Iguaracy recebe ambulância para fortalecer cuidado do pré-natal aos dois anos

O município de Iguaracy, foi contemplado com uma ambulância, iniciativa da Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Pernambuco voltada ao fortalecimento da assistência à saúde materno-infantil.

O veículo chega para reforçar a estrutura de atendimento às gestantes, mães e crianças, dentro de uma linha de cuidado que começa no pré-natal e segue até os dois anos de vida da criança.

O recebimento aconteceu na manhã desta sexta-feira 18, com a participação da primeira-dama do município de Iguaracy Dra. Graça Valadares, do chefe de gabinete Júlio Veras e do motorista da prefeitura de Iguaracy o Sr. Anísio João, juntamente com integrantes da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco.

Em declaração sobre a conquista, o prefeito de Iguaracy, Dr. Pedro Alves, destacou a importância do novo equipamento para a população e agradeceu ao Governo de Pernambuco e à Secretaria Estadual de Saúde pela parceria.

“Quero agradecer ao Governo do Estado de Pernambuco e à Secretaria de Saúde por essa importante conquista para Iguaracy. Essa ambulância chega para fortalecer a nossa saúde e, principalmente, garantir mais assistência às gestantes, às mães e às nossas crianças, desde o pré-natal até os dois primeiros anos de vida. É mais uma conquista que chega para cuidar da nossa população”, destacou o prefeito.

A Dra. Graça Valadares também acompanhou de perto o recebimento da ambulância, que representa um novo reforço para a rede municipal de saúde e para o atendimento às famílias de Iguaracy.

Gilmar diz que reajuste do Bolsa Família não viola lei eleitoral

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O Globo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira que o reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família anunciado pelo governo não viola as restrições impostas pela legislação eleitoral. O ministro acolheu pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e reconheceu a legalidade da correção dos benefícios em ano de eleição.

Na decisão, Gilmar afirmou que o aumento corresponde à recomposição da inflação acumulada e não representa ganho real aos beneficiários. O ministro também destacou que o decreto editado pelo governo não cria um novo benefício, não altera os critérios de elegibilidade nem amplia o universo de famílias atendidas pelo programa.

“Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, escreveu o decano do STF.

O governo publicou na quinta-feira decreto reajustando os benefícios do Bolsa Família pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A medida foi adotada após uma cobrança feita pela Defensoria Pública da União (DPU) em um processo que tramita no Supremo e trata da implementação da renda básica de cidadania.

Em manifestação enviada a Gilmar nesta sexta, a AGU sustenta que a medida está de acordo com a legislação eleitoral porque se limita a recompor a inflação acumulada desde 2023, sem ganho real, ampliação do número de beneficiários ou mudança nos critérios de elegibilidade.

No dispositivo da decisão, o ministro reconheceu que o decreto constitui uma medida de atualização do Bolsa Família e dá continuidade ao cumprimento de uma ordem anterior do STF. Também afirmou expressamente que a correção pela inflação, sem aumento real, não afronta as restrições eleitorais previstas na Lei das Eleições.

Pedido da AGU

Na manifestação, a União pede expressamente que o STF reconheça que o decreto está em conformidade com o quadro constitucional e legal, inclusive com a Lei das Eleições. O governo também quer que Gilmar considere que a medida atende à atualização dos benefícios prevista em lei e preserva o cumprimento de uma decisão anterior do Supremo sobre políticas de transferência de renda.

A discussão ocorre porque a legislação eleitoral estabelece restrições à distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios pela administração pública em ano de eleição, com algumas exceções. A AGU argumenta que o caso do Bolsa Família não representa a criação ou expansão extraordinária de uma política social.

Segundo o governo, o decreto não cria um novo benefício, não acrescenta categorias de beneficiários, não altera os critérios de elegibilidade e tampouco inaugura um programa social. A medida, afirma a União, apenas preserva o valor real das prestações já pagas por meio de uma política pública permanente.

