Políticos e autoridades lamentam morte de Raul Jungmann

Raul Jungmann toma posse como ministro da Defesa

Políticos e autoridades lamentaram na noite deste domingo (18/1) a morte do ex-ministro Raul Jungmann. Em tratamento contra um câncer, Jungmann estava internado no hospital DF Star, na capital federal. Ele foi chefe das pastas da Defesa e da Segurança no governo Michel Temer (MDB). Antes, já havia ocupado os ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Política Fundiária, na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP), que foi colega de mandato de Jungmann, descreveu o ex-ministro como uma pessoa “atuante” e com “capacidade e dedicação específicas na área de segurança”.

“Aberto às ideias, respeitado e um legítimo democrata. Meus sentimentos junto aos familiares e amigos próximos”, escreveu.

O senador e ex-presidente do Senado Renan Calheiros (MDB-AL) publicou uma foto com o ex-ministro e afirmou que o “Brasil perdeu um dos maiores pensadores e formuladores da nação”.

“Eu perco um amigo muito estimado com quem tive o privilégio de tocar muitas lutas meritórias. Que Deus o tenha em sua infinita generosidade”, disse.

Responsável por nomear Jungmann às pastas da Segurança e da Defesa, o ex-presidente Michel Temer afirmou que o pernambucano foi “um brasileiro que soube servir ao país”.

“Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal. Descanse em paz, Raul”, afirmou.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-PE), líder de Lula no Congresso, também se manifestou e disse que com a morte do ex-ministro a política brasileira perde “um grande quadro, um homem de diálogo, firmeza e profundo compromisso com o interesse público”. “Perdemos Raul Jungmann, um dos mais capacitados e éticos homens públicos que já conheci na vida”, escreveu no X.

Kátia Abreu, ex-senadora e ex-ministra da Agricultura disse que Jungmann vai fazer muita falta ao Brasil. “Vai em paz meu amigo. Orgulho do meu coração. Amo você para sempre”, completou.

Hugo Motta (Republicanos-PE), atual presidente da Câmara dos Deputados, relembrou a Monção de Louvor concedida por ele a Jungmann em dezembro passado. “Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento.”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que a partida de Raul Jungmann o atinge de forma “especialmente dolorosa”. “Sempre esteve do lado certo da história, defendendo o Estado de Direito e a solução dos conflitos pela razão, jamais pelo arbítrio”, escreveu o magistrado. “O Brasil perde um grande homem público; eu perco um amigo. Minha solidariedade à família e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Raul Jungmann.”

ministro do STF Dias Toffoli também se pronunciou sobre a morte do ex-ministro. “Foi uma presença firme na defesa da ordem constitucional, das instituições e do Supremo Tribunal Federal nos períodos mais difíceis. O Brasil perde um homem público que não se escondeu quando a República mais precisou”, disse.

Para Cristovam Buarque, atual presidente do diretório do Cidadania no Distrito Federal, a morte do colega deixa um vazio. “Raul Jungmann faz parte daquelas pessoas muito especiais que deixam mais que saudades, deixam um vazio na vida dos amigos e do pais”, lamentou.

Em nota assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lamentou profundamente o falecimento do ex-ministro Raul Jungmann. “Jungmann prestou relevantes serviços ao Estado brasileiro e deixou importante contribuição à vida pública nacional”, afirma o texto. “