“A fila virou fluxo”: Wolney Queiroz detalha como o INSS zerou a espera por benefícios

Ministro da Previdência Social, Wolney QueirozPor Betânia Santana

O ministro da Previdência Social, o pernambucano Wolney Queiroz, anunciou nessa quinta-feira (3), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o INSS zerou a fila de espera para a análise de processos no país.

Há um ano e quatro meses à frente da pasta – ele assumiu em maio de 2025, substituindo Carlos Lupi – o ministro enfrentou o desafio de recompor a imagem do órgão, abalado também pelas investigações da CPMI sobre descontos indevidos a aposentados.

Em conversa por telefone, Wolney Queiroz explicou como o tempo médio de análise caiu de 45 dias para 34 dias, detalha as cinco medidas estratégicas que permitiram o avanço e responde às críticas sobre o impacto da concessão de benefícios nas contas públicas.

Registrou que o INSS recebe por mês, em média, 1,3 milhão de novos pedidos para serem analisados, o equivalente a 43 mil pedidos por dia ou 1.800 pedidos por hora. Mensalmente o número de pedidos corresponde a 18 Maracanãs lotados.

“Tem menos gente na fila do que entrou no mês passado. Logo, não é fila é fluxo/atendimento”. Esse foi o texto de um cartão distribuído no encontro dessa quinta.

A notícia de que a fila do INSS foi zerada gerou reações mistas e críticas de setores do mercado financeiro sobre o impacto no gasto público. Como o senhor avalia essa reação?
Wolney Queiroz
 – Toda vez que me cobravam prazo, eu dizia: no dia em que eu zerar a fila, vão dizer que estourei a meta fiscal e as contas públicas. Você nunca agrada ao mercado. Quando se concede muito benefício, a conta aumenta, e aí já não falam mais da fila, passam a falar do gasto da Previdência. Mas o que alcançamos foi algo histórico.

O que significa, na prática, “zerar a fila”?
Wolney Queiroz – É quando a “fila” passa a se chamar “fluxo”. Imagine um restaurante com 80 mesas: todas estão ocupadas, as pessoas estão sendo atendidas – umas pedindo, outras no cafezinho ou pagando – mas não há ninguém esperando na porta. Zerar a fila significa ter autonomia para responder a tudo o que entra no prazo legal de 45 dias. Hoje, a média do Brasil é de 34 dias. Uma aposentadoria simples, por exemplo, sai em oito dias.

E por que ainda existem processos que demoram mais tempo?
Wolney Queiroz
 – Benefícios como o BPC exigem perícia médica e avaliação biopsicossocial, além de casos em que o segurado precisa de 30 dias para cumprir exigências de documentação. Isso é uma contingência natural do procedimento de atendimento, não um represamento por falha do INSS. A fila represada acabou.

Quais foram as principais ações adotadas para conseguir responder à demanda crescente por benefícios?
Wolney Queiroz
 – Adotamos cinco medidas centrais. Três delas foram estruturais:
forçamos o quadro de pessoal: o presidente autorizou concurso público para 2.510 novos servidores (1.780 técnicos/analistas, 500 peritos médicos e 230 assistentes sociais) que já assumiram e estão trabalhando;
digitalizamos a apresentação de atestados. O trabalhador lança o documento do SUS no sistema e o perito analisa digitalmente, sem a necessidade de esperar meses por uma perícia presencial para uma lesão que já sarou;
estamos fazendo mutirões nos fins de semana: Saltamos de 31 mil atendimentos em mutirões em 2023 para mais de 300 mil até agosto de 2026, um aumento de 868%.

Quais foram as outras duas?
Wolney Queiroz
 – Pagamos incentivos aos servidores para produtividade extra e passamos a fazer a teleperícia. Abrimos 863 salas digitais. Um perito de Santa Catarina, por exemplo, atende por videochamada um segurado no interior do Amazonas.

