João Campos critica atuação do governo na educação e propõe ampliação dos ensinos integral e técnico

Campos: “A gente vai ampliar a educação integral que, infelizmente, reduziu."Por Yuri Costa

O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) criticou a atuação do governo estadual na educação e propôs a ampliação dos ensinos integral e técnico. Em sabatina promovida pela Rádio Folha 96,78 FM, na manhã desta terça-feira (1º), o socialista apresentou o plano que pretende implementar na área, caso eleito.

“A gente vai ampliar a educação integral que, infelizmente, reduziu. No último censo escolar, Pernambuco perdeu mais de 20 mil matrículas de educação integral. IsAso está no censo escolar consolidado pelo Todos pela Educação. Vamos expandir a rede de ensino técnico”, disse.

Ainda segundo o candidato, o governo atual é o único em 30 anos que não construiu uma escola técnica sequer. “Vamos lançar o Embarque Digital Pernambuco. Serão 10 mil vagas em tecnologia para todo estado, para a gente formar os jovens que vieram da escola pública para trabalhar no mercado de tecnologia”, prometeu.

Campos ainda afirmou que a gestão atual da governadora Raquel Lyra (PSD) não possui um roteiro estratégico para a educação.

“Hoje, o governo do estado não tem um roteiro estratégico de investimento na educação. O maior investimento feito foi nos ônibus escolares. Isso é importante, agora é preciso calibrar esse gasto para ele ser feito na medida necessária e não ser algo exagerado e tirar de outra área”, pontuou.

Para dar toque feminino à sua campanha João Campos introduz Tabata Amaral na TV

Nas redes sociais ela publicou um vídeo em que fala de gabinete do ódio e, sem citar a governadora Raquel Lyra, diz que "a suspeita de coordenar esses ataques é uma mulher"

Por TEREZINHA NUNES

Enfrentando duas mulheres na eleição deste ano – a governadora Raquel Lyra e sua vice Priscila Krause, – o candidato a governador João Campos começou a ter a companhia de sua esposa, a deputada federal Tabata Amaral, na sua campanha pela TV e Rádio e nas redes sociais, onde ela tem muitos seguidores em São Paulo, estado, pelo qual, é candidata à reeleição. A deputada já era vista nas caminhadas de João pelo interior e Região Metropolitana sobretudo nos finais de semana – ela tem se desdobrado para fazer campanha em São Paulo também – mas esta segunda-feira foi uma das estrelas, ao lado do marido, de uma inserção exibida na TV sobre uma nova proposta do candidato para estudantes da Rede Pública estadual.

Ao lado de Tábata João fala que ela criou como deputada o Pé-de-Meia federal que garante R$ 200,00 mensais a estudantes carentes do segundo grau que frequentem o ensino médio para que não sejam obrigados a abandonar a escola para ajudar no sustento da família. O candidato chama o seu programa de Pé de Meião que, segundo ele e a deputada terá três modalidades: o Pé-de-Meia Férias, o Pé-de-Meia Técnico e o Pé-de-Meia Empreendedor, todos elas com parcelas de R$ 200,00 e destinos diferentes.

No vídeo a deputada diz que “o Pé-de-Meia já mudou a vida de mais de 5 milhões de jovens em todo o Brasil”, defendendo em seguida a ampliação do benefício em Pernambuco. Mas a presença da deputada na campanha não se restringe ao programa de TV, também está presente nas redes sociais.

Um vídeo dela circula no instagram e se refere ao chamado “gabinete do ódio”. Nele a deputada fala em ” engrenagem suja e mentirosa “, no uso do dinheiro público para destruir a reputação de adversários na Internet e cita João e ela própria, informando que vem sendo atacada “sem pausa, há mais de um ano, com ataques coordenados”. Referindo-se sempre à reportagem da Record sobre o assunto já proibido de ser divulgada nas redes sociais pelo TRE, ela mira a governadora afirmando: “o pior é saber que a suspeita de coordenar esses ataques é uma mulher que devia saber quão dura é a vida da mulher na política”. E conclui “quem não tem projeto para governar, contrata gabinete do ódio”.

