Augusto Cury celebra crescimento nas pesquisas e diz que vai ‘pacificar’ o País

Augusto Cury, candidato do Avante/ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Augusto Cury, candidato do Avante (ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO)

Em carreata realizada em Araçatuba, candidato do Avante criticou a polarização política, comemorou o avanço nas pesquisas e defendeu um governo voltado à pacificação do País.

O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, fez neste sábado, 5, na cidade de Araçatuba, interior paulista, uma carreata denominada de ‘pacificação’. O escritor criticou a polarização que ainda existe na política brasileira, classificando-a de ‘insana’ e dizendo que o Brasil não pertence nem à família ‘Bolsonaro’ e nem à família ‘Lula da Silva’ e que é preciso focar em projetos e não em ataques pessoais.

Neste sábado, o candidato celebrou o seu crescimento nas pesquisas de intenção de voto. “Fiquei sabendo que no Ceará tive o maior crescimento da história do Brasil em uma semana”, destacou, citando que saiu de 0,2% em junho para 12,3%.

Os dados se referem à pesquisa Atlas/Focus, divulgada na sexta-feira, 4, realizada entre os dias 28 de agosto a 2 de setembro, e com registro BR-07411/2026. Ele agradeceu o eleitor nordestino e de todas as regiões do País.

“O Brasil tem cura e merece ser pacificado”, frisou Cury, na carreata feita em Araçatuba.

Em um post na sua conta oficial do Instagram, o candidato ainda disse: “Os brasileiros estão percebendo que existe, sim, um novo caminho para o País. O Ceará mandou um recado forte. E o Nordeste começa a mostrar que a esperança também cresce quando encontra coragem.”

Na carreata, Cury agradeceu pessoas de todas as vertentes religiosas, citando pastores evangélicos, padres e freiras, espíritas, budistas, islamitas e, depois, mencionou os ateus. “Já fui ateu, mas quando estudei a mente de Cristo, me curvei aos pés dele, que foi o maior pacificador da história”, disse, destacando que deseja governar para todo o Brasil.

Estadão Conteúdo

No Agreste, João Campos reforça promessas para água, infraestrutura e confecções

Em Vertentes, candidato direcionou o discurso ao polo de confecções do Agreste e prometeu investimentos em capacitação e infraestrutura para o setor/Foto: Marlon Diego
Em Vertentes, candidato direcionou o discurso ao polo de confecções do Agreste e prometeu investimentos em capacitação e infraestrutura para o setor (Foto: Marlon Diego)

Primeira parada foi em Lagoa dos Gatos, onde João caminhou pela feira livre e conversou com moradores e comerciantes

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) concentrou a agenda de campanha da manhã deste sábado (5) no Agreste. Em passagens por Lagoa dos Gatos e Vertentes, o socialista percorreu feiras livres, participou de uma carreata e reforçou promessas voltadas ao abastecimento de água, à infraestrutura e à qualificação profissional.

A primeira parada foi em Lagoa dos Gatos, onde João caminhou pela feira livre e conversou com moradores e comerciantes. No município, o candidato prometeu investimentos em abastecimento de água, estradas e educação profissional e afirmou que pretende estabelecer uma relação de parceria com as prefeituras do interior caso seja eleito.

“A partir do ano que vem, vocês vão ter um governador amigo, aliado, que vai fazer o mesmo por essa terra. Vamos trazer abastecimento de água, obras de infraestrutura, estrada, escola técnica, porque vocês vão ver: o povo vai ser bem cuidado, como eu fiz no Recife. Chegou a hora de fazer em Pernambuco”, declarou.

João também voltou a defender a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motocicletas de até 180 cilindradas, uma das propostas apresentadas durante a campanha.

“A partir do ano que vem, moto de até 180 cilindradas vai ter o IPVA zerado”, afirmou.

Durante o ato, o ex-prefeito do Recife ainda reforçou a vinculação de sua candidatura ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Aqui é o time de Lula, é o time de João, é o time que tem compromisso com o nosso Estado”, disse.

Polo de confecções

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“Pode vir o americano que quiser, jamais ele ganhará de um pernambucano”, diz Lula

Lula em Juazeiro do Norte/Ricardo Stuckert.

