Por Alex Fonseca
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra, avaliou, na manhã desta quinta-feira (3), a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) depois da revelação de conversas entre o ministro da corte Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do extinto banco Master, que está preso, acusado pela Polícia Federal (PF) de fraude fiscal.
Em sabatina promovida pelo portal Uol e pela Folha de São Paulo, a chefe do Executivo pernambucano pediu a preservação das instituições e do ordenamento jurídico.
“Vejo com preocupação tudo isso que está acontecendo no nosso país e espero que tudo aquilo que está sendo colocado à mesa seja apurado, respeitando o devido processo lega e responsabilizando quem precisar ser responsabilizado”, declarou.
Ainda de acordo com Raquel Lyra, a apuração de supostos fatos envolvendo magistrados e políticos deve ser feita independentemente dos nomes envolvidos, uma vez que “qualquer nome é menor do que a instituição que ele representa”.
“Se há qualquer tipo de responsabilidade, que seja apurada com o devido processo legal, e quem tiver de responder cível ou criminalmente, deve fazê-lo também. Ninguém é maior do que a lei. Não estou falando diretamente para o ministro (Moraes), mas para o Brasil de forma geral”, disse. “O mais importante de tudo é que não se deixe colocar debaixo do tapete questões que precisam ser discutidas e reveladas para que a instituição possa prevalecer”, complementou.
Questionada sobre um possível impeachment do ministro Alexandre de Moraes, Raquel frisou que não compete a ela manifestar-se contrária ou favoravelmente. “Existe todo um processo para qualquer tipo de julgamento, e ele (Moraes) precisa ser respeitado também.”
A governadora manifestou preocupação com a possibilidade de debates, como o de impeachment do ministro, contaminarem o processo eleitoral deste ano.
“É um momento muito perigoso. Estamos a trinta dias das eleições e as coisas estão muito contaminadas e estão acontecendo em um momento em que levantar bandeira e tomar decisão é perigoso se estiver olhando para o resultado eleitoral”, ponderou.
Cartazes
A governadora voltou a se manifestar a respeito dos cartazes apócrifos, colocados em áreas do Bairro do Recife, com agressões dirigidas a ela. Raquel acusou, ainda, adversários de tentarem imputar sobre ela a responsabilidade de ter produzido os cartazes.
Quatro linhas
Ao rebater as acusações de que existiria um susposto gabinete do ódio, comandado pelo governo estadual, com o objetivo de desidratar o candidato João Campos (PSB), Raquel disse que quem precisava se explicar é o adversário. Lembrou uma ação que protocolou denúncias no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) contra uma suposta de rede de perfis, coordenada pelos opositores, contra ela.
“Quem fala sobre gabinete do ódio, precisa justificar como é que funciona uma rede de mais de 500 robôs que a gente detectou”, disse. “Eu jogo dentro das quatro linhas”, acrescentou.
Comparação
A governadora disse que entende a disputa eleitoral como um debate de ideias e não “um vale-tudo pelo poder”. Ao relembrar a passagem pelo PSB (partido adversário João Campos), disse que não apagaria “um milímetro” da própria história e sugeriu que o adversário teria “uma lembrança seletiva”.
“Acho importante (a população) fazer uma avaliação sobre a trajetória e as entregas de um e de outro”, afirmou.
Por Blog da Folha