Mesmo com a demanda batendo recorde, a capacidade de análise superou os novos pedidos?
Wolney Queiroz
 – Em julho deste ano, tivemos o pico histórico do INSS, com 1,435 milhão de novos requerimentos em um só mês. Apenas nesse mês, conseguimos analisar 1,658 milhão de processos. Analisamos 223 mil a mais do que a maior entrada da história, absorvendo  resíduo de meses anteriores.

O senhor assumiu o ministério em meio à crise dos descontos indevidos que gerou a CPMI do INSS no Congresso. Como fica a situação do ressarcimento das vítimas e a governança da pasta?
Wolney Queiroz
 – O ressarcimento foi concluído. Todas as 5,1 milhões de pessoas que entraram com o pedido de devolução do dinheiro recebido indevidamente foram ressarcidas, em um total de R$ 3,5 bilhões. Paralelamente, fomos distinguidos pela Controladoria-Geral da União (CGU) com o grau máximo de integridade (Grau 3), cumprindo 71 requisitos de transparência e governança. Saímos de uma nota abaixo de 1 para a nota máxima.

Como o senhor avalia a virada de imagem da Previdência Social dentro do próprio governo?
Wolney Queiroz
 – Estou muito feliz. Quem acompanhou o início da gestão viu um ministério envolvido em problemas herdados. Hoje, a Previdência virou vitrine e motivo de orgulho para o governo do presidente Lula, mostrando que é possível unir integridade, inovação tecnológica e respeito ao cidadão.

Enquanto Lula não define vinda a Pernambuco, Flávio Bolsonaro confirma presença dia 16

O presidente Lula e o candidato à Presidência pelo PL, Flávio BolsonaroPor TEREZINHA NUNES

O presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, teve um encontro esta quinta-feira com o deputado federal e candidato ao Senado, Mendonça Filho, e com o deputado federal André Ferreira para discutir a proposta de agenda do candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, que confirmou a vinda a Pernambuco no próximo dia 16. Em conversa com este blog ele informou que existe uma pré-agenda mas que ainda será submetida ao comando da campanha do presidenciável para poder ser fechada.

Quanto à vinda do presidente Lula, que tem sido dada como certa pelo candidato a governador João Campos, ainda não foi confirmada. Este blog apurou que o próprio presidente tem dito que está analisando o cenário para só então tomar uma decisão sobre o assunto. Esta quarta-feira, porém, a CNN informou, usando como fonte o Palácio do Planalto, que o presidente havia resolvido não comparecer a estados como Pernambuco e Paraíba, onde teria o apoio de dois palanques, e que no Nordeste iria concentrar suas forças nesse primeiro turno nos estados do Ceará e da Bahia para tentar garantir a vitória dos candidatos do PT, Elmano de Freitas e Jerônimo Rodrigues.

A última pesquisa Quaest na Bahia mostrou o candidato ACM Neto(União Brasil) com 39% das intenções de voto e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT)com 37%. No Ceará a última pesquisa Datafolha mostrou em cenário de segundo turno o candidato Ciro Gomes(PSDB) com 50% e o governador Elmano de Freitas com 42%. A presença de Lula tem sido apontada pelo PT como imprescindível para que o partido vença a eleição nos dois estados.

Sobre Pernambuco, Lula gravou vídeo que tem sido repetido no guia eleitoral e nas inserções de TV pedindo votos para João Campos, Humberto e Marília. É possível que a pesquisa Quaest, que deve ser divulgada na próxima terça-feira após 10 dias de iniciada a propaganda eleitoral, já dê para medir a influência do presidente na eleição dos três. Dependendo com que acontecer é possível que o presidente defina se vem ou não ao estado, como tem insistido com ele o PSB.

A resiliência de Marília

Nos meios políticos pernambucanos tem sido muito comentada nos últimos dias a resiliência da candidata ao Senado Marília Arraes. Com pouca estrutura de apoio, sobretudo de prefeitos, Marília ainda não perdeu o primeiro lugar nas intenções de votos para o Senado e pode permanecer assim dependendo do alcance da propaganda eleitoral em que o presidente Lula pede votos para ela. Embora seja veemente no pedido para Humberto Costa, Lula fala claro na recomendação do voto na ex-deputada federal.

