Plano Municipal de arborização prevê plantio de 25 mil mudas nos próximos dez anos

O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, lançou nesta sexta (11), o programa Afogados + Verde – Plano municipal de arborização para a cidade. A meta é plantar, nos próximos dez anos, 25 mil mudas de espécies nativas da caatinga e frutíferas. A meta é ousada e representa um política pública, independente de quem estiver exercendo o cargo de Prefeito ou Prefeita.

O lançamento aconteceu no espaço do antigo centro social urbano, ao lado do Tiro de Guerra, onde a prefeitura instalou uma sementeira, que já conta com mais de cinco mil mudas. De acordo com o Secretário municipal de meio-ambiente, Adelmo Santos, desde o início da gestão, a secretaria já realizou o plantio de 2.200 mudas, inclusive em áreas de nascentes e olhos d’Água.

As áreas prioritárias para o plantio das mudas serão ruas residenciais, avenidas, praças e parques, escolas e áreas públicas, margens de rios, nascentes e córregos.

A ampliação da área verde em Afogados traz benefícios como redução na temperatura, melhoria na qualidade do ar que respiramos, embelezamento da cidade, preservação da biodiversidade, abrigo para aves e melhoria geral na qualidade de vida.

Durante o lançamento, o Prefeito Sandrinho Palmeira autorizou a aquisição de mais três mil mudas. “Esse é um plano ousado, inovador, pioneiro, e possível de ser realizado. E o mais importante é que essa é uma política que vai permanecer para as próximas gestões, trazendo mais qualidade de vida para as gerações futuras,” destacou Sandrinho Palmeira.

Durante o evento, Sandrinho também entregou fardamento e crachás com identificação para as equipes de podação. Outra novidade foi a disponibilização de um número de telefone/zap para que a população possa solicitar o plantio de uma ou mais mudas em sua calçada ou quintal, bem como solicitar o serviço de podação autorizada pela Prefeitura. O número é (87) 9.9970-0086.

O lançamento do plano municipal de arborização contou com as presenças do Padre Luiz Marques, professor Saulo Gomes, vice-prefeito Daniel Valadares, vereadores Reinaldo Lima, Lucineide Cordeiro, César Tenório, Mário Martins, Cícero Miguel e Gal Mariano, além de representantes da Diaconia, Rotary Club, rede de mulheres produtoras do Pajeú, IFPE, ITERPE e CDL. Alunos do colégio normal acompanharam o lançamento e tiveram uma “aula” prática sobre meio-ambiente.

Prefeitura de São José do Egito reforça apoio ao empreendedorismo na FENAP 2026

A Prefeitura de São José do Egito participa ativamente da FENAP 2026 – Feira de Negócios do Alto Pajeú, como um dos patrocinadores oficiais do evento, que começou na noite desta quinta-feira (10) e segue até sábado (12), no Pátio de Eventos Miguel Arraes de Alencar.

Por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, o governo do prefeito Fredson Brito disponibilizou espaços na feira para 16 empreendedores que se inscreveram e foram selecionados. Para participar, os candidatos deveriam se enquadrar em uma das seguintes categorias: inovação, comércio e serviços, empreendedorismo rural ou economia criativa.

Participaram da seleção tanto empreendedores formalizados quanto informais. Entre os selecionados, estão associações e startups, representando diferentes segmentos da economia local.

O prefeito Fredson Brito participou da abertura oficial da FENAP 2026, na noite de ontem (10), reforçando o compromisso do município com o fortalecimento do pequeno empreendedor. Ele destacou que “a prefeitura está patrocinando esta feira tão importante, apoiando o pequeno empreendedor, de mãos dadas, e transformando pra melhor, com emprego e renda, a vida do nosso cidadão.”

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Pedro Lira, explicou que a iniciativa surgiu para oferecer oportunidade a pequenos empresários que, em outras edições, não conseguiam expor devido ao alto custo dos estandes. Segundo ele, a prefeitura adquiriu os espaços e os franqueou aos empreendedores acompanhados pela secretaria.

Considerada a maior feira de negócios do Alto Pajeú, a FENAP 2026 reúne mais de 100 expositores e espera receber milhares de visitantes ao longo dos três dias de evento. A programação inclui exposição de produtos e serviços, praça de alimentação, área kids e atrações musicais todas as noites.