A AGU afirma ainda que o próprio Supremo já analisou a incidência das restrições eleitorais sobre as medidas relacionadas a esse processo. Em julgamento anterior, a Corte entendeu que a vedação da Lei das Eleições não impediria o cumprimento de decisão judicial envolvendo a ampliação de valores, continuidade ou fusão de programas sociais já previstos em lei, desde que ausente abuso de poder político ou econômico.

Cobrança da Defensoria

A manifestação do governo foi apresentada em um processo aberto em 2020 pela Defensoria Pública da União (DPU), inicialmente em favor de uma pessoa em situação de rua. A ação apontava omissão do Poder Executivo na implementação da renda básica de cidadania prevista em uma lei de 2004.

Em 2021, o STF determinou a implementação da renda básica para a parcela da população em situação de pobreza e extrema pobreza. Na mesma decisão, a Corte fez um apelo aos Poderes Executivo e Legislativo para que atualizassem os benefícios do Bolsa Família e aprimorassem os programas sociais de transferência de renda.

Posteriormente, o governo instituiu o atual Bolsa Família, em 2023. A legislação estabelece um regime de atualização periódica dos valores do programa e prevê que eles podem ser corrigidos em intervalos de, no máximo, 24 meses.

Em 2024, Gilmar reconheceu que as determinações do Supremo haviam sido cumpridas e determinou o arquivamento do processo. Na decisão, porém, o ministro afirmou que a necessidade de atualização sistemática dos valores é inerente à própria instituição do benefício e ressalvou que, caso houvesse mudança no cenário da política pública, a conformidade com a decisão do STF poderia voltar a ser analisada.

Foi com base nessa ressalva que a DPU voltou ao Supremo nesta semana. A Defensoria argumentou que havia transcorrido o prazo previsto na legislação para atualização dos valores e pediu que o Executivo fosse chamado a informar quais providências pretendia adotar. Também sugeriu a possibilidade de abertura de uma mesa de negociação para discutir a correção dos benefícios.

Na quinta-feira, Gilmar atendeu ao pedido e determinou que o governo, por meio da AGU, informasse em 15 dias as providências tomadas para o cumprimento das regras sobre atualização do Bolsa Família.

No mesmo dia, o governo publicou o decreto com os novos valores. Na resposta encaminhada nesta sexta, a AGU afirma que a medida atende à cobrança apresentada pela Defensoria e pede que Gilmar reconheça que o reajuste preserva o cumprimento da decisão anterior do STF.

Faltam 15 dias: estabilidade favorece Raquel e aumenta a urgência de João

Por Igor Maciel

Quando faltam duas semanas para a eleição, estabilidade é uma palavra que tranquiliza quem lidera e atormenta quem precisa virar. Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) mantém uma distância relativamente constante de João Campos (PSB). A governadora pode administrar o relógio. O candidato do PSB já precisa lutar contra ele.

Distância

As pesquisas mais recentes mostram pequenas oscilações, mas preservam o desenho da disputa. O Datafolha colocou Raquel com 47% e João com 42%. Na Quaest, a governadora apareceu com 43% e o adversário com 37%. A diferença muda um pouco entre os institutos, porém permanece na mesma faixa. Em ambos, Raquel lidera.

Essa estabilidade tem efeitos completamente diferentes para os dois lados. Raquel conserva a vantagem sem precisar produzir uma novidade por semana. João vê o calendário avançar sem conseguir transformar esforço de campanha em reação consistente. Pode ganhar um ponto aqui, outro ali, melhorar algum indicador específico. Ainda não conseguiu criar a sensação de que a eleição mudou de rumo.

A propaganda eleitoral começou, os candidatos percorreram o estado, concederam entrevistas, participaram de sabatinas e estiveram frente a frente em debate. A campanha aconteceu. O eleitor recebeu mais informações e teve oportunidades de rever suas escolhas. Até agora, o resultado foi a preservação da liderança de Raquel.

Relógio

João já não disputa somente votos com a governadora. Disputa dias com o calendário. Para quem está na frente, cada semana sem alteração relevante representa uma etapa vencida. Para quem está atrás, significa uma oportunidade perdida.