Dudu e Humberto

Dezenas de prefeitos estão fechando apoio a Eduardo da Fonte e Humberto Costa para o Senado. A dobradinha foi muito comentada na última segunda-feira na Assembleia onde dezenas de deputados deram uma pausa em suas campanhas para votar pela aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO – e de outros projetos que estavam represados por conta da campanha eleitoral. Com a saída de Fernando Dueire do páreo para o Senado e seu apoio imediato a Humberto, o senador petista conquistou ainda mais prefeitos da base da governadora e Eduardo da Fonte está complementando a chapa com um apelo irrecusável: o apoio que tem a governadora.

PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

A desidratação de Marília Arraes prevista nos meios políticos desde o início da campanha eleitoral ainda pode ocorrer ou ela continuará forte na disputa?

Vorcaro sinaliza poupar Moraes em nova delação premiada

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master • Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro sinalizou nesta semana a seus interlocutores que poupará o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na nova proposta de colaboração premiada que ele pretende apresentar à PF (Polícia Federal) e à PGR (Procuradoria-Geral da República).

O tom dos anexos para a terceira tentativa de delação deverá ser o mesmo da segunda: que ele tinha uma relação de amizade com Moraes e uma relação comercial com a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com quem fechou um contrato de R$ 129 milhões.

As mensagens expostas no relatório da PF, porém, sugerem que Vorcaro consultava Moraes sobre questões envolvendo o Master e chegou a pedir que o ministro acionasse o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para ajudá-lo em questões envolvendo o banco.

De acordo com fontes ouvidas pela CNN, Vorcaro avalia, porém, que o levantamento de sigilo do relatório da Polícia Federal que expôs a relação dele com o Moraes foi muito prejudicial para estratégia dele de apresentar uma proposta de delação premiada e conseguir aguardar seu julgamento em prisão domiciliar.

O entorno de Vorcaro diz que o ex-dono do banco Master sente que será esquecido na prisão e sugeriu que talvez não precise sequer mais de advogados para defendê-lo.

No entorno de Vorcaro, o ambiente é de medo pela reação que o depoimento dele ao juiz auxiliar de Mendonça poderá provocar, uma vez que ele menciona o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como alguém de seu seu relacionamento.

ELEIÇÕES 2026: Lula lidera no Nordeste, mas Flávio Bolsonaro aparece à frente em outras regiões, aponta pesquisa Datafolha

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

A mais recente pesquisa Datafolha para a eleição presidencial, divulgada nesta quinta-feira (3), aponta que o eleitorado brasileiro permanece dividido em contextos regionalizados. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua com uma margem favorável no Norte e no Nordeste, Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto no Sudeste, Sul e Centro-Oeste no primeiro turno.

No cenário nacional, o petista conta com 39% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro soma 33%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), com 4%; Romeu Zema (Novo), com 3%; e Augusto Cury (Avante), com 2%. Votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 4% declararam-se indecisos.

No mês de junho, a diferença entre Lula e Flávio no 1º turno era de 10 pontos (41% a 31%). No mês seguinte, ficou entre oito pontos na segunda quinzena (40% a 32%). Agora, a distância caiu para seis pontos, o que aponta para uma diminuição gradual na vantagem do petista no período analisado.

Blocos regionais

No Nordeste, Lula responde por 53% da preferência, contra 25% de Flávio Bolsonaro. Contudo, Flávio Bolsonaro assume a liderança nas outras três regiões do país. No Sul, o senador lidera com 38%, enquanto Lula obtém 33%. No Sudeste, o registro é de 36% a 33% a favor do parlamentar liberal. 

No recorte envolvendo Norte/Centro-Oeste, o cenário aponta 35% a 33%, a favor de Flávio contra Lula.

Perspectivas para o segundo turno

Em um eventual embate direto de segundo turno, o resultado nacional aponta 47% para Lula e 43% para Flávio Bolsonaro. Votos brancos, nulos ou em nenhum somam 9%, e 2% não responderam.

