Governo descarta um dos casos suspeitos de ebola no Brasil

Eletromicrografia do vírus Ebola/NIAID / Wikimedia Commons
Eletromicrografia do vírus Ebola (NIAID / Wikimedia Commons)

O Ministério da Saúde informou que “não há confirmação” do vírus do Ebola em nenhum dos dois casos suspeitos registrados no Brasil

As autoridades sanitárias anunciaram neste domingo (31) que dois homens com sintomas compatíveis com ebola estão em isolamento preventivo em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas descartaram a presença do vírus em um deles.

O Brasil reforçou as medidas de precaução após o registro, no sábado, dos dois casos suspeitos, em um momento de preocupação com a propagação de um surto mortal do vírus na África Central.

O Ministério da Saúde informou que “não há confirmação” do vírus em nenhum dos dois casos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 17 de maio uma emergência de saúde pública de importância internacional, seu segundo nível mais alto de alerta, diante do surto de uma rara cepa de ebola que afeta a República Democrática do Congo (RDC) e a vizinha Uganda.

No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) anunciou que está isolado um homem procedente de Uganda, que entrou no Brasil em 22 de maio, após apresentar “sintomas virais como tosse, calafrios e diarreia”.

Ele foi diagnosticado com malária, mas os exames “apresentaram resultado negativo para ebola”.

Ainda assim, as autoridades assinalaram que o paciente “permanece em isolamento” enquanto a investigação é concluída.

Em São Paulo, um homem de 37 anos que esteve na RDC “apresentou sintomas compatíveis” com “febres hemorrágicas virais”, informou o ministério em nota, sem especificar a data de entrada do indivíduo em território brasileiro.

Ele foi internado e entubado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, para onde chegou em “estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica”.

O homem testou positivo para um caso grave de meningite e permanece isolado enquanto “continua sob investigação para ebola”.

A SES-SP ressaltou que “o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo”.

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HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil

Vacinação contra HPV e exame Papanicolau são principais armas contra tumor no colo do útero/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Vacinação contra HPV e exame Papanicolau são principais armas contra tumor no colo do útero (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra o HPV. Estudos já mostram que a vacina ajudou a reduzir a incidência de câncer e das lesões precursoras

Os cânceres causados por HPV provocaram cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações anuais no Brasil, e 85% dos afetados são mulheres. A maioria desses casos é considerada prevenível, com a identificação das chamadas lesões precursoras, que podem ser tratadas antes que se tornem câncer e, principalmente, com vacinação.

Os dados fazem parte de um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, que analisou dados oficiais do Ministério da Saúde. O objetivo foi identificar as tendências de hospitalização e mortalidade, por isso a análise englobou o período de 2011 a 2019, anterior à pandemia de covid-19, que impactou diversos indicadores de saúde.

De acordo com a líder do estudo, a diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, um dos destaques é o alerta a respeito dos diversos tipos de câncer que o HPV pode causar. Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram todas as ocorrências e estimaram quantas foram causadas pelo vírus, considerando as proporções consolidadas pela literatura médica.

O câncer de colo do útero permanece como a maior preocupação, correspondendo a 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes ocorridas no período analisado. Mas isso significa que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outro local, somando mais de 50 mil hospitalizações.

“O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina, vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço”, complementa a diretora executiva.

O câncer anal foi o tipo que apresentou maior aumento nas ocorrências, de 3,1% nas hospitalizações e de 10,9% na mortalidade. Homens que fazem sexo com homens e pessoas imunosuprimidas são especialmente vulneráveis.

Cintia também chama a atenção para o fato dos cânceres de cabeça e pescoço acometerem quatro vezes mais homens do que mulheres.

“Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação”, alerta a médica.

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Glaucoma: diagnóstico precoce é divisor de águas para evitar cegueira, aponta especialista

Glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo, segundo a OMS/Foto: Freepik
Glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo, segundo a OMS (Foto: Freepik)

Neste Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, o Diario conversou com uma oftalmologista que apontou os principais cuidados na prevenção e no diagnóstico de glaucoma

Celebrado nesta terça-feira (26), o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma é a data mais importante do Maio Verde, campanha nacional dedicada à conscientização e ao combate à doença, uma das principais causas de cegueira no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Geralmente associada à pressão interna dos olhos elevada, o glaucoma não causa dor e, se não for tratado corretamente, pode provocar cegueira irreversível, explica a oftalmologista especialista em Glaucoma, Nara Galvão.

“O aumento da pressão intraocular não dói. Então, na maioria das vezes, aquela pressão elevada vai matando o nervo do olho. O nervo do olho é o responsável por levar a visão que a gente enxerga aqui, né? Tudo que a gente enxerga é interpretado no cérebro. Então esse nervo é absolutamente magno, indispensável, essencial. “A morte do nervo óptico é irreversível”, inicia.

Mobilização

Por isso, a médica reforça a importância da mobilização sobre a doença. Este ano, o foco da campanha é informar sobre a qualidade de vida do paciente com glaucoma e a importância do diagnóstico precoce.

“O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo todo. Países ricos e pobres, todos enfrentam esse mesmo problema, e é uma estatística que vai só aumentando com a idade. O Dia Nacional de Combate é o chamamento à população para atenção sobre a causa da doença, o diagnóstico e a importância do tratamento”, continua.

