Augusto Cury celebra crescimento nas pesquisas e diz que vai ‘pacificar’ o País

Augusto Cury, candidato do Avante/ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Augusto Cury, candidato do Avante (ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO)

Em carreata realizada em Araçatuba, candidato do Avante criticou a polarização política, comemorou o avanço nas pesquisas e defendeu um governo voltado à pacificação do País.

O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, fez neste sábado, 5, na cidade de Araçatuba, interior paulista, uma carreata denominada de ‘pacificação’. O escritor criticou a polarização que ainda existe na política brasileira, classificando-a de ‘insana’ e dizendo que o Brasil não pertence nem à família ‘Bolsonaro’ e nem à família ‘Lula da Silva’ e que é preciso focar em projetos e não em ataques pessoais.

Neste sábado, o candidato celebrou o seu crescimento nas pesquisas de intenção de voto. “Fiquei sabendo que no Ceará tive o maior crescimento da história do Brasil em uma semana”, destacou, citando que saiu de 0,2% em junho para 12,3%.

Os dados se referem à pesquisa Atlas/Focus, divulgada na sexta-feira, 4, realizada entre os dias 28 de agosto a 2 de setembro, e com registro BR-07411/2026. Ele agradeceu o eleitor nordestino e de todas as regiões do País.

“O Brasil tem cura e merece ser pacificado”, frisou Cury, na carreata feita em Araçatuba.

Em um post na sua conta oficial do Instagram, o candidato ainda disse: “Os brasileiros estão percebendo que existe, sim, um novo caminho para o País. O Ceará mandou um recado forte. E o Nordeste começa a mostrar que a esperança também cresce quando encontra coragem.”

Na carreata, Cury agradeceu pessoas de todas as vertentes religiosas, citando pastores evangélicos, padres e freiras, espíritas, budistas, islamitas e, depois, mencionou os ateus. “Já fui ateu, mas quando estudei a mente de Cristo, me curvei aos pés dele, que foi o maior pacificador da história”, disse, destacando que deseja governar para todo o Brasil.

Estadão Conteúdo

No Agreste, João Campos reforça promessas para água, infraestrutura e confecções

Em Vertentes, candidato direcionou o discurso ao polo de confecções do Agreste e prometeu investimentos em capacitação e infraestrutura para o setor/Foto: Marlon Diego
Em Vertentes, candidato direcionou o discurso ao polo de confecções do Agreste e prometeu investimentos em capacitação e infraestrutura para o setor (Foto: Marlon Diego)

Primeira parada foi em Lagoa dos Gatos, onde João caminhou pela feira livre e conversou com moradores e comerciantes

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) concentrou a agenda de campanha da manhã deste sábado (5) no Agreste. Em passagens por Lagoa dos Gatos e Vertentes, o socialista percorreu feiras livres, participou de uma carreata e reforçou promessas voltadas ao abastecimento de água, à infraestrutura e à qualificação profissional.

A primeira parada foi em Lagoa dos Gatos, onde João caminhou pela feira livre e conversou com moradores e comerciantes. No município, o candidato prometeu investimentos em abastecimento de água, estradas e educação profissional e afirmou que pretende estabelecer uma relação de parceria com as prefeituras do interior caso seja eleito.

“A partir do ano que vem, vocês vão ter um governador amigo, aliado, que vai fazer o mesmo por essa terra. Vamos trazer abastecimento de água, obras de infraestrutura, estrada, escola técnica, porque vocês vão ver: o povo vai ser bem cuidado, como eu fiz no Recife. Chegou a hora de fazer em Pernambuco”, declarou.

João também voltou a defender a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motocicletas de até 180 cilindradas, uma das propostas apresentadas durante a campanha.

“A partir do ano que vem, moto de até 180 cilindradas vai ter o IPVA zerado”, afirmou.

Durante o ato, o ex-prefeito do Recife ainda reforçou a vinculação de sua candidatura ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Aqui é o time de Lula, é o time de João, é o time que tem compromisso com o nosso Estado”, disse.

Polo de confecções

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PF já sabia de tudo. Por isso Mendonça não aceitou delação seleta de Vorcaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) – Reprodução

Por TEREZINHA NUNES

Com detalhes, descobriu-se agora que Vorcaro até chegou a se aconselhar com o ministro sobre o momento para deixar o país e acabou preso no Aeroporto

Quando o ministro André Mendonça, do STF, recusou por duas vezes proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, as recusas foram atribuídas a exigências demais de Mendonça que nenhum advogado – já se foram três – contratado pelo banqueiro, conseguiu atender. Esta terça-feira, no entanto, ficou claro que não era bem isso. O ministro já sabia, através das investigações da Polícia Federal, que tudo ou quase tudo já estava comprovado e que Vorcaro teria muito pouca coisa a dizer.