A situação torna-se mais difícil porque João precisa conseguir rapidamente aquilo que não alcançou ao longo dos últimos meses. Sua popularidade no Recife não se espalhou por Pernambuco na intensidade esperada. A memória de Eduardo Campos permanece como patrimônio afetivo e eleitoral, mas também não foi suficiente para colocá-lo na liderança. Restou a aposta no apoio de Lula como principal instrumento para romper a estabilidade.

O presidente aparece na campanha de João, é citado em discursos e ocupa espaço na propaganda. Mesmo assim, essa associação ainda não produziu a virada. Parte considerável do eleitorado de Lula em Pernambuco continua com Raquel, que passou toda a campanha evitando um rompimento com o presidente e buscando tornar confortável a convivência entre o voto nela e o voto no petista.

João Campos diz que ainda não há data para vinda de Lula a Pernambuco e defende aumento do Bolsa Família

João Campos durante encontro com trabalhadores no Sindicato dos Metalúrgicos, no Recife, nesta sexta-feira (18)Por Ryann Albuquerque

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou, nesta sexta-feira (18), que ainda não há uma data confirmada para a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Estado. O socialista também defendeu o aumento do Bolsa Família e criticou a iniciativa da oposição de questionar judicialmente o reajuste do benefício.

Segundo João, a agenda de Lula está sendo organizada para a reta final da campanha, mas o presidente deverá intensificar os compromissos no Sudeste e cumprir agendas internacionais antes de uma eventual passagem por Pernambuco.

“Não tem data confirmada da vinda do presidente. Eu sempre disse que estava muito feliz com o apoio dele, com a participação que ele tem feito nos ajudando desde a articulação política, se posicionando publicamente, declarando apoio, gravando vídeo, estando presente com a gente. E a gente está fechando a agenda dele nessa reta final”, afirmou João durante encontro com trabalhadores do setor metalúrgico, no Sindicato dos Metalúrgicos, no Recife.

Ao explicar a indefinição, João disse que Lula precisa concentrar esforços em estados do Sudeste onde há uma disputa mais acirrada. O candidato também citou a participação do presidente na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) entre os compromissos previstos para os próximos dias.

“Ele vai precisar intensificar as agendas ainda no Sudeste, vai ter a agenda internacional, mas não tem data confirmada. Mas essa dificuldade é por conta do Sul e Sudeste? Ele está botando muita energia e é correto fazer isso nos colégios eleitorais onde tem uma diferença grande”, declarou.

Defesa do Bolsa Família

Durante o encontro, João também defendeu o aumento do Bolsa Família e criticou a tentativa da oposição de barrar o reajuste na Justiça. O benefício terá aumento de 15%, elevando o valor mínimo pago às famílias de R$ 600 para R$ 691.

“O empresário fez, entrou na Justiça contra o aumento do Bolsa Família. Isso deixa claro que a eleição só tem dois lados, no Brasil e em Pernambuco. Tem um lado, que é o nosso lado, que defende o pequeno povo, trabalhador, quem está lutando, e do outro lado quem defende os grandes”, afirmou.

Sem citar nominalmente os autores das ações, João questionou a tentativa de impedir o reajuste e associou a medida à realidade das famílias que recebem o benefício.

“Como é que você entra na Justiça contra o aumento do Bolsa Família? Sabe por quê? Porque ele não tem noção do que é isso. Não tem noção, nunca passou, não precisa, não sabe o que é fazer uma feira, não quer faltar o leite do menino, não quer precisar para comprar o medicamento”, disse.

A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), que também participou do encontro, defendeu o programa e classificou o Bolsa Família como uma forma de renda básica para os brasileiros.

“O Bolsa Família é uma renda básica para os brasileiros, é algo que foi uma luta nossa de muitos anos e que precisa existir para dar dignidade, mais dignidade para as pessoas”, afirmou.

Marília também disse que o benefício permite às famílias ampliar as condições de alimentação, educação e qualificação profissional e criticou setores da oposição que questionam a medida.