Estadão Conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em um comício em Juazeiro do Norte (CE) que os adversários dele na disputa pela Presidência querem ser ajudados pelos Estados Unidos. A declaração do petista ocorre durante uma narrativa do governo de que Washington possui claras intenções de interferir no processo eleitoral.

“Eles estão pensando em trazer ajuda dos Estados Unidos. Quero dizer para vocês que pode vir o americano que quiser; jamais eles vão ganhar de um pernambucano”, declarou o presidente. Lula completou o discurso afirmando que o destino do País deve ser definido apenas pelo povo brasileiro.

Ao falar sobre o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, Lula afirmou que ele se utiliza de fake news e de mentiras para enganar a sociedade em discursos.

Ao falar sobre economia, o presidente destacou medidas como a isenção do imposto de renda até R$ 5 mil e disse que somente no seu retorno ao Planalto que o salário mínimo voltou a ser reajustado acima da inflação.

Lula participou de uma carreata em Juazeiro do Norte ao lado do governador e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT). Como mostrou o Broadcast Político Lula aproveitou a região do Cariri, reduto petista, para tentar alavancar a campanha do aliado.

Para tentar evitar que eleitores dele votem no candidato oposicionista ao governo do Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), Lula frisou que os eleitores devem escolher o mandatário petista. O presidente foi além e declarou que políticos de todos os cargos que não o apoiam e nem Elmano não deveriam receber votos.

AP Exata: 77,5% das menções a Moraes nas redes são negativas; 3%, positivas

Uma análise de dados das redes sociais revelou que 77,5% das menções ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, entre terça-feira (1) e a tarde desta quinta-feira (3), foram de caráter negativo. Os dados foram levantados pela AP Exata e apresentados pelo CEO da AP Exata e cientista de dados, Sergio Denicoli, ao WW.

Para o especialista, os dados deixam claro que “o país não quer mais que o Alexandre esteja naquele cargo”. Apenas 3% das menções foram positivas, um percentual considerado por Denicoli como “praticamente irrelevante”.

A crise no STF se intensificou nesta semana após o ministro André Mendonça quebrar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revela trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Moraes ainda não se pronunciou oficialmente sobre as citações, mas utilizou o inquérito das Fake News para acusar André Mendonça de crimes.

Ao analisar os números, Sergio Denicoli foi categórico em sua avaliação. “Alexandre de Moraes está indefensável. Ele perdeu o apoio que tinha de parte da esquerda e, realmente, quase 80% de desaprovação mostra que está inviável a situação dele”, afirmou.

André Mendonça também é alvo, mas com dinâmica diferente

Em contraste, as menções a André Mendonça apresentaram uma dinâmica distinta. Segundo os dados analisados, as menções negativas a Mendonça saíram de 20%, na terça-feira (1), para 32% no momento da análise, enquanto as menções positivas chegaram a 26%.

Denicoli atribuiu esse crescimento simultâneo de rejeição e apoio a uma estratégia observada nas redes sociais.

“Há uma estratégia clara de muitas pessoas ligadas ao ambiente político quererem incluir o André Mendonça nessa briga política, na disputa presidencial”, explicou, citando narrativas que associam Mendonça a uma atuação em prol da candidatura de Flávio Bolsonaro.

O especialista ressaltou que a polarização explica em parte os números de Mendonça. “Nós temos aí cerca de um terço da população de direita, de esquerda e um terço de centro”, disse Denicoli, acrescentando que o patamar de 30% de menções negativas é compatível com esse cenário de polarização.

Para ele, no entanto, o dado mais revelador continua sendo o de Moraes: “O desejo da população fica muito claro quando a gente olha os dados do Alexandre de Moraes”, concluiu, classificando o momento como “uma crise ética que nós estamos enfrentando hoje no Brasil”.Para ele, no entanto, o dado mais revelador continua sendo o de Moraes: “O desejo da população fica muito claro quando a gente olha os dados do Alexandre de Moraes”, concluiu, classificando o momento como “uma crise ética que nós estamos enfrentando hoje no Brasil”.

Mello à CNN: “Precisamos dar uma satisfação à sociedade, que está perplexa”

Marco Aurélio Mello, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

Em entrevista à CNN Brasil na manhã deste sábado (5), o ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, afirmou que a sociedade precisa de uma “satisfação” em meio à crise institucional que a Suprema Corte enfrenta.