O desenho regional indica que o desfecho da disputa dependerá do comportamento do eleitorado no Sudeste e da migração dos votos depositados nos candidatos de terceira via no Centro-Sul, além da capacidade de manutenção dos percentuais de Lula no Norte e Nordeste.

Avaliação negativa do governo Lula sobe de 38% para 41%

A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou na comparação com o levantamento realizado na segunda quinzena de julho. Agora, 41% dos eleitores consideram a gestão petista como ruim ou péssima. Outros 33% afirmaram que o governo é ótimo ou bom. 25% avaliam a administração como regular. Um por cento não soube responder.

No mês de julho, a avaliação negativa do governo chegava a 38%, ao passo que 32% relatavam uma percepção positiva. Para 28%, a gestão era regular.

Já a aprovação do trabalho de Lula como presidente aparece em 47%. A desaprovação chega a 50%, e 3% dos entrevistados não opinaram.

De acordo com pesquisa realizada na segunda quinzena de julho, 49% dos eleitores aprovavam a atuação de Lula na Presidência, enquanto 48% desaprovavam.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada com eleitores de 16 anos ou mais, por meio de entrevistas presenciais em pontos de circulação de pessoas. O levantamento utilizou questionário estruturado, com checagem de pelo menos 20% das entrevistas feitas por cada entrevistador.

O trabalho de campo ocorreu nos dias 18 e 19 de agosto de 2026, em 128 municípios de todo o país, com 2.058 entrevistas. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado para a Folha de S.Paulo e a TV Globo. A pesquisa está registrada no TSE, com o código BR-04496/2026.

Fonte: Brasil 61

Moraes aciona investigação contra Mendonça amparado em relatório interno da PF sem eficácia jurídica

O material empregado por Moraes não possui identificação oficial da corporação nem subscrição de autoridade policialPor JC

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a abertura de uma investigação contra o colega de Corte, André Mendonça, por alegado abuso de autoridade e interferência irregular em inquéritos, fundamentando o pedido em um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) autodeclarado como “sem valor probatório”.

Segundo publicou o Estadão, O material empregado por Moraes não possui identificação oficial da corporação nem subscrição de autoridade policial.

Ao analisar a tramitação de investigações, o texto compila declarações de fontes não identificadas sugerindo que Mendonça teria tentado atuar indevidamente sobre acordos de colaboração premiada da PF relativos a desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O arquivo aponta ainda, sem citar fontes, declarações de desconfiança de Mendonça em relação ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A respeito da gestão da PF, o informativo de inteligência transcreve o relato de uma fonte anônima afirmando que, durante encontro com investigadores, o ministro André Mendonça mencionou ter instaurado um procedimento para analisar um possível afastamento de Andrei Rodrigues, motivado por suspeitas de interferência na apuração do INSS, a qual atingiria o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O próprio expediente interno da PF ressalva, contudo, que tais relatos apócrifos possuem grau de confiabilidade de “baixa a moderada”, por se sustentarem unicamente em depoimentos sem qualquer embasamento documental.

No trecho dedicado à determinação de Mendonça para que a PF identificasse o interlocutor do banqueiro Daniel Vorcaro em conversas deletadas de seu telefone celular, o relatório de inteligência ponderou que tal solicitação configurava “ato preliminar defensável e possivelmente devido” para balizar a definição de competência jurisdicional do caso.

Por outro lado, a manifestação da PF avalia que a exigência da entrega integral do conteúdo das comunicações representaria uma medida investigativa inadequada, sob risco de extrapolar as atribuições do magistrado.

Adicionalmente, o relatório de inteligência aponta que o ministro André Mendonça já havia questionado os policiais, em reuniões prévias, a respeito de eventuais referências a Alexandre de Moraes nos arquivos recuperados do celular de Daniel Vorcaro.

