Senado adia votação da PEC que acaba com escala 6×1 para depois das eleições

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Senado Federal decidiu adiar para depois das eleições de outubro a votação em Plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com a escala de trabalho 6×1. A proposta chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (2), mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou na quinta-feira (3) que a matéria só será analisada pelo Plenário depois do pleito.

A decisão satisfaz o setor produtivo, que já havia manifestado publicamente a necessidade de discussões mais aprofundadas. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que reúne mais de 2,3 mil associações e representa mais de 2 milhões de empreendedores, defende a postergação da votação devido à falta de debate suficiente com os setores afetados.

A entidade entregou aos parlamentares nota pública que reivindicava o adiamento da PEC. O documento foi protocolado no gabinete de Alcolumbre.

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, entende que é possível encontrar uma solução equilibrada para todos.  “Eu acho que a sociedade civil está pronta para debater, tanto os trabalhadores, como os empresários, e encontrar qual a melhor solução, mas sem nunca esquecer que na reforma trabalhista já pode haver a negociação, porque o negociado prevalece sobre o legislado. Por que temos que engessar o tema numa nova legislação? Essa é uma grande discussão”, afirma.

O projeto altera a Constituição para extinguir a escala 6×1 — regime em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho por apenas um de descanso —, e limitar a jornada de trabalho em 40 horas semanais sem redução salarial. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e tem apoio popular expressivo: segundo pesquisas recentes, a aprovação da medida chega à casa dos 70% entre os brasileiros.

Estratégias

O adiamento ocorre a um mês do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A intenção do Palácio do Planalto era usar a possível aprovação da matéria como trunfo político durante a campanha, dada a popularidade do tema.

Lideranças governistas atribuíram o adiamento a uma articulação da oposição “para esvaziar o Plenário”, liderada por senadores da oposição. Agora, a mobilização daqueles favoráveis à medida é para uma nova votação ainda em outubro, antes de um provável segundo turno.

Para o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, o resultado das urnas pode mudar a relação de forças na Casa Alta e, com isso, o adiamento reduz as chances de aprovação da PEC, apesar do otimismo entre parlamentares governistas. “Isso porque, pela tendência, veremos um Senado com uma base muito mais de oposição ao atual governo. Portanto, pautas encabeçadas pelo atual governo, independentemente se reeleito ou não, devem ficar para depois ou mesmo ficar na gaveta por algum período”, analisa o especialista.

Segundo ele, foram dois os fatores centrais que levaram à postergação a pressão do empresariado e a estratégia oposicionista. “Muitos empresários com muito acesso a parlamentares e que fizeram uma construção de um diálogo de longo prazo para que a decisão fosse mais conversada e mais trabalhada e, talvez, um meio termo fosse encontrado. E a outra questão foi uma pressão também da base política, especialmente da oposição, para que isso não representasse uma decisão que trouxesse dividendos eleitorais para o atual governo”, conclui.

Cotait Neto reafirmou a disposição permanente para o diálogo, mas alertou em relação aos possíveis impactos sobre a iniciativa privada, especialmente os pequenos negócios. “Não podemos aceitar que a sobrevivência de milhares de micro e pequenas empresas, em um país que já soma 8,5 milhões de micro, pequenas e médias empresas inadimplentes, com R$ 178,6 bilhões em dívidas, seja rifada em prol de dividendos políticos de curto prazo”, destacou Cotait.

Fonte: Brasil 61

Prefeitura de Afogados entregou fardamentos a bandas marciais


A Prefeitura de Afogados entregou novos fardamentos às bandas marciais das Escolas Ana Melo, Dom Mota, Francisca Lira e Geraldo Cipriano. A banda da Gizelda Simões já havia recebido fardamento no ano passado. E este ano, de acordo com a secretaria de educação de Afogados, Wivianne Fonseca, já foi providenciada a licitação para compra de instrumentos musicais para a criação da banda marcial da Escola Padre Carlos Cottart.