Finalmente esta segunda-feira o ministro quebrou o sigilo do relatório da PF sobre o Banco Master e o relacionamento de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes e o que está sendo revelado pela imprensa, como resumiu a jornalista Malu Gastar, a primeira a divulgar parte das investigações da PF, “é uma verdadeira bomba atômica”.

Com detalhes, descobriu-se agora que Vorcaro até chegou a se aconselhar com o ministro sobre o momento para deixar o país ( foi preso no Aeroporto antes de embarcar). Chegou a dizer que precisava da proteção de Andrei ( diretor-geral da PF) e de Gonet ( procurador-geral da República) e deixou ainda mais claro o pagamento que fez à esposa de Moraes por serviços prestados no valor de R$ 129 milhões, em prestações mensais de R$ 3,6 milhões. Também teria liberado cartões de crédito de R$ 300 mil para os filhos do ministro. Além disso, Moraes ajudou a elaborar o contrato milionário da esposa com o banqueiro.

Antes de quebrar o sigilo, Mendonça conversou com o presidente do STF Edson Fachin no domingo e esta terça solicitou a Fachin uma reunião pública do pleno do tribunal sobre a abertura de processo de investigação sobre a conduta do ministro. Alexandre de Moraes teve uma discussão dura com Mendonça esta terça-feira e por pouco não foram às vias de fato. Os seguranças do STF conseguiram contê-los.

Enquanto isso, a indignação tomou conta do país como foi retratado nas redes sociais. Políticos, empresários, profissionais liberais e outras categorias além da própria imprensa estão se pronunciando sobre a necessidade de afastamento do ministro que poderá levar consigo outro membro da corte, o ministro Dias Toffoli, o primeiro que foi descoberto em relações pouco republicanas com o banqueiro, ao ponto de ter se considerado impedido de julgar o caso.

Em agenda no Coque, João Campos propõe interiorização do Compaz e expansão de complexos de lazer

João Campos em coletiva de imprensa na Vila do Papel, no Coque/Foto: Karol Rodrigues/DP
João Campos em coletiva de imprensa na Vila do Papel, no Coque (Foto: Karol Rodrigues/DP)

Em agenda no Coque, João Campos propõe interiorização do Compaz e expansão de complexos de lazer

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesta terça-feira (2), de uma atividade de campanha na Vila do Papel, no bairro do Coque, região central do Recife. No local, que recebeu o primeiro COMVIDA, complexo público de lazer, esporte, cultura e convivência construído pelo município, o ex-prefeito da capital pernambucana prometeu expandir o formato do projeto para todo o estado.

“Muito especial estar aqui na Vila do Papel. Eu estive aqui muitas vezes e, como prefeito, fizemos a urbanização integrada da Vila do Papel. Fizemos esse COMVIDA, que é esse super espaço de convivência, aqui embaixo do viaduto Capitão Temudo. Esse conjunto de obras a gente tem aqui, pra vocês terem ideia: o habitacional, que está sendo construído pela prefeitura, a urbanização, que foi concluída com drenagem, saneamento, abastecimento de água e o espaço público de convivência”, declarou.

Entregue em outubro de 2025, a estrutura do COMVIDA da Vila do Papel conta com quadras de esportes, academias, anfiteatro, pista de cooper e praça da infância, com uma área total de aproximadamente 14 mil metros quadrados e um investimento de R$ 7 milhões. A comunidade também recebeu obras de infraestrutura e a construção de um habitacional que somaram cerca de R$ 57 milhões em investimentos.

A proposta de João Campos é replicar a iniciativa para outras regiões, no caso de uma eventual gestão à frente do Executivo estadual. O socialista também utilizou o exemplo dos Centros Comunitários da Paz (COMPAZ), projeto iniciado sob a gestão do ex-prefeito Geraldo Júlio (PSB), como uma política pública a ser interiorizada. A Vila do Papel conta com o COMPAZ Dom Hélder Câmara, inaugurado em dezembro de 2020 nas proximidades do viaduto Capitão Temudo.

“Aqui embaixo do viaduto era uma área muito insegura e que não tinha uma função pública social. Hoje é um palco que tem aula de zumba, esportes, atividades físicas, tudo isso por investimento que nós fizemos como prefeito. E vamos levar pra Pernambuco esse modelo do COMVIDA nos espaços públicos e do Compaz, que vai ser interiorizado, inclusive ele já foi premiado pela ONU e agora Pernambuco inteiro merece receber Compaz”, afirmou.