Voto Luquel

Candidato à reeleição, o deputado estadual Doriel Barros, do PT, divulgou na Internet seus candidatos na eleição deste ano. Um banner de sua campanha mostra ele, Lula, Raquel, Humberto e o deputado federal Carlos Veras. Doriel faz parte da bancada do PT na Assembleia e, como João Paulo do PT, sempre defendeu os dois palanques para Lula no estado. Os dois não negam a preferência pela governadora. Só a deputada Rosa Amorim, que é do MST mas filiada ao PT, tem feito caminhadas com João Campos, embora na Alepe tenha votado sempre com a base governista.

Governo Lula reserva R$ 44,88 bilhões para emendas parlamentares

Promulgação da Emenda Constitucional 133/24, referente à Proposta de Emenda à Constituição nº 9, de 2023Davi Alencar, da CNN Brasil*

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reservou cerca de R$ R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares para o ano de 2027. Trata-se de um aumento de R$ 4 bilhões em relação ao valor de 2026.

A proposta faz parte do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) 2027 enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional. O montante está dividido em R$ 16,3 bilhões para emendas individuais e mais R$ 28,4 bilhões para emendas de bancada.

O aumento do valor reservado para emendas está previsto conforme o limite de crescimento das despesas previstas no arcabouço fiscal. Ainda há margem para que mais recursos da União seja empenhado durante o processo de negociação entre o Executivo e o Legislativo. No ano passado, o valor atingiu R$ 61 bilhões ao final do processo.

Diferenças entre emendas

As modalidades de emendas parlamentares são diferenciadas pela origem ou destino de como serão pagas, além da obrigatoriedade do Governo Federal pagar os valores:

  • Emendas Individuais: definidas individualmente pelos 513 deputados federais e 81 senadores de forma isolada, sob execução obrigatória. Podem atuar sob regime especial no caso de Emendas PIX, sem necessidade de convênio prévio e obedecendo regras de transparência;
  • Emendas de Bancada: apresentadas por parlamentares de um mesmo estado para financiar obras regionais, também de caráter impositivo;
  • Emendas de Comissão: relativas à comissões temáticas do próprio Congresso como Comissão de Educação, Comissão de Saúde e etc. Nestes casos, não há obrigatoriedade de pagamento por parte do Executivo.

Apesar de não haver obrigado de pagamento, as emendas de comissão, conforme levantamento da CNNcresceram 6.687% no intervalo entre 2022 e 2025. Esta explosão ocorreu a partir de dezembro de 2022, data em que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou inconstitucional a emendas de relator do Congresso Nacional – que ficou conhecida como orçamento secreto.

Os pagamentos com emendas de comissão totalizaram cerca de R$ 136 milhões em 2022. No ano passado, o montante saltou para R$ 9,24 bilhões. Os dados constam no portal Siga Brasil, organizado pelo Senado Federal e que consolida informações sobre o orçamento federal.

Confira o crescimento do pagamento das emendas de comissão:

  • 2020 – R$ 268,5 milhões
  • 2021 – R$ 144,05 milhões
  • 2022 – R$ 136,14 milhões
  • 2023 – R$ 285,04 milhões
  • 2024 – R$ 8,28 bilhões
  • 2025 – R$ 9,24 bilhões
  • 2026 (até julho) – R$ 7,74 bilhões

Cabe ressaltar que as emendas de comissão tinham desembolso decrescente enquanto o orçamento secreto estava em vigência. O aumento de desembolsos ocorreu depois da decisão do STF.

BTG/Nexus: Lula lidera no Nordeste e Sudeste, enquanto outros quatro candidatos testados têm vantagem nas demais regiões, no 2° turno

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as simulações de 2° turno nas regiões Nordeste e no Sudeste, mas fica atrás dos adversários nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sul. Os dados são da pesquisa BTG/Nexus, sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada no dia 31 de agosto.

O levantamento também mostra que, no 1° turno, Lula (PT) aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que recuou 4 pontos em comparação com o levantamento anterior. Já Augusto Cury (Avante) cresceu nove pontos, em relação à semana passada, e tem 11%, na terceira colocação.

A pesquisa também identificou que entre os grupos ideologicamente mais identificados – sendo lulistas  e bolsonaristas – o eleitorado segue convicto de que o voto não deve mudar ao longo do período eleitoral. A decisão segue consolidada para 86% dos lulistas e 86% dos bolsonaristas.