Com essa ação, a Prefeitura de São José do Egito reafirma seu papel de incentivadora dos pequenos empresários, assegurando ao município a geração de emprego e renda e fortalecendo a economia local por meio do empreendedorismo.

Iguaracy: Dr. Pedro Alves comemora chegada de ambulância do SAMU para reforçar a saúde do município

O município de Iguaracy foi contemplado com uma nova ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), equipamento destinado a fortalecer a estrutura de atendimento de urgência e emergência da população.

A conquista, viabilizada por meio do Ministério da Saúde, foi comemorada pelo prefeito Dr. Pedro Alves, que destacou a importância da chegada do veículo para ampliar e qualificar o atendimento à população iguaraciense.

A nova ambulância representa mais um reforço para a rede municipal de saúde, contribuindo para o atendimento de ocorrências de urgência e para o transporte adequado de pacientes que necessitam de assistência especializada.

Para o prefeito Dr. Pedro Alves, a chegada do equipamento demonstra o compromisso da gestão municipal em buscar investimentos e melhorias para a saúde pública.

“É uma conquista importante para Iguaracy. Essa ambulância chega para fortalecer nossa saúde e oferecer mais segurança e agilidade no atendimento à nossa população. Seguiremos trabalhando para garantir mais investimentos e melhores serviços para o nosso povo”, destacou o prefeito.

Com a chegada da ambulância do SAMU, o município passa a contar com mais uma importante ferramenta para fortalecer a assistência em saúde e garantir maior suporte.

Pesquisa Quaest: 55% dos pernambucanos creem na vitória de Raquel já 32% acham que quem ganha é João

O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e a governadora Raquel Lyra (PSD)Por TEREZINHA NUNES

A rejeição aos principais candidatos a presidente e a governador também é mostrada na pesquisa. A rejeição ao presidente Lula é de 38% já a de Flávio Bolsonaro chega aos 65%. Raquel é rejeitada por 34% e João Campos por 38% dos eleitores pernambucanos. Quanto às intenções de voto para presidente, caiu de 55 para 54% os que dizem que vão votar em Lula e aumentou também um ponto de 19 para 20% os que se declaram favoráveis a Flávio Bolsonaro.

A pesquisa Quaest desta semana, cujo relatório completo foi disponibilizado para consulta esta quinta-feira, mostra que, apesar da governadora Raquel Lyra ter 43% das intenções de voto, 55% dos eleitores acreditam que ela vai ser eleita. No caso de João Campos, 32% dos entrevistados creem que ele vai ser eleito, embora suas intenções de voto tenham chegado aos 37%.

Embora seja necessário consideA rejeição aos principais candidatos a presidente e a governador também é mostrada na pesquisa. A rejeição ao presidente Lula é de 38% já a de Flávio Bolsonaro chega aos 65%. Raquel é rejeitada por 34% e João Campos por 38% dos eleitores pernambucanos. Quanto às intenções de voto para presidente, caiu de 55 para 54% os que dizem que vão votar em Lula e aumentou também um ponto de 19 para 20% os que se declaram favoráveis a Flávio Bolsonaro.rar a margem de erro da pesquisa que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, o levantamento mostra que entre os lulistas, 42% acreditam na vitória de Raquel e 45% na de João. Só neste nicho do eleitorado o ex-prefeito derrotaria a governadora. Na esquerda não lulista 48% creem que Raquel ganha a eleição e 47% acham que é João. Entre os independentes a vitória de Raquel é prevista por 56% e a de João por 27%. Já na direita não bolsonarista 76% acham que a vencedora será a governadora e 16% o ex-prefeito, entre os bolsonaristas a vitória de Raquel é prevista por 84% enquanto 11% apostam em João Campos.

De 24 de agosto, quando a Quaest fez sua penúltima pesquisa, para 7 de setembro quando concluiu esta última, aumentou de 52 para 57 por cento o percentual de eleitores que dizem saber que João Campos é apoiado por Lula, enquanto passou de 4 para 7% os que dizem que Lula apoia a governadora. Uma grande parte da população, porém, ainda não tomou conhecimento desta realidade. Em agosto 43% diziam não saber qual dos candidatos estava apoiado pelo presidente e agora o percentual caiu para 35% o que significa um terço dos eleitores.