A entrega foi feita pelo Prefeito Sandrinho Palmeira e pelo seu vice, Daniel Valadares, no auditório da secretaria de educação, na presença de músicos, professores, gestores escolares e alunos integrantes das bandas.

“Essa parece uma ação simples, mas ouvimos relatos de professores sobre como a música ajuda no aprendizado das crianças e adolescentes, na disciplina e na melhoria do convívio dentro do ambiente escolar. Sem contar na melhora da autoestima durante as apresentações. Esse ano já veremos esses novos fardamentos na avenida Rio Branco, durante o desfile de sete de setembro,” destacou o Prefeito Sandrinho Palmeira.

De acordo com a secretaria de educação, foram investidos quase duzentos mil Reais na aquisição de calças, blusões, quepes e botas para as bandas das quatro escolas.

Futmesa – na mesma solenidade, o Prefeito Sandrinho entregou bolas e mesa oficial para a prática do “Futmesa”, atividade esportiva que vem ganhando popularidade e praticantes em todo o Brasil.

Transparência Internacional pede afastamento de Moraes e cita ameaça à estabilidade institucional

Alexandre Moraes, ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal,STF – © Reprodução TSE

Por JC

A Transparência Internacional pediu, nesta sexta-feira (4), o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a apuração das denúncias que envolvem o magistrado e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Para a organização, os fatos revelados até o momento representam um risco institucional e podem aprofundar a crise entre as instituições brasileiras.

Em nota, a entidade afirmou que a permanência de um ministro do STF no cargo diante de “gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça” poderia representar uma ameaça à estabilidade institucional. A organização defendeu que o afastamento ocorra enquanto as investigações estiverem em andamento.

Segundo a Transparência Internacional, a medida teria como objetivo reduzir o risco de interferência nas apurações e impedir que eventuais mecanismos de responsabilização sejam dificultados. A entidade também defendeu que outras autoridades eventualmente envolvidas nos fatos ou que possam estar obstruindo as investigações sejam afastadas e investigadas.

A organização também direcionou críticas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Na avaliação da entidade, se os mecanismos considerados naturais para solucionar a crise estiverem sendo bloqueados, caberia ao plenário do STF, ao Senado e ao Conselho Superior do Ministério Público adotar medidas para restabelecer os instrumentos de responsabilização previstos na Constituição.

A Transparência Internacional também cobrou maior transparência nas investigações. Para a entidade, diante da tensão entre integrantes das instituições, da circulação de informações falsas e da disputa política em torno do caso, as autoridades deveriam garantir a máxima publicidade possível dos procedimentos.

No documento, a organização afirmou ainda que estratégias como desinformação, manipulação do debate público e estímulo à divisão da sociedade já foram utilizadas para dificultar investigações contra autoridades de alto escalão. A entidade defendeu que o Brasil evite a repetição desse tipo de mecanismo, que, segundo sua avaliação, contribui para a impunidade.

A organização afirmou que a dimensão da crise não estaria restrita às investigações sobre o Banco Master. Para a Transparência Internacional, os desdobramentos do caso podem atingir a própria estrutura do sistema de Justiça e gerar consequências para o processo eleitoral.

No trecho mais crítico da nota, a entidade classificou o cenário como um risco de “colapso institucional na mais alta instância do sistema de Justiça”. A organização também alertou para a possibilidade de captura das instituições por grupos que definiu como “populistas e autoritários”.

A Transparência Internacional sustenta que o afastamento de Moraes e a adoção de mecanismos de investigação e responsabilização seriam necessários para conter o agravamento da crise e preservar o funcionamento das instituições.

Prefeitura de Afogados inicia preparação para rotatória na Henrique Dias

As rotatórias são importantes ferramentas de disciplinamento e ordenamento do trânsito. São soluções viáveis para áreas onde semáforos causariam mais retenções.

Na manhã desta sexta (04), a Prefeitura de Afogados da Ingazeira iniciou a preparação asfáltica do final da Rua Henrique Dias, na altura da praça de alimentação, para a instalação de uma rotatória no local.

