Mendonça atende pedido de Fachin e retira sigilo do caso Master

Por JC

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu o pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, e retirou o sigilo existente no caso Master. A decisão de Mendonça aconteceu pouco temp depois de Fachin fazer a solicitação.

A decisão cria ainda mais expectativas acerca da sessão extradordinária do STF, marcada para a próxima terça-feira (15).

Mendonça determinou o levantamento do segredo de Justiça da Petição 15.556 e de outros 14 procedimentos relacionados ao caso.

Entre os processos liberados estão dois inquéritos e dezenas de petições em andamento. A liberação inclui os inquéritos de número 5.026 e 5.035, além de uma reclamação e 11 petições que correm no tribunal.

Mendonça também determinou o envio de cópias integrais dos autos. Segundo o despacho, estão sendo adotadas providências administrativas para encaminhar o material, em HD próprio, à Presidência e aos gabinetes dos ministros do STF.

Mendonça é o relator das investigações e, por isso, cabia a ele decidir sobre a retirada do sigilo dos documentos. Fachin solicitou que todos os procedimentos contidos ou relacionados à investigação sejam encaminhados à Presidência e aos gabinetes dos ministros do STF.

O documento foi produzido a pedido de Mendonça e passou a ser questionado por integrantes da Corte. Segundo as reportagens, parte dos ministros considera que a investigação de um integrante do STF deveria ter sido submetida previamente ao plenário.

Mendonça havia retirado o sigilo de mensagens entre Moraes e Vorcaro na semana passada. O material faz parte do relatório da PF e reúne 52 mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a um número identificado pelos investigadores como pertencente ao ministro.

Crise no STF
A divulgação do relatório ampliou a crise entre integrantes do Supremo. Moraes pediu a investigação de Mendonça, enquanto o relator determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. As decisões foram posteriormente suspensas por Fachin, que também retirou das mãos de Moraes um inquérito relacionado ao caso.

Na última sexta-feira, Fachin havia retirado o pedido de investigação contra Mendonça do inquérito das fake news e cobrado explicações dos envolvidos. O presidente do STF também determinou que decisões envolvendo ministros da Corte passassem pela Presidência.

A sessão de terça-feira deverá discutir o processo relacionado às medidas determinadas por Mendonça e a possibilidade de abertura de investigação envolvendo Moraes. O caso será analisado pelo plenário do Supremo.

Caixa Econômica apresenta proposta final para encerrar greve e ameaça ir à Justiça contra bancários

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2026/09/10/17890646116aa2f5a300c6c_1789064611_3x2_xs.jpgFolha de S.Paulo

A Caixa Econômica Federal ofereceu nova proposta aos bancários, alterando os percentuais de desconto no plano de saúde e oferecendo outros benefícios para encerrar a greve nacional da categoria, iniciada nesta quinta-feira (10).

O banco mantém a nova proposta até esta sexta-feira (11) e, se ela não for aceita pela, ameaça ir à Justiça contra os funcionários por dissídio coletivo, para pôr fim à paralisação.

Entre os itens oferecidos pelo banco estão prêmio de R$ 3.000 por funcionário, pagamento de Participação nos Lucros e Resultados no dia 18 e ampliação do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%.

Além disso, no plano de saúde, os bancários pagariam percentual sobre o salário-base que vai de 2,30% do até 4,10%, conforme a idade, e valor por dependente de R$ 480 a R$ 660, também conforme a idade. O plano de saúde era o principal impasse.

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta final da Caixa será avaliada pelos empregados em assembleia nesta sexta-feira (11).

“A Caixa alterou a proposta porque percebeu a forte insatisfação dos empregados e a força da mobilização da categoria, afirma Neiva Ribeiro, presidente do sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

Nesta quinta-feira, clientes que procuraram atendimento presencial em agências da Caixa encontraram as portas fechadas e cartazes informando sobre a greve nacional da categoria. Apenas os caixas eletrônicos estavam funcionando.

