João Campos participa da Festa de Nossa Senhora da Penha, em Serra Talhada

Candidato ao Governo de Pernambuco acompanhou a procissão de encerramento da 236ª edição dos festejos ao lado da prefeita Márcia Conrado

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos esteve, nesta terça-feira (8), em Serra Talhada, no Sertão do Estado, onde cumpriu agenda e participou da Festa de Nossa Senhora da Penha, padroeira do município. Ao lado da prefeita Márcia Conrado, do candidato a vice-governador Carlos Costa e do candidato a deputado estadual Breno Araújo e de lideranças locais, João acompanhou a procissão que encerrou a 236ª edição dos festejos.

“Estou aqui, ao lado da prefeita Márcia, participando da procissão de Nossa Senhora da Penha, padroeira de Serra Talhada. É muito bonito ver essa multidão reunida, a fé e a devoção das pessoas. É muito especial estar aqui e viver esse momento junto com o povo de Serra Talhada”, afirmou João.

Realizada entre 29 de agosto e 8 de setembro, a celebração deste ano teve como tema “Sob o olhar da Virgem da Penha: 236 anos de História, Fé e Devoção, renovando a esperança”. A festa integra a tradição religiosa do município e reúne, todos os anos, moradores e visitantes em uma programação de missas, novenas e procissões.

Durante a celebração, João também relembrou a relação com a fé construída desde a infância dentro de casa, destacando a influência dos pais e fazendo uma conexão com as tradicionais festas religiosas do Recife.

“Tenho um carinho muito especial por Nossa Senhora porque, desde muito cedo, aprendi com minha família a importância da fé. Minha mãe e meu pai sempre tiveram uma relação muito especial. No Recife, a gente tem as festas de Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora da Conceição. Foi convivendo com essas tradições que aprendi, desde cedo, a importância de agradecer a Deus e pedir a proteção de Nossa Senhora”, disse.

A celebração em Serra Talhada também representa um momento de encontro da população em torno de uma tradição que atravessa gerações e integra a história do município.

Fachin dá 72 horas para Mendonça responder a pedido da AGU sobre afastamento de diretor da PF

Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) (CARLOS ALVES MOURA)

Estadão Conteúdo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, intimou o ministro André Mendonça a se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) que quer anular o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Fachin deu prazo de 72 horas para Mendonça se pronunciar.

No entendimento da AGU, que representa o governo federal em ações na Justiça, o afastamento do chefe da PF viola competência privativa do presidente da República. Mendonça submeteu a decisão à Segunda Turma da Corte, que formou maioria para validar a decisão.

“O afastamento prematuro, com violação ao juízo natural, acaba por produzir consequência concreta sobre a organização e a direção de órgão de cúpula da Administração Pública Federal, restringindo, ainda que provisoriamente, a possibilidade de o Presidente da República exercer, em sua plenitude, a competência constitucional de escolha, manutenção ou substituição daqueles que ocupam funções de direção no âmbito da Polícia Federal”, diz a peça.

Marília Arraes diz que Nordeste não pode voltar a ser “celeiro” do Sul e Sudeste

A candidata ao Senado por Pernambuco Marília Arraes (PDT) afirmou, nesta terça-feira (8), durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), que o Nordeste precisa ampliar sua capacidade de produção e não pode voltar a ocupar apenas o papel de fornecedor de produtos agrícolas e consumidor de bens industrializados produzidos no Sul e no Sudeste.

Ao defender maior participação da região nas decisões nacionais, Marília disse que será preciso ter “coragem” e “firmeza” para enfrentar o que classificou como uma tentativa de transformar novamente o Nordeste em um “celeiro”.

“Se não tiver gente com coragem, com firmeza, para chegar e defender o Nordeste, vão querer transformar de novo o Nordeste num celeiro em que se produz agricultura, comércio e serviço, e que se consome das indústrias do Sul e Sudeste.”

Marília afirmou que, caso seja eleita, pretende atuar no Senado pela revisão do pacto federativo e por mudanças nos critérios de distribuição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR). Segundo ela, a divisão dos recursos não deveria levar em consideração apenas o tamanho da população, mas também indicadores como Produto Interno Bruto (PIB), capacidade de investimento e infraestrutura.

A candidata relacionou a questão diretamente à capacidade de Pernambuco e dos demais estados nordestinos de atrair novos empreendimentos industriais. Para ela, investimentos em infraestrutura são necessários para melhorar as condições de competitividade da região.

“Uma revisão do pacto federativo, do FNDR, que, de fato, não considere simplesmente a população, mas considere PIB, capacidade de investimento e infraestrutura. Porque, sem infraestrutura, a gente não atrai indústria.”