Compromissos para Pernambuco

João também apresentou compromissos relacionados à geração de empregos e à formação profissional. Entre as propostas citadas pelo candidato estão a ampliação das escolas técnicas, a implantação do embarque digital e a atração de novas indústrias para Pernambuco.

“A gente fechou aqui o compromisso de dobrar as escolas técnicas, de fazer o embarque digital, de atrair novas indústrias para o Estado, dialogando com o setor produtivo e com os trabalhadores, e fazer com que Pernambuco cresça e possa gerar oportunidade”, afirmou.

João Campos reforça retomada do 13º do Bolsa Família em Nova Descoberta

O candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), realizou, na tarde desta sexta-feira (18), um porta a porta no Largo Dona Regina, em Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife. Ao lado de lideranças e apoiadores, João percorreu as ruas do bairro, conversou com comerciantes e moradores e apresentou propostas para o estado.

Durante a caminhada, o candidato reforçou o compromisso de retomar o 13º do Bolsa Família em Pernambuco, benefício que deverá alcançar mais de 4,5 milhões de pernambucanos. João também destacou o recente anúncio do presidente Lula sobre o aumento do valor do programa.

“A gente tem um compromisso de voltar o 13º do Bolsa Família e quero parabenizar o presidente Lula por ter anunciado um aumento do benefício, que representa mais uma conquista para os brasileiros. Pernambuco já teve o 13º e, infelizmente, o atual Governo do Estado acabou com esse pagamento. Como governador, nós vamos retomar o 13º do Bolsa Família para beneficiar mais de 4,5 milhões de pernambucanos”, afirmou.

O pagamento adicional correspondia anteriormente à metade do valor-base do Bolsa Família. Considerando o novo valor de R$ 691, o benefício seria de R$ 345,50, com investimento estimado em cerca de R$ 520 milhões.

A proposta de João Campos prevê a retomada do pagamento pelo governo de Pernambuco, ampliando a renda das famílias beneficiárias no estado.

Com informações da assessoria de imprensa

João Campos promete duplicar escolas técnicas, atrair indústrias e alfineta Raquel Lyra

Café da manhã com João Campos no Sindicato dos Metalúrgicos de PernambucoPor Emerson Saboia

O candidato ao governo estadual João Campos (PSB) cumpriu agenda de campanha no Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindimetal-PE), nesta sexta-feira (18), onde firmou o compromisso de atrair novas indústrias para o estado e gerar empregos. A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) também marcou presença.

Ao lado do presidente do Sindicato, Abinadabe Santos, de candidatos ao Congresso Nacional e de trabalhadores, o candidato do PSB assinou uma carta de demandas da categoria para o setor.

No discurso feito para os metalúrgicos, João falou sobre capacitação e prometeu dobrar o número de escolas técnicas no estado. Aproveitou para alfinetar a adversária Raquel Lyra (PSD), afirmando que a governadora não construiu nenhuma durante o mandato dela, criticando o uso de R$ 1 bilhão em recursos na compra de ônibus escolares.

“Lá no Piauí mesmo, o governador Rafael Fonteles, que é do PT inclusive, construiu a maior rede do Brasil de escola técnica. Por quê? Porque quando ele recebeu o recurso do precatório do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), em vez de comprar um bilhão (de reais) de ônibus escolar, como foi aqui em Pernambuco — nada contra ônibus escolar. Agora, não precisa comprar um bilhão (de reais) de ônibus escolar”, criticou.

O candidato continuou criticando Raquel ao dizer que nenhuma grande indústria veio para o estado nos últimos quatro anos. Segundo Campos, na verdade, algumas fecharam. O socialista comparou Pernambuco com outros estados do Brasil e acusou Raquel de “brigar” no lugar de resolver problemas.

“A GWM veio para o Brasil, (mas) em vez de vir para cá, foi para o Espírito Santo. Por quê? Porque você não tem uma liderança do governo fazendo isso hoje. Porque o papel de um governador não é ele está brigando contra as pessoas. Briga contra deputado, briga contra vereador, briga contra o Poder Judiciário. Aí briga contra o funcionário público, briga contra os médicos, briga, esqueceu de brigar com os problemas”, alfinetou.