Os dados também identificaram que a consolidação das preferências eleitorais permanece alta. No entanto, houve uma pequena redução na atual rodada da pesquisa. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 78% afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até o dia do pleito, marcado para 4 de outubro de 2026.

Já outros 21% dizem que ainda podem mudar de escolha, enquanto 1% não soube responder. O percentual de decisão consolidada havia chegado a 80% na pesquisa anterior.

Recorte regional: cenários de 2° turno analisados
A pesquisa também testou quatro cenários de eventual segundo turno entre Lula (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) , Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Em todos os cenários, Lula lidera no Nordeste e no Sudeste, enquanto os adversários aparecem à frente no Norte/Centro-Oeste e no Sul.

Na divisão regional do eleitorado, considerando o cenário Lula contra Flávio Bolsonaro no 2° turno, o petista lidera com 59% das intenções de voto no Nordeste e 47% no Sudeste. Já o senador atingiu 35% entre o eleitorado nordestino e 43% dos moradores do Sudeste.

No entanto, Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com 62% das intenções de voto, ante 32% do petista. Já no recorte Norte/Centro-Oeste, o senador marca 52% e Lula 38% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.

Considerando o recorte regional para um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 56% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 36% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Sudeste, com 46% ante 42% do adversário.

Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece à frente. Ele lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Norte/Centro-Oeste, com 55% das intenções de voto, contra 35% de Lula; e no Sul, com 52% das intenções ante 32% marcadas pelo candidato do PT.

No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste e no Sudeste. Já nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste, Zema lidera.

Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema:

Nordeste: petista registra 58% das intenções dos participantes ouvidos, contra 31% de Zema;
Sudeste: Lula alcança 46%, ante 41% do candidato do Novo;
Sul: Zema lidera, somando 52%, ante 31% de Lula;
Norte/Centro-Oeste: Zema aparece com 49%, ante 39% de Lula.
Já em um eventual segundo turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também mantém vantagem regional apenas no Nordeste e no Sudeste. Na Região Nordeste, o petista registra 58% das intenções de voto, contra 30% de Renan Santos. Já no Sudeste, Lula aparece com 48%, ante 38% do candidato do Novo.

Renan Santos, por sua vez, lidera nas demais regiões brasileiras. No Sul, Renan alcança 47%, ante 32% do candidato do PT. Já no recorte mapeado pela pesquisa, que considera Norte/Centro-Oeste, o candidato do Missão alcançou 45% contra 93% de Lula.

Pesquisa BTG/Nexus
Para a pesquisa, foram entrevistados 2.005 eleitores por telefone, entre os dias 28 e 30 de agosto de 2026. O levantamento ouviu eleitores em todas as 27 Unidades da Federação, com distribuição proporcional por região.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08900/2026.

Fonte: Brasil 61 

Estimativa populacional do IBGE pode afetar repasses do FPM; municípios têm dez dias para contestar

Foto: Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo

Os municípios têm dez dias para contestar as estimativas populacionais divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A orientação é da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base na legislação que regulamenta o processo no âmbito da Administração Pública Federal.

Na última sexta-feira (28), o IBGE publicou a Portaria nº 1.649/2026 com as novas estimativas populacionais dos municípios brasileiros. Os números são utilizados como parâmetro pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo das quotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e também servem de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Como a portaria não estabelece um prazo específico para contestação, a CNM recomenda que, em caso de inconsistências, a administração municipal apresente pedido administrativo de revisão ao IBGE no prazo de dez dias corridos, conforme as regras da Lei nº 9.784/1999, que trata do processo administrativo no âmbito federal.

A contagem do prazo começa a partir da publicação da portaria no Diário Oficial da União (DOU), em 28 de agosto. Pela legislação, deve ser excluído o dia do início da contagem e incluído o dia do vencimento.

As inconsistências identificadas devem ser encaminhadas para o e-mail contestacao@ibge.gov.br, aos cuidados da Gerência de Atendimento do IBGE.

