Moraes aciona investigação contra Mendonça amparado em relatório interno da PF sem eficácia jurídica

O material empregado por Moraes não possui identificação oficial da corporação nem subscrição de autoridade policialPor JC

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a abertura de uma investigação contra o colega de Corte, André Mendonça, por alegado abuso de autoridade e interferência irregular em inquéritos, fundamentando o pedido em um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) autodeclarado como “sem valor probatório”.

Segundo publicou o Estadão, O material empregado por Moraes não possui identificação oficial da corporação nem subscrição de autoridade policial.

Ao analisar a tramitação de investigações, o texto compila declarações de fontes não identificadas sugerindo que Mendonça teria tentado atuar indevidamente sobre acordos de colaboração premiada da PF relativos a desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O arquivo aponta ainda, sem citar fontes, declarações de desconfiança de Mendonça em relação ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A respeito da gestão da PF, o informativo de inteligência transcreve o relato de uma fonte anônima afirmando que, durante encontro com investigadores, o ministro André Mendonça mencionou ter instaurado um procedimento para analisar um possível afastamento de Andrei Rodrigues, motivado por suspeitas de interferência na apuração do INSS, a qual atingiria o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O próprio expediente interno da PF ressalva, contudo, que tais relatos apócrifos possuem grau de confiabilidade de “baixa a moderada”, por se sustentarem unicamente em depoimentos sem qualquer embasamento documental.

No trecho dedicado à determinação de Mendonça para que a PF identificasse o interlocutor do banqueiro Daniel Vorcaro em conversas deletadas de seu telefone celular, o relatório de inteligência ponderou que tal solicitação configurava “ato preliminar defensável e possivelmente devido” para balizar a definição de competência jurisdicional do caso.

Por outro lado, a manifestação da PF avalia que a exigência da entrega integral do conteúdo das comunicações representaria uma medida investigativa inadequada, sob risco de extrapolar as atribuições do magistrado.

Adicionalmente, o relatório de inteligência aponta que o ministro André Mendonça já havia questionado os policiais, em reuniões prévias, a respeito de eventuais referências a Alexandre de Moraes nos arquivos recuperados do celular de Daniel Vorcaro.

O inquérito sem fim que permite a Moraes perseguir até um colega

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça – Antonio Augusto/STF

O Brasil que se aproxima do feriado de sua independência encontra o desafio de provar que não é uma republica de bananas mais uma vez. Para não ser uma república de bananas é preciso garantir que suas instituições funcionam para servir ao povo e não aos ocupantes dos cargos públicos. Para servir ao povo é necessário que até integrantes da mais alta corte judiciária do país prestem contas à população por seu comportamento. Ao invés de usarem o cargo para perseguir quem os questiona. E, se isso não for possível, é necessário admitir que não vivemos mais em uma plena democracia,

O episódio em que o ministro Alexandre de Moraes usa um inquérito aberto há quase oito anos para atacar o colega André Mendonça, após ter sido exposto numa investigação da Polícia Federal pelo relacionamento promíscuo que mantinha com um ex-banqueiro preso, é o capítulo mais preocupante dessa novela. O inquérito das FakeNews foi iniciado em março de 2019 e acabou transformado em ferramenta controlada pelo ministro Moraes para perseguir qualquer um que o questione. Dentro dele, o funcionário público sob a toga do Supremo vira vítima, investigador, delegado, promotor, juiz e único recurso. Questiona-se o motivo de ele nunca encerrar o inquérito. Alguém quer motivo maior do que poder personalizar todo o estado em si mesmo? Moraes realiza o sonho de Luís XIV da França. Não é pouca coisa.

Prefeitura de Afogados inaugurou pavimentação de uma rua e duas travessas

O trabalho de pavimentação de ruas não para em Afogados da Ingazeira. A cada semana, uma nova obra do programa “Minha Rua é 10” é inaugurada.

Dessa vez, a obra inaugurada foi no bairro Padre Pedro Pereira. O Prefeito Sandrinho Palmeira e o vice, Daniel Valadares, inauguraram a pavimentação em piso intertravado da Rua Pedro Soares de Siqueira e de suas duas travessas, ainda sem denominação.