Numa ação conjunta, a preparação asfáltica do terreno foi realizada pela secretaria de infraestrutura. Já a instalação dos tachões metálicos que irão delimitar a rotatória, bem como a sinalização específica do local, serão realizadas pela secretaria de transportes e trânsito.

A expectativa é que a rotatória, após sua instalação, possa dar mais fluidez ao trânsito no local, foco de grandes retenções de trânsito, sobretudo em dias de feira livre.

“A fila virou fluxo”: Wolney Queiroz detalha como o INSS zerou a espera por benefícios

Ministro da Previdência Social, Wolney QueirozPor Betânia Santana

O ministro da Previdência Social, o pernambucano Wolney Queiroz, anunciou nessa quinta-feira (3), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o INSS zerou a fila de espera para a análise de processos no país.

Há um ano e quatro meses à frente da pasta – ele assumiu em maio de 2025, substituindo Carlos Lupi – o ministro enfrentou o desafio de recompor a imagem do órgão, abalado também pelas investigações da CPMI sobre descontos indevidos a aposentados.

Em conversa por telefone, Wolney Queiroz explicou como o tempo médio de análise caiu de 45 dias para 34 dias, detalha as cinco medidas estratégicas que permitiram o avanço e responde às críticas sobre o impacto da concessão de benefícios nas contas públicas.

Registrou que o INSS recebe por mês, em média, 1,3 milhão de novos pedidos para serem analisados, o equivalente a 43 mil pedidos por dia ou 1.800 pedidos por hora. Mensalmente o número de pedidos corresponde a 18 Maracanãs lotados.

“Tem menos gente na fila do que entrou no mês passado. Logo, não é fila é fluxo/atendimento”. Esse foi o texto de um cartão distribuído no encontro dessa quinta.

A notícia de que a fila do INSS foi zerada gerou reações mistas e críticas de setores do mercado financeiro sobre o impacto no gasto público. Como o senhor avalia essa reação?
Wolney Queiroz
 – Toda vez que me cobravam prazo, eu dizia: no dia em que eu zerar a fila, vão dizer que estourei a meta fiscal e as contas públicas. Você nunca agrada ao mercado. Quando se concede muito benefício, a conta aumenta, e aí já não falam mais da fila, passam a falar do gasto da Previdência. Mas o que alcançamos foi algo histórico.

O que significa, na prática, “zerar a fila”?
Wolney Queiroz – É quando a “fila” passa a se chamar “fluxo”. Imagine um restaurante com 80 mesas: todas estão ocupadas, as pessoas estão sendo atendidas – umas pedindo, outras no cafezinho ou pagando – mas não há ninguém esperando na porta. Zerar a fila significa ter autonomia para responder a tudo o que entra no prazo legal de 45 dias. Hoje, a média do Brasil é de 34 dias. Uma aposentadoria simples, por exemplo, sai em oito dias.

E por que ainda existem processos que demoram mais tempo?
Wolney Queiroz
 – Benefícios como o BPC exigem perícia médica e avaliação biopsicossocial, além de casos em que o segurado precisa de 30 dias para cumprir exigências de documentação. Isso é uma contingência natural do procedimento de atendimento, não um represamento por falha do INSS. A fila represada acabou.

Quais foram as principais ações adotadas para conseguir responder à demanda crescente por benefícios?
Wolney Queiroz
 – Adotamos cinco medidas centrais. Três delas foram estruturais:
forçamos o quadro de pessoal: o presidente autorizou concurso público para 2.510 novos servidores (1.780 técnicos/analistas, 500 peritos médicos e 230 assistentes sociais) que já assumiram e estão trabalhando;
digitalizamos a apresentação de atestados. O trabalhador lança o documento do SUS no sistema e o perito analisa digitalmente, sem a necessidade de esperar meses por uma perícia presencial para uma lesão que já sarou;
estamos fazendo mutirões nos fins de semana: Saltamos de 31 mil atendimentos em mutirões em 2023 para mais de 300 mil até agosto de 2026, um aumento de 868%.