Por Amauri Lins

Quaest: Lula tem 42% e Flávio Bolsonaro, 41%, em cenário de 2º turno

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados/Fotos: Ricardo Stuckert e Charles Vieira
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados (Fotos: Ricardo Stuckert e Charles Vieira)

Presidente e senador estão tecnicamente empatados; levantamento testa pela primeira vez confronto entre Lula e Augusto Cury

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2).

No confronto direto entre os dois, Lula registra 42% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 41%. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos.

Na comparação com a rodada anterior da Quaest, divulgada em 14 de agosto, o presidente oscilou um ponto para baixo, de 43% para 42%. Flávio, por sua vez, passou de 40% para 41%. As duas movimentações ocorreram dentro da margem de erro.

Brancos, nulos e eleitores que afirmam que não vão votar representam 13% nesse cenário. Outros 4% se dizem indecisos.

A Quaest simulou cinco possíveis confrontos de segundo turno. Além de Flávio Bolsonaro, foram testados contra Lula os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).

Pela primeira vez, o instituto incluiu Cury em uma simulação de segundo turno. O escritor ganhou espaço na corrida presidencial nas últimas semanas e aparece em terceiro lugar no primeiro turno da nova rodada da pesquisa.

Lula vence demais adversários

Apesar do empate técnico com Flávio Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente dos outros quatro adversários testados pela Quaest em um eventual segundo turno.

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Comissão da “MP das blusinhas” adia novamente votação, agora para a quarta-feira (2)

Segundo a senadora relatora Leila Barros, há alguns
Segundo a senadora relatora Leila Barros, há alguns “impasses” sobre o texto (Ton Molina/Agência Senado)

Se não for aprovada até 8 de setembro pela comissão mista e pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a MP perderá a validade

A comissão mista do Congresso Nacional sobre a “MP das Blusinhas” adiou novamente a votação da proposta. A sessão estava marcada para esta terça-feira (1º) de setembro, e foi remarcada para a quarta-feira (2), às 10 horas. A Medida Provisória autoriza o Ministério da Fazenda a zerar a “taxa das blusinhas”, imposto sobre compras de até US$ 50 em plataformas estrangeiras.

Se não for aprovada até 8 de setembro pela comissão mista e pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a MP perderá a validade. A medida foi assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o governo teme que o imposto volte a vigorar, em plena campanha eleitoral do petista.

À imprensa, a senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da “MP das Blusinhas”, afirmou que vai divulgar o relatório ainda nesta terça, após uma reunião com os presidentes do Congresso Nacional Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), prevista para as 19 horas. Leila disse que a reunião será uma continuidade do encontro que estava marcado para as 14 horas e que não terminou.

Além disso, segundo a senadora, há alguns “impasses” sobre o texto. Em relação à discussão sobre garantir exclusividade dos Correios sobre as entregas de produtos isentos de tributação, Leila respondeu: “Não tem consenso, não vou negar”.

Setores empresariais também têm pedido compensações por se dizerem prejudicados com uma concorrência injusta diante de plataformas internacionais.

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Moraes aparece como editor de contrato de R$ 131 milhões com Vorcaro

Segundo os dados do arquivo, a versão do contrato devolvida por Vorcaro a Viviane em 15 de janeiro de 2024 foi aberta e modificada no Office 365 utilizado pelo ministro/EVARISTO SÁ/AFP
Segundo os dados do arquivo, a versão do contrato devolvida por Vorcaro a Viviane em 15 de janeiro de 2024 foi aberta e modificada no Office 365 utilizado pelo ministro (EVARISTO SÁ/AFP)

Moraes aparece como editor de contrato de R$ 131 milhões com Vorcaro

Metadados de um contrato de R$ 131,2 milhões firmado entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, atribuem ao perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes” uma alteração feita no documento em janeiro de 2024. Os registros foram extraídos do celular de Vorcaro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero, e obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo os dados do arquivo, a versão do contrato devolvida por Vorcaro a Viviane em 15 de janeiro de 2024 foi aberta e modificada no Office 365 utilizado pelo ministro. A alteração aparece registrada às 23h04 daquele dia, cerca de uma hora e 40 minutos depois de o banqueiro enviar o documento à advogada pelo WhatsApp. O ministro não se manifestou quando procurado. A defesa de Vorcaro também não respondeu.