A obra representa investimentos de 392 mil Reais, com a execução se quase três mil metros quadrados de novo pavimento. A rua é uma das mais antigas do bairro. “A gente luta por esse calçamento há mais de quarenta anos. E a Prefeitura agora atendeu nossos pedidos e fez muito mais do que a gente esperava,” declarou Lúcia Santos, representante do conselho de moradores do bairro.

A inauguração contou com as presenças dos vereadores Raimundo Lima, César Tenório, Reinaldo Lima, Douglas Rodrigues, Lucineide Cordeiro, Simone da feira, Mário Martins e Gal Mariano, autora do requerimento que solicitou a pavimentação, além de servidores do município e dos moradores da rua e das duas travessas pavimentadas.

Em sua fala durante a inauguração, o Prefeito Sandrinho Palmeira destacou que irá fazer uma praça para convivência comunitária no entorno da rua e das travessas inauguradas. “Essa é a rua mais antiga desse bairro tão importante que é o Padre Pedro Pereira. Essa pavimentação é uma reivindicação de mais de quarenta anos e chegamos pra atender com essa tão importante obra, beneficiando a população que aqui reside,” afirmou Sandrinho. Para a próxima semana, expectativa de mais obras de pavimentação a serem inauguradas.

Lula defende despesa com previdência e diz que acabou com fraude no INSS

O presidente Lula (PT) discursa durante ato no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (3), as despesas previdenciárias do governo e afirmou que seu governo acabou com as fraudes de descontos indevidos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

“Tenho muito orgulho que foi no meu governo que a gente descobriu a quadrilha montada no governo passado: uma quadrilha para roubar aposentados, as pessoas mais humildes, que tem uma vida financeira precarizada”, disse.

Os descontos indevidos começaram a crescer em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O número de fraudes acelerou ainda mais após 2023, n gestão Lula. A PF (Polícia Federal) deflagrou operação que acabou com o esquema no ano passado.

Lula disse ainda que despesas com previdência não são “gastos”, mas “obrigação de um Estado civilizado”. “Depois vem dizer que ‘o déficit é por conta da previdência’. Não, o déficit é porque temos que pagar R$ 1,3 trilhão de juro todo ano”, disse.

Na projeção do governo, a previdência custará R$ 1,16 trilhão em 2027. Especialistas em contas públicas apontam preocupações com o ritmo de crescimento dessas despesas e destacam especialmente a indexação de benefícios ao salário mínimo. Lula também mirou essas críticas.

“Se a gente tiver problema de incompatibilidade entre receita e despesa, a gente vai discutir e acertar. Mas não dá para jogar a responsabilidade na previdência. Dizem que não pode dar aumento real ao salário mínimo. O que é você dar, com o PIB crescendo 2,8%, 3% de aumento para o menor salário do país?”, questionou.

Governo “zera” a fila do INSS

A cerimônia foi marcada para o anúncio do governo Lula de que zerou a fila do INSS. Na prática, a gestão federal divulgou que, em agosto, o número de novos pedidos foi superior à fila de pedidos iniciais. Isso significa acabar com a fila os pedidos à autarquia se renovam dia após dia.

Como mostrou a CNN Brasil, o anúncio aconteceu em meio a uma tentativa de estabelecer uma “agenda positiva” e assegurar vantagem entre o eleitor idoso.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vem tentando explorar o escândalo de desvios associativos do INSS para desgastar Lula entre o eleitorado idoso. Uma das apostas para a estratégia é Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi relator na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do caso e é o vice na chapa.

Lula rebate as críticas afirmando que os descontos indevidos começaram a aumentar em 2019 e foram revelados e encerrados durante seu mandato. Também vem destacando que ressarciu mais de 5 milhões de aposentados em mais de R$ 3 bilhões.

Vox Radar: risada de ministros é vista como símbolo de deboche e impunidade

Da CNN 

A fotografia do ministro Alexandre de Moraes rindo ao lado de colegas do STF (Supremo Tribunal Federal) foi vista pelo público como símbolo de deboche e impunidade, segundo um levantamento exclusivo da Vox Radar.

O monitoramento analisou 86.421 comentários públicos do Instagram sobre a foto. No registro, Moraes aparece dando gargalhadas um dia após mensagens do WhatsApp de Daniel Vorcaro sugerirem que o ex-banqueiro e o magistrado mantinham contato.

No lado esquerdo de Moraes estava o ministro Gilmar Mendes, que acompanhava o colega de STF na gargalhada. O ministro Cristiano Zanin era mais comedido e se limitava a sorrir.