Durante a sabatina, Marília também prometeu manter diálogo permanente com o setor produtivo pernambucano caso conquiste uma vaga no Senado. Ela afirmou que pretende manter as portas do gabinete abertas e buscar representantes da indústria e de outros segmentos econômicos para ouvir demandas e construir propostas.

Emprego e redução das desigualdades

A candidata também associou o fortalecimento da indústria à redução das desigualdades sociais. Ao citar pessoas que recebem o Bolsa Família, Marília defendeu a criação de condições para que esses beneficiários tenham acesso ao emprego e possam conquistar maior autonomia financeira.

Na avaliação dela, o desenvolvimento econômico depende de uma combinação entre aumento do consumo, fortalecimento da produção industrial e redução das desigualdades.

“Para a gente oferecer saídas para que quem vive do Bolsa Família possa ter mais dignidade, tendo seu emprego, produzindo e vivendo de forma que também possa viver a sua vida.”

Sudene

Além de defender uma maior participação do Nordeste nas decisões nacionais, Marília Arraes também defendeu o fortalecimento da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) como instrumento de redução das desigualdades entre as regiões brasileiras.

De acordo com a candidata, o órgão passou por sucessivos processos de desmonte ao longo dos anos e precisa manter sua função de promover o desenvolvimento econômico do Nordeste. Ela defendeu que Pernambuco tenha atenção especial nas discussões sobre a reforma tributária e o novo sistema de impostos.

“A Sudene é um instrumento de diminuição das desigualdades regionais que, há muitos anos, vem sendo alvejada por diversos governos, passando por diversos desmontes, e que tem sido resgatada com essa função. Então, sou favorável a que a gente tenha mais tempo para fazer essa discussão.”

A candidata também propôs a revisão e atualização do teto do Simples Nacional como forma de ampliar a capacidade de produção de pequenos e médios empresários. Para Marília, a redução da carga tributária sobre esses empreendedores seria uma medida de “justiça tributária”.

“Que a gente possa renovar e reajustar o teto do Simples, para que aquele empresário, aquele pequeno e médio empresário, possa ter uma maior capacidade de produção, pagando uma carga tributária menor. E isso se chama justiça tributária.”

Marília associou a proposta às medidas de redução de impostos para trabalhadores de menor renda. Ela citou a defesa da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e também de uma isenção relacionada a trabalhadores que dependem de ferramentas para exercer suas atividades profissionais, desde que comprovada essa necessidade.

A candidata voltou a defender uma revisão do pacto federativo e afirmou que Pernambuco precisa eleger representantes com capacidade de articulação no Senado, inclusive para dialogar com governos e grupos políticos de diferentes posições.

Proposta para beneficiários do Bolsa Família

Na sabatina, Marília Arraes também apresentou uma proposta voltada à inserção de beneficiários do Bolsa Família no mercado de trabalho. A candidata defendeu a criação de cotas para pessoas inscritas no programa nas contratações feitas por empresas terceirizadas que prestam serviços aos governos municipais, estaduais e federal.

“Que a gente estabeleça cotas na contratação das terceirizadas que prestam serviços para o Poder Executivo municipal, estadual e federal, para beneficiar beneficiários do Bolsa Família, sem que eles percam o benefício durante, no mínimo, um ano”, defendeu.

Onze diretores da PF colocam cargo à disposição em apoio a Andrei Rodrigues

A cúpula da Polícia Federal reagiu em bloco horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.

Em nota conjunta divulgada nesta terça-feira (8), 11 diretores da corporação manifestaram “total apoio” aos dois e colocaram seus próprios cargos à disposição do diretor-geral substituto, o delegado William Marcel Murad, que assumiu interinamente o comando da PF com o afastamento de Rodrigues.

No texto, os diretores classificam como “desprovidas de fundamento” as acusações de atuação “não republicana” dirigidas a Rodrigues, a Almada e à instituição e afirmam que tais narrativas estariam ligadas a interesses político-eleitorais, sem capacidade de abalar a trajetória profissional da atual direção da PF.

Os signatários dizem agir em defesa da corporação contra “tentativas de usurpação de funções” e pela preservação de uma Polícia Federal capaz de atuar pela Justiça e pelo Estado Democrático de Direito.

“Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável”, diz trecho da nota.