A reportagem da Folha esteve em unidades na zona leste da capital paulista e na região central de São Paulo, e em Curitiba, no Paraná. Em todas elas havia cartazes e faixas sobre a paralisação, que começou nesta quinta e não tem data para terminar.

No Banco do Brasil, a greve é parcial e atinge alguns estados. Em São Paulo, o funcionamento foi normal.

O impasse entre os empregados da Caixa e do BB com a direção é pelo plano de saúde. Bancos privados aceitaram a proposta dos bancos e assinaram o acordo da categoria na última quarta-feira (09), com reajuste real de 0,6% acima da inflação.

O que diz a proposta final da Caixa (válida até hoje – 11):

  • Prêmio de R$ 3.000 por empregado;
  • Pagamento no dia 18 de setembro do salário reajustado, PLR, Super Caixa e prêmio de R$ 3.000;
  • Ampliação do teto da Caixa no custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%;
  • Antecipação da parcela da Caixa da 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030 para contribuir com a cobertura do déficit do Saúde Caixa;
  • Pagamento dos valores relativos ao Programa de Assistência Médico-Supletiva, a partir de 2027;
  • Ações de prevenção à saúde no valor de R$ 236 milhões a partir de janeiro de 2027;
  • Grupos de trabalho para discutir melhorias de eficiência do plano, as três fontes de renda e a criação de um modelo que destine ao Saúde Caixa parte do lucro relacionado à produtividade.

Proposta para o plano de saúde Caixa (válida até hoje – 11)

  • De R$ 75 para R$ 150 na consulta em pronto-socorro (fora do teto);
  • Isenção de coparticipação em telemedicina;
  • Abertura de adesão de 90 dias para titulares que estão fora do plano;
  • Impossibilidade de reingresso após o cancelamento da adesão;
  • Teto de coparticipação anual de R$ 3.600 para R$ 4.800 por grupo familiar;
  • Recadastramento anual obrigatório;
  • Teto por grupo família 9%;
  • Dependentes indiretos fora do teto;
  • Piso por beneficiários R$ 50;
  • 13 mensalidades.

Em nota, a Caixa afirma que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas.

Segundo o banco, durante esse período, os clientes podem utilizar os canais digitais para pagar conta, como o aplicativo da Caixa, o internet banking e o WhatsApp (0800-1040104), além dos apps Caixa Tem, Cartões CAIXA, Habitação CAIXA, DPVAT e FGTS.

O atendimento telefônico está disponível pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades). Também estão disponíveis os caixas eletrônicos e a rede Banco24Horas.

O Banco do Brasil diz participar da mesa única de negociação, com presença de todos os bancos, onde foram debatidas as questões gerais da categoria bancária, incluindo o índice de reajuste.

Além disso, o banco afirma ter uma mesa específica com as entidades sindicais nas quais são tratadas as questões do funcionalismo do BB.

O Banco do Brasil orienta os clientes a pagar contas por meio dos atendimentos pelo aplicativo BB, internet banking, correspondentes bancários e central de relacionamento pelo telefone 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-7290001 (demais localidades), além do Whatsapp (61 4004-0001).

Debate ao Senado: Marília tem embates com Túlio e Mendonça, da Fonte é pressionado sobre voto para presidente

Debate entre os candidatos ao senado por Pernambuco, promovido pela Tv NovaPor Emerson Saboia

Em debate entre candidatos de Pernambuco ao Senado, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diário de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, a candidata Marília Arraes (PDT) acusou o candidato Túlio Gadêlha (PSD) de machismo e misoginia, além de chamar Mendonça Filho (PL) de filhote da ditadura. O liberal também pressionou Eduardo da Fonte (PP) para revelar seu voto para presidente.

O debate foi realizado na noite desta quinta-feira (10), no Centro de Convenções do Senac Caruaru, no Agreste.

Foram convidados para o debate, por seus partidos atenderem ao critério de representação mínima no Congresso Nacional, Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD).

