HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil

Vacinação contra HPV e exame Papanicolau são principais armas contra tumor no colo do útero/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Vacinação contra HPV e exame Papanicolau são principais armas contra tumor no colo do útero (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra o HPV. Estudos já mostram que a vacina ajudou a reduzir a incidência de câncer e das lesões precursoras

Os cânceres causados por HPV provocaram cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações anuais no Brasil, e 85% dos afetados são mulheres. A maioria desses casos é considerada prevenível, com a identificação das chamadas lesões precursoras, que podem ser tratadas antes que se tornem câncer e, principalmente, com vacinação.

Os dados fazem parte de um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, que analisou dados oficiais do Ministério da Saúde. O objetivo foi identificar as tendências de hospitalização e mortalidade, por isso a análise englobou o período de 2011 a 2019, anterior à pandemia de covid-19, que impactou diversos indicadores de saúde.

De acordo com a líder do estudo, a diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, um dos destaques é o alerta a respeito dos diversos tipos de câncer que o HPV pode causar. Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram todas as ocorrências e estimaram quantas foram causadas pelo vírus, considerando as proporções consolidadas pela literatura médica.

O câncer de colo do útero permanece como a maior preocupação, correspondendo a 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes ocorridas no período analisado. Mas isso significa que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outro local, somando mais de 50 mil hospitalizações.

“O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina, vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço”, complementa a diretora executiva.

O câncer anal foi o tipo que apresentou maior aumento nas ocorrências, de 3,1% nas hospitalizações e de 10,9% na mortalidade. Homens que fazem sexo com homens e pessoas imunosuprimidas são especialmente vulneráveis.

Cintia também chama a atenção para o fato dos cânceres de cabeça e pescoço acometerem quatro vezes mais homens do que mulheres.

“Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação”, alerta a médica.

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Operação contra fraudes no INSS cumpre mandados em Pernambuco e outros estados

Polícia Federal/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Polícia Federal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ao todo, são cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, oito cautelares de monitoramento eletrônico e e outras medidas constritivas em Pernambuco e outros estados

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram, na manhã desta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos no pagamento de aposentadorias e pensões do INSS.

Ao todo, são cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, oito cautelares de monitoramento eletrônico e e outras medidas constritivas nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a PF afirmou que a operação visa aprofundar as investigações sobre crimes contra a administração pública, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Diario de Pernambuco

Justiça aceita denúncia e piloto preso suspeito de exploração sexual infantil se torna réu

Piloto da Latam é preso dentro da aeronave por suspeita de aliciamento infantil/Reprodução/Redes sociais
Piloto da Latam é preso dentro da aeronave por suspeita de aliciamento infantil (Reprodução/Redes sociais)

Por envolver crianças e adolescentes, o caso tramita em Segredo de Justiça

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o piloto de avião Sergio Antônio Lopes, de 60 anos, preso em fevereiro deste ano suspeito de integrar uma rede de pornografia infantil e estupro de vulnerável. Ele foi detido no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, dentro de uma aeronave, minutos antes de um voo.

Por envolver crianças e adolescentes, o caso tramita em Segredo de Justiça. A defesa de Lopes, representada pela advogada Claudia Apolonia Barboza, afirma que espera que o rito judicial seja cumprido, com o exercício da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. “Sigo preservando o segredo de justiça que permeia este processo e a todos os envolvidos”, disse Claudia.

Em fevereiro, o piloto foi alvo da Operação Apertem os Cintos, deflagrada pela Delegacia de Repressão à Pedofilia, do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que na época cumpriu oito mandados de busca e dois de prisão temporária.

Lopes foi detido e, por decisão da justiça, teve a prisão temporária convertida para preventiva. Ele era piloto da companhia aérea Latam, que o demitiu por justa causa.

A outra pessoa presa foi Denise Moreo, de 55 anos, também suspeita de integrar a mesma rede de exploração sexual. Segundo as investigações, ela teria vendido suas três netas, de 10, 12 e 14 anos, para Sérgio Antônio Lopes. A defesa dela não foi localizada.

As investigações apontam que o piloto era chefe do esquema e que chegava a usar uma identidade falsa para levar as vítimas para um motel. Os abusos eram cometidos há pelo menos oito anos, segundo a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP.