Fundamentação técnica 

Segundo a CNM, o pedido de revisão deve apresentar fundamentação técnica e dados oficiais consolidados que demonstrem a divergência na estimativa populacional. Entre os documentos e informações que podem ser utilizados estão:

  • Educação e eleitorado: dados de matrículas do Censo Escolar das redes pública e privada e cadastro atualizado da Justiça Eleitoral;
  • Saúde: informações dos cadastros da Atenção Primária e do e-SUS;
  • Infraestrutura: dados sobre o aumento de ligações ativas de água, esgoto e energia elétrica;
  • Demografia e ocupação: registros civis de nascimentos e óbitos e informações sobre novos loteamentos habitacionais regularizados.

A CNM ressalta que o simples crescimento de um indicador não é suficiente para garantir a revisão da estimativa populacional. O município precisa demonstrar, de forma objetiva e tecnicamente fundamentada, que os dados utilizados pelo IBGE apresentam divergências.

O pedido administrativo de revisão também não impede o município de recorrer à Justiça, caso a divergência persista e resulte em possíveis prejuízos financeiros ou jurídicos ao ente federativo.

Brasil chega a 214,2 milhões de habitantes

Segundo o levantamento do IBGE, a população estimada do Brasil em 1º de julho de 2026 (data de referência) era de 214,2 milhões de pessoas.

Os cinco municípios mais populosos do país concentram, juntos, 12,5% da população brasileira. São eles:

  • São Paulo (SP): 11.911.337 habitantes;
  • Rio de Janeiro (RJ): 6.731.133 habitantes;
  • Brasília (DF): 3.009.996 habitantes;
  • Fortaleza (CE): 2.582.360 habitantes;
  • Salvador (BA): 2.559.945 habitantes.

As 27 capitais concentram 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a 23,1% da população brasileira. Entre elas, Palmas (TO) é a menos populosa, com 333.154 habitantes, seguida por Vitória (ES), com 343.935, e Rio Branco (AC), com 390.038.

Regionalmente, o Sudeste concentra 41,6% da população brasileira, seguido pelo Nordeste (26,8%), Sul (14,7%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (8,1%).

A pesquisa também mostra que os municípios com até 10 mil habitantes representam 44,3% do total de municípios brasileiros, ou 2.467 cidades. Juntos, eles concentram cerca de 12,8 milhões de pessoas, o equivalente a 6% da população do país.

Confira outros detalhes da estimativa populacional no portal do IBGE.

Diogo Moraes cumpre agenda intensa em municípios do Agreste e Sertão


O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) cumpriu uma intensa agenda de compromissos políticos, institucionais e religiosos durante o último fim de semana, passando por municípios do Agreste e do Sertão de Pernambuco. As atividades incluíram inauguração de comitê, visitas, entrevistas, mobilizações políticas, participação em eventos e acompanhamento de festividades religiosas.Na sexta-feira, Diogo esteve em Tuparetama, onde participou da inauguração do comitê de campanha no município. A agenda contou com a presença dos vereadores Tanta Salles, Priscila Filó e Valmir Tunu, além de lideranças e apoiadores que acompanharam o momento.

No sábado, o deputado iniciou o dia em São José do Egito, participando de uma visita à feira livre e de entrevista em uma rádio local. Na ocasião, esteve ao lado do ex-prefeito Evandro Valadares e do deputado federal Lucas Ramos, fortalecendo o diálogo com a população e com lideranças políticas da região.

Ainda no sábado, à noite, Diogo retornou a Santa Cruz do Capibaribe, onde visitou a Expogana. O momento foi acompanhado pelos vereadores Deomedes Brito e Nanau Marques e pelo ex-prefeito Toinho do Pará. A passagem pelo evento também foi marcada pelo contato com a população e pelo diálogo com representantes de diferentes segmentos do município.
Já no domingo, o deputado esteve em Ingazeira, onde participou de um adesivaço e de uma carreata com destino ao distrito de Santa Rosa. A mobilização contou com a participação do prefeito Luciano Torres, do deputado federal Lucas Ramos e de todo o time político que apoia o projeto no município.

Encerrando o fim de semana, Diogo Moraes participou, no domingo à noite, das festividades de São Agostinho, em uma agenda de caráter religioso. “Foi um fim de semana muito importante, de muita caminhada, diálogo e reencontro com o nosso povo. Estivemos no Agreste e no Sertão, participando de momentos políticos, institucionais e também de fé. É essa presença junto às pessoas, ouvindo as demandas e acompanhando de perto a realidade de cada município, que fortalece o nosso compromisso com Pernambuco”, destacou Diogo Moraes.