O inquérito sem fim que permite a Moraes perseguir até um colega

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça – Antonio Augusto/STF

O Brasil que se aproxima do feriado de sua independência encontra o desafio de provar que não é uma republica de bananas mais uma vez. Para não ser uma república de bananas é preciso garantir que suas instituições funcionam para servir ao povo e não aos ocupantes dos cargos públicos. Para servir ao povo é necessário que até integrantes da mais alta corte judiciária do país prestem contas à população por seu comportamento. Ao invés de usarem o cargo para perseguir quem os questiona. E, se isso não for possível, é necessário admitir que não vivemos mais em uma plena democracia,

O episódio em que o ministro Alexandre de Moraes usa um inquérito aberto há quase oito anos para atacar o colega André Mendonça, após ter sido exposto numa investigação da Polícia Federal pelo relacionamento promíscuo que mantinha com um ex-banqueiro preso, é o capítulo mais preocupante dessa novela. O inquérito das FakeNews foi iniciado em março de 2019 e acabou transformado em ferramenta controlada pelo ministro Moraes para perseguir qualquer um que o questione. Dentro dele, o funcionário público sob a toga do Supremo vira vítima, investigador, delegado, promotor, juiz e único recurso. Questiona-se o motivo de ele nunca encerrar o inquérito. Alguém quer motivo maior do que poder personalizar todo o estado em si mesmo? Moraes realiza o sonho de Luís XIV da França. Não é pouca coisa.

Prefeitura de Afogados inaugurou pavimentação de uma rua e duas travessas

O trabalho de pavimentação de ruas não para em Afogados da Ingazeira. A cada semana, uma nova obra do programa “Minha Rua é 10” é inaugurada.

Dessa vez, a obra inaugurada foi no bairro Padre Pedro Pereira. O Prefeito Sandrinho Palmeira e o vice, Daniel Valadares, inauguraram a pavimentação em piso intertravado da Rua Pedro Soares de Siqueira e de suas duas travessas, ainda sem denominação.

A obra representa investimentos de 392 mil Reais, com a execução se quase três mil metros quadrados de novo pavimento. A rua é uma das mais antigas do bairro. “A gente luta por esse calçamento há mais de quarenta anos. E a Prefeitura agora atendeu nossos pedidos e fez muito mais do que a gente esperava,” declarou Lúcia Santos, representante do conselho de moradores do bairro.

A inauguração contou com as presenças dos vereadores Raimundo Lima, César Tenório, Reinaldo Lima, Douglas Rodrigues, Lucineide Cordeiro, Simone da feira, Mário Martins e Gal Mariano, autora do requerimento que solicitou a pavimentação, além de servidores do município e dos moradores da rua e das duas travessas pavimentadas.

Em sua fala durante a inauguração, o Prefeito Sandrinho Palmeira destacou que irá fazer uma praça para convivência comunitária no entorno da rua e das travessas inauguradas. “Essa é a rua mais antiga desse bairro tão importante que é o Padre Pedro Pereira. Essa pavimentação é uma reivindicação de mais de quarenta anos e chegamos pra atender com essa tão importante obra, beneficiando a população que aqui reside,” afirmou Sandrinho. Para a próxima semana, expectativa de mais obras de pavimentação a serem inauguradas.

Lula defende despesa com previdência e diz que acabou com fraude no INSS

O presidente Lula (PT) discursa durante ato no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (3), as despesas previdenciárias do governo e afirmou que seu governo acabou com as fraudes de descontos indevidos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

“Tenho muito orgulho que foi no meu governo que a gente descobriu a quadrilha montada no governo passado: uma quadrilha para roubar aposentados, as pessoas mais humildes, que tem uma vida financeira precarizada”, disse.

Os descontos indevidos começaram a crescer em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O número de fraudes acelerou ainda mais após 2023, n gestão Lula. A PF (Polícia Federal) deflagrou operação que acabou com o esquema no ano passado.

Lula disse ainda que despesas com previdência não são “gastos”, mas “obrigação de um Estado civilizado”. “Depois vem dizer que ‘o déficit é por conta da previdência’. Não, o déficit é porque temos que pagar R$ 1,3 trilhão de juro todo ano”, disse.

Na projeção do governo, a previdência custará R$ 1,16 trilhão em 2027. Especialistas em contas públicas apontam preocupações com o ritmo de crescimento dessas despesas e destacam especialmente a indexação de benefícios ao salário mínimo. Lula também mirou essas críticas.