Presidente do STF, Edson Fachin não teve a reação captada pela câmera do fotógrafo Breno Carvalho, de O Globo. O ministro aparece de costas na imagem.

Segundo a Vox Radar, comentários tratando o tema como deboche ou escárnio foram os que tiveram maior engajamento: o total de 10.237 comentários reuniu 143.308 curtidas.

Aqueles que interpretaram o gesto como uma deslegitimação da Corte como “quadrilha”, “circo”, “palhaços” somaram 12.570 comentários, enquanto os que apontaram vergonha e nojo do momento totalizaram 12.037 dos comentários feitos.

A foto também foi lida como uma prova visual da impunidade pelos usuários — foram 11.559 comentários nesse sentido.

De acordo com o monitoramento, 97,9% dos comentários não nomeiam nenhuma pessoa em específico, o que indica que as críticas se concentram mais na instituição da Suprema Corte do que em um personagem determinado.

Quando se observa diretamente qual o magistrado mais criticado, Moraes lidera o ranking de menções hostis, seguido de Fachin, Gilmar e, por fim, Zanin.

O levantamento também identificou alguns dos comentários mais curtidos dentro de cada tema. Uma interação do candidato a presidente Romeu Zema (Novo) foi uma das mais curtidas.

“Esse é o sorriso tranquilo de quem sabe que é intocável. O Supremo RI DA NOSSA CARA enquanto a gente sustenta essa farra”, escreveu o ex-governador de Minas Gerais em uma publicação sobre o assunto. No período analisado, o comentário acumulava 25.424 curtidas.

O debate infantilizado ajuda a proteger os poderosos no Brasil de hoje

Por Igor Maciel

A defesa mais infantil diante de um erro não é negar o que aconteceu. É responder que outra pessoa também fez. A criança flagrada aponta imediatamente para o irmão, como se a falha alheia diminuísse a própria responsabilidade. O debate público brasileiro incorporou essa lógica, a transformou em método de proteção política e isso está evidente no escândalo Moraes/Vorcaro.

A polarização afetiva tornou a responsabilidade “condicional”. A falha só parece grave quando cometida pelo “adversário”. Quando envolve alguém do próprio campo, a primeira reação deixa de ser cobrar explicações e passa a ser procurar uma conduta equivalente no outro lado. A pergunta sobre o que aconteceu perde espaço para outra, bem mais conveniente: isso ajuda meu inimigo?

O “mas fulano também fez” não é um argumento. É um salvo-conduto. Se todas as irregularidades podem ser relativizadas pelas irregularidades dos adversários, nenhuma precisa ser devidamente esclarecida. É o “liberou geral” moral e ético, desde que seja meu aliado.

Cada grupo preserva as acusações contra o outro para usá-las como escudo quando um dos seus estiver sob suspeita. Forma-se uma espécie de pacto informal de indulgência recíproca, mesmo entre facções que passam o dia prometendo destruir umas às outras. Infantilizaram o debate público.

Supremo

As revelações sobre as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro submetem o Brasil a mais um desses testes. Há mensagens atribuídas ao ex-banqueiro, encontros com o ministro, um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes e a emissão de cartões com limites elevados para dois filhos do magistrado. Também foi revelada uma mensagem na qual Vorcaro pergunta se deveria deixar o país pouco antes de ser preso.

Essas informações não autorizam uma condenação antecipada. Autorizam perguntas. Qual era a natureza da relação? O ministro foi consultado sobre assuntos que posteriormente seriam investigados? Houve alguma atuação em favor de interesses privados? O contrato com o escritório de sua esposa teve interferência direta ou indireta de Moraes? As mensagens receberam resposta? Quais providências foram tomadas?

A reação faccionada que se viu em parte do público, porém, tenta levar o debate para outro lugar. De um lado, há quem já trate as revelações como prova definitiva de todas as acusações acumuladas contra Moraes. Do outro, há quem considere que a identidade política dos acusadores basta para tornar irrelevante o conteúdo das mensagens. “Se quem acusou foi indicado ao STF pela direita, é tudo mentira”.

Uns dispensam a investigação porque já condenaram. Outros dispensam a investigação porque já absolveram. As duas posições substituem a apuração pela torcida.