Assinam o manifesto:

Dennis Cali (Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção);

Fabrício Schommer Kerber (Polícia Administrativa);

Otavio Margonari Russo (Combate a Crimes Cibernéticos);

Felipe Tavares Seixas (Cooperação Internacional);

Helena de Rezende (Gestão de Pessoas);

Roberto Reis Monteiro Neto (Técnico-Científico);

André Luis Lima Carmo (Administração e Logística);

Christiane Correa Machado (Ensino da Academia Nacional de Polícia);

Alexsander Castro de Oliveira (Proteção à Pessoa);

Ademir Dias Cardoso Júnior (Tecnologia da Informação e Inovação) e

Humberto Freire de Barros (Amazônia e Meio Ambiente).

A nota não esclarece se Murad aceitará os pedidos de exoneração ou se haverá mudanças imediatas na estrutura de comando da corporação.

Entenda o que é o Conselho da República e o papel de Lula na crise do STF

Diante da mais recente escalada na crise institucional e dos últimos resultados nas pesquisas de opinião, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a defender uma resposta mais incisiva do governo federal. Entre as medidas discutidas estão a convocação do Conselho da República e a apresentação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para estabelecer mandato a futuros ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

As informações são do jornalista Daniel Rittner, ao Bastidores CNN. Segundo ele, o tema já chegou ao Palácio do Planalto, está sendo debatido na Esplanada dos Ministérios e também é objeto de discussões na campanha petista.

O que é o Conselho da República

O Conselho da República é uma instância raramente convocada em crises institucionais. Trata-se de um colegiado composto pelo presidente da República, seu vice Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Justiça, os presidentes da Câmara e do Senado Federal, os líderes da maioria e da minoria das duas casas legislativas, além de representantes da sociedade civil indicados pelo Poder Executivo e pelo Poder Legislativo.

A proposta de convocar o colegiado foi inicialmente defendida por Marco Aurélio Carvalho, advogado do grupo Prerrogativas e conselheiro próximo do presidente da República, mas o debate foi além desse círculo.

Pedidos não públicos a Fachin e pressão sobre Alexandre de Moraes

Interlocutores diretos de Lula também defendem a realização urgente de uma nova reunião com Edson Fachin, com demandas que não seriam tornadas públicas. Entre elas, estão a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes e a retirada da relatoria dos casos Master e INSS das mãos de André Mendonça, por suspeitas sobre sua imparcialidade.

Além disso, esses auxiliares apontam que o debate na opinião pública tornou insustentável a preservação de Alexandre de Moraes diante da abertura de investigações, e também defendem o encerramento do inquérito das fake news.

PEC de mandato para o STF e reflexos eleitorais

Outro ponto central do debate interno é a possibilidade de o governo propor, ainda antes das eleições, uma PEC que estabeleça um prazo máximo de duração — de 8, 10 ou 15 anos — para os mandatos de novos ministros do STF. A medida visaria evitar a percepção de que o Palácio do Planalto, em alinhamento com uma ala da Corte, pretende manter dominância sobre o tribunal pelas próximas duas ou três décadas, especialmente diante do fato de que Lula, caso reeleito, poderá indicar mais quatro ministros para o STF.

A crise ganhou novos contornos com o afastamento de Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal e com o endosso da Segunda Turma do STF, incluindo um voto de Kassio Nunes Marques, considerado incerto por parte dos aliados. Some-se a isso a preocupação com pesquisas de opinião: levantamento da Nexus divulgado no dia 8 de setembro mostrou Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula no segundo turno, enquanto pesquisa da Quaest do dia anterior apontava empate.

“O dia de hoje, 8 de setembro, não é mais o mesmo de ontem, 7 de setembro, e da semana passada”, afirmou Rittner, resumindo a avaliação dos interlocutores do presidente. Para esses auxiliares, a situação piorou tanto em termos de crise institucional quanto nos reflexos que ela traz para Lula nas pesquisas, e “não dá mais para ficar parado”.

Entenda a decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF (Polícia Federal). O julgamento, no entanto, foi suspenso após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que terá até 90 dias para devolver o caso à apreciação do colegiado.

A decisão que originou o processo foi uma medida monocrática do ministro André Mendonça, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e também do delegado Leandro Almada, que ocupava o cargo de diretor de inteligência policial da PF. Na sequência, André Mendonça solicitou que sua decisão fosse submetida à Segunda Turma, da qual faz parte, pedindo uma sessão extraordinária que foi atendida pelo ministro Luiz Fux, atual presidente da turma.