Ao longo das agendas, o deputado esteve acompanhado de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, lideranças políticas e apoiadores, reafirmando a articulação regional e a construção de um projeto político com presença em diferentes regiões do Estado.

Fotos: Samira Almeida e Antonio Albuquerque
Comunicação – Deputado Diogo Moraes

“Quem fez isso é um criminoso”, diz João Campos sobre autoria dos cartazes com agressão a Raquel Lyra

Por Blog da Folha

O candidato a governador João Campos (PSB) voltou a comentar, na manhã desta segunda-feira (31), o episódio dos cartazes apócrifos com agressões à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), que aparecerem afixados em alguns locais no Centro do Recife na manhã de ontem.

Foi a primeira vez que o ex-prefeito falou sobre o assunto com a imprensa. Antes, havia feito um vídeo para as redes sociais. Depois de participar de um compromisso de campanha, em Areias, João Campos afirmou que, assim como disse no vídeo, qualquer tipo de ataque a qualquer candidatura é absurdo e não pode ser tolerado.

“De forma imediata, a Frente Popular de Pernambuco entrou na Justiça Eleitoral, pedindo uma investigação para saber quem fez a colagem deste panfleto no Centro do Recife. Da mesma forma, entramos contra os adversários políticos que queriam fazer ilações, dizendo que isso teria relação comigo ou com aliados meus”, disse o candidato.

“Só tenho a certeza de que quem fez isso é um criminoso. Algum criminoso fez isso, e a Justiça tem que descobrir quem é. Urgente, urgente. A Justiça, a polícia, o Ministério Público precisam urgentemente esclarecer o que é isso. Quem fez isso praticou um crime. Não tem conversa. E eu jamais, jamais faria ou autorizaria qualquer tipo de prática como essa. Isso é inadmissível”, comentou João Campos.

João também comentou a decisão da Justiça Eleitoral, que ontem mesmo determinou a retirada de qualquer postagem que atribua ao PSB a autoria dos cartazes. “Vamos atrás da justiça criminal para responsabilizar criminalmente quem está fazendo isso”, acrescentou.

João Campos também voltou a lembrar da gravidade das agressões que foram dirigidas à governadora, principalmente a que envolve o marido dela, que faleceu no dia do segundo turno da eleição de 2022. “Perdi meu pai durante uma eleição. A candidata Raquel Lyra perdeu o esposo dela durante uma eleição. A dor de ninguém deve ser objeto de discussão política e muito menos de calúnia, de difamação ou de discurso de ódio”, afirmou.

Para João Campos, as agressões são inaceitáveis. “É inaceitável contra mim, contra qualquer candidatura. Não se pode passar por isso. É preciso uma investigação rigorosa e dizer quem fez isso, porque quem fez isso não tem outro nome, é um criminoso. Crime”, cravou.

Agressões a Raquel Lyra abalam primeiro final de semana da propaganda eleitoral

JAILTON JR./JC IMAGEMPor

Por TEREZINHA NUNES

A campanha eleitoral é feita em fases que seguem a cartilha definida pela justiça eleitoral. Na campanha deste ano a 1ª delas terminou dia 4 de abril quando encerrou a janela partidária que permitia mudanças de partido dos atuais deputados, decididos a disputar a eleição. A 2a encerrou no dia 5 de agosto com o fim das convenções que definiram as chapas concorrentes ao pleito, a 3ª teve início na última sexta-feira, 28 de agosto, com a chegada da campanha no rádio e TV. Esta fase é marcada, normalmente, pelas propostas dos candidatos levadas a todo o estado através das emissoras acessadas em cada recanto de Pernambuco.

Este ano, no entanto, os candidatos nem tiveram tempo de fazer propostas e o panorama foi abalado este domingo por um ato de agressão sem precedentes à governadora Raquel Lyra que fugiu da política para um ataque à honra da candidata e provocou a maior onda de indignação e solidariedade observada no estado nas últimas décadas. Políticos de direita, esquerda e centro fizeram questão de inundar as redes sociais de pronunciamentos condenando os cartazes afixados nas ruas da capital, explorando uma tragédia familiar vivida por Raquel Lyra e até hoje não superada quando ela perdeu o esposo Fernando, vítima de ataque cardíaco fulminante, no dia do 1.º turno da eleição de 2022 da qual sairia vencedora superando, no 2º turno, sua concorrente, Marília Arraes.

