Raquel enfrenta desafio de transformar a aprovação do seu Governo em intenções de voto

Governadora e candidata à reeleição, Raquel LyraPor TEREZINHA NUNES

Conhecido há muito tempo no mundo da economia, o termo incumbente é relacionado a um chefe ou executivo que está no exercício do cargo em uma empresa. Diante disso, costuma-se dizer que ele tem vantagens quando desfiado a enfrentar concorrentes que não conhecem suficientemente o mercado no qual vão atuar nem tem a experiência que ele acumulou.

O termo foi transportado para a política com o surgimento da reeleição. Hoje os cientistas políticos chamam de incumbentes os prefeitos, governadores ou presidentes que disputam a reeleição aos quais atribuem a vantagem de disputarem em pleno mandato, com tudo de bom que isso possa representar.

Essa vantagem, segundo eles, só é posta em cheque se o incumbente tiver considerável desaprovação. Em função disso concluem, com base em levantamentos realizados no Brasil e no Exterior, que um candidato à reeleição com apenas 45% de aprovação tem sérias dificuldades de se reeleger. Entre 45 e 50% tem chances consideráveis de sucesso e, acima disso, são francos favoritos.

Hoje a governadora Raquel Lyra tem sua administração aprovada por mais de 60% da população, tendo algumas pesquisas chegado aos 68%.

Bateu no teto?

Nos últimos dias, porém, com a aproximação do primeiro turno das eleições e após a governadora ter tido um crescimento vertiginoso, chegando a superar o seu adversário, o ex-prefeito João Campos, que chegou a ter 30 pontos na sua frente, muita gente se pergunta por que Raquel, com até 68% de aprovação, só tem 47% das intenções de voto, conforme o ultimo Datafolha?

O mesmo Datafolha fez uma projeção dos votos válidos informando que ela hoje teria 51% dos votos, podendo vencer a eleição no primeiro turno, e João teria 46%.

É possível que ela cresça mais até o dia da eleição? Isso é algo difícil de prever em uma campanha eleitoral onde o imponderável pode surpreender mas está claro que, da mesma forma que João Campos estava tão bem nas pesquisas e caiu bastante à medida em que ela foi crescendo com base no trabalho realizado e na sua prestação de contas, ela cresceu muito, atingiu um teto confortável, mas parou de crescer.

Chances no 1º turno

O cientista político Adriano Oliveira – que, em entrevistas ao programa Passando a Limpo da Rádio Jornal, cravou desde o início do ano, com base em pesquisas qualitativas, que Raquel cresceria e venceria a eleição ainda no primeiro turno, disse esta sexta-feira (18) a este blog que sua previsão é a mesma: “A governadora ganha no primeiro turno e pode eleger seus dois senadores, pois a eleição para o Senado continua aberta e, só a partir de agora, a população começa a tomar conhecimento de que seus candidatos são Eduardo da Fonte e Túlio Gadelha”.

Otimismo em excesso?

Só o tempo dirá. Para ele, as pesquisas qualitativas mostram um desejo de continuidade e não de mudança, o que João Campos estaria propondo. “Além disso, o reconhecimento de que a governadora está realizando um bom trabalho, como mostra a aprovação do seu Governo, é uma prova de que as pessoas querem que ela continue o trabalho que começou.”

Já a cientista política Priscila Lapa, diz que “as boas avaliações são fundamentais, e elas embalam e prospectam um bom cenário para o incumbente mas não necessariamente representam, matematicamente, o total da intenção de voto. Raquel cresceu por isso e tornou-se, digamos assim, favorita no processo eleitoral, mas a gente também precisa ver que, do outro lado, existe uma adversário que teve uma boa avaliação quando foi prefeito do Recife e ela precisa, além da boa administração, tirar votos do adversário na Região Metropolitana, onde há uma oposição também consolidada. Tem uma rejeição também, é verdade, mas com uma boa avaliação isso acaba estabelecendo um certo teto para crescimento da intenção de votos da governadora”.