Dois representantes de Pernambuco serão eleitos ao Senado Federal nas eleições de 4 de outubro para cumprir mandato de oito anos, entre 2027 e 2035.

Segundo bloco

Ponto alto do segundo bloco do debate, o embate entre Túlio e Marília levantou faíscas quando o candidato de Raquel Lyra (PSD) relembrou “brigas” que a candidata teve. “Você brigou com Renata Campos, você brigou com João Campos, você brigou com o próprio PT, que inclusive abriu uma representação no Conselho de Ética contra a sua pessoa”, apontou.

Inicialmente, Marília devolveu, afirmando que vai “brigar muito por Pernambuco”. A pedetista disse que vai utilizar da “coragem” para lutar pelas mulheres e pela justiça social. Túlio, em seguida, utilizou seu tempo para falar das brigas que planeja comprar no Senado. O candidato mencionou a PEC da Blindagem e o fim da escala 6×1.

Na reta final do embate, Marília respondeu novamente sobre as “brigas” que o candidato relembrou. Nesse momento, aconteceu a acusação.

“Sabe o que eu acho interessante? Quando uma mulher é firme nas suas convicções, quando uma mulher tá lá defendendo o que acredita, quando uma mulher é forte, ela é chamada de brigona, ela é chamada de complicada, ela é chamada de um monte de coisa. A fala do candidato foi uma fala extremamente machista”, questionou.

Túlio dobra a aposta e relembra a morte do marido de Raquel durante as eleições de 2022, nas quais Marília disputou contra a atual governadora. “A candidata fala das mulheres, mas quando a governadora perdeu o seu esposo, não abriu mão da inserção de TV. O tribunal disse que poderia não haver inserção no outro dia. Ela fez questão de fazer campanha. Eu não acho que isso é solidário com uma mulher”, colocou.

“O que o candidato acabou de falar é uma mentira. Eu vou colocar nas minhas redes sociais qual é a verdade, mas eu quero dizer que ele continua sendo machista, continua sendo misógino, aliás, bem condizente com o palanque onde ele está, cheio de bolsonaristas, cheio de gente que defende até que mulher não deve votar. É uma pena, Túlio”, retrucou a candidata.

Pedido de resposta

Ao final do bloco, a bancada jurídica do debate discordou da acusação de machismo e misoginia contra Túlio Gadêlha. O candidato obteve um minuto para responder:

“Eu estou tendo esse um minuto de resposta porque fui agredido pela candidata Marília Arraes. Fui agredido de uma forma injusta. A gente sabe da importância de valorizar as mulheres. Quando eu afirmei que a candidata não foi solidária à governadora Raquel Lyra, quando perdeu seu marido, que faleceu durante a eleição passada, ela não retirou o guia de televisão – um pedido da governadora que o TRE deixou nas mãos da coligação da candidata Marília Arraes. Ser parceiro das mulheres é entender esses momentos difíceis, é você fazer política pública para aquela mulher ter mais oportunidade na vida. Por isso, a gente tem investido tanto na qualificação profissional das mulheres e trazido para Pernambuco centros de referência da mulher”, respondeu.

Marília e Mendonça

Em seguida, Marília teve a oportunidade de questionar Mendonça Filho acerca do 8 de janeiro – marcado pela invasão a prédios do Congresso Nacional. O liberal criticou o julgamento do STF.

“A gente assistiu a um processo judicial absurdamente fora daqueles parâmetros daquele devido processo legal, porque, na verdade, aquilo deveria obedecer a um juiz de primeira instância, foi julgado numa turma do Supremo Tribunal Federal, sem assegurar minimamente sequer o direito à defesa por parte de pessoas que estavam numa manifestação que provocou bagunça no Congresso Nacional”, declarou.

Marília ainda perguntou sobre o Golpe de 1964, o qual Mendonça classificou como “uma ruptura democrática, indiscutivelmente”, assumindo as evidências de mortos, presos e torturados no regime. A pedetista devolveu, chamando o candidato de “filhote da ditadura”.