Enquanto 76% dos eleitores dizem que já definiram o voto para governador chega a 81% os que já sabem em quem vão votar para presidente. Nesta época de crise envolvendo o STF o pernambucano continua decidido a comparecer às urnas. Dos entrevistados pela Quaest 80% disseram que sempre votaram e vão votar este ano; 6%que sempre votam mas não vão votar; 8% já tinham deixado de votar mas este ano vão votar.

A rejeição aos principais candidatos a presidente e a governador também é mostrada na pesquisa. A rejeição ao presidente Lula é de 38% já a de Flávio Bolsonaro chega aos 65%. Raquel é rejeitada por 34% e João Campos por 38% dos eleitores pernambucanos. Quanto às intenções de voto para presidente, caiu de 55 para 54% os que dizem que vão votar em Lula e aumentou também um ponto de 19 para 20% os que se declaram favoráveis a Flávio Bolsonaro.

Mendonça atende pedido de Fachin e retira sigilo do caso Master

Por JC

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu o pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, e retirou o sigilo existente no caso Master. A decisão de Mendonça aconteceu pouco temp depois de Fachin fazer a solicitação.

A decisão cria ainda mais expectativas acerca da sessão extradordinária do STF, marcada para a próxima terça-feira (15).

Mendonça determinou o levantamento do segredo de Justiça da Petição 15.556 e de outros 14 procedimentos relacionados ao caso.

Entre os processos liberados estão dois inquéritos e dezenas de petições em andamento. A liberação inclui os inquéritos de número 5.026 e 5.035, além de uma reclamação e 11 petições que correm no tribunal.

Mendonça também determinou o envio de cópias integrais dos autos. Segundo o despacho, estão sendo adotadas providências administrativas para encaminhar o material, em HD próprio, à Presidência e aos gabinetes dos ministros do STF.

Mendonça é o relator das investigações e, por isso, cabia a ele decidir sobre a retirada do sigilo dos documentos. Fachin solicitou que todos os procedimentos contidos ou relacionados à investigação sejam encaminhados à Presidência e aos gabinetes dos ministros do STF.

O documento foi produzido a pedido de Mendonça e passou a ser questionado por integrantes da Corte. Segundo as reportagens, parte dos ministros considera que a investigação de um integrante do STF deveria ter sido submetida previamente ao plenário.

Mendonça havia retirado o sigilo de mensagens entre Moraes e Vorcaro na semana passada. O material faz parte do relatório da PF e reúne 52 mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a um número identificado pelos investigadores como pertencente ao ministro.

Crise no STF
A divulgação do relatório ampliou a crise entre integrantes do Supremo. Moraes pediu a investigação de Mendonça, enquanto o relator determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. As decisões foram posteriormente suspensas por Fachin, que também retirou das mãos de Moraes um inquérito relacionado ao caso.

Na última sexta-feira, Fachin havia retirado o pedido de investigação contra Mendonça do inquérito das fake news e cobrado explicações dos envolvidos. O presidente do STF também determinou que decisões envolvendo ministros da Corte passassem pela Presidência.

A sessão de terça-feira deverá discutir o processo relacionado às medidas determinadas por Mendonça e a possibilidade de abertura de investigação envolvendo Moraes. O caso será analisado pelo plenário do Supremo.

Caixa Econômica apresenta proposta final para encerrar greve e ameaça ir à Justiça contra bancários

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2026/09/10/17890646116aa2f5a300c6c_1789064611_3x2_xs.jpgFolha de S.Paulo

A Caixa Econômica Federal ofereceu nova proposta aos bancários, alterando os percentuais de desconto no plano de saúde e oferecendo outros benefícios para encerrar a greve nacional da categoria, iniciada nesta quinta-feira (10).

O banco mantém a nova proposta até esta sexta-feira (11) e, se ela não for aceita pela, ameaça ir à Justiça contra os funcionários por dissídio coletivo, para pôr fim à paralisação.

Entre os itens oferecidos pelo banco estão prêmio de R$ 3.000 por funcionário, pagamento de Participação nos Lucros e Resultados no dia 18 e ampliação do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%.

Além disso, no plano de saúde, os bancários pagariam percentual sobre o salário-base que vai de 2,30% do até 4,10%, conforme a idade, e valor por dependente de R$ 480 a R$ 660, também conforme a idade. O plano de saúde era o principal impasse.