Empregos
Campos também prometeu ampliar o Embarque Digital, programa criado durante a gestão dele na Prefeitura do Recife. Segundo o postulante, serão 10 mil vagas gratuitas de ensino superior em tecnologia para todos os setores produtivos.

“Desse programa, mais da metade de quem se inscreve é de fora do Recife e a prefeitura não pode nem olhar porque é um programa da cidade, então não pode cadastrar alguém de Paulista, de Jaboatão, não pode. Agora, a partir do ano que vem, Pernambuco vai ter e nós vamos fazer isso juntos”, projetou.

Lula
João também aproveitou o discurso para demonstrar apoio ao fim da escala de trabalho 6×1 e ao aumento de 15% no Bolsa Família, ação que gerou polêmica pelo momento estratégico em que foi anunciada. João chegou a criticar o adversário do aliado, Flávio Bolsonaro (PL), envolto em uma suposta ação judicial contra o reajuste. Também sobrou para Raquel.

“E, ao mesmo tempo que ele faz isso, sabe o que o candidato adversário fez? Entrou na Justiça contra o aumento do Bolsa Família. Isso deixa na cara, escancarado, que essa eleição só tem dois lados, no Brasil e em Pernambuco. Tem um lado que é o nosso lado, que defende o pequeno povo trabalhador, quem está lutando, e do outro lado tem quem defende os grandes”, declarou.

Quanto a uma visita ao estado do presidente Lula ainda no primeiro turno, anunciada pelo socialista, ele disse que a data ainda não está confirmada.

Sindimetal-PE
O presidente Abinadabe saiu em defesa da eleição de João e pretende trabalhar em conjunto com o governo do estado, caso Campos seja eleito. Santos detalhou que a carta assinada pelo candidato amarra propostas de qualificação, desenvolvimento e a criação de uma comissão com cadeira para o sindicato. A consolidação da refinaria de Suape e a reativação do Estaleiro Atlântico Sul estão entre as principais cobranças da organização.

“A ampliação dese setor naval, que já gerou bastante empregos e nós queremos de volta esse segmento, para que nós possamos ampliar os postos de trabalho.Nós queremos dialogar com o governo para que possamos criar uma comissão tripartite, onde temos o governo do estado na geração de emprego, as empresas privadas e o sindicato como portador da voz dos trabalhadores”, reivindicou.

Raquel começa operação para tentar eleger seus candidatos ao Senado, Túlio Gadelha e Eduardo da Fonte

Raquel Lyra reforça, em material de campanha, os nomes de Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte para o Senado.Por TEREZINHA NUNES

A 16 dias do primeiro turno, a coligação Pernambuco de Coração, que reúne os partidos presentes no palanque da governadora Raquel Lyra, inicia esta sexta-feira na propaganda de Rádio e TV e nas redes sociais uma investida para dar condições à governadora de, nesse momento em que a população começa a despertar para a escolha dos candidatos ao Senado, ajudar a elevar as intenções de voto nos seus candidatos Eduardo da Fonte e Túlio Gadelha que até agora venham aparecendo separadamente na propaganda eleitoral.

Vão começar a ser exibidos vídeos em que os dois candidatos se pronunciam na presença de Raquel e, no final, a governadora não só pede voto para os dois como as peças encerram com um banner onde está escrito ”os senadores de Raquel” acima de uma foto dos três juntos seguida do nome e do número de cada um. No primeiro vídeo a governadora afirma, após as falas de Túlio e Eduardo : “No Senado eu preciso de gente que venha para ajudar e não para atrapalhar” .

A estratégia da Coligação de Raquel diverge da que vem sendo apresentada pela Frente Popular na qual Marília Arraes e Humberto Costa continuam com propaganda separada ainda sem a presença física do candidato João Campos. O objetivo, que pode vir a ser modificado, foi o de dar prioridade ao presidente Lula que aparece pedindo votos para João, Marília e Humberto cada um no seu tempo de TV. Lula gravou um vídeo em que aparece com os três mas este ainda não está sendo usado.