Mendonça e da Fonte

O candidato Mendonça Filho questionou Eduardo da Fonte sobre seu voto para presidente da República. O progressista não se comprometeu e falou da aliança com a governadora Raquel Lyra.

“Eu voto em Pernambuco, estou ao lado da governadora Raquel Lyra, trazendo transformações para o estado de Pernambuco. Irei defender o governo dela com o presidente da República para que a gente possa fortalecer Pernambuco”, afirmou.

Ainda pressionado por Mendonça, da Fonte manteve o tom, sem revelar o voto.

Debate ao Senado: temas como maioridade penal e governos Bolsonaro e Lula dividem opiniões

Debate entre os candidatos ao senado por PernambucoPor Juliano Muta

No terceiro bloco do debate entre candidatos ao Senado por Pernambuco promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, na noite desta quinta (10), temas polêmicos como a redução da maioridade penal e a comparação entre os governos Bolsonaro e Lula geraram divergências.

Temas como a obra da ferrovia Transnordestina, o acesso a medicamentos, a violência contra a mulher, abastecimento de água também foram abordados nos confrontos diretos entre os postulantes à Casa Alta.

Logo no início do bloco, a candidata Marília Arraes (PDT) teve seu direito de resposta solicitado contra Túlio Gadêlha (PSD) concedido. Em seu direito de resposta anterior, Gadêlha chamou Marília de “brigona” e o termo motivou a concessão de um minuto para a pedetista se defender.

Maioridade penal
O primeiro a perguntar na rodada foi o candidato Mendonça Filho (PL) que abordou o tema da segurança pública, questionando o petista sobre os temas da proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e a modificação na chamada audiência de custódia.

“Eu sou contra a redução da maioridade penal. Porque isso vai significar que aqueles jovens que tenham cometido algum tipo de delito, poderão ser encaminhados para um presídio comum, onde nós sabemos que é a grande escola de formação de criminosos. Os criminosos que compõem as facções, eles são recrutados dentro de uma prisão, significa que você vai ter uma grande probabilidade dele se formar nessa escola do crime. Agora, eu defendo que não haja nenhum tipo de agravamento das medidas socioeducativas. Eu acho que, por exemplo, o cometimento de um crime grave, deve ampliar o tempo dessa medida socioeducativa”, respondeu Humberto.

“Na verdade, Humberto repete a velha tese do PT, que sempre torna a vítima do crime alguém que não tem nenhuma proteção do Estado brasileiro. E um jovem de 17 anos, por exemplo, que estupra e mata, comete um feminicídio, ele tem que cumprir pena. A gente tem que reduzir a maioridade penal, como ocorre nas principais nações do mundo: Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos”, rebateu Mendonça.

“É inaceitável que jovens hoje amarem os e continuem impunes. Então, eu, pessoalmente, defendo que a gente possa endurecer esse tipo de prática. Ele não respondeu sobre a audiência de custódia, que é outra mazela na área da segurança pública. Alguém que comete um crime, na audiência de custódia, depois de cometer um assalto, por exemplo, é prontamente liberado.A gente tem que endurecer justamente a legislação para punir quem comete crime no Brasil, Humberto, e não proteger criminosos, como faz o PT, infelizmente”, disparou o candidato do PL.

“Eu não vejo em países que adotaram até uma uma idade penal menor, há países até com crianças de 12 anos que podem ser presas e passarem muitos anos na cadeia, uma redução da violência, uma redução da criminalidade. Com relação à audiência de custódia, isso tá na lei. Cabe o julgamento do juiz. Ele vai dizer se aquele aquele caso é um caso que necessita de transformação de uma prisão de uma prisão em flagrante em uma prisão preventiva ou não. Eu acho que o que nós temos que melhorar é a forma de exercício da jurisdição, que os juízes possam avaliar melhor e em casos que caibam, nós possamos ter a audiência de custódia liberando, mas em muitos casos prendendo preventivamente aquele cidadão”, respondeu o petista.