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta final da Caixa será avaliada pelos empregados em assembleia nesta sexta-feira (11).

“A Caixa alterou a proposta porque percebeu a forte insatisfação dos empregados e a força da mobilização da categoria, afirma Neiva Ribeiro, presidente do sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

Nesta quinta-feira, clientes que procuraram atendimento presencial em agências da Caixa encontraram as portas fechadas e cartazes informando sobre a greve nacional da categoria. Apenas os caixas eletrônicos estavam funcionando.

A reportagem da Folha esteve em unidades na zona leste da capital paulista e na região central de São Paulo, e em Curitiba, no Paraná. Em todas elas havia cartazes e faixas sobre a paralisação, que começou nesta quinta e não tem data para terminar.

No Banco do Brasil, a greve é parcial e atinge alguns estados. Em São Paulo, o funcionamento foi normal.

O impasse entre os empregados da Caixa e do BB com a direção é pelo plano de saúde. Bancos privados aceitaram a proposta dos bancos e assinaram o acordo da categoria na última quarta-feira (09), com reajuste real de 0,6% acima da inflação.

O que diz a proposta final da Caixa (válida até hoje – 11):

  • Prêmio de R$ 3.000 por empregado;
  • Pagamento no dia 18 de setembro do salário reajustado, PLR, Super Caixa e prêmio de R$ 3.000;
  • Ampliação do teto da Caixa no custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%;
  • Antecipação da parcela da Caixa da 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030 para contribuir com a cobertura do déficit do Saúde Caixa;
  • Pagamento dos valores relativos ao Programa de Assistência Médico-Supletiva, a partir de 2027;
  • Ações de prevenção à saúde no valor de R$ 236 milhões a partir de janeiro de 2027;
  • Grupos de trabalho para discutir melhorias de eficiência do plano, as três fontes de renda e a criação de um modelo que destine ao Saúde Caixa parte do lucro relacionado à produtividade.

Proposta para o plano de saúde Caixa (válida até hoje – 11)

  • De R$ 75 para R$ 150 na consulta em pronto-socorro (fora do teto);
  • Isenção de coparticipação em telemedicina;
  • Abertura de adesão de 90 dias para titulares que estão fora do plano;
  • Impossibilidade de reingresso após o cancelamento da adesão;
  • Teto de coparticipação anual de R$ 3.600 para R$ 4.800 por grupo familiar;
  • Recadastramento anual obrigatório;
  • Teto por grupo família 9%;
  • Dependentes indiretos fora do teto;
  • Piso por beneficiários R$ 50;
  • 13 mensalidades.

Em nota, a Caixa afirma que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas.

Segundo o banco, durante esse período, os clientes podem utilizar os canais digitais para pagar conta, como o aplicativo da Caixa, o internet banking e o WhatsApp (0800-1040104), além dos apps Caixa Tem, Cartões CAIXA, Habitação CAIXA, DPVAT e FGTS.

O atendimento telefônico está disponível pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades). Também estão disponíveis os caixas eletrônicos e a rede Banco24Horas.

O Banco do Brasil diz participar da mesa única de negociação, com presença de todos os bancos, onde foram debatidas as questões gerais da categoria bancária, incluindo o índice de reajuste.

Além disso, o banco afirma ter uma mesa específica com as entidades sindicais nas quais são tratadas as questões do funcionalismo do BB.

O Banco do Brasil orienta os clientes a pagar contas por meio dos atendimentos pelo aplicativo BB, internet banking, correspondentes bancários e central de relacionamento pelo telefone 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-7290001 (demais localidades), além do Whatsapp (61 4004-0001).

Debate ao Senado: Marília tem embates com Túlio e Mendonça, da Fonte é pressionado sobre voto para presidente

Debate entre os candidatos ao senado por Pernambuco, promovido pela Tv NovaPor Emerson Saboia

Em debate entre candidatos de Pernambuco ao Senado, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diário de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, a candidata Marília Arraes (PDT) acusou o candidato Túlio Gadêlha (PSD) de machismo e misoginia, além de chamar Mendonça Filho (PL) de filhote da ditadura. O liberal também pressionou Eduardo da Fonte (PP) para revelar seu voto para presidente.

O debate foi realizado na noite desta quinta-feira (10), no Centro de Convenções do Senac Caruaru, no Agreste.