Placar parcial e pedido de vista

A sessão virtual foi aberta às 10 horas da manhã, com prazo inicial até as 23h59 do mesmo dia. Rapidamente, os integrantes da turma começaram a se manifestar. Além do voto do próprio relator André Mendonça pelo afastamento, os ministros Luiz Fux e Cássio Nunes Marques anteciparam seus votos, ambos acompanhando o entendimento do relator. Com isso, mesmo diante do pedido de vista de Gilmar Mendes — que suspendeu formalmente o julgamento —, a maioria de três votos favoráveis ao afastamento já estava configurada em um colegiado de cinco ministros. O voto do quinto integrante, o ministro Dias Toffoli, ainda não havia sido proferido.

Enquanto o pedido de vista de Gilmar Mendes suspende o julgamento, a decisão liminar de André Mendonça continua em vigor. A expectativa é sobre os próximos passos de Gilmar Mendes: se manterá o pedido de vista, se mudará de posição ou se solicitará destaque para levar o caso ao plenário físico do STF.

Reação do governo e da Polícia Federal

Durante um evento em Brasília, o diretor executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, declarou publicamente sua confiança na liderança afastada. “Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier. Reafirmo a nossa total confiança na direção-geral, no diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues”, afirmou.

Segundo informações apuradas, Lula teria ficado bastante irritado com a decisão de André Mendonça, classificando-a como uma interferência indevida. O governo decidiu não deixar a decisão passar sem resposta e deve recorrer por meio da Advocacia-Geral da União, com o argumento de que a prerrogativa de afastar ou manter alguém na função de diretor-geral da Polícia Federal é do presidente da República.

Crise política em momento delicado

A decisão de afastamento aprofunda uma crise que já era considerada grave e que, segundo análises, respinga nas intenções de voto de Lula. A campanha estaria preocupada com os impactos do episódio sobre as perspectivas eleitorais, em um momento em que o governo já amargava índices elevados de desaprovação. A avaliação é de que reagir à crise neste contexto é significativamente mais difícil do que seria no início do mandato, dado que cada passo precisa ser calculado sob a ótica eleitoral.

Também foi destacado que o afastamento de Leandro Almada, responsável pelo setor de inteligência da PF, está relacionado a um relatório produzido por esse setor e utilizado por Alexandre de Moraes, o que justificaria, segundo a decisão, o afastamento do dirigente da área. O caso é apontado como um desdobramento do caso Master, do qual o ministro Dias Toffoli foi afastado da relatoria por questões envolvendo suspeição.

AGU deve recorrer ainda hoje de decisão de Mendonça que afastou diretor da PF

Prédio da Advocacia-Geral da União (AGU)Por Estadão Conteúdo

A Advocacia-Geral da União (AGU) deve apresentar ainda nesta terça-feira (8) um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF). A medida deve ser contestada sob o argumento de que a decisão individual do magistrado invade uma atribuição exclusiva do presidente da República.

Segundo apurou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a AGU deve sustentar que cabe privativamente ao chefe do Executivo nomear o diretor-geral da Polícia Federal.

Decisão afasta diretor de inteligência

Além do diretor-geral da PF, André Mendonça determinou nesta terça-feira o afastamento do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa.

Na mesma decisão, o ministro ordenou que a Corregedoria da Polícia Federal instaure procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar. O objetivo é apurar os “graves fatos identificados” na elaboração de relatórios de inteligência.

Relatório cita Mendonça e Banco Master

A decisão ocorre após novos desdobramentos envolvendo investigações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na quinta-feira (3), dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo das investigações, Moraes tornou públicos trechos de um relatório de inteligência produzido pela Polícia Federal. O documento afirma que André Mendonça “denota interesse no início de investigação formal” sobre o Banco Master e o escândalo envolvendo o INSS.

O relatório, que não possui valor probatório, também aponta um “quadro indicativo de que André Mendonça adota posturas muito diferentes” diante de suspeitas relacionadas aos ministros Dias Toffoli e Nunes Marques quando comparadas às que envolvem Alexandre de Moraes, “apresentando discurso de defesa quanto aos dois primeiros”.

Segunda Turma do STF forma maioria para manter afastamento de Andrei Rodrigues; Gilmar Mendes pede vista

Segunda Turma inclui o ministro Luiz Fux – Antonio Augusto/STF

Por JC

Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.

O julgamento virtual extraordinário, no entanto, foi interrompido após um pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, impedindo a conclusão formal da análise neste momento. o ministro Dias Toffoli ainda não apresentou seu voto

Até a interrupção, três dos cinco integrantes da Segunda Turma haviam votado pelo referendo da decisão tomada pelo ministro André Mendonça. Além do relator, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam seus votos e acompanharam integralmente o entendimento.