“Onde o PT domina e comanda o Estado, são os maiores indicadores de violência no Brasil. Bahia, Ceará, dominadas pelo crime organizado, bairros inteiros comandados por traficantes e líderes de facção. A gente defende o endurecimento da reação por parte do Estado e, como senador da República, vou propor e defender a redução da maioridade penal e o combate ao crime com firmeza, com firmeza de verdade”, concluiu Mendonça.

Outro embate de destaque no terceiro bloco foi entre os candidatos Túlio Gadêlha e Mendonça Filho, que divergiram sobre o legado do governo Bolsonaro para o Brasil e sua política de saúde durante a pandemia.

“Candidato Mendonça Filho, lhe vejo como uma pessoa inteligente, centrada. Eu não sei, Mendonça, como você se sente em um partido onde tem sido liderado por uma figura que foi contra a ciência, que retirou orçamento das universidades, que foi contra a vacina, que salva tantas vidas. Como você se sente nesse ambiente?”, questionou Túlio.

“Túlio, primeiro acho que você tem que se descontaminar dessa sua visão ideológica muito preconceituosa. O Brasil foi um dos países do mundo que antecipou a distribuição de vacinas. Isso foi fruto de um esforço. Muito grande do governo central do então presidente Bolsonaro. Evidentemente que ele teve uma posição com relação à sua própria vacina, ao seu direito a se vacinar. Eu me vacinei. Flávio Bolsonaro, que é o meu candidato a presidente da República, também se vacinou. Bolsonaro elevou substancialmente o auxílio emergencial de R$ 180 reais para R$ 600 reais atendendo a população de mais baixa renda no Brasil”, rebateu Mendonça.

PT pede que Mendonça e Dino derrubem sigilo de investigações sobre Master

Daniel Vorcaro/DivulgaçãoEstadão Conteúdo

O Partido dos Trabalhadores (PT) pediu, nesta quinta-feira (10), aos ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubem o sigilo em relação às investigações sobre o Banco Master.

O argumento do PT é que a divulgação de trechos das informações contidas nas investigações, como ocorreu nas últimas semanas, afeta o processo eleitoral de maneira indevida.

“O resultado da divulgação de trechos é uma publicidade em mosaico: são públicos os feitos incidentais mais recentes e os documentos deles desentranhados; permanecem sigilosos os autos principais, que contêm o contexto. É sobre esses recortes – e sobre o que deles vaza – que se constrói, a menos de um mês do primeiro turno, o debate eleitoral”, alegou o partido no pedido.

O PT argumenta que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados, aos governos estaduais e às assembleias legislativas estão sendo “diretamente atingidos pelo modo como o acervo destes autos vem chegando ao debate público – em fragmentos, por vias não institucionais, sem que os demais competidores possam conferir o contexto do que se divulga”.

Mendonça é o principal relator do caso Master no STF. Dino é relator da ação que trata do uso de emendas parlamentares para o financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O PT pede que os ministros derrubem o sigilo de toda a investigação, não de apenas partes. Nesta quinta, Dino retirou o sigilo apenas da decisão que autorizou a operação da Polícia Federal no caso do “Dark Horse”.

A reação de Lula aos impasses no STF

Presidentes do STF, Edson Fachin, e da República, Luiz Inácio Lula da Silva - (crédito: Pedro França/CNJ)Por Armando Holanda

Em meio ao aumento da tensão no Supremo Tribunal Federal (STF), interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatam que o petista tem procurado evitar que a crise institucional contamine o Palácio do Planalto. A avaliação nas hostes palacianas é de que, apesar da preocupação com os desdobramentos no Judiciário, Lula não demonstra disposição para entrar em clima de pânico diante dos impasses na Corte.