Facções

A polarização afetiva aprofunda esse comportamento. O adversário deixa de ser alguém que pensa diferente e passa a representar uma ameaça. A partir daí, admitir uma falha cometida pelo próprio campo parece uma concessão ao inimigo. A fidelidade ao grupo fica acima da fidelidade à regra.

Se uma relação deve ser investigada quando envolve um adversário, também deve ser investigada quando alcança um aliado. Apontar que outras autoridades cometeram falhas semelhantes pode justificar novas apurações. Jamais pode substituir aquela que já está sendo cobrada. A resposta adulta seria investigar todos, e não oferecer impunidade a todos, como vem acontecendo nesse debate infantil.

Eleições

Num período eleitoral, a lógica se torna ainda mais perigosa. O acusado passa a depender menos de demonstrar a correção de sua conduta. Basta convencer seu grupo de que está sendo perseguido. Os fatos viram narrativas, a investigação vira ataque e a responsabilidade individual desaparece dentro de uma guerra coletiva. E, também por isso, Moraes foi flagrado rindo, menos de 24h após sua relação escandalosa com Daniel Vorcaro ser exposta.

As redes sociais aceleram esse processo. A apuração exige tempo, dúvida, contexto e distinções. O algoritmo recompensa indignação, certeza e antagonismo. Enquanto a investigação pergunta o que aconteceu, o algoritmo já “exige” saber de que lado cada um está.

É nesse ambiente que autoridades, empresários e dirigentes envolvidos em escândalos encontram proteção. Sempre haverá um adversário com falhas a serem lembradas, uma eleição capaz de explicar a denúncia e uma militância disposta a trocar perguntas por palavras de ordem.

A polarização deixa de ser somente uma disputa entre projetos de poder e passa a funcionar como sistema de proteção para poderosos.

Raquel Lyra vê com preocupação crise no STF e diz que país vive momento perigoso

Governadora pediu a preservação das instituições e do ordenamento jurídicoPor Alex Fonseca

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra, avaliou, na manhã desta quinta-feira (3), a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) depois da revelação de conversas entre o ministro da corte Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do extinto banco Master, que está preso, acusado pela Polícia Federal (PF) de fraude fiscal.

Em sabatina promovida pelo portal Uol e pela Folha de São Paulo, a chefe do Executivo pernambucano pediu a preservação das instituições e do ordenamento jurídico.

“Vejo com preocupação tudo isso que está acontecendo no nosso país e espero que tudo aquilo que está sendo colocado à mesa seja apurado, respeitando o devido processo lega e responsabilizando quem precisar ser responsabilizado”, declarou.

Ainda de acordo com Raquel Lyra, a apuração de supostos fatos envolvendo magistrados e políticos deve ser feita independentemente dos nomes envolvidos, uma vez que “qualquer nome é menor do que a instituição que ele representa”.

“Se há qualquer tipo de responsabilidade, que seja apurada com o devido processo legal, e quem tiver de responder cível ou criminalmente, deve fazê-lo também. Ninguém é maior do que a lei. Não estou falando diretamente para o ministro (Moraes), mas para o Brasil de forma geral”, disse. “O mais importante de tudo é que não se deixe colocar debaixo do tapete questões que precisam ser discutidas e reveladas para que a instituição possa prevalecer”, complementou.

Questionada sobre um possível impeachment do ministro Alexandre de Moraes, Raquel frisou que não compete a ela manifestar-se contrária ou favoravelmente. “Existe todo um processo para qualquer tipo de julgamento, e ele (Moraes) precisa ser respeitado também.”

A governadora manifestou preocupação com a possibilidade de debates, como o de impeachment do ministro, contaminarem o processo eleitoral deste ano.

“É um momento muito perigoso. Estamos a trinta dias das eleições e as coisas estão muito contaminadas e estão acontecendo em um momento em que levantar bandeira e tomar decisão é perigoso se estiver olhando para o resultado eleitoral”, ponderou.

Cartazes
A governadora voltou a se manifestar a respeito dos cartazes apócrifos, colocados em áreas do Bairro do Recife, com agressões dirigidas a ela. Raquel acusou, ainda, adversários de tentarem imputar sobre ela a responsabilidade de ter produzido os cartazes.

Quatro linhas 
Ao rebater as acusações de que existiria um  susposto gabinete do ódio, comandado pelo governo estadual, com o objetivo de desidratar o candidato João Campos (PSB), Raquel disse que quem precisava se explicar é o adversário. Lembrou uma ação que protocolou denúncias no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) contra uma suposta de rede de perfis, coordenada pelos opositores, contra ela.