A crise no STF se intensificou na última terça-feira (1º), após o ministro André Mendonça quebrar o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que mostra trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do extinto Banco Master.

A tensão institucional ainda atinge o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que estariam envolvidos em esquema para conter o avanço das investigações sobre o banco.

Diogo Moraes reforça parceria com Ângelo Ferreira e destaca ações do mandato em Sertânia

A agenda do deputado estadual Diogo Moraes (PSB) voltou a percorrer o Sertão nesta sexta-feira (4), com uma visita a Sertânia, onde esteve ao lado do ex-prefeito Ângelo Ferreira, de vereadores e lideranças que apoiam seu trabalho.

A programação começou com um porta a porta pelas ruas da cidade, em um momento de diálogo direto com a população. Em seguida, Diogo participou de um bate papo em praça pública, onde apresentou ações e investimentos viabilizados por meio do seu mandato para o município.

Durante o ato, o parlamentar destacou conquistas importantes para Sertânia, como a viabilização do Centro de Reabilitação e do Pátio de Feiras, além da articulação para a implantação do contorno rodoviário e das obras de restauração das rodovias PE-265 e PE-275. Ao todo, são quase R$ 7 milhões em ações destinadas ao município por meio da atuação do deputado.

Diogo também ressaltou a conquista do Centro Acadêmico do Sertão, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para Sertânia, iniciativa que representa um novo passo para ampliar o acesso ao ensino superior e gerar mais oportunidades para a população sertaniense.

Em sua fala, o deputado reforçou ainda a importância de Pernambuco voltar a viver um ciclo de crescimento e desenvolvimento, defendendo a eleição de Lula para a Presidência da República e de João Campos para o Governo do Estado. Segundo Diogo, a parceria entre os dois será fundamental para retomar um modelo de gestão que já trouxe avanços para Pernambuco durante os governos de Lula e Eduardo Campos.

“É muito bom voltar a Sertânia, uma terra que sempre nos acolheu tão bem. Aqui temos trabalho, temos resultados e, principalmente, temos uma parceria construída com Ângelo Ferreira e tantas lideranças que acreditam no nosso mandato. É olhando para tudo que já fizemos e para o que ainda podemos fazer que seguimos pedindo mais uma vez a confiança da população”, destacou Diogo.

O ato contou com a participação de vereadores, lideranças políticas e apoiadores do deputado, que reforçaram a união em torno da continuidade do trabalho de Diogo Moraes em defesa de Sertânia. 

Fotos: Samira Limeira

Mendonça começa a furar a bolha do palanque de Raquel e não perde oportunidade de acompanhá-la

O deputado federal Mendonça Filho, candidato ao Senado, durante evento de campanha ao lado de apoiadoresPor TEREZINHA NUNES

“Serei candidato a senador este ano, dependendo de quem for o segundo nome na chapa de Raquel” – disse a diversos amigos o deputado federal Mendonça Filho antes de serem definidos os candidatos do palanque da governadora. Ele chegou a adiantar que só tinha uma hipótese de desistir: se o candidato da Federação União Progressista fosse o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. Contava como certa na ocasião a presença de Túlio Gadelha pela necessidade que Raquel tinha de ter alguém da base do presidente Lula na sua chapa. Aconselhado por muita gente a não entrar na disputa já que teria certa uma vaga na Câmara Federal, Mendonça não fugiu do figurino e no dia da convenção da governadora, em plena rebelião comandada pelos Coelhos, irritados com a escolha de Eduardo da Fonte e não de Miguel para a chapa majoritária, ele apareceu no palco armado no Recife Antigo.

Não ficou na linha de frente onde estavam Raquel, a vice Priscila Krause, Eduardo da Fonte e Túlio Gadelha e, indagado pela imprensa se seria candidato, ele apenas sorria. Era um sorriso de satisfação de quem já sabia do interesse de Miguel em apoiar sua candidatura e do PL em tê-lo como candidato para garantir um palanque para Flávio Bolsonaro em Pernambuco. O apoio dos Coelhos e do PL viria em seguida, assim como a candidatura que ganhou corpo e já aparece em empate técnico com outros candidatos.