Foram convidados para o debate, por seus partidos atenderem ao critério de representação mínima no Congresso Nacional, Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD).

Dois representantes de Pernambuco serão eleitos ao Senado Federal nas eleições de 4 de outubro para cumprir mandato de oito anos, entre 2027 e 2035.

Segundo bloco

Ponto alto do segundo bloco do debate, o embate entre Túlio e Marília levantou faíscas quando o candidato de Raquel Lyra (PSD) relembrou “brigas” que a candidata teve. “Você brigou com Renata Campos, você brigou com João Campos, você brigou com o próprio PT, que inclusive abriu uma representação no Conselho de Ética contra a sua pessoa”, apontou.

Inicialmente, Marília devolveu, afirmando que vai “brigar muito por Pernambuco”. A pedetista disse que vai utilizar da “coragem” para lutar pelas mulheres e pela justiça social. Túlio, em seguida, utilizou seu tempo para falar das brigas que planeja comprar no Senado. O candidato mencionou a PEC da Blindagem e o fim da escala 6×1.

Na reta final do embate, Marília respondeu novamente sobre as “brigas” que o candidato relembrou. Nesse momento, aconteceu a acusação.

“Sabe o que eu acho interessante? Quando uma mulher é firme nas suas convicções, quando uma mulher tá lá defendendo o que acredita, quando uma mulher é forte, ela é chamada de brigona, ela é chamada de complicada, ela é chamada de um monte de coisa. A fala do candidato foi uma fala extremamente machista”, questionou.

Túlio dobra a aposta e relembra a morte do marido de Raquel durante as eleições de 2022, nas quais Marília disputou contra a atual governadora. “A candidata fala das mulheres, mas quando a governadora perdeu o seu esposo, não abriu mão da inserção de TV. O tribunal disse que poderia não haver inserção no outro dia. Ela fez questão de fazer campanha. Eu não acho que isso é solidário com uma mulher”, colocou.

“O que o candidato acabou de falar é uma mentira. Eu vou colocar nas minhas redes sociais qual é a verdade, mas eu quero dizer que ele continua sendo machista, continua sendo misógino, aliás, bem condizente com o palanque onde ele está, cheio de bolsonaristas, cheio de gente que defende até que mulher não deve votar. É uma pena, Túlio”, retrucou a candidata.

Pedido de resposta

Ao final do bloco, a bancada jurídica do debate discordou da acusação de machismo e misoginia contra Túlio Gadêlha. O candidato obteve um minuto para responder:

“Eu estou tendo esse um minuto de resposta porque fui agredido pela candidata Marília Arraes. Fui agredido de uma forma injusta. A gente sabe da importância de valorizar as mulheres. Quando eu afirmei que a candidata não foi solidária à governadora Raquel Lyra, quando perdeu seu marido, que faleceu durante a eleição passada, ela não retirou o guia de televisão – um pedido da governadora que o TRE deixou nas mãos da coligação da candidata Marília Arraes. Ser parceiro das mulheres é entender esses momentos difíceis, é você fazer política pública para aquela mulher ter mais oportunidade na vida. Por isso, a gente tem investido tanto na qualificação profissional das mulheres e trazido para Pernambuco centros de referência da mulher”, respondeu.

Marília e Mendonça

Em seguida, Marília teve a oportunidade de questionar Mendonça Filho acerca do 8 de janeiro – marcado pela invasão a prédios do Congresso Nacional. O liberal criticou o julgamento do STF.

“A gente assistiu a um processo judicial absurdamente fora daqueles parâmetros daquele devido processo legal, porque, na verdade, aquilo deveria obedecer a um juiz de primeira instância, foi julgado numa turma do Supremo Tribunal Federal, sem assegurar minimamente sequer o direito à defesa por parte de pessoas que estavam numa manifestação que provocou bagunça no Congresso Nacional”, declarou.

Marília ainda perguntou sobre o Golpe de 1964, o qual Mendonça classificou como “uma ruptura democrática, indiscutivelmente”, assumindo as evidências de mortos, presos e torturados no regime. A pedetista devolveu, chamando o candidato de “filhote da ditadura”.

Mendonça e da Fonte

O candidato Mendonça Filho questionou Eduardo da Fonte sobre seu voto para presidente da República. O progressista não se comprometeu e falou da aliança com a governadora Raquel Lyra.