Com isso, já está formada a maioria necessária para manter as medidas. O pedido de vista de Gilmar Mendes, porém, adia a conclusão formal do julgamento até que o ministro devolva o processo para análise do colegiado.

A decisão individual de Mendonça continua em vigor. Na manhã desta terça-feira, o ministro determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada e ordenou a abertura de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares para apurar a produção de relatórios de inteligência na Polícia Federal.

Mendonça também determinou a suspensão da produção e do compartilhamento de relatórios de inteligência voltados à análise da atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública e responsáveis pela atividade de polícia judiciária.

Crise chega ao colegiado

A formação da maioria na Segunda Turma ocorre em meio à escalada da crise envolvendo integrantes do Supremo, a cúpula da Polícia Federal e a produção de relatórios pela área de inteligência da corporação.

Na decisão, Mendonça afirmou que ao menos seis relatórios produzidos de forma sigilosa entre os dias 3 e 31 de agosto foram encaminhados ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News.

Segundo o ministro, os documentos indicavam a realização de monitoramento sistemático e coleta dirigida de informações sobre autoridades, incluindo o próprio Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Os relatórios também continham análises sobre decisões judiciais, a atuação técnica da Advocacia-Geral da União e investigações conduzidas pela própria Polícia Federal. Para Mendonça, o material extrapolou os limites da atividade de inteligência.

A crise ganhou novos contornos nos últimos dias, após a divulgação de documentos e informações relacionados à atuação de autoridades do sistema de Justiça. Na última quinta-feira (3), Alexandre de Moraes divulgou trechos de um relatório de inteligência da Polícia Federal que fazia análises sobre a atuação de Mendonça.

O documento, sem valor probatório, apontava um suposto “quadro indicativo” de que Mendonça adotava posturas diferentes diante de suspeitas envolvendo os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques, em comparação com Alexandre de Moraes.

A divulgação ocorreu dois dias depois de Mendonça levantar o sigilo das investigações relacionadas à relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, episódio que ampliou a tensão entre integrantes do STF e outros órgãos envolvidos no caso.

Agora, mesmo sem a conclusão formal do julgamento, a maioria já formada na Segunda Turma garante respaldo à decisão de Mendonça. Resta saber qual será o posicionamento de Gilmar Mendes após a devolução do processo e se haverá mudanças ou novos debates sobre as medidas adotadas pelo relator.

Em Afogados da Ingazeira, Itamar França declara apoio a Aline Mariano

Suplente de vereador e blogueiro anunciou apoio à candidatura de Aline à Câmara dos Deputados.

A candidata a deputada federal Aline Mariano recebeu o apoio político de Itamar França, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú.

Itamar, que disputou as últimas eleições municipais e ficou na suplência para a Câmara de Vereadores, afirmou que decidiu apoiar a candidatura de Aline por considerar que ela tem experiência e conhece as demandas da região.

“Aline tem história, experiência e conhece as necessidades do nosso Sertão. É um projeto que merece nosso apoio e nossa confiança”, declarou.

Aline agradeceu o apoio e afirmou que pretende continuar dialogando com lideranças e moradores dos municípios do Pajeú durante a campanha.

“Recebo o apoio de Itamar com muita alegria e, principalmente, com muita responsabilidade. Vamos seguir dialogando com as pessoas e com as lideranças do Pajeú para construir uma representação forte do nosso Sertão em Brasília”, afirmou.

O anúncio integra a agenda política da candidata na região, onde busca ampliar sua base de apoio na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

Foto: Divulgação

Prefeito Fredson Brito e senador Humberto Costa destacam parcerias por São José do Egito

 

Encontro no Recife abordou investimentos federais e iniciativas na área da Saúde do município.

O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, e a secretária municipal de Saúde, Lúcia Brito, estiveram nesta terça-feira (8), no Recife, em reunião com o senador Humberto Costa (PT).

Durante o encontro, foram discutidas ações do Governo Federal destinadas ao município e a participação do mandato de Humberto na articulação de recursos e programas para São José do Egito.

Entre os temas apresentados pela gestão municipal esteve a chegada de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo o prefeito, o veículo já foi recebido e a expectativa é de que o serviço seja implantado em breve no município.

Fredson também citou o Odontomóvel, unidade destinada ao atendimento odontológico, que, de acordo com a Prefeitura, já está em funcionamento na zona rural.

Humberto Costa afirmou que pretende manter a atuação junto ao município na busca por novos investimentos e ações do Governo Federal.

A reunião teve como foco principalmente a área da Saúde e a continuidade das articulações entre a gestão municipal e o mandato do senador.

Foto: Divulgação