Este blog apurou junto a uma fonte da Coligação Pernambuco de Coração que desde o início da propaganda eleitoral já estava previsto casar a propaganda dos candidatos ao Senado com a da governadora : “Raquel é a grande puxadora de votos da coligação e sabíamos que, em determinado momento da campanha, ela precisaria pedir votos aos eleitores para seus candidatos ao Senado”- disse a mesma fonte, acrecentando que “o momento chegou. Até agora as pessoas estavam discutindo só a eleição de governador mas está chegando a vez das definições sobre o Senado e é preciso que todos tenham conhecimento de quais são os candidatos escolhidos por ela para acompanhá-la”.

Nos bastidores da coligação aposta-se que essa providência vai fazer Túlio Gadelha e Eduardo da Fonte crescerem nas intenções de voto e disputarem em igualdade de condições com os candidatos que ocupam os primeiros lugares até o momento. VEJA O VÍDEO

O facão de Abimael e a saia justa de Flávio

O candidato a presidente Flávio Bolsonaro correu o risco de um desgaste parecido com o que seu pai, Jair Bolsonaro, quando posou com uma arma na sua candidatura a presidente de 2022. Sem saber bem do que se tratava o candidato exibiu um facão quando se pronunciava no palanque e falava contra o feminicídio. Foi vítima de uma brincadeira de fãs do candidato a deputado estadual do PL, Abimael Santos, que se intitula “ deputado do facão” e usa a ferramenta para dizer aos eleitores que vai cortar o mal pela raiz. Apesar de ter sido aplaudido no momento em que levantou o facão que era de plástico mas parecia de verdade, Flávio imediatamente o devolveu a quem lhe fez a entrega e agiu como se nada tivesse acontecido.

Sob pressão das pesquisas, Lula repete Bolsonaro, explode OGU e aumenta Bolsa Família que custará R$ 180 bilhões em 2027

Lula anuncia reajuste nos valores do Bolsa Família. Correção custará mais de R$ 28 bilhões em 2026 e 2027.Por Fernando Castilho

Foi assim: No dia seguinte à reeleição de Dilma Rousseff, em 2014, o então ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, desabafou ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy: “Nós fomos longe demais.” Era a materialização do que a própria presidente dissera numa entrevista, um ano antes, quando admitiu que “na eleição podemos fazer o Diabo”.

Sob o risco de perder a última eleição que disputa, o presidente Lula até agora “não fez o Diabo”. Mas ao decidir reajustar o pagamento do Bolsa Família em 15%, elevando o valor a partir de outubro, aumentando o custo do benefício este ano em mais R$ 5,8 bilhões e no ano que vem em mais R$ 22,2 bilhões, pode ter, como Dilma, começado a ir longe demais.

Espaço fiscal

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, se apressou em dizer que, diferentemente de 2022 — quando então o presidente Jair Bolsonaro elevou de R$ 400 para R$ 600 o valor básico do mesmo benefício — agora o governo tem espaço fiscal. Seria tecnicamente a correção de 15% apenas para repor o valor da inflação desde a decisão de Jair Bolsonaro.

Pode ser. Mas a 17 dias da eleição, não há como não entender a decisão como um ato de campanha, ainda que, como disse o ministro, esteja sendo feita dentro das regras. Com a decisão do presidente, o valor mínimo que cada integrante da família receberá subirá de R$ 142 para R$ 164. A soma desses valores recebidos passa a ser, no mínimo, de R$ 691.

Sem demandas

Um fato que chama a atenção nas ações de Lula na campanha é atender a demandas que não foram apresentadas pelo governo. Não há informações, por exemplo, de pressão dos consumidores junto ao governo para acabar com a Taxa das Blusinhas que Lula decidiu fazer como ato de campanha. Como não foi comunicada nenhuma pressão para o reajuste do Bolsa Família.