Sem sintomas muito aparentes, a detecção da doença fica complicada. A enfermidade não tem cura, mas tem controle. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial, segundo a especialista, para evitar a cegueira, causada justamente pela morte do nervo óptico.

“Precisamos alertar a população para fazer exame anualmente, mesmo que não haja queixa, mesmo que ele ache que enxerga bem, precisa fazer exame todo ano. Às vezes, quando a gente já tem o diagnóstico da doença, a gente vê o paciente duas vezes por ano ou até três ou mais vezes, quantas forem necessárias”, alerta.

Segundo a médica, existem vários tipos de glaucoma, com circunstâncias diferentes. No entanto, a faixa etária mais comum de incidência da doença é a partir dos 40 anos, com maior frequência em idades mais avançadas.

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Diretor da OMS está ‘profundamente preocupado’ com escala e velocidade da epidemia de ebola

Um visitante tem sua temperatura verificada por um profissional de saúde usando um termômetro infravermelho antes de entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para triagem de temperatura de todos os visitantes e pacientes que entram no hospital, como parte das medidas de prevenção do Ebola em Goma/JOSPIN MWISHA/AFP
(JOSPIN MWISHA/AFP)

Epicentro da epidemia de ebola é Ituri, uma província do nordeste da RDC, na fronteira com Uganda e o Sudão do Sul

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) se declarou “profundamente preocupado com a escala e velocidade” da epidemia de ebola que afeta a República Democrática do Congo.

“Convocaremos hoje o comitê de emergências para que nos aconselhe sobre recomendações temporárias”, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, no segundo dia da assembleia anual dos Estados-membros da OMS.

A OMS declarou no domingo uma emergência de saúde pública de importância internacional para enfrentar a epidemia de ebola, que provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa. Nos últimos 50 anos, o vírus provocou mais de 15 mil mortes na África.

“Não tomei essa decisão levianamente… Estou profundamente preocupado com a escala e a velocidade da epidemia”, afirmou Adhanom Ghebreyesus sobre a declaração de emergência.

Não há vacina ou tratamento específico para a cepa responsável pelo atual surto.

A atual epidemia na República Democrática do Congo (RDC) teria provocado 131 óbitos e 513 casos suspeitos até o momento, afirmou nesta terça-feira (19) o ministro congolês da Saúde, Samuel Roger Kamba.

“Registramos 131 casos de mortes e temos 513 casos suspeitos”, declarou o ministro à televisão nacional.

“Todas as mortes que informamos são aquelas que detectamos na comunidade, sem dizer necessariamente que estejam vinculadas ao ebola”, explicou.

Até o momento, poucas amostras foram analisadas em laboratório e os balanços são baseados principalmente em casos suspeitos.

O balanço anterior do ministro congolês da Saúde mencionava 91 óbitos e 350 casos suspeitos.

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Pernambuco atendeu 3,5 mil pessoas para diagnóstico de neurodivergência em cinco meses

Entre agosto e dezembro de 2025, foram realizados aproximadamente 3.598 atendimentos voltados ao processo diagnóstico de neurodivergência em pernambuco/Foto: Freepik
(Foto: Freepik)

Estado afirma ter eliminado filas em unidades especializadas após mudanças na estrutura

Mais de 3,5 mil pessoas foram atendidas para diagnóstico de neurodivergência em Pernambuco entre agosto e dezembro de 2025, após a ampliação da rede pública com equipes multiprofissionais em unidades especializadas. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e se referem a consultas com neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais.

A ampliação do acesso ao diagnóstico passou a ocorrer nas Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs), que começaram a ofertar esse tipo de atendimento em agosto de 2025. Atualmente, o serviço está disponível nas unidades localizadas em Carpina, Caruaru, Escada, Palmares, Recife e Ouricuri. Segundo a SES-PE, a implantação das equipes multiprofissionais nessas unidades permitiu reorganizar o fluxo de atendimento e ampliar a oferta de consultas reguladas pelo estado.

De acordo com a secretaria, desde a implementação desse modelo não há filas de espera para avaliação diagnóstica nas UPAEs. O agendamento ocorre por meio do sistema de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir do encaminhamento feito, prioritariamente, pela Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

O atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de neurodiversidade integra a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, instituída pelo Ministério da Saúde.

Nessa estrutura, os Centros Especializados em Reabilitação (CER) concentram serviços voltados ao diagnóstico, acompanhamento e reabilitação, com atuação multiprofissional. Em Pernambuco, esses centros funcionam em diferentes modalidades, com oferta de reabilitação física, intelectual, auditiva e visual.

Além das UPAEs e dos CERs, o acompanhamento também ocorre na Atenção Primária e em ambulatórios especializados municipais. Casos que demandam maior complexidade podem ser encaminhados para serviços de média e alta complexidade, conforme a necessidade clínica e a disponibilidade na rede.

Atendimentos aumentam no HSE

O Ambulatório Neurodivergente do Hospital dos Servidores do Estado (HSE) registrou crescimento de 23,45% no número de atendimentos no primeiro trimestre do ano. Ao todo, foram 13.252 pacientes atendidos no período, sendo 4.085 em janeiro, 4.124 em fevereiro e 5.043 em março.

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