Foram às redes sociais em solidariedade à governadora, entre outros, o candidato a governador pelo PSOL/Rede, Ivan Moraes, o senador Humberto Costa, que chamou os ataques de “vis e desumanos”, os candidatos ao Senado Eduardo da Fonte, Mendonça Filho e Túlio Gadelha, prefeitos, deputados e até vereadores de todas as regiões pernambucanas. O principal adversário da governadora, o ex-prefeito João Campos, fez um vídeo após a Frente Popular repudiar, em nota, a agressão considerando “um absurdo” os cartazes e seu conteúdo, disse que perdeu o pai em campanha e a governadora perdeu e esposo e que não admite que isso seja explorado na política. Ameaçou de processo quem o acusar de responsabilidade sobre o fato e anunciou que vai solicitar à Justiça Eleitoral a investigação sobre os autores e sua responsabilização perante a lei.

Pista em 2022

O administrador e empresário Fernando Holanda divulgou em seu instagram este domingo uma foto que fez de um cartaz contra Raquel afixado no Recife na eleição de 2022, muito parecido com os atuais (reprodução acima). Na época em que muito se falava no voto Luquel – em Lula e Raquel – ela aparecia no centro do cartaz cercada de acusações que claramente buscavam atingir os evangélicos. Era acusada de ligada ao Candomblé, de ter sido a primeira prefeita a fechar igrejas na pandemia e que o coordenador de sua campanha defendia a legalização da maconha, entre outras acusações de igual teor.

Autoridades e políticos criticam campanha agressiva em Pernambuco

Por Raphaela Peixoto

A escalada de ataques pessoais na campanha eleitoral de 2026 em Pernambuco provocou reação de políticos e autoridades nos últimos dias. Denúncias de uma rede de difamação digital contra o candidato João Campos (PSB) e a circulação de cartazes apócrifos com ofensas à governadora Raquel Lyra (PSD) levaram os principais grupos políticos do Estado a defender a apuração dos casos e a punição dos responsáveis.

A tensão aumentou neste domingo (30/8), quando cartazes anônimos foram encontrados em muros do Bairro do Recife com acusações relacionadas à morte de Fernando Lucena, marido de Raquel Lyra, ocorrida durante o primeiro turno das eleições de 2022. As peças associavam a governadora à morte do marido e faziam comparações ofensivas.

Raquel acionou as polícias Federal e Civil e afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que os ataques ultrapassaram os limites da disputa eleitoral. A coligação Pernambuco de Coração, formada por PSD, Federação União Progressista (União Brasil/PP), Podemos, Avante e Federação PSDB/Cidadania, também informou que levará o caso ao Ministério Público Eleitoral.

Os ataques foram repudiados inclusive por adversários da governadora. João Campos classificou os cartazes como “um completo absurdo” e disse que não admite ataques contra nenhuma família. O candidato afirmou ainda ter acionado a Justiça para identificar os responsáveis e disse que adotará medidas criminais contra eventuais tentativas de vincular sua campanha ao episódio. O candidato do PSOL ao governo, Ivan Moraes também condenou os cartazes e cobrou a identificação e responsabilização dos autores.

Os ataques dirigidos à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, provocaram manifestações de solidariedade de lideranças políticas femininas de Brasília. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, se solidarizou com Lyra e afirmou que também enfrenta episódios semelhantes em sua gestão. “Sigo aqui torcendo por você e desejando que você atravesse tudo isso com serenidade, força e fé”, afirmou Celina.

A senadora Damares Alves também se manifestou. “O ataque a nós mulheres é sempre na honra, na moral, ataque às nossas famílias”, disse a parlamentar. Para a senadora, a reação dos adversários estaria relacionada à projeção política de Lyra. “A sua força é que está incomodando. A sua liderança é que desperta tanta ira nos adversários.”