O presidente parece ter esquecido que nos governos anteriores criou programas como o próprio Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Farmácia Popular e o financiamento ao ensino universitário atendendo a uma demanda social claramente identificada. Isso explica o sucesso. Entretanto, no terceiro governo, ele apenas atualizou os valores, cristalizando a ideia de pagar um direito social conquistado.

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Opção de voto

Lula tem tido, nessa campanha, uma enorme dificuldade de transformar em opção de voto o conjunto de benefícios sociais que seu governo tem dado nos últimos meses, desde que aprovou a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, passando pelo Pé de Meia e todos os demais programas como Gás do Povo, Farmácia Popular, Luz do Povo e Reforma da Casa Brasil.

Porque hoje, há uma percepção geral de que tudo o que o governo entrega ao cidadão é apenas o cumprimento de um direito devido pelo Estado aos mais necessitados.

E como o benefício só cairá na conta entre o primeiro e o segundo turno, será um teste para saber se a nova geração de famílias que receberão esse dinheiro a mais vai se sentir no direito de votar no presidente.

Quem vai pagar

Porém a conta – seja paga por Lula ou por Flávio Bolsonaro – está precificada no Orçamento de 2027 e vai se somar ao pacote de mais de R$ 400 bilhões já anunciados onde estão gastos adicionais, como o Minha Casa Minha Vida (Faixa 1). Ou a liberação do FGTS para empregados do setor privado, assim como dinheiro do programa Nova Indústria, destinado às empresas com financiamento a juros subsidiados pelo BNDES, e que custará à União R$ 70 bilhões.

Endividamento

Para completar, Lula sofre de dois outros problemas. Um relacionado ao altíssimo endividamento das famílias cujos programas apresentados até agora se resumem a entregar uma prestação a perder de vista, sem que o endividamento caia, de fato, e a questão das bets, especialmente percebida pelas mulheres.

O presidente e seus assessores insistem que podem angariar prestígio com programas de renegociação de dívidas como se isso fosse suficiente para despertar uma sensação de alívio dos devedores. Não é suficiente porque depois de assinar o acordo só é perceptível um carnê de prestações com no mínimo 12 folhas. Até porque não entra dinheiro novo na conta dele.

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Jogando nas bets

Já no caso das bets, que Lula aprovou sem perceber o que poderia acontecer dentro das famílias, a coisa escalou para uma tragédia social que nem ele nem seus assessores conseguiram dimensionar exatamente. O grande problema das famílias cujos membros jogam nas bets é que elas são as que têm renda entre um e cinco salários mínimos. Chefes de família e mães desesperadas que acreditam nos algoritmos das plataformas legais e ilegais no Brasil.

É o mesmo público do Bolsa Família e de todos os demais programas. São famílias que estão carregando a rotina de dever numa operadora de cartão, nas empresas de água e energia, no banco e com membros viciados em jogos. O aumento pode, na outra ponta, ser também uma forma de poder jogar mais.

Risco de perder

Leia mais

Bolsa Família: NIS final 2 recebe benefício nesta sexta-feira (18)

Foto: Lyon Santos/ MDS

A CAIXA inicia nesta sexta-feira (18), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de setembro para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 2.

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O valor também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.

Fonte: Brasil 61

Duelo entre Raquel Lyra e João Campos domina debate entre candidatos a governo

Por Anthony Santana e Yuri Costa

O segundo debate entre os candidatos ao governo de Pernambuco foi marcado por um enfrentamento entre a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito do Recife e candidato da Frente Popular de Pernambuco, João Campos (PSB).

O candidato da Coligação Pernambuco de Luta, Ivan Moraes (PSOL), chegou a criticar a polarização entre os dois e buscou se diferenciar com críticas aos legados dos grupos políticos dos rivais.

Ataques

Raquel Lyra aproveitou o momento de apresentação do debate para citar a denúncia de que pessoas ligadas ao partido do adversário teriam se apropriado de material de campanha do PSD para levar ao ato do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) no centro do Recife, na última terça-feira (16).