“Quem fala sobre gabinete do ódio, precisa justificar como é que funciona uma rede de mais de 500 robôs que a gente detectou”, disse. “Eu jogo dentro das quatro linhas”, acrescentou.

Comparação 
A governadora disse que entende a disputa eleitoral como um debate de ideias e não “um vale-tudo pelo poder”. Ao relembrar a passagem pelo PSB (partido adversário João Campos), disse que não apagaria “um milímetro” da própria história e sugeriu que o adversário teria “uma lembrança seletiva”.

“Acho importante (a população) fazer uma avaliação sobre a trajetória e as entregas de um e de outro”, afirmou.

Grito dos Excluídos 2026 ocupa o Recife no 7 de Setembro em defesa da moradia e das mulheres

Concentração da 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas no Recife acontece a partir das 9h no Parque Treze de Maio.Por Blog da Folha

No próximo 7 de setembro (segunda-feira), o Recife será palco da 32ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas, uma das principais mobilizações populares do país em defesa dos direitos humanos, da democracia e da justiça social. A concentração está marcada para as 9h, no Parque Treze de Maio, no bairro da Boa Vista, de onde os manifestantes seguirão em caminhada até o Pátio do Carmo.

Com o tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!”, a edição de 2026 traz como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A ação ocorre de forma simultânea em diversas cidades brasileiras para pautar a denúncia das desigualdades sociais, os conflitos no campo, a precarização habitacional e a retirada de direitos.

Construído de forma coletiva pela articulação nacional do movimento, o lema deste ano lança luz sobre as populações e territórios em maior situação de vulnerabilidade. A mobilização faz um alerta para o avanço da violência de gênero no Brasil, cobrando o fim do feminicídio e a ampliação de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, com foco nas moradoras de periferias, áreas rurais e comunidades tradicionais.

No Recife, o ato congregará pastorais sociais, movimentos populares, sindicatos, organizações da sociedade civil, coletivos de juventude e lideranças comunitárias. Ao longo do percurso rumo ao Pátio do Carmo, a caminhada terá momentos de mística, intervenções culturais e manifestações pela soberania popular e pela garantia de moradia digna.

Realizado desde 1995, o Grito dos Excluídos e das Excluídas redefiniu o sentido do Dia da Independência no calendário nacional, transformando o 7 de setembro em um espaço de engajamento e reivindicação política. Mais do que um ato isolado, a iniciativa funciona como um processo permanente de articulação e fortalecimento das lutas sociais no país.

Em Abreu e Lima, Cristiane Moneta inaugura comitê ao lado de Álvaro Porto e reforça aliança com João Campos e Lula

Candidata à Câmara Federal reforçou palanque de João Campos para o Governo e de Lula à Presidência, e ainda defendeu preparo técnico e representatividade feminina com resultados

Em ato político realizado na noite desta quarta-feira (02), a candidata a deputada federal pelo MDB, Cristiane Moneta (1540), inaugurou oficialmente seu comitê de campanha no município de Abreu e Lima. O evento reuniu lideranças políticas, militantes e apoiadores locais, contando com a presença do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, que faz dobradinha com a postulante na região.

Em sua fala, Moneta resgatou sua ligação histórica com o município, onde exerceu por 14 anos a função de secretária de Finanças e esteve à frente do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, em 2020. Com uma trajetória de quase 30 anos no serviço público, atuando como contadora pública, controladora governamental e ex-presidente do Procon Recife, a candidata destacou que a gestão técnica e o compromisso social devem caminhar juntos.

“Não se faz política de improviso. Brasília exige preparo, coragem e resultados comprovados na ponta, onde a vida das pessoas acontece. Minha história na vida pública sempre foi pautada na responsabilidade e na defesa intransigente dos direitos da população”, pontuou Cristiane Moneta. Ela ainda aprofundou a discussão sobre a representatividade feminina nos espaços de poder, defendendo maior ocupação de mulheres nos cargos de decisão, mas frisando que essa presença precisa vir acompanhada de capacidade técnica e entregas reais.

