando atividades diárias simples. Uma imagem do circuito elétrico usado como base para o protótipo físico está disponível abaixo.

Durante testes iniciais, verificou-se que um motor de HD pode ajudar pessoas com Parkinson devido à sua capacidade de evitar movimentos bruscos, o que é benéfico, especialmente para aqueles com sintomas nas mãos, facilitando atividades do dia a dia.

A braçadeira de celular é adaptada para corridas, contendo Arduino, ESC, baterias e potenciômetro, presa no antebraço do paciente para proteger os componentes eletrônicos.

O projeto de média fidelidade visa testar melhorias em um protótipo para pacientes com Parkinson. A equipe busca resultados significativos nos testes e conta com a seleção da pesquisa para a próxima fase. Acesse o Instagram da equipe em https://www.instagram.com/glovetech.ete/ para mais informações.