O contrato começou a ser discutido entre Viviane e Vorcaro em 11 de janeiro de 2024. Naquele dia, às 17h23, a advogada enviou ao banqueiro uma minuta pelo celular pessoal. “Prezado Daniel, boa tarde. Conforme conversamos, estou enviando minuta de contrato de prestação de serviços para sua análise. Estou à disposição para qualquer esclarecimento. Abraço. Viviane Barci de Moraes”, escreveu.

Quatro dias depois, em 15 de janeiro, Vorcaro devolveu o arquivo com marcas de revisão. Segundo a mensagem enviada às 21h22, apenas a cláusula I.3 havia sido incluída. “Boa noite! Segue o documento preenchido. Foi incluída apenas a cláusula I.3. Por favor, nos indique se está adequada. Caso estejam de acordo, combinamos a assinatura! Um abraço”, escreveu o banqueiro.

É essa versão, devolvida por Vorcaro a Viviane, que, segundo os metadados, foi posteriormente aberta e modificada no sistema Office 365 associado ao perfil “Ministro Alexandre de Moraes”. Os dados técnicos disponíveis nas propriedades do arquivo registram informações como autor, título e datas e horários de alterações. Na versão analisada, Guilherme de Toledo Benazzi, administrador do escritório Barci de Moraes, aparece como autor original do documento.

Contrato previa R$ 131 milhões
O acordo estabelecia o pagamento de 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos ao escritório da mulher do ministro, totalizando R$ 108 milhões líquidos. A 11ª cláusula determinava que os valores fossem pagos livres de impostos.

Com a incidência dos tributos previstos no próprio contrato, cada parcela teria valor bruto de R$ 3.646.529,77. Dessa forma, o montante bruto previsto no documento chegava a R$ 131.274.351,72.

A versão final foi enviada por Viviane a Vorcaro em 17 de janeiro de 2024. A mensagem, enviada às 10h09, dizia apenas: “Bom dia! Segue a minuta do contrato. Abraço”.

Cinco dias depois, o banqueiro perguntou como deveria proceder para a assinatura. “Oi, tudo bem? Como podemos proceder na assinatura? Prefere eletronicamente ou mando as vias físicas assinadas?”, escreveu.

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Flávio se nega a dar informações sobre novo repasse de Vorcaro a “Dark Horse”

Candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro/AFP
Candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (AFP)

Coaf desmente a informação do senador e candidato à Presidência de que os pagamentos de Vorcaro para o filme encerraram em 2025

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou-se nesta terça-feira (1º) a dar informações sobre informações de outro repasse do banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Flávio, cabe à produtora Go Up fornecer os detalhes.

“Essas informações não tenho como saber, porque não trato disso. Tem que perguntar para a produtora. Eu sabia que ele Vorcaro é investidor, mas não tinha como falar. A resposta tem que perguntar para a produtora”, declarou a jornalistas ao chegar ao Senado, onde presidirá sessão da Comissão de Segurança Pública.

Reportagem da revista Piauí mostrou que um relatório inédito do Coaf desmente Flávio sobre o financiamento do Dark Horse. Apesar de o senador afirmar que os pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro cessaram em maio de 2025, um repasse de US$ 1,6 milhão foi feito em setembro daquele ano, elevando o total de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões, com evidências de um possível pagamento adicional em outubro.

Ao comentar as questões envolvendo o filme, Flávio mudou o assunto para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O candidato afirmou que o magistrado deveria renunciar ao cargo em razão de sua relação profissional anterior com Vorcaro. “O Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem melhor condição dele continuar sendo ministro do Supremo”, afirmou.

O Estadão/Broadcast mostrou que, por meio de uma longa troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, a indicação de que o banqueiro pediu reiteradamente ao ministro para que interviesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para travar as investigações sobre negócios fraudulentos da instituição financeira.

Estadão Conteúdo

TSE começa a julgar registros de Lula, Flávio Bolsonaro e outros candidatos à Presidência

O TSE irá conferir os documentos, condições de elegibilidade e eventuais situações que possam levar à inelegibilidade/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O TSE irá conferir os documentos, condições de elegibilidade e eventuais situações que possam levar à inelegibilidade (MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL)

Processos verificam se os partidos ou coligações cumpriram as exigências legais para participar da disputa eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a analisar nesta segunda-feira (31) os primeiros pedidos de registro de candidaturas à Presidência e à Vice-Presidência da República para as eleições de 2026. Os processos serão julgados pelo plenário virtual da Corte até 2 de setembro.

A primeira pauta, no entanto, não reúne todos os candidatos que solicitaram registro. Estão previstos para julgamento os pedidos das chapas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB); Romeu Zema (Novo) e Eduardo Girão (Novo); Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL); Samara Martins (UP) e Raquel Brício (UP); Hertz Dias (PSTU) e Vanessa Portugal (PSTU); além de Edmilson Costa (PCB) e Cleusa Santos (PCB).