A força de Lula

Outro especialista no assunto, o cientista político Felipe Ferreira Lima chama atenção para a necessidade de analisar a aprovação da governadora de acordo com as regiões do Estado.

“Ela se mostra maior no interior, onde está sua base eleitoral, e menor na Região Metropolitana, onde João Campos tem maior popularidade. O que a capital parece revelar não é rejeição à governadora mas um eleitorado que separa a avaliação do governo da escolha do candidato para o futuro. Entre aprovar e votar existe um hiato que não é um defeito da pesquisa, é a diferença normal entre avaliação retrospectiva, amplificada pela popularidade pessoal de João Campos e na minha visão também uma polarização nacional.”

Sobre a provável vinda de Lula a Pernambuco e o efeito que isso pode ter neste momento de vésperas de eleição ele afirma: “Não creio que a vinda de Lula impacte negativamente para Raquel no interior, porém pode fazer elastecer o crescimento de João no Recife e na Região Metropolitana”.

E completa: “Mas entre João e Raquel quem tende a perder estando aqui é Lula, que pode, no lugar de somar mais votos no Estado, dividi-los, abrindo caminho para parte do eleitorado de Raquel começar a olhar para candidatos da terceira via como Augusto Cury, Caiado ou Zema”.

Carreata mostra força da Frente Popular em Afogados da Ingazeira

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O prefeito Sandrinho reuniu ontem (18) os candidatos a Vice-governador Carlos Costa, a Deputado Federal Pedro Campos e a Deputada Estadual Maria Arraes e arrastou uma multidão de apoiadores. Destaque também para a interação das pessoas nas casas e calçadas ao longo do percurso.

O vice-prefeito Daniel Valadares, o presidente da Câmara Vicentinho e todos os vereadores da base participaram da carreata. “É a força do nosso grupo e o anúncio das vitórias de João Campos Governador e Lula Presidente. Esta energia tomou conta de Pernambuco e vai crescer ainda mais até o dia 4 de outubro”, resumiu Sandrinho.

Carlos Costa também comemorou o resultado do evento. “Estamos andando Pernambuco inteiro e a recepção sempre é essa. Afogados reforça essa caminhada e dá mais uma demonstração de força, de união e de certeza da nossa vitória.”

Para a próxima semana dois grandes momentos são esperados pelo Frente Popular: as visitas de Lula a Pernambuco e de João Campos ao Pajeú. Os movimentos de rua prometem aquecer ainda mais a militância nesta reta final de campanha.

Iguaracy: Kauã Menezes leva multidão à segunda noite da Festa de Setembro na Caatingueira

A segunda noite da Festa de Setembro da Caatingueira, em Iguaracy, foi marcada por muita música, animação e grande participação popular. O evento, realizado nesta sexta-feira (18), integra a programação em homenagem a São Vicente Férrer, padroeiro da comunidade.

A programação começou com a apresentação do artista local Cleisson Pressão, representante da própria comunidade da Caatingueira. Com um repertório marcado pelo piseiro, forró e pisadinha, o cantor animou o público e mostrou talento e desenvoltura durante toda a apresentação.

O evento também contou com a presença do prefeito Dr. Pedro Alves que estava acompanhado de integrantes da equipe de governo e também dos secretários Rodrigo Faustino (Cultura), Carlinhos de Trindade (Agricultura), Chico de Sales (Distrital) e Dr. Luís Henrique (Adj. Administração), representantes políticos, entre eles o vereador Chico Torres, além do representante da comunidade, Dimas da Caatingueira, amigos e moradores da região.

A grande expectativa da noite ficou por conta do cantor Kauã Menezes, nome que vem ganhando espaço no cenário do forró e da vaquejada, especialmente no circuito regional. O artista já registra mais de 102 mil ouvintes mensais no Spotify, enquanto a música “Alô Vaqueirama” ultrapassa 900 mil reproduções na plataforma.