A candidata também detalhou os compromissos que pretende levar à Câmara dos Deputados em favor de Abreu e Lima. Ela chamou atenção para a vocação agrícola do município, lembrando que 74% de seu território é composto por área rural, e assegurou que destinará emendas parlamentares para a pavimentação de estradas vicinais, evitando que os produtores fiquem isolados nos períodos de chuva. Além disso, Moneta cobrou melhorias estruturais no transporte coletivo entre os bairros periféricos, denunciou a precariedade do abastecimento de água e reforçou que a infância, as mulheres e as mães atípicas terão atenção prioritária em seu mandato.

Ao final, Moneta reforçou o alinhamento da sua chapa com a reeleição do presidente Lula, a candidatura de João Campos ao Palácio do Campo das Princesas e a recondução de Álvaro Porto à Alepe. “Nosso lado é o lado de quem tem serviço prestado, de quem respeita as pessoas e não foge à luta. Vamos seguir juntos, de mãos dadas com o povo de Abreu e Lima e de todo Pernambuco”, ressaltou.

Em debate no G1, candidatos ao Senado citam Lula e Raquel mas João só é lembrado no final

Os candidatos Mendonça Filho, Tulio Gadelha, Humberto Costa, Eduardo da Fonte, Paulo Rubem, Marilia Arraes ao lado do mediador Márcio Bomfim
Os candidatos Mendonça Filho, Tulio Gadelha, Humberto Costa, Eduardo da Fonte, Paulo Rubem, Marilia Arraes ao lado do mediador Márcio Bomfim – Divulgação

Por TEREZINHA NUNES

O candidato a governador João Campos, só foi lembrado nas considerações finais por Humberto e Marília quando foram revelar a chapa da qual fazem parte

Juntos no primeiro debate entre os candidatos ao Senado nesta eleição, os principais concorrentes às duas vagas na Casa Alta do Congresso Nacional – Humberto Costa, Eduardo da Fonte, Marília Arraes, Mendonça Filho, Túlio Gadelha e Paulo Rubem – demonstraram, a 33 dias do pleito, um fenômeno curioso para os telespectadores que acompanharam até o fim o que eles pensam sobre temas como saúde, segurança, meio-ambiente, ajuste fiscal e interiorização: com olho na urna, três deles citaram o apoio ao presidente Lula, três à governadora Raquel Lyra, mas o ex-prefeito e candidato a governador João Campos, embora criticado por Túlio Gadelha e Mendonça, só foi lembrado nas considerações finais por Humberto e Marília quando foram revelar a chapa da qual fazem parte.

Sobre os temas em si, Humberto, Mendonça e Eduardo fizeram uma prestação de contas do que realizaram no Congresso Nacional ou em ministérios como foi o caso dos dois primeiros mas a preocupação presente em todas as falas dos candidatos era reiterar a proximidade com seus padrinhos políticos o propósito de trabalhar com eles e ajudá-los a governar o Brasil e Pernambuco. Como Humberto, Marília e Túlio Gadelha apoiam o presidente Lula o citaram várias vezes tendo Marília lembrado no final que os candidatos de Lula são ela e Humberto.

Tulio, Mendonça e Eduardo da Fonte, porém, defenderam e exaltaram a governadora Raquel Lyra, tendo Túlio feito uma verdadeira prestação de contas de tudo que a governadora fez no estado, sempre acrescentando que ela fará muito mais e por isso precisa continuar seu mandato. O senador Humberto Costa, que está sendo votado por alguns prefeitos de Raquel, não falou no nome dela mas disse que está pronto para continuar seu trabalho ao lado do presidente Lula e com o governador eleito, ressaltando que essa sempre foi sua postura : “nunca deixei de trabalhar por Pernambuco e por cada um dos municípios do estado, independente de questões políticas e partidárias”.

Mendonça e Humberto em debate particular

Não faltaram, porém, estocadas entre petistas e bolsonaristas. Mendonça e Humberto trocaram farpas algumas vezes na discussão sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, o que foi reforçado por Marília. Neste momento Mendonça, que não deixou provocações sem resposta, disse que “se a saída de Dilma foi um golpe quem deu o golpe foi o candidato de Marília, seu primo João Campos, cujo partido garantiu votos necessários para a decretação do impeachment da presidente”. A questão do fim do programa Mais Médicos e da vacinação contra Covid foi outro assunto comum aos três tendo os petistas culpado Bolsonaro. Já Mendonça citou a inflação atual e a crise fiscal do Governo Lula.