“Se a gente tiver problema de incompatibilidade entre receita e despesa, a gente vai discutir e acertar. Mas não dá para jogar a responsabilidade na previdência. Dizem que não pode dar aumento real ao salário mínimo. O que é você dar, com o PIB crescendo 2,8%, 3% de aumento para o menor salário do país?”, questionou.

Governo “zera” a fila do INSS

A cerimônia foi marcada para o anúncio do governo Lula de que zerou a fila do INSS. Na prática, a gestão federal divulgou que, em agosto, o número de novos pedidos foi superior à fila de pedidos iniciais. Isso significa acabar com a fila os pedidos à autarquia se renovam dia após dia.

Como mostrou a CNN Brasil, o anúncio aconteceu em meio a uma tentativa de estabelecer uma “agenda positiva” e assegurar vantagem entre o eleitor idoso.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vem tentando explorar o escândalo de desvios associativos do INSS para desgastar Lula entre o eleitorado idoso. Uma das apostas para a estratégia é Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi relator na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do caso e é o vice na chapa.

Lula rebate as críticas afirmando que os descontos indevidos começaram a aumentar em 2019 e foram revelados e encerrados durante seu mandato. Também vem destacando que ressarciu mais de 5 milhões de aposentados em mais de R$ 3 bilhões.

Vox Radar: risada de ministros é vista como símbolo de deboche e impunidade

Da CNN 

A fotografia do ministro Alexandre de Moraes rindo ao lado de colegas do STF (Supremo Tribunal Federal) foi vista pelo público como símbolo de deboche e impunidade, segundo um levantamento exclusivo da Vox Radar.

O monitoramento analisou 86.421 comentários públicos do Instagram sobre a foto. No registro, Moraes aparece dando gargalhadas um dia após mensagens do WhatsApp de Daniel Vorcaro sugerirem que o ex-banqueiro e o magistrado mantinham contato.

No lado esquerdo de Moraes estava o ministro Gilmar Mendes, que acompanhava o colega de STF na gargalhada. O ministro Cristiano Zanin era mais comedido e se limitava a sorrir.

Presidente do STF, Edson Fachin não teve a reação captada pela câmera do fotógrafo Breno Carvalho, de O Globo. O ministro aparece de costas na imagem.

Segundo a Vox Radar, comentários tratando o tema como deboche ou escárnio foram os que tiveram maior engajamento: o total de 10.237 comentários reuniu 143.308 curtidas.

Aqueles que interpretaram o gesto como uma deslegitimação da Corte como “quadrilha”, “circo”, “palhaços” somaram 12.570 comentários, enquanto os que apontaram vergonha e nojo do momento totalizaram 12.037 dos comentários feitos.

A foto também foi lida como uma prova visual da impunidade pelos usuários — foram 11.559 comentários nesse sentido.

De acordo com o monitoramento, 97,9% dos comentários não nomeiam nenhuma pessoa em específico, o que indica que as críticas se concentram mais na instituição da Suprema Corte do que em um personagem determinado.

Quando se observa diretamente qual o magistrado mais criticado, Moraes lidera o ranking de menções hostis, seguido de Fachin, Gilmar e, por fim, Zanin.

O levantamento também identificou alguns dos comentários mais curtidos dentro de cada tema. Uma interação do candidato a presidente Romeu Zema (Novo) foi uma das mais curtidas.

“Esse é o sorriso tranquilo de quem sabe que é intocável. O Supremo RI DA NOSSA CARA enquanto a gente sustenta essa farra”, escreveu o ex-governador de Minas Gerais em uma publicação sobre o assunto. No período analisado, o comentário acumulava 25.424 curtidas.

O debate infantilizado ajuda a proteger os poderosos no Brasil de hoje

Por Igor Maciel

A defesa mais infantil diante de um erro não é negar o que aconteceu. É responder que outra pessoa também fez. A criança flagrada aponta imediatamente para o irmão, como se a falha alheia diminuísse a própria responsabilidade. O debate público brasileiro incorporou essa lógica, a transformou em método de proteção política e isso está evidente no escândalo Moraes/Vorcaro.

