Por Clara Nascimento
O candidato ao governo pela Frente Popular de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou, em sabatina da TV Tribuna, nesta quarta-feira (9), que pretende buscar uma solução definitiva para os problemas do Metrô do Recife e garantir a expansão do sistema. O candidato também mencionou a criação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando o bairro de Afogados ao Centro do Recife.
“O metrô hoje apresenta uma dificuldade de funcionamento muito grande, impacta a vida de quem usa esse sistema. Por isso, é preciso ser resolvido. O nosso compromisso é poder buscar uma solução definitiva e que garanta também o sonho da expansão do metrô”, afirmou.
Campos defendeu que uma eventual transferência da operação do metrô para o governo de Pernambuco, em parceria com o governo federal, seja acompanhada da ampliação da malha ferroviária.
“O modelo do estado poder assumir em parceria com o governo federal é um modelo que é preciso ser feito, que tem coisas positivas, mas a gente não pode aceitar sem expansão da malha. O que é isso? Recuperar a malha existente e construir novos”, afirmou.
Saúde
Na área da saúde, João Campos defendeu a construção de quatro hospitais e citou ações realizadas durante sua gestão como prefeito do Recife. Entre as propostas, estão o Hospital Geral Metropolitano, com 900 leitos, além de unidades em Petrolina, Araripina e o Hospital da Criança de Caruaru.
“Eu tô aqui para dizer que dá para fazer. Eu fiz isso como prefeito. Agora chegou a hora de fazer pelo estado. Então, nós temos um compromisso de construção de quatro hospitais. Tem como fazer? Claro que tem como fazer”, declarou.
Educação
O candidato prometeu ampliar número de vagas para a educação integral e dobrar o número de escolas técnicas em Pernambuco.
Prometeu também lançar o programa educacional Embarque Digital para o todo o estado. Atualmente, o programa funciona apenas em nível municipal. É uma parceria da Prefeitura do Recife com o Porto Digital, para oferecer bolsas de estudo integrais em cursos superiores de tecnologia
João Campos também mencionou propostas de apoio financeiro e empreendedorismo para estudantes que concluírem a formação técnica.
Segurança
Na segurança pública, o candidato afirmou que pretende criar um “pacto antifacção” diante do avanço de grupos criminosos no estado.
“Isso é um ponto decisivo, porque as facções estão entrando em Pernambuco. Quem está me escutando sabe: facções como Comando Vermelho e o PCC estão entrando em Pernambuco”, afirmou.
Entre as medidas propostas estão o fortalecimento das polícias, integração com Ministério Público e Judiciário e rastreamento de dinheiro.
Feminicídio
Para combater a violência contra a mulher, João Campos prometeu “duplicar o número de delegacias, garantir que elas funcionem 24 horas e garantir tornozeleira para todos os agressores de mulher”.
Para o interior, o candidato defendeu a ampliação da assistência à saúde, recuperação de estradas e investimentos em abastecimento de água.
“No Sertão, a gente precisa expandir o atendimento de câncer”, afirmou, lembrando a proposta de implantação de estruturas de quimioterapia e radioterapia em Serra Talhada.
Ainda sobre o mesmo tema, disse que, como prefeito do Recife, nunca foi instado a participar do programa, que a cidade foi retirada da discussão da segurança porque ele não pertence a base do governo.
“Isso está errado porque não é a política que decide, isso é técnica, é respeito. Vou conversar com os prefeitos, principalmente das cidades de médio e grande porte, para que possam participar ativamente do programa de segurança”, prometeu.
Gabinete do Ódio
O candidato não se furtou de responder sobre as denúncias de um susposto gabinete do ódio vinculado ao governo do estado. João Campos afirmou que tem recebido ataques contra a honra desde a reeleição para a Prefeitura do Recife, em 2024.
Ele alegou que vem denunciando a existência da estrutura há mais de um ano e cobrou explicações ao governo estadual.
“É completamente diferente um ambiente de disputa eleitoral no momento de eleição onde críticas são feitas por apoiadores de candidaturas adversárias a mim, críticas de apoiadores meus a candidaturas adversárias, de um ambiente instrumentalizado de um gabinete do ódio. Agora, quem deveria responder a essas questionamentos é exatamente quem nomeou um servidor que era do governo federal e foi nomeado no governo do Estado e dito por ele a imprensa nacional um objetivo de me desidratar”, declarou.
Ao encerrar a sabatina, João Campos destacou a experiência adquirida durante os cinco anos e três meses em que esteve à frente da prefeitura e afirmou ter deixado o cargo com mais de 80% de aprovação.