“Ele tinha contato com algumas das vítimas e ele levava até para motel com RG de pessoa maior de idade. Uma delas, ele começou a abusar com 8 anos e hoje ela já está com 12. A outra acabou de fazer 18 anos”, disse Ivalda, na época. “Quando ele tinha contato físico, real, com essas crianças, então ele as estuprava”, afirmou a delegada.

Estupro de vulnerável

Previsto no Artigo 217A do Código Penal (criado por meio da Lei nº 12.015, de 2009), o crime de estupro de vulnerável é definido pelo ato de ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com uma pessoa menor de 14 anos.

A conjunção carnal é entendida pela penetração completa ou parcial do pênis na vagina, enquanto o ato libidinoso é considerado o gesto que uma pessoa pratica com o objetivo satisfazer-se sexualmente – mas sem a penetração.

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Caminhoneiro pede licença a bombeiro e reza ao lado de vítima após acidente fatal

Caminhoneiro se ajoelha e reza ao lado de vítima de acidente fatal/Foto: Reprodução/Instagram
Caminhoneiro se ajoelha e reza ao lado de vítima de acidente fatal (Foto: Reprodução/Instagram)

Caminhoneiro conduzia o veículo para sair de um posto de combustíveis quando a moto atingiu a traseira seu caminhão

O motorista de um caminhão envolvido num acidente que vitimou o empresário André Mimbacas Saccol, de 47 anos, pediu licença a um bombeiro que atendia a ocorrência e se ajoelhou no meio da BR-158 para fazer uma oração. O acidente ocorreu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, no último sábado (16).

O caminhoneiro, de 74 anos, estava conduzindo o veículo para sair de um posto de combustíveis, quando a moto pilotada por André atingiu a traseira seu caminhão.

Enquanto um bombeiro realizava os procedimentos de encargo, o motorista pediu licença a ele e se ajoelhou ao lado do corpo de André, em posição de oração.

O velório e cremação do motociclista aconteceram no último domingo (17). Com informações do portal g1.

Associações pedem que STF aumente o teto e abrande regras de penduricalhos

Dino é o relator das ações sobre emendas parlamentares na Corte/Foto: LUIZ SILVEIRA / STF
Dino é o relator das ações sobre emendas parlamentares na Corte (Foto: LUIZ SILVEIRA / STF)

Estadão Conteúdo

A entidade justificou o pedido citando trechos dos votos dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes em que afirmam que há defasagem nos salários dos magistrados.

Associações que representam magistrados, procuradores e promotores apresentaram recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a flexibilização das regras que restringiram os pagamentos de penduricalhos. Somado a isso, uma das principais entidades que representa juízes e desembargadores cobrou da Corte que apresente ao Congresso uma proposta de reajuste dos salários dos seus membros, alegando defasagem de mais de 20 anos.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) pleiteou que o STF busque o aumento salarial. A entidade justificou o pedido citando trechos dos votos dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes em que afirmam que há defasagem nos salários dos magistrados. Segundo a Ajufe, o subsídio dos ministros do STF, que estabelece o teto do funcionalismo público, deveria ser de R$ 71 mil em vez dos atuais R$ 46 mil.

A Associação propõe o reajuste com base no IPCA dos últimos 20 anos, sob o argumento de que os salários não teriam acompanhado as variações do índice. Além do pedido de um novo teto, a Ajufe se uniu a outras associações para pedir a flexibilização da decisão que restringiu os pagamentos dos penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público.

Um dos principais pleitos é que o STF altere a decisão que impôs um limite de 35% aos pagamentos de verbas consideradas indenizatórias, como diárias, ajuda de custo, indenização de férias não gozadas, do auxílio-moradia e do auxílio-saúde. A demanda é para que esses benefícios voltem a funcionar como antes, quando não havia limite de pagamento.

“Afaste a limitação ao percentual de 35% da remuneração imposta ao pagamento das verbas indenizatórias e de eventuais valores retroativos reconhecidos por decisões judiciais ou administrativa”, pedem a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp).