Na Caatingueira, Kauã Menezes correspondeu à expectativa. Com muita energia, repertório dançante e forte presença de palco, o cantor comandou uma apresentação eletrizante e levou uma verdadeira multidão ao espaço da festa.

A programação da Festa de Setembro segue movimentando a comunidade da Caatingueira, reunindo tradição religiosa, cultura e grandes atrações musicais.

Votos nulos e brancos não anulam a eleição

Votação com urna eletrônica
Votação com urna eletrônica – Divulgação

Entenda como esses votos são considerados e por que não interferem no resultado na eleição

Durante as eleições, é comum surgirem dúvidas sobre o que acontece quando a eleitora ou o eleitor vota em branco ou nulo. Essas opções não são contabilizadas como votos válidos e, portanto, não são consideradas na definição da candidatura eleita.

O voto em branco ocorre quando a pessoa seleciona a opção “branco” na urna eletrônica e confirma a escolha. Já o voto nulo é registrado quando é digitado um número que não corresponde a nenhuma candidatura válida e a opção é confirmada.

Embora sejam registrados de formas diferentes, os dois tipos de voto têm o mesmo efeito na apuração. Eles não são contabilizados como votos válidos nem destinados ou transferidos a qualquer candidato ou partido político.

Voto nulo x nulidade da votação 

Mais de 50% de votos nulos não anulam uma eleição. A confusão ocorre porque o voto nulo escolhido pela eleitora ou pelo eleitor é diferente da nulidade de uma votação, que é uma questão jurídica reconhecida pela Justiça Eleitoral.

A nulidade da votação pode ocorrer em situações previstas na legislação eleitoral e, dependendo do caso, levar à realização de uma nova eleição. Essa possibilidade não deve ser confundida com o voto nulo, que corresponde à escolha da pessoa durante a votação.

Os votos brancos e nulos são registrados e divulgados nas estatísticas eleitorais, mas não participam da definição do resultado. A anulação de uma eleição, por sua vez, depende de hipóteses previstas na legislação e de decisão da Justiça Eleitoral.

Com informações no site do TRE-PE*

Candidatos não poderão ser presos a partir deste sábado

Eleições acontecem no dia 4 de outubro/Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Eleições acontecem no dia 4 de outubro (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Durante o período de vigência da regra, prisões ou detenções só poderão ocorrer em casos de flagrante delito

Candidatas e candidatos que disputam as eleições 2026 não poderão ser presos ou detidos a partir deste sábado (19). Durante o período de vigência da regra, prisões ou detenções só poderão ocorrer em casos de flagrante delito.

A medida é prevista pelo Código Eleitoral, para os 15 dias que antecedem o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Ela valerá até 48 horas após o encerramento da votação.

A garantia alcança todos os candidatos registrados para a disputa eleitoral.

De acordo com o calendário aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os eleitores irão às urnas em 4 de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

Anúncios na reta final de eleição causam polêmica

O Bolsa Família tornou-se o maior programa social
O Bolsa Família tornou-se o maior programa social – Foto: Agência Brasil

Nesta semana, governo Lula anunciou um reajuste no Bolsa Família e prometeu ampliar o acesso às canetas emagrecedoras

A pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026, o presidente Lula (PT) anunciou duas medidas de impacto popular: o reajuste de 15,04% do Bolsa Família e a promessa de ampliar o acesso gratuito a medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os anúncios ocorreram na reta final da campanha e vêm sendo alvo de críticas da oposição, enquanto o governo sustenta que as iniciativas atendem a demandas sociais e seguem critérios técnicos.

No caso do Bolsa Família, o valor mínimo pago por família passará de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio estimado subirá de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores terão efeitos financeiros a partir de outubro e começarão a ser pagos em 19 de outubro, entre o primeiro turno e o eventual segundo turno do pleito.