“Eu voto em Pernambuco, estou ao lado da governadora Raquel Lyra, trazendo transformações para o estado de Pernambuco. Irei defender o governo dela com o presidente da República para que a gente possa fortalecer Pernambuco”, afirmou.

Ainda pressionado por Mendonça, da Fonte manteve o tom, sem revelar o voto.

Debate ao Senado: temas como maioridade penal e governos Bolsonaro e Lula dividem opiniões

Debate entre os candidatos ao senado por PernambucoPor Juliano Muta

No terceiro bloco do debate entre candidatos ao Senado por Pernambuco promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, na noite desta quinta (10), temas polêmicos como a redução da maioridade penal e a comparação entre os governos Bolsonaro e Lula geraram divergências.

Temas como a obra da ferrovia Transnordestina, o acesso a medicamentos, a violência contra a mulher, abastecimento de água também foram abordados nos confrontos diretos entre os postulantes à Casa Alta.

Logo no início do bloco, a candidata Marília Arraes (PDT) teve seu direito de resposta solicitado contra Túlio Gadêlha (PSD) concedido. Em seu direito de resposta anterior, Gadêlha chamou Marília de “brigona” e o termo motivou a concessão de um minuto para a pedetista se defender.

Maioridade penal
O primeiro a perguntar na rodada foi o candidato Mendonça Filho (PL) que abordou o tema da segurança pública, questionando o petista sobre os temas da proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e a modificação na chamada audiência de custódia.

“Eu sou contra a redução da maioridade penal. Porque isso vai significar que aqueles jovens que tenham cometido algum tipo de delito, poderão ser encaminhados para um presídio comum, onde nós sabemos que é a grande escola de formação de criminosos. Os criminosos que compõem as facções, eles são recrutados dentro de uma prisão, significa que você vai ter uma grande probabilidade dele se formar nessa escola do crime. Agora, eu defendo que não haja nenhum tipo de agravamento das medidas socioeducativas. Eu acho que, por exemplo, o cometimento de um crime grave, deve ampliar o tempo dessa medida socioeducativa”, respondeu Humberto.

“Na verdade, Humberto repete a velha tese do PT, que sempre torna a vítima do crime alguém que não tem nenhuma proteção do Estado brasileiro. E um jovem de 17 anos, por exemplo, que estupra e mata, comete um feminicídio, ele tem que cumprir pena. A gente tem que reduzir a maioridade penal, como ocorre nas principais nações do mundo: Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos”, rebateu Mendonça.

“É inaceitável que jovens hoje amarem os e continuem impunes. Então, eu, pessoalmente, defendo que a gente possa endurecer esse tipo de prática. Ele não respondeu sobre a audiência de custódia, que é outra mazela na área da segurança pública. Alguém que comete um crime, na audiência de custódia, depois de cometer um assalto, por exemplo, é prontamente liberado.A gente tem que endurecer justamente a legislação para punir quem comete crime no Brasil, Humberto, e não proteger criminosos, como faz o PT, infelizmente”, disparou o candidato do PL.

“Eu não vejo em países que adotaram até uma uma idade penal menor, há países até com crianças de 12 anos que podem ser presas e passarem muitos anos na cadeia, uma redução da violência, uma redução da criminalidade. Com relação à audiência de custódia, isso tá na lei. Cabe o julgamento do juiz. Ele vai dizer se aquele aquele caso é um caso que necessita de transformação de uma prisão de uma prisão em flagrante em uma prisão preventiva ou não. Eu acho que o que nós temos que melhorar é a forma de exercício da jurisdição, que os juízes possam avaliar melhor e em casos que caibam, nós possamos ter a audiência de custódia liberando, mas em muitos casos prendendo preventivamente aquele cidadão”, respondeu o petista.

“Onde o PT domina e comanda o Estado, são os maiores indicadores de violência no Brasil. Bahia, Ceará, dominadas pelo crime organizado, bairros inteiros comandados por traficantes e líderes de facção. A gente defende o endurecimento da reação por parte do Estado e, como senador da República, vou propor e defender a redução da maioridade penal e o combate ao crime com firmeza, com firmeza de verdade”, concluiu Mendonça.

Outro embate de destaque no terceiro bloco foi entre os candidatos Túlio Gadêlha e Mendonça Filho, que divergiram sobre o legado do governo Bolsonaro para o Brasil e sua política de saúde durante a pandemia.