Quais foram as outras duas?
Wolney Queiroz
 – Pagamos incentivos aos servidores para produtividade extra e passamos a fazer a teleperícia. Abrimos 863 salas digitais. Um perito de Santa Catarina, por exemplo, atende por videochamada um segurado no interior do Amazonas.

Mesmo com a demanda batendo recorde, a capacidade de análise superou os novos pedidos?
Wolney Queiroz
 – Em julho deste ano, tivemos o pico histórico do INSS, com 1,435 milhão de novos requerimentos em um só mês. Apenas nesse mês, conseguimos analisar 1,658 milhão de processos. Analisamos 223 mil a mais do que a maior entrada da história, absorvendo  resíduo de meses anteriores.

O senhor assumiu o ministério em meio à crise dos descontos indevidos que gerou a CPMI do INSS no Congresso. Como fica a situação do ressarcimento das vítimas e a governança da pasta?
Wolney Queiroz
 – O ressarcimento foi concluído. Todas as 5,1 milhões de pessoas que entraram com o pedido de devolução do dinheiro recebido indevidamente foram ressarcidas, em um total de R$ 3,5 bilhões. Paralelamente, fomos distinguidos pela Controladoria-Geral da União (CGU) com o grau máximo de integridade (Grau 3), cumprindo 71 requisitos de transparência e governança. Saímos de uma nota abaixo de 1 para a nota máxima.

Como o senhor avalia a virada de imagem da Previdência Social dentro do próprio governo?
Wolney Queiroz
 – Estou muito feliz. Quem acompanhou o início da gestão viu um ministério envolvido em problemas herdados. Hoje, a Previdência virou vitrine e motivo de orgulho para o governo do presidente Lula, mostrando que é possível unir integridade, inovação tecnológica e respeito ao cidadão.

Enquanto Lula não define vinda a Pernambuco, Flávio Bolsonaro confirma presença dia 16

O presidente Lula e o candidato à Presidência pelo PL, Flávio BolsonaroPor TEREZINHA NUNES

O presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, teve um encontro esta quinta-feira com o deputado federal e candidato ao Senado, Mendonça Filho, e com o deputado federal André Ferreira para discutir a proposta de agenda do candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, que confirmou a vinda a Pernambuco no próximo dia 16. Em conversa com este blog ele informou que existe uma pré-agenda mas que ainda será submetida ao comando da campanha do presidenciável para poder ser fechada.

Quanto à vinda do presidente Lula, que tem sido dada como certa pelo candidato a governador João Campos, ainda não foi confirmada. Este blog apurou que o próprio presidente tem dito que está analisando o cenário para só então tomar uma decisão sobre o assunto. Esta quarta-feira, porém, a CNN informou, usando como fonte o Palácio do Planalto, que o presidente havia resolvido não comparecer a estados como Pernambuco e Paraíba, onde teria o apoio de dois palanques, e que no Nordeste iria concentrar suas forças nesse primeiro turno nos estados do Ceará e da Bahia para tentar garantir a vitória dos candidatos do PT, Elmano de Freitas e Jerônimo Rodrigues.

A última pesquisa Quaest na Bahia mostrou o candidato ACM Neto(União Brasil) com 39% das intenções de voto e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT)com 37%. No Ceará a última pesquisa Datafolha mostrou em cenário de segundo turno o candidato Ciro Gomes(PSDB) com 50% e o governador Elmano de Freitas com 42%. A presença de Lula tem sido apontada pelo PT como imprescindível para que o partido vença a eleição nos dois estados.

Sobre Pernambuco, Lula gravou vídeo que tem sido repetido no guia eleitoral e nas inserções de TV pedindo votos para João Campos, Humberto e Marília. É possível que a pesquisa Quaest, que deve ser divulgada na próxima terça-feira após 10 dias de iniciada a propaganda eleitoral, já dê para medir a influência do presidente na eleição dos três. Dependendo com que acontecer é possível que o presidente defina se vem ou não ao estado, como tem insistido com ele o PSB.