Líderes da oposição chegaram a questionar na Justiça o reajuste do Bolsa Família. Contudo,  o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça rejeitou uma ação em do deputado federal Zé Trovão (PL-SC) e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que a medida não fere regras eleitorais.

A decisão foi criticada pelo professor e colunista da Folha de Pernambuco Luiz Otávio Cavalcanti, que comparou a iniciativa às medidas adotadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante as eleições de 2022. Para ele, a repetição desse tipo de estratégia não seria adequada e poderia ter como objetivo influenciar a escolha do eleitor.

“Esse tipo de ação, que Bolsonaro fez há quatro anos, não é um bom caminho. E é o que Lula está fazendo. Lula está utilizando os recursos fiscais para tentar embrulhar o voto com o aumento do Bolsa Família. Feio, muito feio”, afirmou.

Cavalcanti também avaliou que a proximidade entre a adoção das medidas e o pleito pode ser interpretada como uma tentativa de interferir na decisão do eleitor. “(É uma tentativa de) induzir o eleitor de uma forma inapropriada”, disse.

Reajuste
O cientista político e professor Sandro Prado reconhece que o calendário da medida produz um efeito político, mas faz uma ressalva sobre a natureza do reajuste. Segundo ele, não houve aumento real do benefício, mas uma recomposição da inflação acumulada desde março de 2023. “Não teve nenhum aumento real no benefício. Na verdade, ele deu o reajuste de 15,04%, que corresponde à inflação acumulada desde março de 2023, quando foi retomado o programa Bolsa Família nos moldes atuais, até agora, o mês de agosto”, afirmou.

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Lula: Se depender de minha vontade, vou acabar com as bets neste País

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)/ Ricardo Stuckert/Divulgação
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ( Ricardo Stuckert/Divulgação)

O presidente declarou ainda que a decisão de acabar com as apostas virtuais não vai levar em conta a tributação, e sim a saúde da população.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 18, que as bets não terão funcionamento permitido no Brasil se depender da vontade dele.

“Essa jogatina de internet não é jogo de aposta, é um vício. É uma doença chamada ludopatia (…) Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com as bets nesse País”, disse Lula.

O presidente declarou ainda que a decisão de acabar com as apostas virtuais não vai levar em conta a tributação, e sim a saúde da população. Lula chamou de “balela” o argumento de que o fim das bets acarretará a decadência do futebol brasileiro.

“O governo não está preocupado em perder imposto. O que a gente não pode perder é a vida dos pobres jogando”, declarou.

Lula está realizando um comício em Guarulhos nesta sexta. No palanque também estão o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que concorre ao governo do Estado de São Paulo, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB), que são as candidatas governistas ao Senado.

Estadão Conteúdo

Novas pesquisas eleitorais movimentam disputa em Pernambuco na próxima semana

(Fotos: Sandy James/DP Foto)

Alexandre Cunha

Duas novas pesquisas de intenção de voto vão atualizar o cenário da disputa eleitoral em Pernambuco na próxima semana. Os institutos Atlas/Intel e Quaest divulgam novos levantamentos sobre a intenção de votos no estado.

A primeira rodada prevista é da Atlas/Intel, com divulgação na segunda-feira (21). O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número PE-02023/2026. Dois dias depois, na quarta-feira (23), será a vez da Quaest apresentar uma nova radiografia da corrida eleitoral pernambucana. Registrada sob o número PE-05671/2026, a pesquisa ouvirá 1.302 eleitores entre sábado (19) e terça-feira (22).

O levantamento da Quaest terá margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Além das intenções de voto para o Governo de Pernambuco, a pesquisa também vai medir a disputa pelas duas vagas do Estado no Senado e a corrida pela Presidência da República.