A pessoas próximas, a percepção transmitida é a de um presidente mais tranquilo do que integrantes do próprio governo diante do cenário. Um interlocutor com trânsito no Planalto resume que Lula já atravessou “muitas tempestades” na vida política e, por isso, tenta impedir que a apreensão em torno do STF passe a ditar os movimentos do Executivo.

O cálculo passa também pela experiência acumulada ao longo do atual mandato. Auxiliares lembram que Lula assumiu um país politicamente fraturado, enfrentou uma relação difícil com um Congresso de maioria conservadora e, agora, chega à reta final do governo diante de uma nova turbulência institucional.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, é nesse contexto que o presidente tem procurado separar a preocupação com a crise de uma eventual interferência na condução do Supremo. No Planalto, a leitura é de que existe uma fragilidade que precisa ser administrada, porque a Corte teve papel considerado fundamental na defesa da democracia nos últimos anos.

O incômodo, porém, está justamente no fato de personagens que estiveram no centro dessa atuação terem passado a ocupar o “olho do furacão”. A situação é vista como particularmente delicada por atingir a imagem de uma instituição que, na avaliação do governo, foi decisiva durante os momentos de maior tensão política do país.

Bancários da Caixa e do Banco do Brasil entram em greve nesta quinta-feira (10)

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a greve será por tempo indeterminado -  (crédito: Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entraram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10/9), após rejeitarem, na última sexta-feira (4), as propostas de renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs).

A paralisação da Caixa é de âmbito nacional, enquanto, no Banco do Brasil, é parcial e ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria.

A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional.

A Caixa informou que apresentaria uma nova proposta aos trabalhadores ainda nesta quinta-feira. O banco também lembrou que, com o fim da ultratividade, em decorrência da reforma trabalhista, e a rejeição da proposta nas assembleias, nem a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nem o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) estão vigentes neste momento.

A Caixa Econômica Federal também informou que todos os clientes podem utilizar os serviços disponíveis nos canais digitais e remotos do banco durante o período.

No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades. Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.

A nova CCT garante a reposição integral da inflação (INPC) acumulada entre setembro de 2025 e agosto de 2026, além de aumento real de 0,60% em 2026 e de mais 0,60% em 2027. Com isso, a valorização real acumulada será de 1,2% nos dois anos para os salários e todas as demais verbas, incluindo a PLR.

Os vales-refeição e alimentação e o auxílio-creche/babá também serão reajustados. Além disso, novas conquistas relacionadas à saúde, às cláusulas sociais e à proteção do emprego também avançam.

*Estagiário sob supervisão de Rafaela Gonçalves 

Humberto Costa diz que presença de Lula em Pernambuco pode ser decisiva para eleição ao Senado

Humberto: “Para o Senado seria absolutamente decisivo"

A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco durante a campanha eleitoral de 2026 poderá ser decisiva para a disputa pelo Senado, segundo avaliação do senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT).

Para o petista, uma participação mais ativa de Lula no estado pode fortalecer a chapa da Frente Popular. “Para o Senado seria absolutamente decisivo. Eu não tenho nenhuma dúvida”, afirmou Humberto.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (10), na estreia da série de sabatinas promovida pela Rádio Folha 96,7 FM com candidatos ao Senado por Pernambuco nas eleições de 2026 .

Segundo o senador, Lula já manifestou a intenção de participar da campanha em Pernambuco. Apesar da sinalização, Humberto explicou que a definição sobre a data e a agenda de Lula em Pernambuco ainda estão sendo negociadas.

Humberto também reconheceu que Lula deverá considerar as prioridades eleitorais em outros estados, mencionando São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ainda assim, avaliou que a presença do presidente poderia ampliar seu desempenho eleitoral em Pernambuco.

“O que a gente tem visto também nas pesquisas é que o presidente está bem em Pernambuco, mas podia estar melhor. Para ele estar melhor, se ele tiver aqui presente, ajuda, ajuda mais”, afirmou.

“Luquel”
O senador comentou o fato de que parte significativa do eleitorado do presidente Lula em Pernambuco pretende votar na governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra.