A denúncia envolvendo João Campos ganhou força após a exoneração, na quarta-feira (26/8), de Amisadai Andrade da Silva do cargo de superintendente de operações da Arena Pernambuco. Reportagem da TV Record apontou o servidor como integrante de um grupo denominado “Gabinete do Ódio”, que produziria e distribuiria nas redes sociais conteúdos contra o candidato para favorecer Raquel Lyra.

Também há suspeitas, segundo a denúncia, de que recursos públicos teriam sido utilizados para financiar a estrutura por meio de contratos com agências de publicidade. As acusações ainda precisam ser apuradas pelas autoridades.

O episódio repercutiu em Brasília. O vice-presidente Geraldo Alckmin manifestou solidariedade a João Campos e defendeu uma campanha sem ataques pessoais. “João Campos, você tem o meu apoio e a minha solidariedade contra essa rede de ódio revelada pela imprensa nacional”, afirmou.

O senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, também criticou as ofensas. O parlamentar afirmou que a campanha não pode substituir o debate de propostas por “mentiras e ataques anônimos à honra”. Para o petista, os responsáveis devem ser identificados e punidos para garantir uma disputa dentro das regras democráticas.

Eleições 2026: Justiça Eleitoral reformula plataforma para ajudar eleitor a identificar fake news

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Para fortalecer o combate à desinformação durante o período eleitoral, a página Fato ou Boato, da Justiça Eleitoral, foi reformulada e atualizada para as Eleições 2026. O  objetivo é ampliar o acesso da população a informações verificadas sobre o processo eleitoral, além de contribuir para a redução de desinformação ao longo do pleito.

A plataforma foi criada em setembro de 2020 e integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação. A ferramenta é umas das principais iniciativas da Justiça Eleitoral para esclarecer informações falsas ou enganosas relacionadas às eleições.

A tecnologia reúne, ainda, conteúdos produzidos por instituições e agências de checagem de fatos que participam da rede nacional de verificação de informações relacionadas ao processo eleitoral. 

Consulta de conteúdos

O acesso é aberto à população de forma gratuita. Basta acessar o site www.justicaeleitoral.jus.br/fato-ou-boato e pesquisar checagens. Para facilitar a consulta a conteúdos já verificados pelo cidadão, é possível utilizar filtros por categorias, instituições e períodos.

A página também mostra as últimas checagens e materiais educativos sobre como identificar informações falsas.

Orientações do TSE para identificar conteúdos falsos:

  • Verificar a fonte da notícia;
  • Ler o conteúdo completo da reportagem em vez de considerar apenas o título;
  • Observar o endereço eletrônico do site;
  • Checar se o conteúdo é verdadeiro antes de compartilhar conteúdos recebidos por redes sociais e aplicativos de mensagens.

Atualização

Para as Eleições 2026, a ferramenta online foi atualizada desde a identidade visual até à modernização de sua estrutura, com melhorias para a gestão de conteúdo.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mudanças reforçam a segurança do sistema, com avanços nos mecanismos de proteção, além de aumentarem o desempenho da plataforma e tornarem a navegação e o gerenciamento das informações mais ágeis e eficientes.

Rede de parceiros 

O Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação conta com a participação de instituições públicas e privadas e mantém parceria com agências especializadas em checagem de informações, somando dez parceiras: AFP, Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, E-farsas, Estadão Verifica, Fato ou Fake, Justiça Eleitoral e UOL Confere.

Em nota, o TSE afirmou que a atuação conjunta busca ampliar a circulação de conteúdos verificados e contribuir para que os eleitores tenham acesso a informações confiáveis durante o período eleitoral.

Principal alvo de desinformação 

A urna eletrônica é o principal alvo de desinformação em períodos eleitorais, conforme a Justiça Eleitoral. Para garantir a confiança nas urnas, a plataforma reúne esclarecimentos que envolvem diferentes alegações relacionadas ao equipamento que circulam em sites, redes sociais e grupos de mensagens. 

Entre os conteúdos desmentidos, estão os que afirmam que a urna seria projetada por empresas privadas ou que estaria vulnerável a ataques externos pela internet ou a supostos ataques internos.

A página disponibiliza, ainda, conteúdos específicos para sanar dúvidas relacionadas à segurança do sistema eletrônico de votação e reúne vídeos produzidos para ampliar o acesso às informações.

Fonte: Brasil 61