“Candidato Mendonça Filho, lhe vejo como uma pessoa inteligente, centrada. Eu não sei, Mendonça, como você se sente em um partido onde tem sido liderado por uma figura que foi contra a ciência, que retirou orçamento das universidades, que foi contra a vacina, que salva tantas vidas. Como você se sente nesse ambiente?”, questionou Túlio.

“Túlio, primeiro acho que você tem que se descontaminar dessa sua visão ideológica muito preconceituosa. O Brasil foi um dos países do mundo que antecipou a distribuição de vacinas. Isso foi fruto de um esforço. Muito grande do governo central do então presidente Bolsonaro. Evidentemente que ele teve uma posição com relação à sua própria vacina, ao seu direito a se vacinar. Eu me vacinei. Flávio Bolsonaro, que é o meu candidato a presidente da República, também se vacinou. Bolsonaro elevou substancialmente o auxílio emergencial de R$ 180 reais para R$ 600 reais atendendo a população de mais baixa renda no Brasil”, rebateu Mendonça.

PT pede que Mendonça e Dino derrubem sigilo de investigações sobre Master

Daniel Vorcaro/DivulgaçãoEstadão Conteúdo

O Partido dos Trabalhadores (PT) pediu, nesta quinta-feira (10), aos ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubem o sigilo em relação às investigações sobre o Banco Master.

O argumento do PT é que a divulgação de trechos das informações contidas nas investigações, como ocorreu nas últimas semanas, afeta o processo eleitoral de maneira indevida.

“O resultado da divulgação de trechos é uma publicidade em mosaico: são públicos os feitos incidentais mais recentes e os documentos deles desentranhados; permanecem sigilosos os autos principais, que contêm o contexto. É sobre esses recortes – e sobre o que deles vaza – que se constrói, a menos de um mês do primeiro turno, o debate eleitoral”, alegou o partido no pedido.

O PT argumenta que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados, aos governos estaduais e às assembleias legislativas estão sendo “diretamente atingidos pelo modo como o acervo destes autos vem chegando ao debate público – em fragmentos, por vias não institucionais, sem que os demais competidores possam conferir o contexto do que se divulga”.

Mendonça é o principal relator do caso Master no STF. Dino é relator da ação que trata do uso de emendas parlamentares para o financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O PT pede que os ministros derrubem o sigilo de toda a investigação, não de apenas partes. Nesta quinta, Dino retirou o sigilo apenas da decisão que autorizou a operação da Polícia Federal no caso do “Dark Horse”.

A reação de Lula aos impasses no STF

Presidentes do STF, Edson Fachin, e da República, Luiz Inácio Lula da Silva - (crédito: Pedro França/CNJ)Por Armando Holanda

Em meio ao aumento da tensão no Supremo Tribunal Federal (STF), interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatam que o petista tem procurado evitar que a crise institucional contamine o Palácio do Planalto. A avaliação nas hostes palacianas é de que, apesar da preocupação com os desdobramentos no Judiciário, Lula não demonstra disposição para entrar em clima de pânico diante dos impasses na Corte.

A pessoas próximas, a percepção transmitida é a de um presidente mais tranquilo do que integrantes do próprio governo diante do cenário. Um interlocutor com trânsito no Planalto resume que Lula já atravessou “muitas tempestades” na vida política e, por isso, tenta impedir que a apreensão em torno do STF passe a ditar os movimentos do Executivo.

O cálculo passa também pela experiência acumulada ao longo do atual mandato. Auxiliares lembram que Lula assumiu um país politicamente fraturado, enfrentou uma relação difícil com um Congresso de maioria conservadora e, agora, chega à reta final do governo diante de uma nova turbulência institucional.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, é nesse contexto que o presidente tem procurado separar a preocupação com a crise de uma eventual interferência na condução do Supremo. No Planalto, a leitura é de que existe uma fragilidade que precisa ser administrada, porque a Corte teve papel considerado fundamental na defesa da democracia nos últimos anos.

O incômodo, porém, está justamente no fato de personagens que estiveram no centro dessa atuação terem passado a ocupar o “olho do furacão”. A situação é vista como particularmente delicada por atingir a imagem de uma instituição que, na avaliação do governo, foi decisiva durante os momentos de maior tensão política do país.