Por Raphaela Peixoto
A escalada de ataques pessoais na campanha eleitoral de 2026 em Pernambuco provocou reação de políticos e autoridades nos últimos dias. Denúncias de uma rede de difamação digital contra o candidato João Campos (PSB) e a circulação de cartazes apócrifos com ofensas à governadora Raquel Lyra (PSD) levaram os principais grupos políticos do Estado a defender a apuração dos casos e a punição dos responsáveis.
A tensão aumentou neste domingo (30/8), quando cartazes anônimos foram encontrados em muros do Bairro do Recife com acusações relacionadas à morte de Fernando Lucena, marido de Raquel Lyra, ocorrida durante o primeiro turno das eleições de 2022. As peças associavam a governadora à morte do marido e faziam comparações ofensivas.
Raquel acionou as polícias Federal e Civil e afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que os ataques ultrapassaram os limites da disputa eleitoral. A coligação Pernambuco de Coração, formada por PSD, Federação União Progressista (União Brasil/PP), Podemos, Avante e Federação PSDB/Cidadania, também informou que levará o caso ao Ministério Público Eleitoral.
Os ataques foram repudiados inclusive por adversários da governadora. João Campos classificou os cartazes como “um completo absurdo” e disse que não admite ataques contra nenhuma família. O candidato afirmou ainda ter acionado a Justiça para identificar os responsáveis e disse que adotará medidas criminais contra eventuais tentativas de vincular sua campanha ao episódio. O candidato do PSOL ao governo, Ivan Moraes também condenou os cartazes e cobrou a identificação e responsabilização dos autores.