Pesquisas na reta final da campanha

As novas rodadas serão divulgadas em um momento decisivo da campanha, com a aproximação do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e a intensificação das agendas dos principais postulantes ao Governo de Pernambuco: a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

A Atlas/Intel divulgou seu levantamento mais recente no Estado nesta quinta-feira (17). A pesquisa apontou Raquel com 48,7% das intenções de voto no primeiro turno e João com 45,6%. Como a margem de erro era de dois pontos percentuais, os dois apareceram tecnicamente empatados.

Na simulação de segundo turno, Raquel registrou 51,1%, enquanto João marcou 47,3%, também em situação de empate técnico dentro da margem de erro. Foram ouvidos 1.793 eleitores entre os dias 11 e 16 de setembro.

A rodada anterior da Quaest, divulgada no início deste mês, também mostrou uma disputa apertada pelo Palácio do Campo das Princesas. As novas pesquisas permitirão observar possíveis movimentos do eleitorado após mais uma sequência de agendas de campanha, debates e embates entre os candidatos.

O Diario de Pernambuco divulga resultados de pesquisas eleitorais, no Brasil e em Pernambuco, dos institutos Datafolha, Ipec, Quaest e Atlas/Intel, após os levantamentos serem tornados públicos pelos veículos contratantes.

Bolsa Família: oposição reage a aumento de 15% e presidenciável pede suspensão ao TSE

Foto: MDS/Reprodução

O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (17), o reajuste de 15,04% no valor do Bolsa Família. A decisão foi publicada no Decreto nº 13.120/2026, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a mudança, o piso do benefício passa de R$ 600 para R$ 691 por família, e o valor médio pago sobe de cerca de R$ 678 para R$ 777. Consequentemente, também foram reajustados os adicionais: o Benefício de Renda de Cidadania passa a R$ 164 por integrante, o Benefício Primeira Infância vai a R$ 173 por criança de até sete anos, e o Benefício Variável Familiar chega a R$ 58 por integrante.

Os novos valores começam a valer na folha de pagamentos de outubro, atingindo as cerca de 19,29 milhões de famílias atualmente atendidas pelo programa em todo o país. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, o impacto orçamentário extra da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano, considerando os pagamentos de outubro a dezembro, e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.

O governo afirma que o custo será absorvido dentro do espaço fiscal já existente nos dois exercícios, sem necessidade de aumento do limite global de despesas, por meio de remanejamento de recursos de outras rubricas orçamentárias. A medida também exigirá ajuste na proposta de Orçamento de 2027 já enviada ao Congresso, que havia reservado R$ 157,1 bilhões para o programa. Como justificativa, o Executivo alega que o percentual corresponde à recomposição da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 — data da última reformulação do programa — e agosto de 2026.

Justiça Eleitoral

O anúncio, feito a 17 dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, foi rapidamente contestado. Ainda na quinta-feira, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), candidato à reeleição, apresentou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão do reajuste, sob a alegação de que a medida poderia configurar distribuição de benefícios em ano eleitoral, o que violaria a legislação.

O caso foi sorteado para o ministro André Mendonça, que extinguiu o processo sem analisar o mérito. O magistrado argumentou que Zé Trovão não tinha legitimidade para questionar atos relacionados à disputa presidencial, já que concorre a um cargo com circunscrição estadual e não nacional.

Sendo assim, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) apresentou nova representação ao TSE contra o mesmo reajuste nesta sexta-feira (18), o que elimina a justificativa meramente processual. O caso também foi sorteado para o ministro André Mendonça, que ainda deve analisar os requisitos procedimentais e, se for o caso, o mérito do pedido.

Tribunal de Contas

Paralelamente à via eleitoral, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) também entrou com representação pedindo a suspensão cautelar do decreto. Segundo o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, o texto não apresenta estimativa de impacto financeiro, não indica a fonte de custeio e não demonstra compatibilidade com a Lei Orçamentária Anual de 2026 nem com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o que configuraria possível desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal.