Embora não seja citado oficialmente nas caminhadas de Raquel no Grande Recife, ele marca presença em quase todas elas um pouco mais atrás da linha de frente onde vão os candidatos oficiais, como aconteceu esta quinta-feira em Santo Amaro. “Nunca hesitei em apoiar Raquel. Você conhece um homem de caráter nos momentos de dificuldade” – diz ele. Mendonça tentou ter o apoio da governadora depois que se filiou ao PL com o compromisso de ajudar Flávio Bolsonaro em Pernambuco mas Raquel lhe explicou os motivos pelos quais não poderia tê-lo em seu palanque, incluindo a prioridade da Federação União Progressista, da qual ele saiu para se filiar ao PL.

Quadro incerto

O especialista em pesquisas eleitorais Maurício Garcia afirma que é “totalmente incerto o resultado da eleição para o senado em Pernambuco”. No momento, segundo ele, qualquer um dos cinco principais candidatos pode vencer, independente do palanque onde se encontrem. Ele lembra como é difícil prever uma eleição para senador com duas vagas em disputa. “Já vi gente que era tido como eleito e perdeu e outros nos quais não se acreditava que acabaram vencendo”. Como o eleitor vota duas vezes ele explica que fica quase impossível saber a tendência do segundo voto.

Crise no STF colona eleição para o Senado no centro das disputas

Por Emerson Saboia

Protagonista em decisões que mudaram o curso da política nacional nas últimas décadas, o Supremo Tribunal Federal (STF) já foi autor de decisões que afastaram o presidente Lula (PT) da disputa presidencial de 2018 e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do pleito deste ano. Com os desdobramentos do caso Banco Master, é a vez do Supremo estar no centro de uma crise, às vésperas das eleições.

Diante das tensões no Supremo, especialistas ouvidos pela Folha de Pernambuco analisam o reflexo da contenda da Corte no futuro do pleito, além de alertar para o papel central que a disputa por 54 vagas no Senado terá nos desdobramentos da crise. Isso porque o número de novos senadores que serão eleitos em outubro representa, justamente, o quórum necessário para o impeachment de um magistrado do STF.

A tensão na Corte escalou após o ministro do STF André Mendonça retirar o sigilo sobre um relatório da Polícia Federal que expõe trocas de mensagens entre o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro da Corte Alexandre de Moraes. A decisão abriu uma crise na Corte e expôs o magistrado.

A situação escalou em patamar sem precedentes após Moraes apresentar pedido de investigação contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News, além de determinar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja informada sobre o caso. Em seguida, foi a vez de Mendonça pedir ao presidente da Corte, Edson Fachin, para determinar o afastamento do colega.

Em meio ao tensionamento da Corte, o vazamento de mensagens e áudios envolvendo lideranças políticas e Daniel Vorcaro aprofundam ainda mais a dimensão da crise em plena corrida eleitoral.

Antissistema

O professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e cientista político Elton Gomes enxerga uma crise de “natureza colossal” no STF. Além de gerar perda de confiança nas instituições e uma “apatia política” por parte da população, o especialista aponta o fortalecimento de uma agenda antissistêmica, com efeito nas urnas.

“Terá impactos diretos sobre a escolha que as pessoas farão no dia 4 de outubro, principalmente para o Senado, o juiz natural dos ministros, que tenderão, diante desse quadro de escândalos flagrantes, a fortalecer candidaturas que, por exemplo, se comprometam com a restrição os poderes da Suprema Corte, das decisões monocráticas, estabelecer mandato para ministros – que deve ser a principal pauta para puxar votos e promover impeachment de ministros”, analisa.

Vagas

O Senado é responsável por aprovar ou rejeitar a indicação do presidente da República para o STF, além do julgamento de um ministro da Corte em caso de pedido de impeachment. Para afastar um magistrado da Corte, é preciso reunir 2/3 da Casa, ou seja, 54 senadores, justamente o número de vagas disponíveis na disputa eleitoral deste ano. Com o desgate da Corte em alta, temas como a defesa de mandato temporário para os ministros parecem romper a polarização e começam a ser defendidos por candidatos ao Senado de esquerda e direita.