Indagado se esse voto, que os eleitores chamam de “Luquel” (Lula e Raquel), pode prejudicar os nomes ao Senado apoiados por Lula na Frente Popular, chapa de oposição à governadora, o parlamentar afirmou que a vinculação das candidaturas à imagem do presidente deve prevalecer.

“Nesta eleição, há prefeitos que estão com um candidato a governador e que apoiam candidatos ao Senado que estão com outro candidato ao governo, deputados que apoiam João Campos (candidato do PSB ao governo), mas que têm apoio de prefeitos que estão com Raquel (Lyra) e vice-versa. Acredito que isso traz uma certa dificuldade para prever (o resultado da eleição para o Senado), mas acho que o presidente Lula tem força para eleger os dois senadores”, avaliou.

Humberto Costa disse, ainda, que a percepção do eleitorado sobre a disputa para o Senado mudou, sobretudo após a CPI da Covid-19, em 2021, que investigou as ações do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na pandemia.

“As pessoas estão dando mais importância à eleição para o Senado. A CPI da Covid ajudou nisso. Obviamente, muita gente vota (em um candidato a senador) porque o governador pede, como tem gente que vota porque o presidente da República pede. Mas tem muita gente que vai votar comparando os candidatos, a trajetória e as posições de cada um”, apostou.

Confira a sabatina na íntegra:

Prefeitura oferta 400 mamografias em São José do Egito

A Prefeitura de São José do Egito está ofertando 400 exames de mamografia para mulheres do município, reforçando as ações de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.

Por meio de parceria firmada pela gestão do prefeito Fredson Brito, a Carreta Amigos do Peito está no município realizando atendimentos itinerantes e levando o serviço a várias localidades das zonas urbana e rural.

A unidade móvel já passou pelo povoado de Grossos e pelo distrito de Riacho do Meio. Nesta quarta-feira (9) os atendimentos seguem no Centro de Saúde da Mulher, onde a ação será realizada até a próxima sexta-feira, dia 11.

No local, serão disponibilizados 80 exames por dia, ampliando o acesso das mulheres egipcienses à mamografia, exame considerado fundamental para identificar possíveis alterações nas mamas ainda em estágio inicial.

A secretária municipal de Saúde, Lúcia Brito, destacou a importância da iniciativa para descentralizar os atendimentos e fortalecer o cuidado preventivo.

“O objetivo é levar ações preventivas ao câncer de mama e descentrar os serviços de saúde”, afirmou.

A mamografia tem como principal função detectar o câncer de mama precocemente, inclusive antes do aparecimento de sintomas. A identificação da doença em sua fase inicial possibilita o início imediato do tratamento, aumenta as chances de cura e reduz os impactos para as pacientes.

A Prefeitura de São José do Egito ressalta que segue promovendo ações de conscientização, orientação e alerta às mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

A gestão municipal trabalha para aproximar os serviços de saúde da população egipciense e garantir atendimento mais acessível em todas as regiões do município.

Setembro Azul no IFPE Afogados

Em celebração ao mês de valorização, visibilidade e luta da comunidade surda, o IFPE Afogados da Ingazeira promove uma programação especial aberta ao público.

A iniciativa do Centro de Libras e Línguas Estrangeiras (CELLE) e do Núcleo de Apoio às Pessoas com Deficiência (NAPNE) contará com palestra e oficina sobre a história, a cultura, as lutas e a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Sexta-feira, 25/09

Auditório – Bloco A | IFPE Afogados 13h30 – Palestra: “Dia Nacional dos

Surdos: contexto histórico-cultural e movimento de lutas da comunidade surda” 17h – Oficina: “Mito ou verdade? Você conhece a Libras?”

As atividades serão conduzidas pelo professor doutor Bernardo Luís Torres

Klimsa, do IFPE Campus Recife, e contarão com mediação e interpretação da Libras para o português pelo professor Felipe de Lima Souza, coordenador do CELLE do IFPE Afogados.

Participe!!!