“A política em Pernambuco ultrapassou limites que jamais deveriam ter sido ultrapassados. Acusações, incitações de violência, fake news, no mundo real e virtual. (…) Já disse que sou ‘pernambuquista’ e que a violência em Pernambuco não pode fazer parte da política”, acusou.

João Campos, por sua vez, rebateu afirmando que há uma suposta rede de ódio contra ele, ligada ao entorno do Palácio das Princesas. O ex-gestor lembrou que vem denunciando há mais de um ano o que chama de “gabinete de ódio”.

“Desde 2025 que tenho sido vítima de ataques recorrentes na rede social. (…) A Polícia Federal está investigando e esses ataques afrontam à democracia. Estou aqui para fazer o bom debate. Apresentamos propostas mais que qualquer outra candidatura, sempre falando de futuro e respeitando às pessoas.”

Bets

No primeiro duelo entre Raquel e João, a gestora questionou o ex-prefeito sobre a opinião dele a respeito das bets. O socialista se posicionou contrário às apostas on-line e acusou a adversária de anunciar o São João de Caruaru com uma bet que o atacava.

“Gostaria de fazer uma pergunta: por que, no último São João que a candidata anunciou, em Caruaru, teve o patrocínio master de uma bet de Caruaru, inclusive, noticiada na imprensa nacional, ligada a casos de ataques a minha candidatura?”, disparou.

Na resposta, Raquel também afirmou ser contrária às apostas e acusou Campos de “entregar o Recife as bets”. “As pessoas estão deixando de comprar comida para fazer uma aposta no celular. E o senhor baixou os impostos e entregou o Recife as bets. Como é que se baixa o imposto para bet mais do que é baixo para saúde e a educação?”, cobrou.

Segundo Campos, a iniciativa contribuiu para ampliar a arrecadação da capital. “O Recife arrecada R$ 80 mil com essa atividade. Após a lei, passou a arrecadar R$ 80 milhões.”

Compesa

A concessão da Compesa também foi tema de discussão entre os candidatos. A governadora respondeu a um questionamento de jornalistas participantes sobre o processo de concessão parcial da estatal. Ela garantiu que 80% dos investimentos necessários para universalizar o acesso à água estarão disponíveis em Pernambuco.

Ao comentar a resposta, Ivan levantou dúvidas quanto à manutenção das tarifas, lembrou que uma das empresas já teve contrato anterior firmado com a gestão estadual e criticou a participação de empresas estrangeiras que são alvo de investigação fora do país.

PEC da Blindagem

A aprovação da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados, há um ano, foi uma das polêmicas debatidas. No confronto direto, Ivan questionou João sobre a liberação da bancada do PSB, partido que preside nacionalmente, na votação da pauta. Em resposta, João respondeu que foi contra a proposta. “Sou contra essa votação e me posicionei de forma contrária, inclusive grande parte da bancada também reforçou isso e reconheceu um erro de voto”, respondeu.

Em outro momento do debate, Ivan defendeu o fortalecimento do combate à corrupção e disse que o PSB falhou na gestão deste tema na Prefeitura do Recife. “Se o controle interno da prefeitura com seus profissionais altamente capacitados estivesse fazendo seu trabalho, a Polícia Federal não estava batendo na prefeitura de dois em dois meses, como aconteceu na tua gestão.”

Por outro lado, João Campos disse que o rival trouxe “informação falsa”. “A minha gestão não tem operação de polícia. Não tem esse tipo de coisa”, rebateu.

Transporte

No último embate, João afirmou que Raquel foi dona da Logo Caruaruense e não teria garantido os direitos dos empregados. Em resposta, ela negou ser dona da empresa e garantiu que os trabalhadores receberam as respectivas rescisões. “Todos receberam suas rescisões e agora as pessoas estão buscando novas oportunidades de trabalho. Qual é o fato novo que você vai trazer tentando tirar o debate real na vida da nossa gente? Eu não fui empresária (da empresa), eu tinha 1% de cota. Desde 2016 que eu já não sou (sócia)”, afirmou.