O professor da UNIT-PE e cientista político Alvaro Azevedo Neto lança olhar sobre o tema. “O caso trouxe à luz um debate sobre uma PEC que criaria mandato fixo de 8 anos para ministros do STF, sem recondução, e reduziria a idade de aposentadoria compulsória de 75 para 65 anos. O interessante é que esse discurso deixou de ser exclusividade da direita e a esquerda também parece estar aderindo a ele”, pontua.

Segundo Gomes, o impeachment de um ministro também não está descartado.

“Essa crise pode aumentar o discurso antissistema, de soluções abruptas e de rupturas, e fazer com que sejam eleitos muitos congressistas, especialmente senadores, interessados em uma agenda de confronto com o crescente poder da Suprema Corte, principalmente em relação às decisões monocráticas desses ministros. Isso, em última instância, pode levar a um estado de coisas, em termos políticos, que permita a instauração e a efetiva realização de um processo de impeachment contra um ou mais ministros, o que seria outro ineditismo na história política brasileira”, pondera.

Efeitos

Apesar da pauta ganhar força nos diferentes espectros políticos, os olhares sobre o tema ainda revelam distinções. A direita aborda o tema com uma bandeira de ruptura mais explícita com a defesa, inclusive, do impeachment de ministros. Por outro lado, a esquerda defende uma reestruturação institucional, com uma reforma do Judiciário.

Convergindo na mesma pauta, os cientistas buscam entender uma das questões mais importantes do atual cenário: há um mês das eleições, qual o lado sai mais prejudicado dessa crise? Gomes não exclui nenhum dos espectros do raio de explosão, incluindo o centrão, mas, na sua leitura, o atual presidente pode ser o mais afetado com a crise.

“Isso já pode ser sentido inclusive nas pesquisas eleitorais mais recentes, que apontam um crescimento, ainda que não ao ponto de descolar da candidatura do incumbente, da candidatura do principal opositor (o senador Flávio Bolsonaro, do PL), que, em alguns levantamentos, aparece até numericamente à frente e, na maior parte, tecnicamente empatado com o presidente que busca a reeleição no segundo turno”, compara.

Por outro lado, Alvaro pondera, apontando um impasse que, no fim das contas, prejudica o brasileiro.

“De um lado, há a associação de Moraes ao governo Lula. Entende-se que, como Moraes foi peça-chave na condenação do (ex-presidente Jair)Bolsonaro, isto pode afetá-lo. De outro lado, temos todo o envolvimento da família Bolsonaro com o ocorrido. A família Bolsonaro aparece na história por causa dos pagamentos de Vorcaro ao fundo que financia o filme sobre Jair Bolsonaro, e Flávio Bolsonaro deu declarações contraditórias sobre esses valores. Acho que o lado mais afetado é o do eleitor, que vai perdendo cada vez mais a credibilidade nos nossos agentes políticos e institucionais”, considera.

Vídeo

Em um vídeo publicado no seu perfil oficial do Instagram, Lula quebrou o silêncio sobre a crise vivida no Supremo. O presidente destacou o caso Master como o “maior esquema de corrupção da história do país, descoberto e investigado no seu mandato”. O que surpreendeu foi a defesa de uma reforma no Judiciário. Segundo Azevedo, Lula agiu para proteger sua coerência.

“Lula reagiu a uma crise que estourou dentro do próprio Judiciário, não a uma crise que ele provocou. Parece ser um movimento calculado de controle de danos. Como o PT depende da legitimidade do STF (que foi decisivo para condenar Bolsonaro), não quer ser visto como cúmplice de uma Corte manchada por este escândalo”, explica.

Já Flávio Bolsonaro adotou um tom mais duro e cobrou o impeachment de Moraes ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Na mesma linha, outros presidenciáveis Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) também adotaram um tom de cobrança mais duro.

Impeachment

O que se fala em Brasília-DF é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está “sentado” sobre 106 pedidos de impeachment contra os 10 ministros do STF, sendo Moraes o campeão de denúncias. Apesar de nunca ter acontecido antes, a quantidade de requerimentos levanta dúvidas sobre o processo de perda do cargo vitalício, como o de ministro do STF.