A resiliência de Marília

Nos meios políticos pernambucanos tem sido muito comentada nos últimos dias a resiliência da candidata ao Senado Marília Arraes. Com pouca estrutura de apoio, sobretudo de prefeitos, Marília ainda não perdeu o primeiro lugar nas intenções de votos para o Senado e pode permanecer assim dependendo do alcance da propaganda eleitoral em que o presidente Lula pede votos para ela. Embora seja veemente no pedido para Humberto Costa, Lula fala claro na recomendação do voto na ex-deputada federal.

Dudu e Humberto

Dezenas de prefeitos estão fechando apoio a Eduardo da Fonte e Humberto Costa para o Senado. A dobradinha foi muito comentada na última segunda-feira na Assembleia onde dezenas de deputados deram uma pausa em suas campanhas para votar pela aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO – e de outros projetos que estavam represados por conta da campanha eleitoral. Com a saída de Fernando Dueire do páreo para o Senado e seu apoio imediato a Humberto, o senador petista conquistou ainda mais prefeitos da base da governadora e Eduardo da Fonte está complementando a chapa com um apelo irrecusável: o apoio que tem a governadora.

PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

A desidratação de Marília Arraes prevista nos meios políticos desde o início da campanha eleitoral ainda pode ocorrer ou ela continuará forte na disputa?

Feira livre de Iguaracy será realizada na terça-feira, 8 de setembro, devido ao feriado da Independência

A Prefeitura de Iguaracy anunciou a alteração excepcional do dia da feira livre do município em razão do feriado nacional de 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil.

De acordo com o Decreto nº 041/2026, assinado pelo prefeito Pedro Alves de Oliveira Neto no dia 2 de setembro, a feira livre, tradicionalmente realizada às segundas-feiras, será transferida para terça-feira, 8 de setembro de 2026.

A mudança ocorre porque o feriado de 7 de setembro cairá justamente em uma segunda-feira, dia habitual da realização da feira no município.

Com a alteração, comerciantes, feirantes e consumidores deverão se programar para participar da feira na terça-feira. O decreto estabelece que a mudança é válida especificamente para esta ocasião e entra em vigor na data de sua publicação.

A medida foi oficializada pelo Poder Executivo Municipal e assinada pelo prefeito Pedro Alves de Oliveira Neto.

Vorcaro sinaliza poupar Moraes em nova delação premiada

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master • Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro sinalizou nesta semana a seus interlocutores que poupará o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na nova proposta de colaboração premiada que ele pretende apresentar à PF (Polícia Federal) e à PGR (Procuradoria-Geral da República).

O tom dos anexos para a terceira tentativa de delação deverá ser o mesmo da segunda: que ele tinha uma relação de amizade com Moraes e uma relação comercial com a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com quem fechou um contrato de R$ 129 milhões.

As mensagens expostas no relatório da PF, porém, sugerem que Vorcaro consultava Moraes sobre questões envolvendo o Master e chegou a pedir que o ministro acionasse o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para ajudá-lo em questões envolvendo o banco.

De acordo com fontes ouvidas pela CNN, Vorcaro avalia, porém, que o levantamento de sigilo do relatório da Polícia Federal que expôs a relação dele com o Moraes foi muito prejudicial para estratégia dele de apresentar uma proposta de delação premiada e conseguir aguardar seu julgamento em prisão domiciliar.

O entorno de Vorcaro diz que o ex-dono do banco Master sente que será esquecido na prisão e sugeriu que talvez não precise sequer mais de advogados para defendê-lo.

No entorno de Vorcaro, o ambiente é de medo pela reação que o depoimento dele ao juiz auxiliar de Mendonça poderá provocar, uma vez que ele menciona o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como alguém de seu seu relacionamento.