A representação também aponta que a edição do decreto às vésperas da eleição presidencial “suscita fundado receio de desvio de finalidade político-eleitoral”. O pedido ainda será analisado pelo TCU, que pode notificar Lula e os ministros responsáveis pela assinatura do decreto para apresentar justificativas.

Análise

Para o advogado Alberto Rollo, especialista em Direito Eleitoral, a controvérsia está centrada na Lei das Eleições. O artigo 73 proíbe a criação de benefícios sociais, mas não impede reajuste daqueles que já existiam no ano anterior ao pleito, como é o caso do Bolsa Família, criado em 2003. “O problema é o aumento de valor, aumento de 15%, ou mesmo aumento de quantitativo de pessoas atendidas. Sobre aumento, a lei eleitoral não fala nada”, pondera.

Rollo destaca que o governo tem se apoiado em outro dispositivo do mesmo artigo. O inciso 8 autoriza a revisão geral da remuneração de servidores públicos durante o ano eleitoral. “Só que não pode fazer aumento real, a não ser a recomposição da inflação, e mesmo assim ao longo do ano da eleição só até três meses antes do pleito, no primeiro semestre. Agora não pode de jeito nenhum. E mesmo assim, quando fala em recomposição de inflação, é recomposição do ano, não é recomposição de três anos atrás”, avalia.

O especialista destaca a fragilidade do argumento, uma vez que não trata de benefícios sociais.

Precedente

Ao citar o precedente mais próximo do caso, Rollo lembra da chamada “PEC Kamikaze”, de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro promoveu um aumento de 50% no valor do Bolsa Família às vésperas da eleição daquele ano. Dois anos depois, o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional qualquer aumento de programa social na véspera da eleição, pelo princípio do equilíbrio da disputa.

Para o advogado, o mesmo raciocínio poderia se aplicar agora. “Eu acho que tem margem, espaço, sim, para entender, como foi lá com o Bolsonaro, que esse aumento é inconstitucional. A medida do governo é eleitoreira, sim”, afirma, ao mesmo tempo em que nota a inversão de posições entre os dois ex-adversários políticos: “O curioso é que o mesmo Lula que hoje faz isso, reclamou lá em 2022 do Bolsonaro. Isso é exploração política. Do ponto de vista jurídico, os dois estão errados: o Bolsonaro estava errado em 22 — e o STF reconheceu isso —, e o Lula está errado agora”, sacramenta.

Fonte: Brasil 61

Iguaracy recebe ambulância para fortalecer cuidado do pré-natal aos dois anos

O município de Iguaracy, foi contemplado com uma ambulância, iniciativa da Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Pernambuco voltada ao fortalecimento da assistência à saúde materno-infantil.

O veículo chega para reforçar a estrutura de atendimento às gestantes, mães e crianças, dentro de uma linha de cuidado que começa no pré-natal e segue até os dois anos de vida da criança.

O recebimento aconteceu na manhã desta sexta-feira 18, com a participação da primeira-dama do município de Iguaracy Dra. Graça Valadares, do chefe de gabinete Júlio Veras e do motorista da prefeitura de Iguaracy o Sr. Anísio João, juntamente com integrantes da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco.

Em declaração sobre a conquista, o prefeito de Iguaracy, Dr. Pedro Alves, destacou a importância do novo equipamento para a população e agradeceu ao Governo de Pernambuco e à Secretaria Estadual de Saúde pela parceria.

“Quero agradecer ao Governo do Estado de Pernambuco e à Secretaria de Saúde por essa importante conquista para Iguaracy. Essa ambulância chega para fortalecer a nossa saúde e, principalmente, garantir mais assistência às gestantes, às mães e às nossas crianças, desde o pré-natal até os dois primeiros anos de vida. É mais uma conquista que chega para cuidar da nossa população”, destacou o prefeito.

A Dra. Graça Valadares também acompanhou de perto o recebimento da ambulância, que representa um novo reforço para a rede municipal de saúde e para o atendimento às famílias de Iguaracy.