Emilio Duarte, advogado especialista em Direito Administrativo e Eleitoral, descreveu o caminho que uma denúncia dessas precisaria fazer para tirar a toga de um ministro. Ele explica que o pedido de afastamento do magistrado deve ser apresentado ao Senado, protocolado e analisado pelo presidente da Casa e pela Comissão Diretora.

Se avançar, é formada uma Comissão Especial para analisar o caso e emitir parecer, que segue ao plenário. Com a abertura do processo, o ministro tem direito à defesa e, ao fim do julgamento, são necessários dois terços dos votos dos senadores para condená-lo e determinar a perda do cargo.

Dr. Pedro Alves acompanha obras da praça no bairro Santa Ana

O prefeito de Iguaracy, Dr. Pedro Alves, acompanhou, esta semana, o andamento das obras de construção da praça localizada no bairro Santa Ana, conhecido como bairro do Campo.

Ao lado do secretário de Obras, Fábio Torres, e do secretário executivo de Obras, José Inácio, o prefeito vistoriou os serviços e destacou a importância da obra para os moradores.

O espaço será destinado ao lazer, convivência e encontro das famílias, contribuindo para a valorização do bairro e oferecendo à comunidade um ambiente mais agradável e estruturado.

Durante a visita, Dr. Pedro Alves reforçou que a obra está avançando e que a população poderá usufruir em breve do espaço.

“Estamos trabalhando para entregar esse espaço de convivência à nossa população. Logo, logo, essa praça estará pronta e será entregue para as famílias do bairro Santa Ana e de toda Iguaracy.”, destacou o prefeito.

Sistemas das eleições são assinados digitalmente e lacrados pelo TSE

Urna eletrônica – Marcelo Camargo/Agência Brasil

“A partir de hoje, os sistemas que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026 estão oficialmente assinados e lacrados”. A declaração foi feita pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, durante a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, realizada nesta sexta-feira (4). O ato marca a conclusão do desenvolvimento dos programas da urna eletrônica e dos demais sistemas eleitorais que serão utilizados no pleito deste ano.

Durante a solenidade, foram realizadas as assinaturas digitais do arquivo que reúne os resumos digitais dos sistemas eleitorais, identificações únicas que permitem atestar a autenticidade dos programas desenvolvidos pela Justiça Eleitoral. Em seguida, as mídias contendo os sistemas foram acondicionadas em envelopes lacrados e armazenadas na Sala Cofre do TSE.

Ao destacar a importância do procedimento, Kassio Nunes Marques afirmou que a segurança das eleições é resultado da combinação de diferentes mecanismos de proteção, controles independentes e ampla possibilidade de fiscalização.

“Este ato assegura que a tecnologia empregada para a manifestação da vontade popular permaneça transparente, segura e auditável durante todo o processo eleitoral”, ressaltou.

Portas abertas 

O presidente do TSE enfatizou ainda que a Justiça Eleitoral mantém o processo aberto ao acompanhamento externo e relembrou o convite feito aos partidos políticos para ampliar a fiscalização do sistema eletrônico de votação.

“A Justiça Eleitoral mantém portas abertas para o acompanhamento de todas as etapas do voto eletrônico, em razão da plena confiança de que o escrutínio público e das instituições é pressuposto válido do próprio sistema eletrônico de votação”, disse.

Segundo Nunes Marques, a assinatura digital marca uma nova etapa do processo eleitoral: a partir desse momento, os sistemas não podem mais ser alterados, e mecanismos de segurança passam a assegurar a autenticidade e a integridade das versões lacradas.

“A Justiça Eleitoral não escolhe vencedores”

O ministro ressaltou que a Justiça Eleitoral trabalhará para garantir que cada eleitora e cada eleitor possa definir livremente, nas urnas, os rumos do país pelos próximos quatro anos.

“No dia 4 de outubro deste ano, quando a urna for ligada, registraremos de forma fidedigna e segura as aspirações de um país inteiro. Esse é o sentido maior do nosso trabalho. A Justiça Eleitoral não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia, nossa missão é cumprir a Constituição e o nosso dever é garantir a vontade soberana do povo brasileiro”, finalizou o presidente do TSE.

Com informações do site do TRE-PE