Prefeitura de Afogados recebe reforço de duas novas ambulâncias

O secretário de saúde de Afogados, Artur Amorim, esteve na tarde desta quinta (03), no Recife, para receber, duas novas ambulâncias para reforçar o atendimento à população no município.

As ambulâncias foram cedidas para uso da gestão municipal, pelo Estado, por um período de dois anos. A entrega foi realizada pela secretaria estadual de saúde. “Estive aqui em Recife, representando o Prefeito Sandrinho, no recebimento das ambulâncias. Elas estarão cedidas para uso do município no período de dois anos a contar da data de hoje,” informou o secretário de saúde de Afogados, Artur Amorim.

ELEIÇÕES 2026: Lula lidera no Nordeste, mas Flávio Bolsonaro aparece à frente em outras regiões, aponta pesquisa Datafolha

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

A mais recente pesquisa Datafolha para a eleição presidencial, divulgada nesta quinta-feira (3), aponta que o eleitorado brasileiro permanece dividido em contextos regionalizados. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua com uma margem favorável no Norte e no Nordeste, Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto no Sudeste, Sul e Centro-Oeste no primeiro turno.

No cenário nacional, o petista conta com 39% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro soma 33%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), com 4%; Romeu Zema (Novo), com 3%; e Augusto Cury (Avante), com 2%. Votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 4% declararam-se indecisos.

No mês de junho, a diferença entre Lula e Flávio no 1º turno era de 10 pontos (41% a 31%). No mês seguinte, ficou entre oito pontos na segunda quinzena (40% a 32%). Agora, a distância caiu para seis pontos, o que aponta para uma diminuição gradual na vantagem do petista no período analisado.

Blocos regionais

No Nordeste, Lula responde por 53% da preferência, contra 25% de Flávio Bolsonaro. Contudo, Flávio Bolsonaro assume a liderança nas outras três regiões do país. No Sul, o senador lidera com 38%, enquanto Lula obtém 33%. No Sudeste, o registro é de 36% a 33% a favor do parlamentar liberal. 

No recorte envolvendo Norte/Centro-Oeste, o cenário aponta 35% a 33%, a favor de Flávio contra Lula.

Perspectivas para o segundo turno

Em um eventual embate direto de segundo turno, o resultado nacional aponta 47% para Lula e 43% para Flávio Bolsonaro. Votos brancos, nulos ou em nenhum somam 9%, e 2% não responderam.

O desenho regional indica que o desfecho da disputa dependerá do comportamento do eleitorado no Sudeste e da migração dos votos depositados nos candidatos de terceira via no Centro-Sul, além da capacidade de manutenção dos percentuais de Lula no Norte e Nordeste.

Avaliação negativa do governo Lula sobe de 38% para 41%

A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou na comparação com o levantamento realizado na segunda quinzena de julho. Agora, 41% dos eleitores consideram a gestão petista como ruim ou péssima. Outros 33% afirmaram que o governo é ótimo ou bom. 25% avaliam a administração como regular. Um por cento não soube responder.

No mês de julho, a avaliação negativa do governo chegava a 38%, ao passo que 32% relatavam uma percepção positiva. Para 28%, a gestão era regular.

Já a aprovação do trabalho de Lula como presidente aparece em 47%. A desaprovação chega a 50%, e 3% dos entrevistados não opinaram.

De acordo com pesquisa realizada na segunda quinzena de julho, 49% dos eleitores aprovavam a atuação de Lula na Presidência, enquanto 48% desaprovavam.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada com eleitores de 16 anos ou mais, por meio de entrevistas presenciais em pontos de circulação de pessoas. O levantamento utilizou questionário estruturado, com checagem de pelo menos 20% das entrevistas feitas por cada entrevistador.

O trabalho de campo ocorreu nos dias 18 e 19 de agosto de 2026, em 128 municípios de todo o país, com 2.058 entrevistas. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado para a Folha de S.Paulo e a TV Globo. A pesquisa está registrada no TSE, com o código BR-04496/2026.

Fonte: Brasil 61