A polarização afetiva tornou a responsabilidade “condicional”. A falha só parece grave quando cometida pelo “adversário”. Quando envolve alguém do próprio campo, a primeira reação deixa de ser cobrar explicações e passa a ser procurar uma conduta equivalente no outro lado. A pergunta sobre o que aconteceu perde espaço para outra, bem mais conveniente: isso ajuda meu inimigo?

O “mas fulano também fez” não é um argumento. É um salvo-conduto. Se todas as irregularidades podem ser relativizadas pelas irregularidades dos adversários, nenhuma precisa ser devidamente esclarecida. É o “liberou geral” moral e ético, desde que seja meu aliado.

Cada grupo preserva as acusações contra o outro para usá-las como escudo quando um dos seus estiver sob suspeita. Forma-se uma espécie de pacto informal de indulgência recíproca, mesmo entre facções que passam o dia prometendo destruir umas às outras. Infantilizaram o debate público.

Supremo

As revelações sobre as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro submetem o Brasil a mais um desses testes. Há mensagens atribuídas ao ex-banqueiro, encontros com o ministro, um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes e a emissão de cartões com limites elevados para dois filhos do magistrado. Também foi revelada uma mensagem na qual Vorcaro pergunta se deveria deixar o país pouco antes de ser preso.

Essas informações não autorizam uma condenação antecipada. Autorizam perguntas. Qual era a natureza da relação? O ministro foi consultado sobre assuntos que posteriormente seriam investigados? Houve alguma atuação em favor de interesses privados? O contrato com o escritório de sua esposa teve interferência direta ou indireta de Moraes? As mensagens receberam resposta? Quais providências foram tomadas?

A reação faccionada que se viu em parte do público, porém, tenta levar o debate para outro lugar. De um lado, há quem já trate as revelações como prova definitiva de todas as acusações acumuladas contra Moraes. Do outro, há quem considere que a identidade política dos acusadores basta para tornar irrelevante o conteúdo das mensagens. “Se quem acusou foi indicado ao STF pela direita, é tudo mentira”.

Uns dispensam a investigação porque já condenaram. Outros dispensam a investigação porque já absolveram. As duas posições substituem a apuração pela torcida.

Facções

A polarização afetiva aprofunda esse comportamento. O adversário deixa de ser alguém que pensa diferente e passa a representar uma ameaça. A partir daí, admitir uma falha cometida pelo próprio campo parece uma concessão ao inimigo. A fidelidade ao grupo fica acima da fidelidade à regra.

Se uma relação deve ser investigada quando envolve um adversário, também deve ser investigada quando alcança um aliado. Apontar que outras autoridades cometeram falhas semelhantes pode justificar novas apurações. Jamais pode substituir aquela que já está sendo cobrada. A resposta adulta seria investigar todos, e não oferecer impunidade a todos, como vem acontecendo nesse debate infantil.

Eleições

Num período eleitoral, a lógica se torna ainda mais perigosa. O acusado passa a depender menos de demonstrar a correção de sua conduta. Basta convencer seu grupo de que está sendo perseguido. Os fatos viram narrativas, a investigação vira ataque e a responsabilidade individual desaparece dentro de uma guerra coletiva. E, também por isso, Moraes foi flagrado rindo, menos de 24h após sua relação escandalosa com Daniel Vorcaro ser exposta.

As redes sociais aceleram esse processo. A apuração exige tempo, dúvida, contexto e distinções. O algoritmo recompensa indignação, certeza e antagonismo. Enquanto a investigação pergunta o que aconteceu, o algoritmo já “exige” saber de que lado cada um está.

É nesse ambiente que autoridades, empresários e dirigentes envolvidos em escândalos encontram proteção. Sempre haverá um adversário com falhas a serem lembradas, uma eleição capaz de explicar a denúncia e uma militância disposta a trocar perguntas por palavras de ordem.

A polarização deixa de ser somente uma disputa entre projetos de poder e passa a funcionar como sistema de proteção para poderosos.