Os processos que envolvem Lula, Zema, Flávio Bolsonaro, Samara Martins e Hertz Dias têm como relator o ministro André Mendonça. O pedido de registro de Edmilson Costa é relatado pela ministra Estela Aranha.

Além dos requerimentos individuais de registro de candidatura, identificados como RCC, os ministros também analisam os Demonstrativos de Regularidade dos Atos Partidários (Drap). Esses processos verificam se os partidos ou coligações cumpriram as exigências legais para participar da disputa eleitoral.

O que o TSE analisa no registro

O registro de candidatura é o procedimento pelo qual cada candidato solicita formalmente à Justiça Eleitoral autorização para disputar a eleição. Nessa etapa, são conferidos documentos, condições de elegibilidade e eventuais situações que possam levar à inelegibilidade.

Já o Drap está relacionado ao partido, federação ou coligação. A Justiça Eleitoral verifica, entre outros pontos, se a convenção foi realizada regularmente, se os candidatos foram escolhidos de acordo com as regras e se a formação da chapa respeitou a legislação.

Depois que os pedidos são apresentados, os processos são registrados no sistema eletrônico da Justiça Eleitoral e os editais são publicados. A partir daí, abre-se prazo para eventuais impugnações e para que cidadãos apresentem notícia de inelegibilidade.

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Experiência de candidatos ao Senado vira foco na propaganda eleitoral

O senador Humberto Costa, a ex-deputada federal Marilia Arraes, o deputado federal Túlio Gadelha, o deputado federal Mendonça filho e o deputado federal Eduardo da Fonte
O senador Humberto Costa, a ex-deputada federal Marilia Arraes, o deputado federal Túlio Gadelha, o deputado federal Mendonça filho e o deputado federal Eduardo da Fonte – Reprodução Blog Dellas

Por TEREZINHA NUNES

Nas primeiras aparições, candidatos ao Senado mostraram realizações até agora, enquanto propostas para um eventual mandato começam a surgir aos poucos

Os candidatos ao Senado na eleição deste ano aproveitaram as primeiras aparições na propaganda eleitoral para mostrar o que realizaram até agora. O candidato Humberto Costa explorou suas realizações como ministro da saúde no primeiro mandato do presidente Lula, citando o Samu, as academias da cidade e a farmácia popular. Já Mendonça Filho relembrou o tempo em que foi vice do governador Jarbas Vasconcelos citando obras como a duplicação da BR-232 e as escolas em tempo integral, duas realizações de Jarbas que até hoje são referência.

No caso das escolas em tempo integral ele lembrou que como ministro da educação transformou o programa pernambucano em nacional e disse que fez “mais por Pernambuco em menos de dois anos de MEC do que todos os ministros do PT em 20 anos”. O candidato Eduardo da Fonte focou nas suas realizações como deputado federal na área de saúde, trabalhando para equipar importantes hospitais pernambucanos, sobretudo o Hospital do Câncer e o apoio às crianças autistas com as chamadas “casas azuis” instaladas em todos os municípios administrados por prefeitos do PP.

Marília Arraes, que não teve experiência administrativa, tem ressaltado suas pautas na Câmara Federal com projetos em defesa das mulheres, crianças e adolescentes. O candidato Túlio Gadelha falou sobre sua atuação na defesa do Governo Lula na Câmara Federal onde chegou a ser líder do seu ex-partido Rede Sustentabilidade. Lembrou ainda de ajudas a ONGs que têm projetos em áreas carentes, das pautas ambientais e do apoio aos indígenas.

As propostas dos candidatos para o caso de ganharem a eleição estão surgindo aos poucos. Esta sexta-feira Eduardo da Fonte defendeu a proibição de uso de redes sociais por menos de 14 anos e explicou que esse será um dos projetos que apresentará no Senado Federal.

Raquel no combate

A governadora Raquel Lyra, que vinha respondendo diretamente aos ataques do ex-prefeito João Campos, maneirou mais esta sexta-feira. Quando indagada pela imprensa sobre o assunto disse que sua campanha já está tomando todas as providências na área judicial e agora é aguardar o pronunciamento da justiça. Passou então a falar nas suas propostas e no trabalho realizado ao fazer caminhada no Jardim Monte Verde, na divisa de Jaboatão com o Recife, onde fez uma obra de encosta em tempo recorde na área onde mais de 30 pessoas morreram em um deslizamento. Além da encosta as residências das pessoas que moravam na área foram recuperadas ou reconstruídas.