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Menina de 9 anos emociona com homenagem ao vivo pelo Dia das Mães; veja momento

Menina de 9 anos emociona com homenagem ao vivo pelo Dia das Mães; veja momento/Reprodução/TV Globo
Menina de 9 anos emociona com homenagem ao vivo pelo Dia das Mães; veja momento (Reprodução/TV Globo)

Durante atividade escolar, a pequena Maria Luísa foi às lágrimas ao descrever a rotina de trabalho e entrega da mãe solo

A manhã desta sexta-feira (8) reservou um momento de emoção para quem acompanhava as notícias no Recife. Durante uma entrada ao vivo no programa Bom Dia Pernambuco, da TV Globo, a pequena Maria Luísa, de apenas 9 anos, não conteve as lágrimas ao falar sobre sua mãe, Danielle Alves. O choro da menina, carregado de amor, tocou o coração de professores, jornalistas e telespectadores a dois dias da celebração do Dia das Mães.

A fala ocorreu durante uma oficina de artesanato onde estavam sendo produzidos vasos feitos à mão, que serão entregues como presente no próximo domingo (10). Durante a visita, o repórter Bruno Fontes aproximou-se para ouvir o que a criança tinha a dizer e que se seguiu foi um depoimento de profunda maturidade sobre a realidade de milhares de lares pernambucanos.

“Ela é mãe solo e cuida de mim e da minha irmã e está disposta a trabalhar de cinco da manhã”, desabafou Maria Luísa, com a voz embargada. “Ela trabalha com eventos e está trabalhando hoje, então também vai chegar tarde. Ela não teve tempo de me assistir, mas acredito que minha avó vai estar lá de testemunha para assistir que eu estou falando isso por ela. […] A minha mãe, ela é muito guerreira e trabalhadora.”

A vulnerabilidade da menina desarmou a equipe de reportagem. O jornalista Bruno Fontes, visivelmente tocado, buscou confortá-la: “Tenho certeza de que ela tem muito orgulho de você”.

Nos bastidores da imagem, a emoção também foi unânime. A cinegrafista Day Santos, responsável por registrar o momento, compartilhou sua reação nas redes sociais: “Eu chorei! O ao vivo que deu orgulho de fazer… Você é luz, menina”.

No perfil do programa no Instagram, a própria Danielle Alves, de 35 anos, deixou uma resposta pública à filha. “O tanto que a mamãe te ama não está escrito. Você é o meu mundo inteiro, e tudo que eu faço nessa vida é por você e por sua irmã. Te amo mais que tudo, você é meu orgulho, minha princesa”, escreveu.

Diario de Pernambuco

Brasileiros ainda preferem empregos com carteira assinada, aponta CNI

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pesquisa mostra que vagas em regime CLT são as mais atrativas, principalmente entre jovens em início de carreira

Os brasileiros em busca de emprego preferem vagas com carteira assinada. É o que revela a 67ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: visão da população sobre o mercado de trabalho, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o levantamento, apenas um em cada cinco trabalhadores procurou ativamente uma nova colocação nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os que buscaram oportunidades, mais de um terço (36,3%) apontou o emprego formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como a opção mais atrativa.

Outras modalidades também foram citadas pelos trabalhadores como alternativas de interesse:

  • trabalho autônomo: 18,7%
  • emprego informal: 12,3%
  • trabalho autônomo por meio de plataformas digitais: 10,3%
  • abertura do próprio negócio: 9,3%
  • contrato como pessoa jurídica: 6,6%

Segundo a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, apesar do crescimento de novas formas de trabalho, o emprego formal ainda é visto como sinônimo de estabilidade e segurança.

“A pesquisa revela que, apesar dessas novas modalidades de trabalho estarem surgindo e crescendo no país — como, por exemplo, os empregos autônomos vinculados a plataformas digitais — o trabalhador ainda pensa na estabilidade e nas condições vinculadas ao emprego formal, ao emprego CLT, justamente porque ele traz estabilidade e proteção social ao trabalhador”, afirma.

Jovens priorizam estabilidade

A preferência pelo emprego formal é ainda mais evidente entre os jovens. Entre brasileiros de 25 a 34 anos que estavam empregados e buscaram trabalho no mês anterior à pesquisa da CNI, 41,4% apontaram as vagas com carteira assinada como as mais atrativas.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse índice foi de 38,1%. Ambos os percentuais superam a média geral, de 36,6%.

Para Claudia Perdigão, essa tendência está relacionada ao início da trajetória profissional.

“Entre os mais jovens, existe uma clara preferência por empregos formais. Isso está vinculado à necessidade de estabilidade, principalmente no início da carreira, em que essa pessoa ainda está construindo o currículo”, ressalta.

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